Comercial Futebol Clube (Ribeirão Preto)

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Comercial
Comercial FC.png
Nome Comercial Futebol Clube
Alcunhas Bafo Baforaty, Leão do Norte
Torcedor/Adepto Comercialino, Bafudo, Alvinegro
Mascote Leão
Fundação 10 de outubro de 1911 (102 anos)
Estádio Rua Tibiriçá (pioneiro)
Costa Coelho (anterior)
Palma Travassos (atual)
Capacidade 18.277 Lugares [1]
Presidente Brasil Nelson Lacerda
Treinador Brasil Vágner Benazzi
Patrocinador Brasil Noblle
Brasil Guaraná Xamego
Brasil HF Equipamentos
Brasil Maggicor
Brasil São Francisco Saúde
Brasil Lupo Sport
Brasil Água Prata
Material esportivo Brasil Geração Sport
Competição São Paulo Campeonato Paulista
São Paulo A1 2014 17º Colocado (rebaixado)
São Paulo A2 2013
São Paulo CP 2013
4º Colocado (acesso)
24º Colocado
São Paulo A1 2012
São Paulo CP 2012
20º Colocado (rebaixado)
23º Colocado
Ranking nacional 95º Lugar, 112 pontos
Website comercial-fc.com.br
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Kit shorts comercialsp14h.png
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Comercial Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, com sede na cidade de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo. É conhecido como Leão do Norte por causa de uma famosa excursão ao norte e nordeste brasileiro, em maio e junho de 1920, onde permaneceu invicto. Atualmente, disputa o Paulistão da Série A1 e a Copa Paulista. Seu estádio é o Dr. Francisco de Palma Travassos, com capacidade para 18.277 pessoas.

Tem como maior rival o Botafogo-SP, também da cidade de Ribeirão Preto, com o qual disputa o clássico Come-Fogo, um dos mais tradicionais do interior do estado. Centenário e tradicional no futebol paulista, já conquistou importantes feitos, como a quarta colocação no torneio em 1966, rendendo-lhe o título do interior na época, além de participações na elite nacional. É conhecido também por goleadas contra os grandes da capital, como um 5 a 4 contra o São Paulo Futebol Clube no Estádio do Morumbi, em 1986, sendo o único clube na história a marcar cinco gols no São Paulo em seu estádio, além de um 4 a 0 contra Corinthians, em 1986, no Estádio Palma Travassos.[2]

Após uma sucessão de crises econômicas durante vinte e cinco anos, o Comercial teve sua gestão reformulada em 2010, promovendo reforma em seu estádio; compra de um novo Centro de Treinamento em 2011 (Recreio Internacional); excursão para a Europa em 2011, visando a divulgar o clube no exterior, possibilitando parcerias com clubes da Áustria, como o FC Wacker Innsbruck, com quem realiza intercâmbio de jogadores; implementação em 2012 de novas Categorias de Base, desativadas desde 2006, com a compra do Olé Brasil; pagamento de antigas dívidas; construção de um Centro Avançado de Reabilitação Física Esportiva em 2013.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação do Commercial Football Club [4] [editar | editar código-fonte]

Entrada principal do Estádio Fco de Palma Travassos

No dia 10 de outubro de 1911, uma terça-feira, um grupo de comerciantes se reuniu na casa de Adaucto de Almeida, na Rua General Osorio, número 47, com a finalidade de formar um novo time de futebol em Ribeirão Preto.

Segundo registros históricos, o grupo de comerciantes iniciou a reunião logo após o expediente comercial da cidade, que se encerrava as 20 horas. Após uma madrugada de debates, os presentes assinaram a Ata da reunião de fundação do novo clube ribeirão-pretano de futebol no amanhacer do dia 11 de outubro, mas, pelo inicio da reunião, os presentes concordaram em manter a fundação do clube e a data da Ata em 10 de outubro de 1911.

Durante a reunião, foram eleitos os comandantes da nova equipe, e os mesmos tomaram posse de seus cargos imediatamente. Foram eleitos: Antidio de Almeida como Presidente, Alvino de Souza Grota como Vice, Adaucto de Ameida como Tesoureiro, Djalma Machado como Secretario, Sebastião Viana como Procurador, Sebastião Ruvald como primeiro Capitão e Florentino de Almeida com segundo Capitão.

Estádio Dr. Fco de Palma Travassos - Jóia de Cimento (La Bafonera)
Panorama - Estádio do Comercial

Após a posse, foi posto em votação a nomeação do clube, e por dez votos venceu a sugestão dada por Argemiro de Oliveira, sendo o clube batizado de Commercial Football Club.

As quatro primeiras propostas votadas pela recém criada diretoria comercialina foram:

I – A mensalidade e as joias seriam de mil réis cada

II – Os considerados sócios fundadores terião isenção das joias e mensalidades

III – A aceitação ou expulsão de sócios seriam de responsabilidade da diretoria

IV – Isenção ou abono de mensalidade de sócios desempregados ou enfermos (impossibilitados de trabalhar) durante tal período

Todas essas propostas foram aprovadas.

O primeiro Estatuto do Commercial foi redigido ainda na reunião que deu origem ao clube. Foram responsáveis pela sua criação: Alvino de Souza Grota, Argemiro de Oliveira e Djalma Machado.

Primeira partida[editar | editar código-fonte]

Após a fundação, a diretoria comercialina teve sua primeira dificuldade, encontrar um local para treinos e jogos. Os primeiros treinos foram onde hoje se localiza a Praça Luiz de Camões.

Mas logo a equipe ganhou um novo local para treino. Primeiro o clube recebeu uma doação de um terreno da fundação Antonio e Helena Zerrenner, e depois, em 1917, teria seu espaço aumentado, quando adquiriu, por 9 contos de Reis, uma das propriedades de Emilio Moço.

A primeira partida disputada pelo Commercial, foi um amistoso que aconteceu em 15 de novembro de 1911, quando o cube foi derrotado pelo Associação Athletico Gymnasial, tradicional equipe de Ribeirão Preto do começo daquele século.

A partida foi disputada no antigo campo do Athletico Ribeirão Preto, outra tradicional equipe da cidade na época, e onde hoje localiza-se a Praça Sete de Setembro, e teve cobertura do Jornal A Cidade, o mais antigo jornal de Ribeirão Preto ainda em atividade.

