San-São
| San-São | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Santos | 91 vitória(s), 405 gol(s) | ||||
| São Paulo | 125 vitória(s), 489 gol(s) | ||||
| Empates | 67 | ||||
| Total de jogos | 283 | ||||
| Total de gols | 894 | ||||
|
|||||
San-São é, no futebol paulista, o confronto entre Santos e São Paulo. Este apelido foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva, em 1956.[1]
O clássico sempre teve fama de costumeiramente ter como vencedor o time que vive pior momento[2], embora quando se enfrentaram na disputa de títulos o time com as melhores condições sempre tenha vencido[3].
Índice |
[editar] Estatísticas
- Partidas: 283(de 11 de maio de 1930 a 4 de dezembro de 2011)
- Vitórias do São Paulo: 125
- Vitórias do Santos: 91
- Empates: 67
- Gols do São Paulo: 489
- Gols do Santos: 405
Estatísticas na Vila Belmiro
- Jogos: 49
- Vitórias do Santos: 24
- Vitórias do São Paulo: 11
- Empates: 14
Estatísticas no Morumbi
- Jogos: 49
- Vitórias do São Paulo: 23
- Vitórias do Santos: 9
- Empates: 5
[editar] Último jogo
- 4 de dezembro de 2011: São Paulo 4x1 Santos, em Mogi Mirim (Campeonato Brasileiro 2011)
[editar] Primeiro jogo
- 11 de maio de 1930: Santos 2x2 São Paulo, na Vila Belmiro (Campeonato Paulista).
[editar] Campeonatos Brasileiros
- Jogos: 49
- Vitórias do São Paulo: 22
- Vitórias do Santos: 18
- Empates: 9
- Gols do São Paulo: 71
- Gols do Santos: 66
[editar] Maior vitória do São Paulo
- São Paulo: 9 a 1 (18 de junho de 1944, Campeonato Paulista, no Pacaembu)
[editar] Maior vitória do Santos
- Santos: 10 a 2 (7 de março de 1963, Rio-SP, no Pacaembu)
[editar] Decisões de títulos
[editar] Campeonato Paulista de 1956
- O alvinegro ganhou seu primeiro bicampeonato com uma vitória por 4 a 2 na decisão do Paulistão de 1956. Após uma vitória tricolor por 5 a 3 sobre o Palmeiras na última rodada, ambos empataram em pontos. No jogo desempate, no Pacaembu, o Santos colocou Wilson e Feijó no lugar de Hélvio e Ivã, sobre os quais havia suspeita de suborno. Zezinho fez 2 a 0 para o São Paulo, e Feijó diminuiu, de pênalti, no primeiro tempo. Mas no segundo, com dois gols de Del Vecchio e um de Tite, o Peixe impôs 4 a 2 e ficou com a taça.
| 3 de janeiro de 1957 | Santos | 4 – 2 | São Paulo | Pacaembu, São Paulo Renda: Cr$ 2.086.560 Árbitro: Erwin Hieger |
| Feijó Tite Del Vecchio Del Vecchio |
Zezinho Zezinho |
Santos: Manga, Wílson e Feijó; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Del Vecchio, Pagão, Jair Rosa Pinto e Pepe. Técnico: Lula.
São Paulo: Bonelli, Clélio e Mauro; Sarará, Vítor e Alfredo Ramos; Maurinho, Zezinho, Gino Orlando, Dino Sani e Canhoteiro. Técnico: Vicente Feola.
[editar] Campeonato Paulista de 1962
- No Paulistão de 1962, o Santos lutava com São Paulo e Corinthians pela taça. Jogaria com o tricolor no Pacaembu, tendo seis pontos de vantagem sobre os vices. Impôs um excepcional 5 a 2 e conquistou seu primeiro tricampeonato paulista com três rodadas de antecedência, colocando uma inalcançável vantagem de oito pontos sobre o São Paulo, que ficaria com o vice-campeonato.
| 5 de dezembro de 1962 | São Paulo | 2 – 5 | Santos | Pacaembu, São Paulo Renda: Cr$ 6.931.500 Árbitro: Anacleto Pietrobon |
| Roberto Dias Benê |
Coutinho Dorval Dorval Pepe Pelé |
São Paulo: Poy, De Sordi, Bellini e Sabino; Roberto Dias e Cido; Faustino, Benê, Prado, Jair Rosa Pinto e Agenor. Técnico: Osvaldo Brandão.
Santos: Laércio, Dalmo, Mauro e Zé Carlos; Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
Obs.: o São Paulo não poderia ser campeão nessa partida.
