Choque Rei

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Choque Rei
Palmeiras x São Paulo
Choque rei - palmeiras e sao paulo - campeonato brasileiro de 2007 - 01.jpg

Choque Rei no Estádio Palestra Itália
Palmeiras 98 vitória(s), 398 gol(s)
São Paulo 105 vitória(s), 413 gol(s)
Empates 101
Total de jogos 304
Total de gols 811
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Choque Rei é uma grande rivalidade paulista entre as equipes de futebol do Palmeiras e do São Paulo, sendo este um dos clássicos paulistas mais equilibrados.

Ambos os times são rivais desde o primeiro confronto, mas o auge de sua rivalidade destacada aconteceu entre 1942 e 1950, período em que São Paulo e Palmeiras dividiram os nove títulos paulistas disputados. Foram cinco títulos do São Paulo (1943, 1945, 1946, 1948 e 1949) e quatro do Palmeiras (1942, 1944, 1947 e 1950).

Os palmeirenses mais novos não tem motivos para gostar do São Paulo, visto as recentes eliminações nas Libertadores de 2005 e 2006; mas a recíproca é verdadeira; pois o tricampeonato paulista do tricolor não veio até hoje por causa do Verdão, campeão paulista de 1947, 1950, 1972 e 1993.

Os confrontos, marcados por uma mescla de brigas e futebol-arte, receberam na década de 40 o apelido de Choque-Rei dado pelo jornalista Tomaz Mazzoni, do jornal "A Gazeta Esportiva", pela sua importância. O Choque Rei levou por quatro vezes públicos maiores do que 110 mil pessoas no Estádio do Morumbi.

O Palmeiras, originalmente chamado de Palestra Itália, foi fundado por representantes da colônia italiana de São Paulo em 1914. Atualmente, a torcida se compõem não só de descendentes de italianos, mas também de pessoas descendentes dos mais variados povos de outras partes do mundo e do próprio Brasil, refletindo o próprio cenário cosmopolita existente na capital paulista, historicamente conhecida por receber migrantes e imigrantes.

O São Paulo se originou da união de desportistas de dois clubes da elite paulistana em 1930 (torcedores do Paulistano que abandonou o futebol profissional mas continua a existir como clube social e da AA das Palmeiras) que buscavam formar um clube que representasse a tradição dos paulistas, levando do estado o nome e as cores de sua bandeira (curiosamente a sua data de fundação em 25/01/1930 coincide com o aniversário da capital paulista). Depois de um breve período de inatividade, foi refundado em 1935, conseguindo ampliar seu número de torcedores com pessoas de diversas classes sociais e de várias origens, também refletindo o cenário recente da cidade.

O clássico tem como grande marca o equilíbrio, como a disputa pela segunda maior torcida do Estado de São Paulo e terceira maior do Brasil; o confronto pela segunda posição no ranking de títulos de campeonatos paulistas (atualmente, são 22 do Palmeiras e 21 do São Paulo, sendo que o tricolor possui ainda 1 supercampeonato paulista e o Palmeiras possui mais 2 campeonatos paulistas extras); a briga pelo maior número de participações na Copa Libertadores da América (atualmente, o São Paulo tem 16 participações e o Palmeiras tem 15); relevância nacional de cada um, o Palmeiras como o maior campeão nacional e de Campeonatos Brasileiros (11 e 8, respectivamente) e o São Paulo como um dos maiores vencedores de campeonatos brasileiros (6 no total)); ídolos; jogadores cedidos para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo; entre muitos outros pontos que cercam essa destacada rivalidade entre os vizinhos de Centros de Treinamento.

A rivalidade entre Palmeiras e São Paulo também atingiu contornos de inimizade durante a Segunda Guerra Mundial, quando o então Palestra Itália foi obrigado a mudar de nome para Palmeiras, já que o Brasil, governado pelo então presidente Getúlio Vargas, declarou guerra aos países do "Eixo" (Alemanha, Itália e Japão) e se alinhou aos países "Aliados", (EUA, URSS, Grã-Bretanha, França, e outros países)[1] . Informações da época são de que dirigentes do São Paulo estavam entre os que mais pressionaram as autoridades para que o rival mudasse de nome, respeitando a legislação nacionalista vigente na época[2] .

Atualmente, Palmeiras e São Paulo são muito populares no Brasil, por conta principalmente das inúmeras glórias conquistadas por ambos em toda a história do futebol brasileiro. É um dos clássicos de maior rivalidade no futebol do Brasil.[3] e consequentemente do mundo.[4]

Estatísticas do clássico[editar | editar código-fonte]

Partidas: 304 (de 30 de março de 1930 até 17 de agosto de 2014)