Curiosamente, na manchete do Jornal, o Commercial foi anunciado como Sport Cub Commercial. A correção só aconteceria com o passar dos anos.

Loyolla foi o autor do primeiro gol da história do Commercial.

Ficha técnica – primeiro jogo do Commercial

A Athletico Gymnasial 3x1 Commercial FC

  • Local:: Campo do Athletico Ribeirão Preto
  • Data:: 15 de novembro de 1911
  • Árbitro:: Jefferson Nogueira
  • Gols:: Arlindo, Luiz e J. Franco (A Athletico Gymnasial); Loyolla (Commercial FC)
  • A Athletico Gymnasial: Hugo, Jonas, Luiz, Guttemberg, J. Franco, Cervantes, Gama, Luiz, Arlindo, Ortiz e José
  • Commercial FC: A. Oliveira, Moreira, Fritsch, F. Almeida, Jose Grota, A. Almeida, S. Reinaldo, Djalma Machado, J. Lima, V. Mello e Loyolla.

1913-1919 – Da reorganização aos primeiros triunfos[editar | editar código-fonte]

Em 1913 o clube passou pela sua primeira reorganização, o que possibilitou a expansão e o crescimento do Commercial.

Nos anos que seguiram, grandes vitórias animavam a crescente torcida do Commercial. Em 1915, o Commercial enfrentou uma equipe da Capital pela primeira vez em Ribeirão Preto, o SC Germânia. Apesar de toda tradição do time paulistano, o Commercial não se intimidou e venceu por 4 a 1.

Depois, seguiram jogos emblemáticos, que sempre mobilizavam a torcida, até que em 1916 alguns jogos começaram a ganhar maior destaque, até nas manchetes dos jornais: Commercial FC 1x1 Amparo FC (28 de maio – amistoso que parou a cidade); Commercial FC 3x0 EC Bandeirante de Jaú (8 de setembro – Taça Bandeirante); Commercial FC 5x0 Black Team de Campinas (23 de setembro – amistoso); e Commercial FC 4x0 Palestra Itália EC de Ribeirão Preto (sem data – amistoso).

A primeira grande contratação de um atleta, que não residia em Ribeirão Preto, feita pela diretoria do Commercial, concretizou-se no dia 14 de julho de 1917, quando o clube recebeu o ponta-direita e atacante Belmácio Pousa Godinho, que vinha do XV de Piracicaba (clube no qual a família de Belmácio participou da fundação em 1913).

Belmácio trouxe ao alvinegro não apenas proveitosas atuações dentro dos gramados, pois, após sua aposentadoria, participou por vários anos da diretoria do clube.

Primeiras conquistas[editar | editar código-fonte]

Taça Castellões

Em 1917 o Commercial conquistou seu primeiro grande título, a Taça Castellões.

Organizada por uma Liga de futebol independente, criada no interior paulista, a Liga de Foot-Ball do Oeste do Estado, a Taça Castellões reuniu vários clubes do interior paulista. O troféu, a Taça Castellões, foi oferecida pela Companhia de Grande Manufactura de Fumos e Cigarros Castellões (daí a origem do nome do Torneio), era de prata maciça com detalhes em ouro.

Disputaram o torneio: Commercial FC e Palestra Itália EC (Ribeirão Preto); CA Pirassununguense (Pirassununga); AA São João (São João da Boa Vista), União Atletica Casabranquense (Casa Branca), EC Taubaté (Taubaté), e representantes das cidades de Batatais, Taquaritinga, São Simão, São Carlos, Tambaú, Piracicaba e Franca.

O Commercial foi campeão, com a seguinte campanha: Commercial 20x0 Taquaritinga (8 de marçomaior goleada da história do clube), Commercial FC 3x1 São Carlos (22 de abril), Commercial FC 6x0 São Simão (13 de maio), Commercial FC 2x0 Palestra Itália EC (20 de maio), Commercial FC 7x0 Franca (8 de julho) e Commercial FC 4x1 Palestra Itália EC (12 de outubro).

Taça Besquizza

Em 25 de março de 1917, o Commercial conquistou a Taça Besquizza ao vencer o CA Paulistano, campeão paulista de 1916 por 4 a 1 em Ribeirão Preto.

Outras Conquistas

Entre 1917 e 1918, eram comuns a disputa de jogos amistosos valendo algum premio ou troféu.

Destaques ficaram para conquista dos troféus: Taça Café Pinho (vencendo o Velo Clube de Rio Claro por 4 a 1), Taça Hotel Modelo (vencendo o White de Campinas) e a Taça Clark (ao vencer o SC Corinthians Paulista), todas em 1918.

Ainda em 1918, o Commercial inscreveu uma equipe extra (uma espécie de expressinho) na Liga Municipal de Clubes de Ribeirão Preto, e conquistou a Taça Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.

Divisão do Interior

Em 1919, o Commercial foi o primeiro time de futebol de Ribeirão Preto a disputar um campeonato importante. O torneio disputado pelo alvinegro foi o Campeonato Paulista - Divisão do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Athléticos). No torneio, o Commercial demonstrou muita força, mas na final acabou sendo derrotado pelo EC Taubaté, ficando com o vice-campeonato.

Excursão para o Nordeste[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 1920, o Commercial recebeu um telegrama do Sport Cub do Recife, sendo convidado para uma série de amistosos no Pernambuco. Outras equipes paulistas foram convidadas, mas apenas o Commercial aceitou o convite.

A delegação comercialina embarcou na estação da Mogiana em Ribeirão Preto na manhã de 29 de abril, passando por Campinas, São Paulo até chegar ao Rio de Janeiro, onde embarcou no Navio Itapuy, que seguiu viagem até a Bahia, e depois ao Pernambuco, onde chegou as 6 horas da manhã do dia 7 de maio de 1920.

Foi uma recepção calorosa ao Commercial, com direito de repercussão na imprensa, por meio do jornal A Opinião, de Recife.