[editar] Campeonato Paulista de 1967
- No Paulistão de 1967, o São Paulo iria enfim sair de um jejum de títulos de dez anos, caso vencesse o Corinthians na última rodada. Sofreu o empate no finalzinho, e, com a vitória do Santos em seu jogo, houve empate em pontos entre ambos, o que obrigou a realização de um jogo-desempate. No Pacaembu, o time de Pelé, Clodoaldo e Carlos Alberto Torres já ganhava por 2 a 0 no primeiro tempo, gols de Edu e Toninho Guerreiro. Babá descontou aos quatro minutos do segundo tempo, mas os 2 a 1 deram o título para o Peixe, impondo mais uma ano à mais longa fila de títulos já vivida pelo tricolor.
| 21 de dezembro de 1967 | Santos | 2 – 1 | São Paulo | Pacaembu, São Paulo Renda: NCr$ 151.808 Árbitro: Armando Marques |
| Edu Toninho Guerreiro |
Babá |
Santos: Cláudio, Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Buglê; Wílson Tergal, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. Técnico: Antoninho Fernandes. [4]
São Paulo: Picasso, Renato, Bellini, Roberto Dias e Edílson; Lourival e Nenê; Válter, Djair, Babá e Paraná. Técnico: Sílvio Pirilo.
[editar] Campeonato Paulista de 1969
- O Santos levantou o tricampeonato Paulista em 1969 com um empate em 0 a 0 diante do São Paulo pela última rodada do quadrangular final. Na primeira final da história do Morumbi, o Santos precisava do empate, enquanto ao São Paulo só a vitória interessava. O empate não só deu o título ao Peixe como ainda alijou o São Paulo do vice-campeonato, que ficou com o Palmeiras.
| 21 de junho de 1969 | Santos | 0 – 0 | São Paulo | Morumbi, São Paulo Público: 31.999 Renda: NCr$ 199.699 Árbitro: Joaquim Campos |
Santos: Cláudio, Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho Guerreiro, Edu, Pelé e Abel. Técnico: Antoninho Fernandes.[4]
São Paulo: Picasso, Cláudio, Jurandir, Roberto Dias e Edílson; Terto e Nenê; Paraná, Zé Roberto, Téia e Babá. Técnico: Diede Lameiro.
[editar] Campeonato Paulista de 1978
- O Paulistão de 1978 foi decidido em melhor de 4 pontos entre São Paulo e Santos. No primeiro clássico deu alvinegro: 2 a 1. No segundo, nova vitória santista daria o título. O time de Pita e Juary vencia até os 43 minutos da etapa final, quando o são-paulino Zé Sérgio empatou. Na terceira partida, o time da capital venceu no tempo normal por 2 a 0, mas o regulamento ditava que haveria uma prorrogação, com vantagem de empate para o time com melhor campanha, no caso o Santos, que segurou o 0 a 0 por trinta minutos e consagrou a geração dos "Meninos da Vila".
| 20 de junho de 1979 | São Paulo | 1 – 2 | Santos | Morumbi, São Paulo Público: 81.788 Renda: Cr$ 5.951.160 Árbitro: João Leopoldo Aieta |
| Serginho |
Juary Pita |
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Marião, Tecão e Aírton; Chicão, Teodoro (Vílson Tadei) e Darío Pereyra; Edu, Serginho e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.
Santos: Flávio, Nélson, Joãozinho, Antônio Carlos e Gilberto Sorriso; Zé Carlos, Toninho Vieira e Pita; Claudinho, Juary e João Paulo. Técnico: Formiga.
| 24 de junho de 1979 | Santos | 1 – 1 | São Paulo | Morumbi, São Paulo Público: 107.485 Renda: Cr$ 7.064.560 Árbitro: Márcio Campos Sales |
| Célio |
Zé Sérgio |
Santos: Flávio, Nélson, Joãozinho, Antônio Carlos e Gilberto Sorriso; Toninho Vieira, Rubens Feijão e Pita; Claudinho, Juary e João Paulo. Técnico: Formiga.
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Marião (Bezerra), Tecão e Aírton; Chicão, Vílson Tadei (Neca) e Darío Pereyra; Edu, Serginho e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.
| 28 de junho de 1979 | Santos | 0 – 2 | São Paulo | Morumbi, São Paulo Público: 74.535 Renda: Cr$ 5.658.670 Árbitro: João Leopoldo Aieta |
| 0 – 0 (prorrogação) |
Zé Sérgio Neca Aírton |
Santos: Flávio, Nélson, Antônio Carlos, Neto (Fernando) e Gilberto Sorriso; Zé Carlos, Toninho Vieira, e Pita; Nílton Batata, Juary e Claudinho. Técnico: Formiga.