Estatísticas
Vitórias do Palmeiras 98
Vitórias do São Paulo 105
Empates 101
Gols do Palmeiras 398
Gols do São Paulo 413
Detalhes por competição
  • Até o dia 2 de fevereiro de 2014, os clubes paulistanos haviam se enfrentado 168 vezes pelo Campeonato Paulista, com 67 vitórias do São Paulo, 48 vitórias do Palmeiras, 53 empates, e um total de 463 gols feitos, sendo 249 da equipe tricolor e 214 do time alviverde.
  • Até o dia 17 de agosto de 2014, haviam se enfrentado 57 vezes pela pelo Campeonato Brasileiro, se levada em conta a fase unificada, que foi iniciada em 1959 (o primeiro clássico entre ambas foi disputado em 1967 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa). Foram 18 vitórias do Palmeiras, 12 vitórias do São Paulo, 27 empates, e um total de 131 gols feitos, sendo 69 da equipe alviverde e 62 do time tricolor.
  • Pela época moderna do campeonato, iniciada em 1971, as equipes se enfrentaram 53 vezes, com 17 vitórias do Palmeiras, 11 vitórias do São Paulo, 25 empates, e um total de 122 gols feitos, sendo 64 da equipe alviverde e 58 do time tricolor.
  • Até o dia 7 de agosto de 2010, haviam se enfrentado 8 vezes pela Libertadores da América, com 6 vitórias do São Paulo e 2 empates, e um total de 16 gols feitos, sendo 4 da equipe alviverde e 12 do time tricolor.

Último jogo[editar | editar código-fonte]

Primeiro jogo[editar | editar código-fonte]

Decisões de títulos[editar | editar código-fonte]

É considerada decisão apenas a partida em que ambos os times entram em campo disputando o título, saindo um campeão sobre o outro.

Campeonato Paulista

    • 1933: Palestra Itália 3x2 - 1x0 São Paulo - Palestra Itália campeão
    • 1942: Palmeiras 3x1 São Paulo - Palmeiras campeão
    • 1943: São Paulo 0x0 Palmeiras - São Paulo campeão
    • 1944: Palmeiras 3x1 São Paulo - Palmeiras campeão
    • 1950: São Paulo 1x1 Palmeiras - Palmeiras campeão
    • 1971: São Paulo 1x0 Palmeiras - São Paulo campeão
    • 1972: Palmeiras 0x0 São Paulo - Palmeiras campeão invicto e São Paulo vice invicto
    • 1992: São Paulo 4x2 Palmeiras. 2º Jogo: São Paulo 2x1 Palmeiras - São Paulo campeão.

Campeonato Brasileiro

    • 1973: Palmeiras 0x0 São Paulo - Palmeiras campeão*
  • Obs.: O Campeonato Brasileiro de 1973 foi decidido em um quadrangular entre Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e Internacional, coincidindo o último jogo do quadrangular ser Palmeiras e São Paulo, campeão e vice por pontos.

Competições internacionais[editar | editar código-fonte]

Copa Libertadores da América

  • 30 de março de 1974: São Paulo 2x0 Palmeiras - 1ª fase (Grupos)
  • 24 de abril de 1974: Palmeiras 1x2 São Paulo - 1ª fase (Grupos)
  • 27 de abril de 1994: Palmeiras 0x0 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
  • 24 de julho de 1994: São Paulo 2x1 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado
  • 18 de maio de 2005: Palmeiras 0x1 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
  • 25 de maio de 2005: São Paulo 2x0 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado
  • 26 de abril de 2006: Palmeiras 1x1 São Paulo - Oitavas (1ª partida)
  • 3 de maio de 2006: São Paulo 2x1 Palmeiras - Oitavas (2ª partida)- São Paulo classificado

Maiores goleadas[editar | editar código-fonte]

São listadas as goleadas com diferença a partir de quatro gols ou mais.

Equipe vencedora Placar Ano Data Local Campeonato/Torneio
São Paulo 6 x 0 1939 26 de março Estádio da Rua da Mooca Campeonato Paulista
São Paulo 5 x 0 1956 10 de novembro Estádio do Pacaembu Campeonato Paulista
Palmeiras 5 x 0 1965 19 de maio Estádio do Pacaembu Torneio Rio-São Paulo
São Paulo 6 x 2 1981 4 de outubro Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
São Paulo 5 x 1 1949 24 de julho Estádio do Pacaembu Campeonato Paulista
São Paulo 5 x 1 1986 27 de julho Estádio do Pacaembu Campeonato Paulista
São Paulo 5 x 1 1999 9 de maio Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
São Paulo 4 x 0 1931 6 de Dezembro Estádio do Morumbi Campeonato Paulista
Palmeiras 4 x 0 1953 15 de março Estádio do Pacaembu Taça Tibiriçá
São Paulo 4 x 0 1980 5 de agosto Estádio do Morumbi Amistoso
Palmeiras 4 x 0 1992 8 de março Estádio do Morumbi Campeonato Brasileiro

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

  1. São Paulo 0x0 Palmeiras, 119.113, 17 de junho de 1979 (112.016 pagantes)
  2. São Paulo 1x0 Palmeiras, 115.435, 27 de junho de 1971 (103.887 pagantes)
  3. São Paulo 2x1 Palmeiras, 114.000, 20 de dezembro de 1992 (110.887 pagantes)
  4. São Paulo 0x0 Palmeiras, 112.031, 1 de dezembro de 1991 (110.915 pagantes)
  5. São Paulo 0x0 Palmeiras, 97.210, 14 de março de 1993 (96.340 pagantes)
  6. São Paulo 4x2 Palmeiras, 90.688, 5 de dezembro de 1992
  7. São Paulo 3x1 Palmeiras, 89.531, 23 de agosto de 1987
  8. São Paulo 3x1 Palmeiras, 88.235, 15 de maio de 1977 (85.754 pagantes)
  9. São Paulo 3x1 Palmeiras, 75.000, 26 de abril de 1998
  10. São Paulo 1x1 Palmeiras, 71.872, 30 de abril de 1989
  11. São Paulo 0x0 Palmeiras, 66.549, 20 de fevereiro de 1974
Na Era Pacaembu (1940-1970)
  • Relacionados apenas jogos até 1970.[5]
  1. Palmeiras 1x3 São Paulo, 60.315, 13/09/1953
  2. Palmeiras 3x1 São Paulo, 56.423, 17/09/1944
  3. Palmeiras 1x1 São Paulo, 54.495, 21/07/1946
  4. Palmeiras 2x4 São Paulo, 54.151, 23/10/1949
  5. Palmeiras 3x3 São Paulo, 51.333, 04/06/1944
  6. Palmeiras 1x1 São Paulo, 50.917, 28/01/1951
  7. Palmeiras 3x2 São Paulo, 50.017, 21/01/1950