Data Confronto Local Cidade
9 de maio de 1920 Combinado América/Santa Cruz FC Pernambuco 0x1 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
13 de maio de 1920 Sport Club do Recife Pernambuco 2x3 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
16 de maio de 1920 Liga Pernambucana de Desportos Terrestres Pernambuco 2x2 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
20 de maio de 1920 Santa Cruz FC Pernambuco 0x1 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
23 de maio de 1920 América Pernambuco 1x2 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
26 de maio de 1920 Clube Náutico Capibaribe Pernambuco 0x2 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
28 de maio de 1920 Liga Pernambucana de Desportos Terrestres Pernambuco 1x5 Commercial FC São Paulo Estádio Helvético Recife Pernambuco
1 de junho de 1920 Liga Baiana Bahia 1x2 Commercial FC São Paulo Não identificado Salvador Bahia

Dessa excursão nasceu o apelido Leão do Norte, que acompanha o Commercial até hoje.

A volta a Ribeirão Preto foi marcada por festa da torcida. Uma das comemorações mais significativas ocorreu no dia 6 de junho de 1920, no antigo coreto do Jardim Público (atual Praça XV de Novembro), quando a Banda Independente, sob batuta do maestro José Delfino Machado, estreava o Hino do Comercial, uma composição original de Belmácio Pousa Godinho, uma obra pioneira entre os hinos de futebol do Brasil.

Década de 1920[editar | editar código-fonte]

Setor dos visitantes - Rua Henrique Dumont

Após a épica excursão pelo norte e nordeste, o Leão começou a ficar conhecido nacionalmente passando a disputar torneios amistosos, onde enfrentava grandes clubes do futebol brasileiro.

Em 10 de outubro de 1920, o Rei Alberto da Bélgica, esteve no Estádio da Rua Tibiriçá para assistir um jogo do Palestra Itália de São Paulo (atual Palmeiras) contra o Palestra Itália de Ribeirão Preto. O time da capital venceu por 4 a 1.

Em 1921, durante um torneio amistoso chamado "Taça Círculo Italiano", o Commercial, que entrou como convidado, derrotou a já poderosa equipe do Palestra Itália de São Paulo, atual Palmeiras, por 5 a 2.

Primeiro jogo internacional[editar | editar código-fonte]

O primeiro jogo internacional do Commercial terminou empatado em 1 a 1, e foi contra a Seleção Argentina. O jogo aconteceu em 1922, num amistoso realizado no então estádio do Commercial, o Estádio da Rua Tibiriçá em Ribeirão Preto. A Argentina estava no país para disputa do Campeonato Sul-Americano e Copa Rocca, ambos vencidos pelo Brasil.

Expansão do clube[editar | editar código-fonte]

Em 1923 o Commercial inaugurou sua Escola de Educação Física, em 25 de fevereiro, e em 2 de março, inauguraram a sede da Rua São Sebastião, número 37.

Ainda em 1923, o Commercial jogou pela primeira vez contra cariocas. Enfrentou em 24 de junho o CR do Flamengo, e perdeu por 5 a 1.

No mesmo ano, em 26 de dezembro, empatou em 0 a 0 com a seleção da Bahia, que estava em São Paulo disputando o extinto Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Em 1927 o Commercial faria sua estréia na Primeira Divisão do futebol paulista, tornando-se o primeiro time da região de Ribeirão Preto a jogar a elite do futebol paulista. O clube jogaria o Campeonato Paulista - Divisão Principal.

Antes, porém, de começar o Campeonato Paulista - Divisão Principal, a APEA, coordenadora do torneio, sempre realizava entre os clubes que iriam disputar o certame um curto campeonato, conhecido como Torneio Início. Como disputava a Divisão Principal, o Commercial pode jogar também o Torneio Início de 1927, mas acabou perdendo na estréia, de 5 a 2, para o Palestra Itália, e acabou eliminado. O jogo aconteceu no dia 1 de maio.

O primeiro jogo do Commercial na elite do futebol paulista aconteceu no dia 3 de maio de 1927, e seu adversário era o poderoso Palestra Itália, atual Palmeiras, que terminaria campeão daquele ano.

A primeira vitória na primeira divisão aconteceu no dia 15 de maio de 1927, 3 a 0 sobre o Ypiranga. O Commercial só voltou a vencer em 21 de agosto de 1927, por 2 a 1 sobre AA São Paulo de Alpargatas, tradicional time da capital paulista. A terceira vitória do Leão, foi no dia 4 de setembro de 1927, com placar de 2 a 1 sobre o Corinthians de São Bernardo do Campo.

Panorâmica da Área Social do Estádio Fco Palma Travassos

Mesmo com a má campanha feita pelo Commercial na Divisão Principal de 1927, onde só somou 6 pontos, em 1928, o Leão disputou novamente o Torneio Início e a 1ª Divisão.

No Torneio Início o Leão empatou por 2 a 2 com o Guarani Futebol Clube, mas no critério de desempate, que era, na época, escanteios, o Commercial acabou eliminado, derrotado com 2 escanteios a 0 para o Bugre de Campinas.

Este jogo fez com o que o Commercial abandonasse APEA e se transferisse para LAF.

Vitória sobre o Peñarol Universitário[editar | editar código-fonte]

Ainda em 1928, o Commercial fez seu primeiro jogo contra uma equipe estrangeira, quando enfrentou o time do CA Peñarol Universitário, e venceu por 2 a 0 com gols de Vespu e Chapa.

O jogo foi em Ribeirão Preto, no Estádio da Rua Tibiriçá, e aconteceu no dia 1 de julho de 1928.

Paralisação[editar | editar código-fonte]

A Grande Depressão dada pela quebra da Bolsa de New York em 1929, causou grandes danos ao mercado mundial. Os cafeicultores da região de Ribeirão Preto foram diretamente afetados, o que gerou problemas ao Commercial, que dependia do dinheiro dos ‘’Coroneis do Cafe’’.

Depois de varios estudos, a diretoria comercialina chegou a conclusão que a melhor saida seria a cessão de seu patrimônio a Sociedade Recreativa de Ribeirão Preto (a Recreativa ainda não tinha o “de Esportes” no nome).

A união dos clubes se deu em 3 de agosto de 1936, sendo registrada em cartorio em 27 de agosto de 1936.

Em 1944 a Recra começou a reformar as dependências do clube que pertencia ao Commercial.

1954 - Retorno às atividades[editar | editar código-fonte]

Em 3 de abril de 1953 começou oficialmente a mobilização pelo retorno do Commercial, quando anúncios públicos convocavam os torcedores para causa.

Após várias reuniões, em 8 de abril de 1954 foram eleitos a nova diretoria do Commercial, que mobilizaria o retorno do clube, que era presidida por Oscar de Moura Lacerda.