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Aírton; Chicão, Muricy e Darío Pereyra (Vílson Tadei); Viana (Edu), Neca e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.
Obs.: Santos campeão paulista de 1978 por ter marcado mais pontos ao longo do campeonato.
[editar] Campeonato Paulista de 1980
- A vingança do tricolor viria na final do Paulistão de 1980, com duas vitórias por 1 a 0 diante do Santos, gols de Serginho Chulapa, futuro herói dos alvinegros.
| 16 de novembro de 1980 | Santos | 0 – 1 | São Paulo | Morumbi, São Paulo Público: 122.209 Árbitro: José de Assis Aragão |
| Serginho |
Santos: ?. Técnico: Pepe.
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Aírton; Almir, Heriberto e Renato; Paulo César (Serginho e Zé Sérgio (Assis). Técnico: Carlos Alberto Silva.
| 19 de novembro de 1980 | São Paulo | 1 – 0 | Santos | Morumbi, São Paulo Público: 61.130 Renda: Cr$ 8.952.330 Árbitro: Oscar Scolfaro |
| Serginho |
São Paulo: Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Aírton; Almir, Heriberto e Renato (Alexandre Bueno); Paulo César (Serginho) (Assis) e Zé Sérgio. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Santos: Marolla, Nélson, Joãozinho, Neto e Washington; Toninho Vieira, Rubens Feijão (Claudinho) e Pita; Nílton Batata, Campos e João Paulo (Aluísio). Técnico: Pepe.
[editar] Campeonato Paulista de 2000
- Tricolor e alvinegro fizeram a final do Paulistão de 2000. Em dois jogos no Morumbi, o time da capital tinha a vantagem de dois resultados iguais para ser o campeão. No primeiro jogo, França fez 1 a 0 para o São Paulo no começo do jogo e deu números finais à partida. No clássico decisivo, o Peixe precisava vencer por dois gols de diferença. Fez 1 a 0, mas Rogério Ceni empatou em cobrança de falta. No segundo tempo, Rincón fez 2 a 1 para o time da Vila, mas Marcelinho Paraíba empatou novamente para o tricolor, garantindo o 2 a 2 e o título de 2000. Essa derrota impôs ao Santos seu 16.º ano de jejum e deu início à década de maior rivalidade entre os dois clubes.
| 10 de junho de 2000 | Santos | 0 – 1 | São Paulo | Morumbi, São Paulo Público: não divulgado Renda: não divulgada Árbitros: Paulo César de Oliveira e Sálvio Spínola Fagundes Filho |
| França |
Santos: Carlos Germano, Baiano, André Luís, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Ânderson Luís, Rincón, Valdo e Robert (Eduardo Marques 12 do 2.º); Valdir (Dodô intervalo) e Caio (Deivid 27 do 2.º). Técnico: Giba.
São Paulo: Rogério Ceni, Belletti, Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio; Maldonado, Vágner, Raí (Fabiano 36 do 2.º) e Marcelinho Paraíba (Sandro Hiroshi 45 do 2.º); Edu (Souza 21 do 2.º) e França. Técnico: Levir Culpi.
| 18 de junho de 2000 | São Paulo | 2 – 2 | Santos | Morumbi, São Paulo Público: não divulgado Renda: não divulgada Árbitros: Alfredo dos Santos Loebeling e Ílson Honorato dos Santos |
| Rogério Ceni Marcelinho Paraíba |
Dodô Rincón Ânderson Luís |
São Paulo: Rogério Ceni, Belletti, Edmílson, Rogério Pinheiro e Fábio Aurélio; Maldonado, Vágner, Marcelinho Paraíba e Raí (Fabiano 41 do 2.º); Edu (Carlos Miguel 16 do 2.º) e Evair (Sandro Hiroshi 16 do 2.º). Técnico: Levir Culpi.
Santos: Carlos Germano, Baiano, André Luís, Claudiomiro e Rubens Cardoso (Aílton 22 do 2.º); Ânderson Luís, Rincón, Robert e Valdo (Deivid 19 do 2.º); Caio (Márcio Santos 32 do 2.º) e Dodô. Técnico: Giba.