Amistosos[editar | editar código-fonte]

  • Na história do confronto houve 44 amistosos segundo dados do Palmeiras, o último foi em 23 de maio de 1984.
  • Na história do confronto houve 16 amistosos segundo dados do São Paulo, o último foi em 5 de agosto de 1980.
  • Essa diferença de 28 jogos foram jogos em "torneios" e "copas", considerados amistosos pelo Palmeiras.
  • Amistoso comemorativo: São Paulo 3 a 2 Palmeiras, em 3 de novembro de 1968 na inauguração do Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira em São Carlos.

Maiores Clássicos[editar | editar código-fonte]

  • O primeiro jogo entre o recém surgido São Paulo e o já grande Palestra Italia, ocorreu em 30 de março de 1930, válido pelo Paulistão daquele ano. Jogando na Chácara da Floresta, o jogo terminou 2 a 2, gols sãopaulinos de Friedenreich e Zanuella.
  • No ano do seu primeiro título, o Paulistão de 1931, o tricolor teve no Verdão, que terminou vice, seu grande adversário ao título. No turno, uma vitória palestrina por 3 a 2 em 1º de maio , e, no returno, uma goleada são paulina por 4 a 0, a qual fez os palestrinos jurarem revanche.
  • No Paulistão de 1932, os dois de novo, eram os pleiteantes ao título. Vitória Alviverde por 3 a 2 no primeiro turno. Porém, com a Revolução Constitucionalista de 1932, o segundo turno não foi realizado, e o Verdão, líder, acabou campeão, com o São Paulo, reclamando por não ter o jogo de volta, vice.
  • No Paulistão seguinte,em 1933, novamente ambos eram os favoritos e novamente, o Palestra bateu o Time da Fé, mas, agora sem deixar dúvidas: 3 a 2 no turno e 1 a 0 no returno. Por sinal, foi nesse jogo do returno, ocorrido no estádio Palestra Itália em 12 de novembro de 1933, que o gol solitário de Avelino aos 29 minutos da etapa complementar, garantiu o título do Palestra ao fim da partida, o qual coincidentemente enfrentava seu adversário na disputa pelo título, o Tricolor vice-campeão.
  • No 1º Torneio Rio-São Paulo da história, em 1933, o Verdão disputava com o São Paulo ponto a ponto o título - o alviverde derrotou o tricolor no 1º e 2º turnos da competição - por 3 a 2 e 1 a 0 respectivamente, triunfos que foram vitais para sua conquista; jogos aliás que também valeram pelo paulistão de 1933. No final do Rio-São Paulo o Verdão foi o campeão com 36 pontos, contra 34 pontos do tricolor, que foi vice campeão.
  • Em 1934 o Time da Fé não foi campeão, mas teve uma alegria diante do rival: No último jogo do campeonato, o Verdão, já campeão com sobras e invicto, encontrou o tricolor, no "jogo da festa". Só não combinaram com ele, que venceu o clássico, quebrou a invencibilidade e acabou com a festa adversária, no título que ficou conhecido como sinfonia inacabada.
  • No primeiro clássico após a "morte" do São Paulo da Floresta e o seu ressurgimento, vitória fácil do futuro Palmeiras: 3 a 0 em 25 de outubro de 1936.
  • Desde que fora refundado, o "mais querido" ainda não conseguira vencer seu maior rival. Sua última vitória fora ainda como Tricolor da Floresta, por 1 a 0 em 28 de outubro de 1934. Até que em 26 de março de 1939, no seu antigo campo da Antárctica Paulista, o Estádio Antônio Alonso, na Rua da Mooca, o São Paulo não só quebrou o tabu, como impõs a maior goleada da história do clássico com um 6 a 0.
  • O Palestra Itália conquistou o Campeonato Paulista de Futebol de 1940 com uma vitória sobre o Time da Fé, que não lutava pela taça, por 4 a 1. Porém esse jogo foi polêmico pois o atacante Paulo do Tricolor disse ter recebido uma proposta de suborno no valor de 3 contos de réis de Sídnei do Alviverde, a mando do dirigente Higino Pellegrini. Sídnei acabou suspenso por tempo indeterminado.
  • O Palestra entrou na última rodada do Paulistão de 1942 diante do São Paulo, adversário direto pelo título, a quem culpava pela perseguição que sofria devido às suas raízes italianas. para fugir da perseguição devido às suas raízes, adotou nome brasileiro e entrou em campo com uma bandeira do Brasil. Estreou com o novo nome, Palmeiras, e o novo escudo justo diante do inimigo, e, para doce vingança, impôs um 3 a 1, com direito a abandono de campo do time tricolor aos 19 minutos do segundo tempo após marcação de pênalti cometido por Virgílio, que lhe valeu o título de campeão. A violência durante o jogo foi tanta que o juiz da partida acabou suspenso por 10 dias, por não coibí-la.
  • Já o primeiro título do Tricolaço após a sua 'ressurreição', ocorreu no campeonato seguinte, 1943. O São Paulo líder ao lado do Corinthians, enfrentaria o Palmeiras, 3° colocado, 2 pontos atrás. Se o Verdão vencesse, os três empatariam e haveria um supercampeonato desempate. Aos 6 minutos de jogo, Sastre se contundiu e passou o resto do jogo fazendo número, pois não havia substituição. O Time da Fé passou então o jogo segurando o 0 a 0, que lhe valeu a taça. Foi o ano em que 'a moeda caiu em pé'.
  • Em 1944, Palmeiras e São Paulo chegavam outra vez, cabeça a cabeça, na reta final do Paulistão. O tricolor de então era um jovem vencedor, cujo primeiro título tinha sido conquistado um ano antes, em 1943. O Palmeiras chegava para disputar seu 10º título com um considerável desfalque. O argentino Dacunto, centro-médio que formava uma afinada linha com Og Moreira e Gengo, não poderia entrar em campo. Dizem que, graças a uma jogada de bastidores, o São Paulo teria conseguido a suspensão do jogador na Federação. Não fez diferença: Palmeiras 3 a 1 que deram ao Verdão o título de 1944, a torcida, de alma lavada, organizou um desfile pelas ruas da cidade, carregando um caixão tricolor e cantando em coro: "Com Dacunto ou sem Dacunto, o São Paulo é um defunto!".