O nome do clube foi atualizado, passando de Commercial Football Club para COMERCIAL FUTEBOL CLUBE.

Houve ainda, a fusão com o Paineiras Futebol Clube, para que o Comercial garantisse sua vaga e inscrição na Federação Paulista de Futebol (que ainda não existia quando o Comercial foi paralisado).

Volta aos gramados[editar | editar código-fonte]

Com sua reativação, o Comercial passou a mandar seus jogos no Estádio Antônio da Costa Coelho, localizado na Avenida 1º de Maio, na Vila Virgínia, em Ribeirão Preto.

A reaparição do Comercial nos gramados, se deu num amistoso estilo jogo-treino em agosto de 1954, na Fazenda Dumont, onde o Leão enfrentou o time local e venceu por 3 a 0.

Em 15 de agosto de 1954, o Comercial enfrentou a AA Francana em Franca e perdeu por 2 a 0, era o primeiro jogo amistoso contra uma equipe profissional.

A primeira vitória do Comercial sobre um time profissional, deu-se em 28 de agosto de 1954, quando o clube venceu a AA Francana no recem alugado Estádio Antônio da Costa Coelho.

Outros amistosos marcaram o ano de retorno do Comercial, mas nenhum deles marcou tanto como o do de 14 de novembro de 1954, quando o Comercial perdeu para o São Paulo FC por 4 a 2 no Estádio Antônio da Costa Coelho. Apesar da derrota, o jogo marcou o reencontro do Leão com grandes clubes.

Cadeiras cativa do Estádio Palma Travassos
A "Boutique do Leão".

Em 1954, logo no primeiro ano em que retornou ao profissionalismo, o Comercial poderia ter conquistado uma vaga na primeira divisão, e logo de cara, poderia ter sido campeão da segunda divisão.

Com uma campanha invejável, chegou às finais, e novamente faria uma importante final de campeonato contra o time do EC Taubaté, o mesmo que lhe tirou o título do interior em 1919.

O placar da final foi um polêmico 0 a 0, num jogo que teve um gol anulado e um pênalti não marcado para o Comercial. O Esporte Clube Taubaté novamente foi campeão em cima do Comercial, mas desta vez subiu para elite do futebol paulista. O Comercial ficou com o vice-campeonato e conhecido como o "Campeão sem Coroa".

Campeão da Segunda Divisão[editar | editar código-fonte]

Após ser vice em 1954, ver o rival Botafogo ser vice de 1955 e campeão em 1956, e ainda não conseguir chegar a final de 1957, o Leão pode finalmente, em 1958, soltar o grito de campeão, e comemorar o título da segunda divisão, além do acesso para primeira divisão.

O Regulamento

Nesse campeonato as equipes foram colocadas em quatro grupos denominados Branco, Azul, Verde e Amarelo. Os três primeiros colocados de cada grupo passariam para uma fase eliminatória chamada "Torneio dos Finalistas". Nesse "Torneio dos Finalistas", os clubes seriam novamente divididos em dois grupos, chamados agora de "Grupo João Havelange" e "Grupo Paulo Machado de Carvalho", onde se enfrentariam dentro dos grupos em turno e returno, e o campeão de cada grupo passaria para a final, que seria em três jogos.

A Campanha do Leão

O Comercial jogou a primeira fase no Grupo Branco, onde classificou-se em terceiro lugar, com 23 pontos, para a fase eliminatória, o "Torneio dos Finalistas".

Na fase eliminatória, o Comercial foi colocado no "Grupo João Havelange", onde, após 10 jogos, sagrou-se campeão do grupo com 13 pontos, e conquistou o direito de jogar a final da competição contra o Corinthians de Presidente Prudente, que havia sido campeão de seu grupo, o "Grupo Paulo Machado de Carvalho", no "Torneio dos Finalistas".

Na final foram realizadas três partidas: no primeiro jogo, realizado em Presidente Prudente, o Corinthians venceu por 1 a 0; na segunda partida, em Ribeirão Preto, o Comercial levou a melhor e ganhou pelo mesmo placar, 1 a 0; já no terceiro e decisivo jogo, no dia 21 de abril de 1958, não deu para ninguém, o Comercial goleou por 4 a 0 o Corinthians de Presidente Prudente, em jogo realizado no Estádio do Pacaembu. A equipe comercialina era formada por: Santão, Toninho, Valdemar, Parracho e Candão, Valtinho, Lécio, Ademar, Otávio, Almeida e Carlos César. Carlos César fez dois gols, e Ademar e Lécio completaram a goleado.

O Comercial Futebol Clube, de Ribeirão Preto, era o novo caçula da Divisão Especial. Uma eufórica torcida promoveu um grande carnaval na cidade para comemorar a conquista.

Anos 1960[editar | editar código-fonte]

E foi nessa época que o Comercial viveu um dos melhores momentos de sua história. Com um verdadeiro esquadrão, o bafo era imbatível dentro de sua casa e conseguia grandes resultados fora dela. Em 1962, o clube foi vice-campeão da Taça São Paulo, perdendo apenas a final para o Santos de Pelé.

Em 14 de outubro de 1964, inaugurou seu atual estádio, o Palma Travassos conhecido como La Bafonera em alusão a La Bombonera, na derrota de 3 a 2 para o Santos. Paulo Bin, atacante do Comercial marcou o primeiro gol.

Em 1965, venceu a Copa Ribeirão Preto jogando contra Corinthians, Fluminense e Botafogo carioca.

Nesse mesmo ano de 1965, no dia 14 de julho, finalmente enfrentou o legitimo Peñarol do Uruguai, e empatou em 1 a 1 no Palma Travassos.

Foi em 1966 que o Leão viveu seu melhor ano, e seu time, de tão bom, foi apelidado de "Rolo Compressor".

  • Acabou com uma invencibilidade de 14 jogos do Palmeiras dentro do Palestra Itália.
  • Conseguiu a proeza de marcar cinco gols no Santos de Pelé dentro da Vila, num jogo que muitos consideram um dos mais espetaculares de todos os tempos.
  • Venceu novamente o Palmeiras por três a zero em Ribeirão, no dia 4 de fevereiro, na inauguração dos refletores do Palma Travassos (primeiro jogo noturno oficial na cidade Ribeirão Preto).
  • Humilhou o Bragantino, de Bragança Pta., jogando em casa, por 8 a 1.
  • Terminou a competição com o terceiro lugar, perdendo somente para o Palmeiras e o Corinthians da capital.
  • Recebeu, nesse ano, o apelido de "Rolo Compressor".