[editar] Campeonato Paulista de 2005
- O São Paulo disparou na liderança do Paulistão de 2005. Iria levantar a taça contra a Portuguesa e na última rodada jogar na Vila Belmiro contra o Santos. A diretoria santista, entretanto, não queria ver a festa adversária em sua casa e mudou o jogo para Mogi Mirim. Só que o São Paulo perdeu para a Lusa, e o Santos, com 32 pontos podendo ainda empatar com os 41 do líder Sampa, perdeu a chance de usar seu "alçapão" para impedir o título tricolor. No jogo em Mogi, um 0 a 0 garantiu a 21.ª conquista estadual são-paulina.
| 3 de abril de 2005 | Santos | 0 – 0 | São Paulo | Estádio Wílson Fernandes de Barros, Mogi Mirim Público: 12.382 Renda: R$ 200.261 Árbitro: Wilson Luiz Seneme |
| Hallison |
Grafite |
Santos: Henao, Ávalos, Hallison e Domingos; Bóvio, Zé Elias (Preto 34 do 2.º), Rogério, Rossini e Flávio; Robinho e William (Fábio Baiano 25 do 1.º, depois Deivid 12 do 2.º). Técnico: Alexandre Gallo.
São Paulo: Rogério Ceni, Lugano, Fabão e Edcarlos; Cicinho, Mineiro (Renan 33 do 2.º), Josué, Danilo (Marco Antônio 38 do 2.º) e Júnior; Grafite e Diego Tardelli (Luizão 17 do 2.º). Técnico: Emerson Leão.
Obs.: o Santos não poderia ser campeão nessa partida.
[editar] Confrontos em competições internacionais
[editar] Supercopa Libertadores de 1992
- O primeiro San-São válido por torneio internacional oficial ocorreu nas oitavas-de-final da Supercopa Libertadores de 1992. No primeiro jogo, realizado no Parque Antarctica, empate em 1 a 1; no jogo de volta, no Morumbi goleada tricolor por 4 a 1.
| 30 de setembro de 1992 | Santos | 1 – 1 | São Paulo | Parque Antarctica, São Paulo Árbitro: ? |
| Guga |
Müller |
Santos: ? Técnico: ?
São Paulo: Zetti, Vítor, Lula, Ronaldão e Ivan; Dinho, Toninho Cerezo, Raí e Palhinha; Catê e Müller. Técnico: Telê Santana.
| 13 de outubro de 1992 | São Paulo | 4 – 1 | Santos | Pacaembu, São Paulo Árbitro: ? |
| Raí Palhinha Válber Dinho |
Guga |
São Paulo: Zetti, Vítor, Adílson, Válber e Marcos Adriano; Pintado, Toninho Cerezo (Dinho), Raí e Palhinha; Catê e Müller. Técnico: Telê Santana.
Santos: ? Técnico: ?
[editar] Copa Sul-Americana de 2004
- O segundo confronto válido por torneio internacional oficial ocorreu nas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana de 2004. Desta vez, o Santos se vingou: ganhou por 1 a 0 em Santos, com o time reserva, e classificou-se com o empate em 1 a 1 no Morumbi.
| 10 de outubro de 2004 | Santos | 1 – 0 | São Paulo | Vila Belmiro, Santos Público: 12.260 Renda: R$ 105.750 Árbitro: Carlos Eugênio Simon |
| Elano |
Santos: Mauro, Leonardo, André Luís e Ávalos (Ricardinho 26 do 2.º); Paulo César, Fabinho, Bóvio, Preto Casagrande e Márcio (Léo 29 do 2.º); Marcinho e William (Elano 25 do 2.º). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
São Paulo: Rogério Ceni, Alex Bruno, Lugano e Rodrigo; Cicinho, Alê (Gabriel 9 do 2.º), Renan, Danilo e Júnior (Souza 33 do 2.º); Nildo (Diego Tardelli 12 do 2.º) e Grafite. Técnico: Emerson Leão.
| 20 de outubro de 2004 | São Paulo | 1 – 1 | Santos | Pacaembu, São Paulo Público: 8.196 Renda: R$ 110.624 Árbitro: Wágner Tardelli |
| Rodrigo Fabão |
Preto Casagrande Ávalos |
São Paulo: Rogério Ceni, Fabão, Lugano e Rodrigo; Cicinho, Alê, Renan, Danilo e Júnior (Souza 34 do 2.º); Jean (Rondón 18 do 2.º) e Diego Tardelli. Técnico: Emerson Leão.