  • O único título paulista ganho invicto pela São Paulo veio no Paulistão de 1946, em uma vitória dramática diante do Palmeiras. Quem torcia pelo tropeço do Tricolor era o Corinthians que lutou palmo a palmo pela taça. No Pacaembu, um jogo tenso. Aos 13 do segundo, Luizinho do tricolor chutou Oberdan, iniciando uam grande briga com 4 expulsos: Og Moreira e VillaDoniga do Verdão e Luizinho e Remo do São Paulo. Aos 38 do segundo Bauer centra, a bola bate na trave e no rebote, gol do zagueiro Armando Renganeschi, - 1 a 0- que foi colocado na ponta-esquerda por estar contundido, mas teve forças para escorar o gol da taça.
  • A mais dramática e heroica vitória palestrina num Choque Rei ocorreu em 28 de janeiro de 1951, ficando conhecida como "O Jogo da Lama". O São Paulo buscava o tri paulista, e a três rodadas do fim liderava. Mas, na penúltima e antepenúltima rodadas perdeu e foi ultrapassado justamente pelo Palmeiras, que enfrentaria na última rodada do returno. No dia do jogo decisivo, caiu uma tempestade em São Paulo, tornando o gramado do Pacaembu um lamaçal. A vantagem do empate era do Verdão, o que forçou o tricolor ao ataque, com Teixeirinha abrindo 1 a 0 para o tricolor com apenas quatro minutos de jogo. No resto do primeiro tempo, o time do Morumbi massacrou o alviverde, que só não tomou gols devido à monstruosa atuação de Oberdan Cattani. Os palestrinos descem ao vestiário onde Jair da Rosa Pinto, aos berros, exige uma reação dos colegas - fato que foi gravado numa impressionante foto de jornal da época. Numa reação, em um campo impraticável pelo barro, Jair faz jogada para Aquiles empatar o prélio e definir o clássico. No Ano Santo, os Palmeirense, às lágrimas, sagram-se campeões paulista de 1950, impedindo o tricampeonato certo do São Paulo, e ainda classificando-se para a Copa Rio.
  • Zizinho era o maior jogador do país em 1957, e ao ser contratado pelo Mais Querido, sem nem ao menos um único treino com o elenco, estreou em um clássico contra o Palmeiras. Liderou, venceu com o São Paulo por 4 a 2, dando início a uma invencibilidade do Tricolor dali até o fim do campeonato, acabando Campeão Paulista de 1957.
  • Na década de 1960, No Torneio Rio-São Paulo de 1965, na etapa final da competição, o Palmeiras impôs a maior goleada feita em cima do rival tricolor no clássico, por 5 a 0, isso já seria motivo de sobra para que este clássico se tornasse inesquecível, mas existe ainda um motivo a mais: na oportunidade, o Verdão liderava a disputa com 7 pontos, seguido bem de perto pelo Tricolor, que somava seis. A soma de mais dois pontos devido à vitória levou a 9, tirou qualquer chance de título para os são-paulinos e deixou o Palmeiras bem próximo da conquista do tricampeonato do Rio-São Paulo.
  • No Paulistão de 1971, ambos decidiam o título, mas o São Paulo jogava por empate, pois tinha 34 pontos contra 33 do vice-líder Palmeiras, que o enfrentaria. Logo aos 5 minutos do primeiro tempo, Toninho Guerreiro aparou no peito uma bola rebatida pela defesa e, mais ou menos da altura do pênalti, mandou-a para as redes palmeirenses. Daí para a frente, foi o Palmeiras atacar sem parar, porque precisava vencer a partida, e o São Paulo se defender, já que o empate também daria o título. Essa partida teve um lance polêmico, que até hoje não foi resolvido na cabeça dos palmeirenses: aos 22 minutos do segundo tempo, Leivinha fez um gol que não foi validado pelo juiz Armando Marques. Para os palmeirenses, o gol foi de cabeça; para Armando Marques, foi de mão. Ao se ver as imagens hoje, percebe-se que o atacante usa a cabeça, mas o fato de ter esticado os dois braços no lance é o que deve ter provocado a dúvida no juiz. Irritados, os palmeirenses chegaram ao limite quando, já no fim do jogo, um funcionário errou ao devolver a bola para o campo, deixando-a escapar pelo lado contrário. Todos, de Leão a Fedato, correram atrás do funcionário para o agredir. Ninguém o pegou e, ainda por cima, Eurico e Fedato foram expulsos. Foi, enfim, um jogo fantástico, emocionante, eletrizante, que deu ao São Paulo o terceiro bicampeonato de sua história.
  • No Paulistão de 1972, veio o troco do Alviverde invicto, diante de um São Paulo também invicto, com um 0 a 0. A vingança: líderes do Campeonato Paulista de 1972 desde seu início, os dois velhos rivais chegam invictos à última rodada. Agora, com 36 pontos, o Palmeiras joga por um empate contra o São Paulo, que tem 35. É a vez dos são paulinos chorarem uma bola chutada no travessão pelo ponteiro Paulo. Os palmeirenses, com o 0 a 0 garantido, dão a volta olímpica de campeões do Sesquicentenário da Independência do Brasil. Melhor que a alegria do título, era pensar que o adversário, também invicto, morreu na praia.
  • Em 1973, o Alviverde ganhou o bicampeonato Brasileiro na última rodada do quadrangular decisivo do Brasileirão com outro 0 a 0 diante do tricolor, que, de novo, engoliu um vice.
  • Em 1974, a revanche tricolor, que venceu o Verdão na Libertadores da América, tanto no Palestra Itália, por 2 a 1, como no Morumbi, por 2 a 0. Apesar do confronto ter sido realizado na primeira fase da competição, que era de grupos com quatro equipes cada, as vitórias são-paulinas levaram o tricolor à liderança de seu grupo e, como apenas uma equipe se classificava para a próxima fase, o Palmeiras, mesmo em segundo lugar, ficou fora da sequência da competição.
  • O São Paulo eliminou o Verdão (que jogava pelo empate) na semifinal do Paulistão de 1978, realizada em 17 de junho de 1979, com um gol de Serginho Chulapa, aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação.
  • No Paulistão de 1981 o Tricolor goleou o alviverde por 6 a 2, com direito a gol de letra de Mário Sérgio.