Comercial na Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Um ano após ser vice para o Santos de Pelé na Taça São Paulo, o Comercial forneceu três jogadores à Seleção Brasileira de Futebol para a Copa América de 1963: o meia titular Marco Antônio (sete jogos e dois gols), o atacante Amaury (um jogo) e o defensor Píter (um jogo).[5] São os três únicos jogadores comercialinos que defenderam a seleção principal.[6] Outro, o atacante Mattar, foi chamado pela seleção olímpica para os Jogos Olímpicos de Verão de 1964 (três jogos).[7]

Comercial enfrenta a Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Em 31 de maio de 1966, o Comercial enfrentou pela primeira vez a Seleção Brasileira num amistoso em Amparo. Perdeu por 4 a 2.

1966 foi realmente um grande ano para o clube.

Último gol da carreira profissional de Garrincha[editar | editar código-fonte]

Foi durante um jogo do Comercial que o lendário Garrincha, um dos maiores gênios do futebol brasileiro, marcou seu último gol como profissional. O tento aconteceu no jogo Olaria 2 x 2 Comercial, em 23 de março de 1972. O goleiro do Comercial que sofreu o gol foi Paschoalin, que atuou neste clube do ano de 1968 a 1972.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Em 1974, o Leão quebrou um tabu de sete anos e nove meses ao vencer o rival Botafogo FC, e pela primeira vez no estádio Santa Cruz. O placar do jogo foi de 2 a 1 para o Comercial, com gols de Davi e Jader para o Leão. Sócrates marcou para o Botafogo. O time ainda realizou outras façanhas naquela década.

Ainda em 1974, o Leão cruzou mais uma vez o caminho do Palmeiras. Venceu por dois a zero em pleno Parque Antártica, e o Verdão não se classificou para a disputa do primeiro turno do Campeonato Paulista daquele ano. Luisão marcou os dois gols. No segundo turno, o Palmeiras deu a volta por cima e conquistou o campeonato daquele ano. O Comercial ficou em sétimo lugar.

Em 1976, o Leão venceu o Quadrangular Interestadual do Norte, torneio amistoso realizado no estado do Paraná, que contou com a participação dos clubes: Londrina Esporte Clube, Grêmio de Esportes Maringá, Clube Atlético Paranaense, além do próprio Comercial.

1977 - Seletiva da CBD para o Campeonato Brasileiro - Um título a parte[editar | editar código-fonte]

Em 1977, o Comercial conquistou um título em cima de seu maior rival, o Botafogo FC. Na ocasião nenhuma das equipes de Ribeirão Preto disputavam o Campeonato Brasileiro. A CBD decidiu então abrir apenas uma vaga para os dois times. Esta vaga, seria então decidida entre a dupla Come-Fogo em 3 jogos, onde o time que obtivesse a melhor campanha se consagraria campeão e garantiria a vaga para o Brasileiro de 1978.

O Botafogo FC estava em alta, e contava com o elenco campeão da Taça Cidade de São Paulo, que tinha craques como Sócrates e Zé Mario. O Comercial, por sua vez, contava com a técnica de Jader e a precisão nas bolas paradas de Vagner.

O 1° jogo aconteceu no estádio Santa Cruz, casa do Botafogo, no dia 6 de outubro de 1977, e acabou com vitória da equipe comercialina por 1 a 0, num belo gol de falta do jogador Vagner.

A 2ª partida foi em 9 de outubro de 1977, no estádio Palma Travassos, casa do alvinegro. Se o Comercial vencesse, garantiria a vaga e o título. O Leão do Norte abriu o placar, mas o tricolor buscou o empate ainda no 1° tempo. A partida terminou empatada em 1 a 1, o que adiou o título do Comercial por mais alguns dias.

A 3ª e decisiva partida aconteceu em 16 de outubro de 1977, novamente no estádio Santa Cruz, o Comercial só precisaria de um empate para comemorar o título já que havia vencido a primeira partida e empatado a segunda. Para o Botafogo restava apenas vencer para provocar uma disputa de pênaltis. O clima era tenso, como nos dois jogos anteriores. O Santa Cruz estava completamente lotado. Depois de um grande jogo, o 1 a 1 garantiu o título do Comercial sobre seu rival, com a festa da torcida alvinegra dentro da casa adversária. O Comercial estava garantido na primeira divisão do Campeonato Brasileiro de 1978.

Mas no que ficou conhecido na década de 70 como "inchaço do Brasileirão", dias depois da vitória do Comercial, a CBD cedeu mais uma vaga para Ribeirão Preto, e o Botafogo teve o direito também de participar do Brasileiro de 1978 como vice dessa seletiva.

Comercial disputa o Brasileirão[editar | editar código-fonte]

Campeão da Seletiva da CBD em 1977, o Comercial disputou os Campeonatos Brasileiro da primeira divisão entre 1978 e 1979.

Em 1979, fez excelente campanha, terminando o campeonato em 14º entre 94 clubes.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

No início da década de 1980, o Comercial conseguiu grandes resultados como golear o Corinthians em Palma Travassos por 4 a 0, o Santos na vila: 3 a 1, o São Paulo no Morumbi por 5 a 4.

Em 1980 foi campeão do primeiro turno da Taça de Prata, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro na época.

Em 1981 foi campeão do "grupo vermelho", um dos grupos do Campeonato Paulista de 1981, após bater o Marília por 2 a 0.

Em 1983, quebrou um tabu de oito anos, ao derrotar em São José do Rio Preto, o América, por 2 a 0. No mesmo ano goleou o São Paulo por 4 a 1, em Palma Travassos.