Santos: Mauro, Ávalos, Domingos e Leonardo; Bóvio, Zé Elias (Paulo César 12 do 2.º), Fabinho (Preto Casagrande intervalo), Luís Augusto e Márcio; Marcinho e William (Deivid 17 do 2.º). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
[editar] Maiores públicos
- 122.209, São Paulo 1 x 0 Santos, em 16 de novembro de 1980
- 107.485, São Paulo 1 x 2 Santos, em 24 de junho de 1979
- 97.188, São Paulo 1 x 3 Santos, em 1 de outubro de 1978 (91.962 pagantes)
- 85.355, São Paulo 0 x 0 Santos, em 15 de maio de 1971 (75.549 pagantes)
- 81.788, São Paulo 1 x 2 Santos, em 20 de junho de 1979
- 80.485, São Paulo 2 x 0 Santos, em 28 de junho de 1979 (74.535 pagantes)
- 74.356, São Paulo 4 x 1 Santos, em 28 de janeiro de 1979
- 73.803, São Paulo 2 x 1 Santos, em 12 de maio de 1979
- 64.946, São Paulo 1 x 2 Santos, em 28 de novembro de 2002
- 59.766, São Paulo 2 x 1 Santos, em 12 de abril de 1981
[editar] Os maiores clássicos
- O primeiro San-São da história ocorreu no Paulistão de 1930, quando, no dia 11 de maio, na Vila Belmiro, o alvinegro e o tricolor empataram por 2 a 2. Os gols são-paulinos foram marcados por Luizinho e Friedenreich.
- Em 1933 o San-São marcou a história do futebol brasileiro. Essa foi a primeira partida de futebol profissional do Brasil em que um jogador (Friedenreich) foi pago oficialmente pelo São Paulo da Floresta para jogar uma partida. Antes disso, quando um boleiro recebia, era não oficialmente, "por fora". O jogo, um amistoso ocorrido em 12 de março de 1933, aconteceu na Vila Belmiro e terminou 5 a 1 para o time da capital. Também foi nesse clássico que os são-paulinos chamaram pejorativamente os caiçaras de "peixeiros", o que mais tarde virou o apelido de "Peixe", que o Santos recebe de seus fãs.
- No Paulistão de 1944, a maior goleada imposta pelo São Paulo e também do clássico: 9 a 1.
- O São Paulo foi o campeão paulista de 1949 com uma vitória por 3 a 1 sobre o Santos (que não brigava pela taça e terminou em quarto), no Pacaembu, em 20 de novembro.
- No Paulistão de 1950 o São Paulo iria enfim conquistar seu primeiro tricampeonato paulista. Chegou à penúltima rodada com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, e enfrentou o Peixe. Como perdeu por 2 a 1 para o alvinegro — que se vingou da derrota no campeonato anterior —, foi ultrapassado pelo alviverde, que enfrentaria na rodada seguinte. No clássico "Jogo da Lama", empatou e viu o sonho do tri acabar ali.
- O São Paulo sagrou-se campeão paulista de 1953 com uma vitória sobre o Santos por 3 a 1 em 24 de janeiro de 1954. Mas o time caiçara não brigava pela taça: o vice foi o Palmeiras.
- O São Paulo chegou à penúltima rodada do Paulistão de 1957 podendo ser campeão com um empate, mas perdeu o clássico com o Santos, que quase "colocou água no chope" dos são-paulinos e chegou com chances à última rodada, em que o tricolor precisaria da vitória contra o Corinthians. O São Paulo venceu por 3 a 1 e ficou com seu último título antes de 1970.
- Em 11 de dezembro de 1960, O Santos enfrentou, pela primeira vez, o São Paulo no recém inaugurado Morumbi, sendo que com um empate sairia campeão do campo. Mas o Tricolor ganhou por 2 a 1 e impediu a festa santista em sua casa.
- O San-São de 2 de setembro de 1962 entrou para a história do futebol mundial. Não pelo empate em 3 a 3 na Vila Belmiro. Mas porque, ao marcar o seu segundo gol naquela partida, Pelé marcou seu gol nº 500 com apenas 21 anos de vida.
- Em março de 1963 ocorreu a maior goleada do Santos imposta ao Sampa: Pelé, Pepe, Coutinho e companhia enfiaram 6 a 2 no time da capital.
- Em 14 de agosto de 1963, ocorreu o mítico "Dia em que o Santos de Pelé correu do São Paulo". No jogo, vitória por 4 a 1 do tricolor no Pacaembu.
- O maior período de invencibilidade do São Paulo durou 47 duelos, entre 10 de novembro de 1974 e 7 de agosto de 1975. A série foi encerrada diante do Santos, em pleno Morumbi, com o placar de 2 a 1.