  • Brasileirão 1985. 16 de março de 1985 – São Paulo 4 X 4 Palmeiras - 90 minutos de emoção. Pelo Campeonato Brasileiro de 1985, Palmeiras e São Paulo se enfrentavam num jogo que não decidiria título para nenhum dos dois lados. Os torcedores presentes não imaginavam que veriam um dos maiores clássicos entre Palmeiras e São Paulo. Pita abriu o placar logo aos 11 minutos de jogo. O Palmeiras só reagiu aos 40' com Jorginho. Mas logo em seguida, Muller colocava o Tricolor em vantagem novamente. O segundo tempo mal começara e Careca, de pênalti, ampliava a vantagem são-paulina: 3 a 1. A reação do Verdão foi fulminante e Mendonça empatou o jogo, marcando aos 17 e aos 20 minutos: 3 a 3. Mas o São Paulo esfriou os ânimos alviverdes oito minutos depois, com Oscar, que já havia metido uma bola no travessão de Leão: 4 a 3. Aos 43 minutos, pênalti para o Tricolor. A torcida do Palmeiras já se preparava para ir embora, quando Careca perdeu a chance de liquidar a partida. Mas o milagre viria aos 45 minutos quando o lateral Ditinho deu os números finais do clássico: São Paulo 4 a 4 Palmeiras. Tarde de gala!
  • O Tricolor eliminou o alviverde na semifinal do Paulistão de 1987. Mas o que todo mundo lembra mesmo no 3 a 1, é do frango de Zetti, que deixou a bola chutada por Neto passar no meio de suas pernas.
  • Paulistão 1988. 17 de julho de 1988 – Palmeiras 1 a 0 São Paulo - O Palmeiras tira o São Paulo da final e dá a vaga ao, acredite se quiser, Corinthians. Na semifinal do Campeonato Paulista de 1988, Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos caíram justamente no mesmo grupo. Só um se classificaria para a final da competição. Até que na última rodada, Corinthians e São Paulo mantinham as chances de ir à decisão. Os são-paulinos acharam que o Palmeiras entregaria o jogo, só para complicar o arquirival Corinthians. A hipótese mexeu com o brio dos palmeirenses, que venceram o Tricolor por 1 a 0, com um gol de Gerson Caçapa, eliminando outro rival, o do Morumbi.
  • O Time da Fé levantou o bi campeonato paulista em 1992 com duas vitórias sobre o arquirival: 4 a 2 e 2 a 1, disputando e ganhando sua primeira Copa Intercontinental entre as decisões. Antes, no primeiro semestre daquele mesmo ano, o Palmeiras impôs uma goleada por 4 a 0, no Morumbi, em clássico válido pelo Campeonato Brasileiro.
  • A chegada da Parmalat como cogestora do Palmeiras garantiu a hegemonia do Verdão no futebol nacional por alguns anos. O início dessa fase coincidiu com o fim da fase dourada do Tricolaço. Ainda no Campeonato Brasileiro de 1993, São Paulo e Palmeiras chegaram à penùltima rodada do quadrangular semifinal como postulantes à vaga na decisão. Em pleno Morumbi o Alviverde ganhou do Tricolor Paulista por 2 a 0, com belo gol do volante César Sampaio, que, a partir do meio-campo, driblou vário jogadores do adversário antes de chutar para as redes. Com essa vitória, bastava ao Alviverde empatar na última rodada, em casa, contra o já eliminado Remo, o que ele conseguiu e lhe classificou para a final, na qual seria campeão nacional.
  • Em 1993, Palmeiras e São Paulo se encontraram na semifinal Torneio Ramón de Carranza, com vitória do verdão por 2 a 1, que levou o Alviverde para a final contra o Cádiz da Espanha, na qual o Palmeiras perdeu por 3 a 1 nos pênaltis.
  • O Paulistão de 1994 disputado em pontos corridos tinha jogo decisivo entre o líder Palestra e o vice tricolor. Palmeiras e São Paulo, disputavam palmo a palmo a liderança da competição e iriam se enfrentar num domingo, 1º de maio. Porém no dia do clássico, ocorreu a morte de Ayrton Senna. Ambas as torcidas lamentaram e cantaram juntas o nome do ídolo. Em campo, o Verdão ganhou por 3 a 2 de virada e praticamente pôs as duas mãos na taça, festejando seu bicampeonato.
  • O Verdão era favoritíssimo diante do Tricolor no segundo encontro dos times pela Copa Libertadores de 1994, pois tinha um timaço, que o eliminara seguidas vezes nos últimos confrontos. Após empate por 0 a 0 no primeiro confronto pelas oitavas, os times adotaram táticas diferentes: O elenco tricolor entrou em concentração por uma semana. Os palmeirenses foram fazer excursão pelo exterior. Resultado: Tricolor 2 a 1, e Verdão novamente eliminado.
  • No clássico válido pelo Brasileirão de 1994, após um empate em 2 a 2, Edmundo inicia uma briga com André do São Paulo, que logo se generaliza com quase todos os jogadores de ambos os lados. O jogo acabou ali.
  • Em 20 de agosto de 1995 aconteceu a maior tragédia da história do Choque Rei, justamente num jogo entre juniores. Na final da Supercopa São Paulo de Juniores, após empate no tempo normal, os meninos do Verdão ganham a taça com um gol na prorrogação - 1 a 0, mas em vez de festa, houve a maior batalha campal da história de nosso futebol. O jogo foi realizado no estádio do Pacaembu, na época em reformas, cheio de entulho, pedras e vigas de ferro espalhadas entre as arquibancadas. Estádio cheio, fim de jogo, provocações entre as torcidas organizadas, especialmente Mancha Verde e Torcida Independente. De repente, torcedores invadem o gramado, armados de paus e pedras, indo uns contra os outros. As TVs registraram ao vivo grupos de covardes que cercavam adversários sozinhos e os espancavam. Por fim, o Pacaembu foi praticamente destruído, ficaram 101 feridos e o são paulino Márcio Gasparin da Silva, de 16 anos, que depois de levar pauladas, foi levado ao hospital em coma, e este infelizmente, faleceu 8 dias após sofrer a agressão, no dia 28 de agosto. Após esses fatos, Mancha e Independente foram cassadas pela justiça, além de mudança drástica no trato às organizadas.
  • São Paulo eliminou o Verdão nas semifinais do Campeonato Paulista de 1998 com duas vitórias, por 2 a 1 e 3 a 1.
  • Na Copa Belo Horizonte de Futebol Juniores de 1998, os dois inimigos fizeram a final, e o Palmeiras acabou campeão mais uma vez sobre o rival.
  • No Torneio Rio-São Paulo de 1998, os dois rivais se viam frente a frente na semifinal do campeonato, no primeiro confronto vitória do Verdão por 2 a 1; gols: Paulo Nunes 19, Oséas 24 e Dodô 44 do 1° tempo. Mas no segundo jogo o time da fé venceu por 1 a 0; gol de Dodô 20 do 2° tempo, o que levou a decisão da vaga para a final para os pênaltis: nova vitória são paulina por 3 a 2 e vaga na finalíssima. O São Paulo ficou com o vice da competição naquele ano.