O "fatídico" 1986[editar | editar código-fonte]

Em 1986, para desespero dos comercialinos, o time caiu para a Divisão Intermediária do Campeonato Paulista. Tudo aconteceu depois de uma partida entre América e XV de Jaú, que ficou conhecida como o "jogo da marmelada", onde as duas equipes dependiam de um simples empate para permanecerem no grupo de elite do futebol de São Paulo. Mas não houve futebol em campo, mas uma marmelada para derrubar o Leão. O time ganhou a disputa nos tribunais, porém o presidente do Comercial na época achou melhor não polemizar mais e acatou as ordens da federação paulista e foi para divisão intermediária. O clube já havia passado pela mesma situação em 1967. Num confronto com a Portuguesa de Desportos, no Palma Travassos, aconteceram alguns incidentes. O Leão teve um gol anulado e alguns torcedores invadiram o gramado. A partida foi anulada. No jogo seguinte, o Comercial perdeu por um a zero, mas depois de uma longa briga nos tribunais, ganhou no Conselho Nacional de Desportos (CND) o direito de continuar na Primeira Divisão. A Portuguesa havia entrado em campo com um jogador que não estava inscrito.

Ainda em 1986, no dia 9 de julho, o Comercial conseguiu o feito de ser, até hoje, o último time a ganhar do São Paulo FC, dentro Morumbi, marcando 5 (cinco) gols. O placar do jogo foi São Paulo FC 4 x 5 Comercial[8] .

Com a queda de 1986, o time mergulhou numa profunda crise financeira. Além de alguns equívocos administrativos, jogando numa divisão inferior, as rendas eram pequenas e não davam para manter um elenco capaz de levar o Comercial de volta a Divisão Especial.

Foram sete anos de sofrimento para a apaixonada torcida, até que o Comercial montou um time competitivo em 1993, numa demonstração de que o futuro ainda reservava emoções para o torcedor do Leão. Neste mesmo ano, ficou em segundo lugar na Divisão Intermediária do Campeonato Paulista, subindo a elite do futebol no estado. Porém, ainda em 1993, após uma "canetada" e virada de mesa da FPF, foram criadas as séries A1, A2 e A3, o que obrigou a entidade a desconsiderar os acessos e descensos, reestruturando as divisões do futebol paulista. Este fato pode até ter contribuído para o esporte no estado, mas o Comercial acabou "prejudicado" pois continuou na segunda divisão, agora Série A2.

Crises[editar | editar código-fonte]

Nos anos de 2002, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008 o Leão fez campanhas pífias, evitando apenas o rebaixamento. A única exceção foi no ano de 2005, em que o clube chegou entre os 8 finalistas.

A torcida jamais abandonou o time

Em 19 de abril de 2009 foi a data da última partida do Comercial na segunda divisão paulista. O empate em 1 a 1 com a equipe do São José era apenas mais um dos frustrantes resultados que levaram o glorioso Leão do Norte a mais um rebaixamento para a terceira divisão do campeonato paulista. A campanha pífia do Bafo, que terminou na 18ª posição do campeonato, somando apenas 16 pontos em 19 jogos (sendo 4 vitórias, 4 empates e 11 derrotas). O então presidente em exercício Eduardo Mauro Baptista não negava a crise que o clube vivia, e não aceitou a ajuda de alguns empresários comercialinos para tentar salvar clube, ajuda essa que por exemplo seria para contratar um determinado técnico, mas o presidente rejeitou a ajuda, culminando assim na queda do Comercial FC para a Série A3 em 2010.

Como se não bastasse o rebaixamento, a rejeição da ajuda e o descaso da cúpula comercialina, o Comercial se deparou com uma das maiores crises de sua história, onde até a posse de seu estádio, o Palma Travassos, estava em jogo.

Reformulação[editar | editar código-fonte]

Na primeira semana após o rebaixamento, encabeçados pelo então presidente em exercício, Eduardo Mauro Baptista, e motivados pelo espírito político de Luis Joaquim Antunes, alguns membros do Comercial fizeram um movimento para vender todo o patrimônio do clube, alegando que esta seria a única saída para a equipe. Como o Bafo estava afundado num mar de dividas trabalhistas, muitos de seus diretores resolveram acatar ao movimento, que ainda ganhou adeptos importantes como: juízes, promotores, advogados, entre outros. Este movimento fora intitulado "Vender o Leão é a Solução".

Mas quando tudo estava praticamente perdido, e faltando pouco mais de 3 dias para concretizar-se a venda de todo o patrimônio do Comercial, surgiu uma luz no fim do túnel. José Fernando de Athayde, ex-presidente comercialino, ainda respeitado no clube, influenciou diretores à lutarem até o último momento para tentar reverter a situação. Houve por parte de várias pessoas uma mobilização para salvar ao menos o Estádio, e todo este esforço foi válido, pois o Palma Travassos não fora a leilão.

No inicio de 2010, uma parceria com o grupo Lacerda Sports Brasil foi firmada, possibilitando uma renovação comercialina. As mudanças começaram na diretoria, que passou a ter gestão de Nelson Lacerda. Foi lançado, também, o movimento "Comercial meu amor Imortal", cujas inscrições com o nome do movimento foram até colocadas em volta do escudo comercialino, sendo adotado como parte oficial do escudo de camisa do clube (não sendo, porém, alterado o escudo institucional). Foram criados ainda, os grupos Sócio-Torcedores do Comercial, com vários planos de fidelidade.

Os resultados da nova parceria foram visíveis a curto prazo, com o Leão conseguindo a 2ª colocação na fase de classificação do Campeonato Paulista da Série A3 de 2010, ficando dezesseis jogos invicto, não conseguindo diretamente o acesso na fase final, em um jogo fatídico em Palma Travassos contra o XV de Piracicaba,o Comercial teve um gol legítimo anulado aos quarenta e sete minutos do segundo tempo, deixando o sonho de doze mil torcedores presentes no estádio ir por água abaixo.

Através da Lacerda Sports, gestora do Comercial, foi firmado uma parceria com o Olé Brasil F.C., o terceiro clube fundado em Ribeirão Preto, e que pertence a quarta divisão de São Paulo, clube mais tarde totalmente adquirido pelo Comercial. Pelo acordo, todas as categorias de base do Olé serão conjuntamente administradas com o Comercial, que também utilizará o centro de treinamento Santa Iria. O CT possui estrutura de cinco campos, academia, vestiários, alojamentos, sala de reuniões (moderna), fisioterapia, restaurante e área de lazer.

Mais tarde, em 2013, o Comercial inaugurou seu Centro Avançado de Reabilitação Física Esportiva, baseado no Reffis do São Paulo Futebol Clube, com o intuito de tornar-se referência em preparação física no interior do estado, após um investimento de duzentos mil reais. O clube fez uma parceria com uma empresa especializada na área para aparelhar o complexo.