- Santos e São Paulo encontraram-se nas quartas-de-final do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1978, para decidir uma vaga em jogo único. O regulamento previa vantagem do Santos, por ter marcado mais gols na primeira fase, apesar de o São Paulo ter marcado cinco pontos a mais naquela fase. Contudo, como o São Paulo tinha uma liminar da Justiça comum dando a ele a vantagem, ao final da partida, que terminou empatada por 0 a 0, ambos os times comemoraram. No fim das contas, uma semana depois a liminar tricolor foi cassada, e o Santos venceu, nas semifinais, a Ponte Preta, mas perderia a final do primeiro turno para o Corinthians. A eliminação tanto de Santos como de São Paulo foi inócua, já que o turno não era classificatório para a decisão do campeonato, que acabaria sendo entre os dois rivais.
- São Paulo e Santos cruzaram nas oitavas-de-final do Brasileiro de 1981. No jogo com mando do Peixe, marcado para 8 de abril no Pacaembu, o São Paulo venceu por 2 a 0. No jogo de volta, no Morumbi, em 12 de abril, nova vitória tricolor, agora por 2 a 1, eliminou o Santos. O São Paulo terminaria o campeonato como vice-campeão.
- Os rivais se encontraram nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro de 1990. O tricolor derrotou o Santos por 1 a 0 em plena Vila Belmiro e só precisou de um empate por 1 a 1 no Morumbi pra se garantir nas semifinais.
- Raí, maior ídolo são-paulino na década de 1990, despediu-se do São Paulo em um jogo em 3 de junho de 1993, válido pelo Campeonato Paulista, quando o tricolor goleou o Santos por 6 a 1. Raí fez um gol de despedida e seguiu para defender o Paris Saint-Germain, da França.
- Os quatro grandes do futebol paulista se classificaram para o quadrangular final do Paulistão de 1997. Na primeira rodada o São Paulo goleou o Palmeiras e o Santos perdeu para o Corinthians. Houve então um San-São na segunda rodada, 31 de maio, no Pacaembu, quando o Sampa venceu por 1 a 0, eliminando o Peixe da disputa. Na última rodada, o Tricolor empatou com o Corinthians e terminou vice.
- Durante o Campeonato Brasileiro de 2002, o São Paulo, líder do torneio, recebeu no Morumbi um Santos em ascensão, formado por jovens jogadores que estrearam entre os titulares ao longo do torneio, como Diego, Renato e Robinho. Num dos melhores jogos do torneio, o time paulistano abriu 1 a 0, mas sofreu a virada para 2 a 1. Na comemoração do segundo gol, Diego, do Santos, fez festa em cima do escudo do São Paulo que fica ao lado do meio-de-campo no Morumbi, provocando os adversários. Então, no final do jogo, o tricolor virou para 3 a 2, com direito a Ricardinho também comemorando sobre o escudo tricolor, agora sob aplausos da torcida.
- Nas quartas-de-final do mesmo campeonato, o São Paulo, primeiro colocado da fase de classificação, formado por estrelas como Ricardinho e Kaká, encarou um Santos que se classificara de forma dramática em oitavo, 13 pontos a menos. O Santos ganhou por 3 a 1 na Vila, viu o São Paulo abrir 1 a 0 aos quatro minutos do segundo jogo, mas conseguiu uma virada para 2 a 1 no final, garantindo a classificação. Mais tarde, o Peixe tornar-se-ia campeão.
- No Campeonato Brasileiro de 2003, Santos e São Paulo corriam atrás do líder Cruzeiro. Um clássico no Morumbi definiria quem seguiria na luta pela taça e quem praticamente daria adeus à briga. O Santos venceu por 2 a 1, e acabaria vice-campeão, com o São Paulo em terceiro.
- No Campeonato Brasileiro de 2004, os dois times corriam novamente atrás do líder, agora o Atlético-PR, e novamente o confronto seria decisivo para quaisquer pretensões ao título. Dessa vez, o tricolor venceu por 1 a 0, mas terminou mais uma vez o campeonato em terceiro, enquanto o alvinegro ainda conseguiu sagrar-se campeão.
- O São Paulo disparou na liderança do Paulistão de 2005. Iria levantar a taça contra a Portuguesa e na última rodada jogar na Vila Belmiro contra o Santos. A diretoria santista, entretanto, não queria ver a festa adversária em sua casa e mudou o jogo para Mogi Mirim. Só que o São Paulo perdeu para a Lusa, e o Santos, que poderia ainda alcançar a pontuação Tricolor (41 pontos), mas não poderia alcançá-lo no número de vitórias, perdeu a chance de usar seu "alçapão" para, ao menos, impedir o título do eterno inimigo. No jogo em Mogi, um 0 a 0 garantiu a 21.ª conquista estadual são-paulina.
