Campeonato Paulista de Futebol de 1968

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Campeonato Paulista de Futebol de 1968
Paulistão 1968
Dados
Participantes 14
Organização FPF
Período
Gol(o)s Não disponível
Campeão Santos
Vice-campeão Corinthians
Melhor marcador Teia
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O Campeonato Paulista de Futebol de 1968 teve o Santos como campeão, e o jogador Teia da Ferroviária como artilheiro, com vinte gols.

Disputa do título[editar | editar código-fonte]

O Santos, campeão paulista do ano anterior, teve uma campanha bem mais regular que os adversários, diretos ao título, o que o tornou campeão com três rodadas de antecedência. O Santos de Pelé, Edu, Toninho Guerreiro, Carlos Alberto Torres e Clodoaldo era de fato bem superior a seus concorrentes diretos São Paulo e Corinthians.

A Ferroviária de Araraquara, suspresa que terminou na terceira posição não teve elenco para suportar a disputa em pontos corridos com o Santos, e o Palmeiras, o único elenco à altura do Santos, estava mais preocupado com a Copa Libertadores da América, na qual acabou vice-campeão, deixando em segundo plano o Paulistão, adiando muitos jogos para o fim do torneio inclusive.

Assim, apesar do tropeço diante do Corinthians ainda no primeiro turno, pondo fim à invencibilidade de 11 anos diante do rival em Campeonatos Paulistas, o Santos naturalmente e sem surpresas ou dúvidas conquistou o bi-campeoanto. Sendo que no segundo turno em 21 de abril venceu o Corinthians jogando no Morumbi por 2 a 0, com gols de Douglas e Pelé.

O jogo do título foi diante justamente do Palmeiras, que era o único clube que já lhe levara mais de um título na Era Pelé. De quebra, devido ao desorganizado calendário, o Palmeiras ainda poderia lhe roubar essa taça mesmo tendo apenas 9 pontos contra 39 do Santos. O time alviverde, que deu prioridade à disputa da Copa Libertadores da América naquele ano, jogaria mais 15 jogos atrasados contando essa partida no Parque Antártica, podendo teoricamente igualar os 39 pontos e forçar partida desempate.

O outro time que ainda disputava o título era o Corinthians, com 34 pontos, podendo chegar a 40.

Mas o Santos venceu ao Palmeiras por 3 a 1 em pleno Parque Antártica, chegando a inalcançáveis 41 pontos e sagrando-se bi-campeão paulista, fazendo a festa na casa do adversário, que, ao contrário das expectativas anteriores, teve problemas para se livrar do rebaixamento.

Polêmicas sobre o Descenso[editar | editar código-fonte]

A princípio, o regulamento do campeonato apontava que último colocado deveria ter sido rebaixado. Palmeiras e Comercial de Ribeirão Preto eram os mais ameaçados de rebaixamento, mas, após o final da competição, a FPF não promoveu o descenso, por conta de uma polêmica que envolveu não apenas os dois times como também o Guarani.

A história sempre fez parte dos causos futebolísticos paulistas, já que sempre foi contada citando um eventual acordo entre Palmeiras e Guarani para que o time da capital paulista não fosse rebaixado. As equipe se enfrentaram pela penúltima rodada da competição, em Campinas. O suposto acordo era de que, em troca de uma cessão futura de atletas palmeirenses, o Guarani escalaria um time reserva e com um jogador em situação irregular, de maneira tal que, se o time da casa vencesse, o Palmeiras poderia buscar na justiça esportiva os pontos perdidos.

O jogo terminou empatado por 1 a 1, placar que eliminou a possibilidade de queda do Palmeiras à divisão inferior. Por conta de documentos que mostravam o acordo entre Palmeiras e Guarani, o Comercial conseguiu se livrar do rebaixamento, mesmo ficando na última posição da tabela.

Em 2012, 44 anos depois da realização da competição, o jornalista Juca Kfouri, retomou publicamente a história em seu blog, trazendo os tais documentos registrados em cartório que mostravam o acordo e gerando grande repercussão nas redes sociais[1] . No dia seguinte, reportagem do UOL apontou que o Comercial de Ribeirão Preto conseguiu evitar o seu descenso provando o acerto prévio entre os dois alviverdes, em atuação nos bastidores que contou até com um suborno usando um carro de luxo Simca Chambord[2] .

Durante a retomada da polêmica, o historiador do Palmeiras, Fernando Galuppo, contestou com veemência a história. Segundo ele, o acordo não teria razão para existir porque, na rodada anterior ao jogo entre Guarani e Palmeiras, o time da capital derrotou o América de São José de Rio Preto, por 2 a 0, livrando-se do risco de rebaixamento, com duas rodadas de antecedência[3] .

Classificação Geral[editar | editar código-fonte]

Tabela[editar | editar código-fonte]

Campeonato Paulista de 1968
Time Pts J V E D GP GC SG
1 Santos 45 26 22 1 3 71 22 +49
2 Corinthians 34 26 14 6 6 46 28 +18
3 Ferroviária 30 26 11 8 7 42 31 +11
4 São Paulo 28 26 11 6 9 39 36 +3
5 Portuguesa 28 26 11 6 9 39 31 +8
6 São Bento 27 26 11 5 10 40 44 -4
7 XV de Novembro 24 26 9 6 11 36 36 0
8 Botafogo 23 26 6 11 9 31 39 -8
9 Guarani 22 26 8 6 12 28 29 -1
10 Portuguesa Santista 22 26 10 2 14 31 51 -20
11 Palmeiras 21 26 8 5 13 34 43 -9
12 América 20 26 8 4 14 31 43 -12
13 Juventus 20 26 8 4 14 29 39 -10
14 Comercial 20 26 7 6 13 31 56 -25
Campeão

Jogo Decisivo[editar | editar código-fonte]

Palmeiras 1x3 Santos Parque Antarctica (19/05/1968)

Palmeiras:

Santos: Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel e Rildo; Clodoaldo, Lima e Pelé; Douglas, Toninho Guerreiro e Edu.

Gols:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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