Acessos[editar | editar código-fonte]

Alguns meses depois do término do Campeonato Paulista da Série A-3 2010, na reunião do Conselho Arbitral do Campeonato Paulista da Série A-2 2011, o Votoraty Futebol Clube desistiu de sua participação na competição e com isso foi definida a inclusão do Comercial Futebol Clube. Com a quinta colocação no Campeonato Paulista da Série A-3 o Leão voltou a Série A-2. Alguns torcedores dizem que esta decisão foi uma "Justiça Divina", pois na última rodada da segunda fase do torneio, em partida no Palma Travassos contra o XV de Piracicaba, uma vitória bastava para o Comercial garantir a segunda colocação de seu grupo. O gol comercialino saiu no último minuto da segunda etapa, após confusão na área. Entretanto, o bandeira marcou impedimento, que não existiu. Houve confusão e invasão de campo no estádio.

Volta à Série A1 em 2012[editar | editar código-fonte]

Comercial x São José - 23 de abril de 2011

Em 2011, após classificar-se entre os oito primeiros da primeira fase, o Comercial enfrentou o Guarani, o São José e o Rio Preto na fase final. Segundo o regulamento da Série A2, os oito primeiros da primeira fase são divididos em dois grupos de quatro equipes. Destes dois grupos, os primeiros e segundos colocados de cada um conquistam o acesso. Depois de um excelente início, o clube conseguiu o acesso de maneira antecipada, ao vencer o São José por 1 a 0 no Palma Travassos, já que, no dia seguinte, o Guarani venceu o Rio Preto. Assim, os dois clubes não puderam ser alcançados no grupo. O Guarani ficou com a primeira colocação e o Comercial com a segunda vaga.

Após 25 anos fora da primeira divisão do futebol paulista, o Comercial Futebol Clube retorna em 2012 ao principal campeonato estadual do Brasil, segue abaixo os confrontos:[9]

Fase Inicial
Sequência Data Confronto Campeonato
1 16/01 Comercial 0 x 0 Rio Claro Campeonato Paulista Série A2
2 19/01 Monte Azul 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
3 22/01 Catanduvense 3 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
4 26/01 Comercial 3 x 2 Rio Preto Campeonato Paulista Série A2
5 29/01 Ferroviária 2 x 3 Comercial Campeonato Paulista Série A2
6 01/02 Comercial 1 x 0 Marília Campeonato Paulista Série A2
7 05/02 Comercial 2 x 2 Sertãozinho Campeonato Paulista Série A2
8 09/02 União São João 3 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
9 13/02 Comercial 3 x 2 América Campeonato Paulista Série A2
10 20/02 Rio Claro 3 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
11 23/02 Comercial 1 x 0 Monte Azul Campeonato Paulista Série A2
12 26/02 Comercial 1 x 0 Catanduvense Campeonato Paulista Série A2
13 05/03 Rio Preto 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
14 10/03 Comercial 0 x 0 Ferroviária Campeonato Paulista Série A2
15 13/03 Marília 2 x 2 Comercial Campeonato Paulista Série A2
16 20/03 Sertãozinho 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
17 23/04 Comercial 2 x 1 União São João Campeonato Paulista Série A2
18 27/03 América 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
Fase Final
Sequência Data Confronto Campeonato
19 02/04 Comercial 2 x 1 Rio Preto Campeonato Paulista Série A2
20 06/04 São José 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
21 09/04 Comercial 1 x 1 Guarani Campeonato Paulista Série A2
22 16/04 Guarani 3 x 3 Comercial Campeonato Paulista Série A2
23 23/04 Comercial 1 x 0 São José Campeonato Paulista Série A2
24 01/05 Rio Preto 3 x 5 Comercial Campeonato Paulista Série A2

Volta à Série A1 em 2014[editar | editar código-fonte]

Torcida do Leão do Norte em peso na Jóia - Acesso 2013
Jogo do Comercial x Capivariano, realizado no dia 28/04/13, pelo Campeonato Paulista da Série A2

Após classificar-se entre os oito primeiros da primeira fase, o Comercial enfrentou a Portuguesa, o Capivariano e a Catanduvense na fase final. Segundo o regulamento da Série A2, os oito primeiros da primeira fase são divididos em dois grupos de quatro equipes. Destes dois grupos, os primeiros e segundos colocados de cada um conquistam o acesso. Depois de uma derrota para o Capivariano e, duas vitórias, sendo uma delas goleada histórica de 7 a 0 contra a Portuguesa, no Estádio Palma Travassos, o clube alvinegro conseguiu o acesso na última rodada, mesmo perdendo o jogo para o Capivariano por 1 a 0, tendo terminado na frente do próprio algoz, devido ao saldo de gols. A Portuguesa ficou com a primeira colocação e o Comercial com a segunda vaga. Nas duas fases, o Leão aplicou goleadas de 7 a 0, contra dois times da capital, Juventus e Portuguesa, respectivamente.

Após subir em 2011, depois de 25 anos fora da primeira divisão do futebol paulista e, voltar a ser rebaixado em 2012, o Comercial Futebol Clube retorna em 2014 ao principal campeonato estadual do Brasil, segue abaixo os confrontos:[9]

Fase Inicial
Sequência Data Confronto Campeonato
1 23/01 Rio Claro 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
2 26/01 Comercial 0 x 0 Santacruzense Campeonato Paulista Série A2
3 29/01 Comercial 3 x 1 Audax Campeonato Paulista Série A2
4 02/02 Portuguesa 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
5 05/02 Comercial 2 x 1 Monte Azul Campeonato Paulista Série A2
6 09/02 Grêmio Barueri 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
7 12/02 Comercial 0 x 1 Noroeste Campeonato Paulista Série A2
8 16/02 Ferroviária 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
9 20/02 Comercial 4 x 1 São Carlos Campeonato Paulista Série A2
10 24/02 Guaratinguetá 1 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
11 27/02 São José 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
12 02/03 Comercial 1 x 0 Velo Clube Campeonato Paulista Série A2
13 05/03 Comercial 1 x 0 Red Bull Campeonato Paulista Série A2
14 09/03 Capivariano 1 x 0 Comercail Campeonato Paulista Série A2
15 13/03 Catanduvense 2 x 2 Comercial Campeonato Paulista Série A2
16 16/03 Comercial 2 x 0 Santo André Campeonato Paulista Série A2
17 20/03 Comercial 1 x 0 Grêmio Osasco Campeonato Paulista Série A2
18 23/03 Rio Branco 1 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
19 31/03 Comercial 7 x 0 Juventus Campeonato Paulista Série A2
Fase Final
Sequência Data Confronto Campeonato
20 06/04 Capivariano 2 x 1 Comercial Campeonato Paulista Série A2
21 09/04 Comercial 2 x 1 Catanduvense Campeonato Paulista Série A2
22 13/04 Comercial 7 x 0 Portuguesa Campeonato Paulista Série A2
23 21/04 Portuguesa 1 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
24 24/04 Catanduvense 0 x 0 Comercial Campeonato Paulista Série A2
25 28/04 Comercial 0 x 1 Capivariano Campeonato Paulista Série A2