  • No Campeonato paulista de 1999, ocorreram dois grandes clássicos: 17 de abril de 1999 - Palmeiras 4 a 4 São Paulo –(2º fase)- Estádio do Morumbi. O árbitro Paulo César de Oliveira expulsa dois jogadores do Palmeiras: Agnaldo e Jackson. Marca um pênalti duvidoso contra o Palmeiras, quando a equipe vencia por 4 a 3, aos 37 minutos do segundo tempo, que foi convertido e originou o empate. No segundo clássico daquele paulistão, dia 9 de maio de 1999 - Palmeiras 1 a 5 São Paulo –(2º fase)-Estádio do Morumbi. Mais uma conturbada arbitragem de Paulo César de Oliveira, que expulsa os palmeirenses Roque Junior e Jackson. Marca dois pênaltis contra o Palmeiras, o primeiro deles quando a partida estava 1 a 1 e o segundo quando o São Paulo já vencia por 2 a 1. O resultado final da partida foi que o tricolor conseguiu uma vitória épica sobre o verdão pelo placar de 5 a 1.
  • Em 2000 o primeiro e único confronto pela Copa do Brasil. Nas quartas de final o São Paulo venceu por 2 a 1 no Morumbi e por 3 a 2 no Palestra Itália.
  • O Palmeiras manteve um tabu de 29 anos e nove meses sem perder para o São Paulo por jogos do Brasileirão, entre 1970 e 2000, quando uma vitória são paulina por 3 a 0 em 2 de setembro de 2000 deu fim ao jejum.
  • São Paulo e Palmeiras se enfrentaram nas oitavas de final da Copa João Havelange, o Brasileirão de 2000, sendo que, por ter a melhor campanha, o Tricolor decidiria em casa. Em 25 de novembro, no jogo de ida no Pacaembu, o Time da Fé saiu na frente, mas o Alviverde empatou decretando o 1 a 1. Na decisiva, 30 de novembro, em pleno Morumbi, o Verdão impôs 2 a 1, eliminando o Mais Querido.
  • No Torneio Rio-São Paulo de 2002, o Time da fé eliminou o Verdão de forma curiosa nas semifinais: pela quantidade de cartões amarelos, critério de desempate, após empate por 2 a 2. Na fase preliminar da competição, o Palmeiras havia vencido o tricolor, por 4 a 2, em clássico que ficou marcado por um golaço feito pelo meia Alex, que chapelou toda a defesa são-paulina antes de mandar a bola para as redes.
  • Derrotados no Torneio Rio-São Paulo de 2002, São Paulo e Palmeiras se encontraram novamente nas semifinais do Supercampeonato Paulista de Futebol de 2002. No jogo de ida, realizado no Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul no dia 19 de maio, o Mais Querido venceu por 2 a 0. No jogo de volta no Canindé, em 22 de maio, um empate em 2 a 2 garantiu o tricolor na final, onde seria campeão sobre o Ituano, o campeão paulista.
  • Em 2005 ocorre o terceiro confronto entre os clubes válido pela Libertadores. Nas oitavas de final, O Time da Fé ganhou do alviverde por 1 a 0 no Palestra Itália e por 2 a 0 no Morumbi, eliminando-o em sua caminhada ao tri.
  • Em 2006 ocorre o mais dramático de todos os quatro encontros válidos pela Libertadores até este momento. No Parque Antarctica, empate por 1 a 1. No decisivo jogo das oitavas, no Morumbi, O Tricolor abre 1 a 0. O Verdão empata e em um contra-ataque tem a chance de virar a partida, o que forçaria o time do Morumbi a ter que fazer mais dois gols já no final do segundo tempo, o que era praticamente impossível. Leandro do São Paulo faz falta, mata o contra-ataque e é expulso. No fim, o tricolor marca o segundo gol e mantém a tradição: o Palmeiras jamais eliminou o São Paulo em Copa Libertadores, jamais sequer venceu um clássico contra o rival pelo torneio até o momento.
  • O Palmeiras sai de um jejum de 7 anos sem conquistas e 12 sem levantar estaduais, ganhando o Paulistão de 2008 sobre a Ponte Preta. Mas o jogo decisivo, que os palestrinos não esquecem foi a vitória por 2 a 0 no Palestra, sobre o São Paulo, após uma derrota por 2 a 1 no Morumbi, com um gol de mão de claro e intencional do craque Adriano, o Imperador; validado pela arbitragem do polêmico árbitro Paulo Cesar de Oliveira e da bandeirinha Maria Eliza Correia Barbosa. No fim festa de Valdívia e muita provocação. O fato negativo foi o ataque ao vestiário são paulino com um gás misterioso, fato que rendeu inquérito policial. No mesmo campeonato, na primeira fase da competição, o Palmeiras goleou o São Paulo, em Ribeirão Preto, por 4 a 1.
  • A rivalidade entre os gigantes foi muito acentuada em 2008, e chegou ao auge na partida decisiva no segundo turno do Brasileirão 2008, onde ambos, Palmeiras em terceiro e São Paulo em quarto, disputavam a taça e se enfrentariam no Palestra Itália. O Tricolor abre 2 a 0 no primeiro tempo com Rogério Ceni e Dagoberto. O Verdão então, sem outra opção e empurrado pela maioria verde, foi para cima. Denílson, ex sãopaulino que foi preterido pela diretoria do Morumbi, fez partidaça, Kléber fez o primeiro do Alviverde, e na seqüência, o lateral-esquerdo Leandro fez o seu, numa cobrança de falta que desviou em Dagoberto, decretando o 2 a 2. O Tricolor acabou campeão, mas a reação palestrina foi inegavelmente heroica.
  • Na partida válida pelo 2º turno do Campeonato Brasileiro de 2011, o Palmeiras venceu o clássico por 1 a 0, com gol do volante Marcos Assunção, com esse triunfo, o alviverde conseguiu três feitos: afastou o rival tricolor da Copa Libertadores da América de 2012, classificou-se de forma definitiva para a Copa Sul-Americana de 2012 e quebrou um pequeno tabú: desde 2006 não vencia o rival pelo Campeonato Brasileiro.
  • O Palmeiras estava na Zona de Rebaixamento do Brasileirão 2012 desde o 1º turno. Teve, então, uma reação, vencendo três jogos consecutivos e ameaçando sair enfim da Zona da degola. Enfrentaria então o São Paulo, no Morumbi,no dia 6 de outubro, pela 28ª rodada, em um jogo que podia firmar definitivamente o Verdão em um ciclo de vitórias. Mas o Tricolor de Rogério Ceni, Lucas e Luís Fabiano goleou o Palmeiras de Marcos Assunção e Hernán Barcos por 3 a 0, dando fim à reação palestrina. Na sequência, o Verdão perdeu os três jogos seguintes, foi eliminado da Copa Sul-americana e acabou rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileirão.