- Na penúltima rodada do Paulistão de 2006, o líder Santos foi ao Morumbi encarar o vice-líder São Paulo, podendo ser campeão com um empate. Abriu 1 a 0, mas levou uma virada para 3 a 1, que não impediria o título santista na rodada seguinte e o consequente fim da fila de 22 anos em Paulistas.
- No Campeonato Brasileiro de 2007, o alvinegro perdeu no Morumbi para o São Paulo por 2 a 1. Nesse jogo, o Peixe foi o primeiro time em catorze rodadas a fazer gol na defesa são-paulina.
- No segundo turno do Brasileirão 2009, o São Paulo precisava vencer o San-São, sob pena de ser praticamente eliminado da disputa pelo tetracampeonato. O Santos, que já não lutava pela taça abriu 1 a 0. O tricolor empatou. O alvinegro praiano fez 2 a 1, mas o São Paulo empatou em 2 a 2 ainda no primeiro tempo. No Segundo tempo, o Mais Querido virou para 3 a 2, mas logo sofreu novo empate do valente Santástico. Por fim, Rogério Ceni fez 4 a 3 para o São Paulo, antes de ser expulso, em um dos jogos mais emocionantes e dramáticos do campeonato.
- Nas semifinais do Paulista de 2010, Santos e São Paulo fizeram a que foi chamada de "final antecipada do campeonato", já que a outra partida seria disputada por dois times do interior (Santo André e Grêmio Prudente). Os são-paulinos esperavam se vingar da derrota no Campeonato Brasileiro de 2002, quando foram melhores na primeira fase e perderam nas partidas eliminatórias. Desta vez ocorrera o inverso, com o Santos terminando o turno como primeiro colocado e o São Paulo apenas em quarto. Mas não houve surpresas, e o Santos confirmou a condição de melhor equipe do campeonato até ali ao impor duas derrotas ao adversário (3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila Belmiro).
- Nesse mesmo ano, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro, o São Paulo, que havia perdido os quatro clássicos para o Peixe no ano, bateu o rival por 4 a 3 com um gol de Jean aos 48 minutos do segundo tempo, mesmo com seu time tendo um jogador a menos. O Santos havia aberto o placar no primeiro tempo, sofrera a virada para 3 a 1, mas empatara no segundo tempo.
- No ano seguinte os times encontraram-se novamente na semifinal do Paulistão, em jogo único. Por ter melhor campanha ao longo da competição, o São Paulo deteve o mando de jogo, mas nenhuma outra vantagem. Um empate levaria a decisão para os pênaltis, mas o Santos definiu a vaga no tempo normal, com gols de Elano e Paulo Henrique Ganso no segundo tempo: 2 a 0.
[editar] Curiosidades
- De todos os clássicos envolvendo os quatro grandes do futebol paulista, este é o que apresenta saldo mais desequilibrado: até maio de 2011 o São Paulo tinha 33 vitórias a mais que o rival.
- Os jogos entre o Peixe e os componentes do Trio de Ferro só passaram a ser considerados clássicos a partir da metade da década de 1950. Por sinal, apesar de o jogo entre ambos ser disputado desde 1930, só a partir de 1956 foi considerado clássico, ganhando o apelido "San-São" do jornalista Thomaz Mazzoni.
- O Santos leva vantagem em finais contra o São Paulo: já ganhou quatro finais diretas contra o tricolor (Paulistões de 1956, 1967, 1969 e 1978. O São Paulo ganhou duas finais diretas (Paulistões de 1980 e 2000.
- O São Paulo já eliminou o Santos de um torneio em confronto direto por quatro vezes: nos Brasileirões de 1981 (oitavas-de-final) e 1990 (quartas-de-final), na Supercopa Libertadores de 1992 (oitavas-de-final) e no Paulistão de 1983 (semifinais). O Santos eliminou o São Paulo em confronto direto por cinco vezes, no Brasileirão de 2002 (quartas-de-final), na Copa Sul-Americana de 2004 (oitavas-de-final) e nos Paulistões de 1978 (quartas-de-final do primeiro turno), 2010 (semifinais) e 2011 (semifinais).
- Santos e São Paulo são os maiores campeões de títulos internacionais do Brasil. No entanto, a rivalidade entre ambas as equipes raramente é a maior entre os paulistas.
- O Tricolor Paulista possui atualmente a torcida mais jovem, em média, do estado, enquanto o Peixe possui a mais envelhecida, em média, do estado.
- Há uma longa tradição de jogadores que foram ídolos em ambos os clubes: Araken Patusca, Mauro Ramos de Oliveira, Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa, por exemplo.