Fatos históricos[editar | editar código-fonte]

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  • O Palmeiras já ganhou 6 decisões de campeonato diretas contra o São Paulo: Os Paulistões de 1933, 1942, 1944, 1950 e 1972, todos torneios em pontos corridos, e o Brasileirão de 1973, definido num quadrangular final.
  • O São Paulo já derrotou o Verdão em 3 decisões diretas, quais sejam: os Paulistões de 1943, 1971 e 1992, sendo apenas a última por meio de uma final, disputada em dois jogos.
  • O Palmeiras já eliminou o São Paulo por 5 vezes em confrontos diretos: no Paulistão de 2008 e 1995 e nos Brasileirões de 1993 e 2000, além do Troféu Ramón de Carranza em 1993. Eliminou ainda o São Paulo na semifinal do Paulistão de 1988, num grupo que ainda tinha Santos e Corinthians.
  • O São Paulo já eliminou o Verdão de um torneio, em confrontos diretos, por 10 vezes: nos Paulistões de 1978, 1987 e 1998, no Torneio Rio-São Paulo de 1998 e 2002, no Supercampeonato Paulista de 2002, na Copa do Brasil de 2000 e nas Libertadores de 1994, 2005 e 2006.
  • O maior tabu entre ambos ainda está em vigor. O São Paulo nunca perdeu para o Palmeiras em Libertadores da América. O primeiro jogo foi em 1974. São 6 vitórias do São Paulo e 2 empates. Assim, há um tabu de 36 anos, porém, ambos os times não costumam se enfrentar com frequência. O último encontro aconteceu em 2006.
  • Um tabu envolvendo uma sequência de jogos mais regular foi imposto pelo Palmeiras ao São Paulo no Campeonato Brasileiro, entre 1973 e 2000. Foram 26 anos sem vitórias do tricolor sobre o alviverde, sendo que, entre 1979 e 1984, o clássico não foi disputado nesta competição.
  • O Palmeiras não vence o São Paulo no Morumbi desde 2002, quando ganhou por 4 a 2 no Torneio Rio-São Paulo