- O único jogador pentacampeão paulista foi Toninho Guerreiro, que foi tricampeão em 1967, 1968, 1969, pelo Santos, e bicampeão em 1970 e 1971 pelo São Paulo.
- Serginho Chulapa é o jogador com a história mais misturada aos dois times: fez o gol do título são-paulino na final do Paulistão de 1980 justamente diante do Santos, mas também fez o gol do título do Santos em 1984, diante do Corinthians. Além disso, Serginho é o maior artilheiro da história do São Paulo, apesar de ser torcedor santista declarado.
- Pelé também teve seu ídolo no futebol: foi Zizinho, que disputou o Paulistão de 1957 pelo São Paulo — sagrando-se campeão e tendo o Santos como vice.
- A tarde de 14 de agosto de 1963, uma quinta-feira, acabou entrando para a eternidade, principalmente pela façanha dos 11 heróis tricolores diante da máquina de jogar bola, chamada Santos, de Pelé e cia. Talvez o melhor de todos os tempos. E esse Santos, atual campeão mundial de clubes (que viria a ser bi naquele mesmo ano), dava como favas contadas o clássico diante do fraco São Paulo. A equipe santista era notável. Contava com craques do nível do goleiro Gilmar (bicampeão do mundo pela Seleção), do zagueiro Mauro Ramos (ex-São Paulo e também bi pelo Brasil), do volante Zito (outro bi-mundial) e dos atacantes Coutinho, Pelé e Pepe, que dispensam maiores comentários. Já o São Paulo era um time modesto,mas contava, porém, com atletas de um quilate de Pagão, Bellini (capitão do primeiro mundial brasileiro em 58) e Roberto Dias, um dos maiores zagueiros da história do futebol. O show no Pacaembu começou logo aos cinco minutos de jogo. O volante Faustino fez o primeiro, deixando o Santos atordoado com o gol repentino. Ferido, o Santos foi para cima e Pelé, referência absoluta dos praianos, era incansavelmente marcado pelo pequenino Dias. O Rei não aguentava tamanha "perseguição". Aos 21, Pelé, sempre ele, empatou. Aos 37, o atacante Benê marcou o segundo tento tricolor. Antes do final da primeira etapa, delírio no Pacaembu: Sabino fez o terceiro. Aliás, o próprio era apelidado de Pelé II, pela grande semelhança (física) com o Rei. Pelé, possesso, peitou o árbitro Armando Marques com o apoio de Coutinho, sendo ambos expulsos. O clima no vestiário praiano não era dos melhores. O Santos voltou para o gramado sem Aparecido. Na sequência, Pepe caiu no gramado aparentando uma contusão. O Tricolor não se importou com o desespero santista e, aos sete, Pagão marcou o quarto. Logo após o quarto tento tricolor, Dorval tambem disse estar sentindo contusão. Com seis homens em campo, o Santos ficou impossibilitado de prosseguir, e o árbitro Armando Marques encerrou a partida, conhecida como o Jogo dos 54 minutos. A manchete do jornal A Gazeta Esportiva do dia seguinte foi "Santos fugiu do campo!".
- São Paulo e Santos já montaram um combinado, unindo jogadores, dirigentes e torcedores sobre a mesma camisa: Em 30 de dezembro de 1934 um combinado São Paulo/Santos perdeu por 2 a 1 para um combinado Flamengo/Fluminense, jogando no Estádio Antônio Alonso em São Paulo.
[editar] Estádios
- O São Paulo geralmente manda seus clássicos no Morumbi.
- O mando de campo santista normalmente é exercido na Vila Belmiro.
Até o fim do século XX, os clássicos que envolviam grande previsão de público eram normalmente jogados no Morumbi, independente de quem fosse o mando de campo, mas por questões políticas, essa não é mais a tendência entre os jogos dos dois times.
Referências
- ↑ "Santos x São Paulo", Placar número 569, 10/4/1981, Editora Abril, pág. 8
- ↑ "A força imprevisível do San-São", Placar número 1.060, junho de 1991, Editora Abril, pág. 20
- ↑ "Vitórias com a marca da competência", Placar número 1.077, novembro de 1992, Editora Abril, pág. 22
- ↑ a b http://santos.globo.com/noticias_coluna.php?cod=16144 Acessado em 18/02/2010
- ↑ "Expulsão. Mas Anderson tem crédito na Vila", Luiz Antônio Prósperi, Jornal da Tarde, 19/6/2000, pág. 5B
[editar] Ver também
- Estatísticas de jogos do São Paulo
- Choque Rei
- Corinthians vs. Santos
- Majestoso
- Clássico da Saudade
- Trio de Ferro