Estádios[editar | editar código-fonte]

  • Quando o mando de campo é do Tricolor Paulista, desde os anos 70, ele joga no Morumbi,
  • O mando de campo do Palmeiras não vem se resumindo a um único estádio nos últimos anos. Desde a década de 1970, com o crescimento das torcidas e a inauguração do Morumbi, com raras exceções, boa parte dos clássicos contra o São Paulo era disputada no estádio tricolor. Porém, a partir da década de 1990, a diretoria alviverde vem lutando e conseguindo mandar seus jogos no Palestra Itália, sua casa, ou, como forma de obter maiores públicos pagantes, em estádios do interior paulista.
  • O Estádio do Pacaembu também já foi palco de inúmeros confrontos entre Palmeiras e São Paulo, principalmente antes da inauguração do Estádio do Morumbi. Depois disso passou a ser uma outra opção para o Palmeiras exercer seu direito de mando de campo em jogos decisivos, como na primeira partida do Choque-Rei nas oitavas-de-final da Libertadores de 1994 e na primeira partida das oitavas-de-final da Copa João Havelange, nome adotado para a edição de 2000 do Campeonato Brasileiro. Atualmente, com a reforma do Estádio Palestra Itália para transformá-lo em Arena, a maioria dos clássicos com mando do alviverde vem sendo realizada no estádio municipal da capital paulista.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Livros, revistas e outras publicações que retratam a história ou curiosidades do clássico entre Palmeiras e São Paulo:

  • CAMPOS JÚNIOR, Celso de - 1942 - O Palestra vai à Guerra. São Paulo: Editora Realejo, 2012.
  • DA COSTA, Alexandre - Almanaque do São Paulo. São Paulo: Editora Abril, 2005.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Morre líder, nasce campeão!. São Paulo: BB Editora, 2012.
  • STORTI, Valmir e FONTENELLE, André - A história do campeonato paulista. São Paulo: Publifolha, 1997.
  • UNZELTE, Celso Dario e VENDITTI, Mário Sérgio - Almanaque do Palmeiras. São Paulo: Editora Abril, 2004.
  • VIEIRA, Gabriel Lopes e SOUZA, Renato Ferreira - Palmeiras x São Paulo - As Histórias do Choque-Rei. Jundiai: Editora In House, 2012

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]