Excursão para Europa[editar | editar código-fonte]

Em 2011, ano do centenário, o Comercial realizou sua primeira excursão para Europa. O Bafo fez cinco jogos amistosos, todos na Áustria. Venceu 3, empatou 1 e perdeu 1.

Os destaques ficaram para os jogos do Comercial contra Steau Bucareste e Anzhi Makhachkala. O Steau é campeão da UEFA Champions League de 1986 e o principal time da Romênia, onde joga o zagueiro Fred, responsável por marcar, e impedir os gols de Ronaldo Fenômeno, no seu jogo de despedida da Seleção (07/06/2011: Brasil 1x0 Romênia - Pacaembu - Gol: Fred (Brasil)). Já o Anzhi Makhachkala é o atual clube do lateral-esquerdo Roberto Carlos, tetra e pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira, Roberto Carlos é ex-jogador do Palmeiras e Corinthians. Roberto Carlos esteve em campo no jogo Comercial FC 2 a 1 Anzhi.

Para facilitar a divulgação do seu nome, em 2011 a diretoria comercialina propôs uma pequena alteração no escudo do clube, incluindo "Comercial FC" em uma das faixas transversais do símbolo, e colocando o nome da cidade em uma das faixas de baixo. Isso ocorreu porque durante a excursão pensou-se que o time chamava Ribeirão Preto FC, devido à ausência do correto nome no escudo.

A campanha do Comercial na Europa teve os seguintes resultados:

  • Jogos: 5 > Vitórias: 3 - Emapates: 1 - Derrotas: 1
  • Gols marcados: 11
  • Gols sofridos: 8
Data e Horário Confronto Estádio Cidade País
30/06 - 13:00 h Comercial FC Brasil 3x1 Gratkorn FC Áustria FC Lankowitz Stadium Maria Lankowitz Áustria
02/07 - 13:00 h Comercial FC Brasil 1x3 LASK Linz Áustria Puchenau Arena Puchenau Áustria
04/07 - 13:45 h Comercial FC Brasil 2x2 Steaua Bucharest Roménia Saint Michael Stadium Saint Michael Áustria
06/07 - 13:30 h Comercial FC Brasil 3x1 KSV Kapfenberg Áustria FC Lankowitz Stadium Maria Lankowitz Áustria
10/07 - 13:30 h Comercial FC Brasil 2x1 Anzhi Makhachkala Rússia USC Rogner Bad Blumau Bad Blumau Áustria

Após a excursão o Comercial completou 100 anos de existência, em 10 de outubro de 2011,. Um grande jantar, com a presença de ídolos, personalidades e políticos foi realizado pela diretoria.

Uma parceria com o FC Wacker Innsbruck, time da Áustria, também foi anunciada no dia do centenário.

Vice da Copa Paulista e rebaixamento para a Série A2[editar | editar código-fonte]

Publicado em 2011 o livro Comercial - Uma paixão centenária, de Igor Ramos, é o mais completo registro da história comercialina.

Ainda em 2011 foi vice-campeão da Copa Paulista, perdendo o título para o Paulista de Jundiaí. A equipe profissional do Comercial não disputava uma final de torneio oficial desde 1993, quando foi vice do estadual da 2ª divisão.

No Paulistão 2012, apesar do bom início, vencendo o rival Botafogo por 2 a 1, o Leão do Norte terminou na última colocação da competição. Contra os quatro grandes, obteve bons resultados, empatando com São Paulo (1 a 1, fora), Corinthians (3 a 3, casa), e Palmeiras (2 a 2, fora), tendo perdido para o Santos (2 a 0, fora).

Apesar dos bons resultados contra os grandes da capital e da vitória sobre o rival, o time colecionou uma série de maus resultados contra os outros pequenos, somando derrotas bobas, a maioria em casa, diante da sua torcida. Além disso, houve salários atrasados e problemas financeiros. Todos esses problemas foram determinantes para a má campanha na primeira divisão.

Rivalidade com o Botafogo[editar | editar código-fonte]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
1 Brasil Marcelo
12 Brasil João Guilherme
27 BrasilItália Júlio Sérgio
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil Reniê Z
4 Brasil Luiz Eduardo Z
14 Brasil Cássio Z
34 Brasil Edimar Z
2 Brasil Graffite LD
21 Brasil Marcos Pimentel LD
6 Brasil Willian LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Xaves V
7 Brasil Marcus Vinícius V
35 Brasil Marcone V
80 Brasil Gimenez V
8 Brasil Patrick M
10 BrasilPolónia Roger Guerreiro M
11 Brasil Leandro Oliveira M
17 Brasil Adriano Paulista M
28 Brasil Cacá M
Atacantes
Jogador
9 Brasil Edson Reis
19 Brasil Charles
20 Brasil Leandrinho
30 Brasil Rodrigo Jesus
77 BrasilItália Cassiano Bodini
87 Brasil João Henrique
90 Brasil Marcelo Toscano
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Vágner Benazzi T

Torcida[editar | editar código-fonte]

Sede da torcida Mancha Alvinegra.

O Comercial tem como torcidas organizadas a Mancha Alvinegra, fundada em 5 de abril de 1986, além da fundada mais recentemente, Batalhão Alvinegro. Além disso, o clube possui um programa de sócio-torcedores, garantindo maior presença nos jogos, devido à venda de pacotes de ingresso e outras promoções.

Uma das principais marcas do torcedor comercialino é o costume de assistir às partidas nos alambrados do Estádio Palma Travassos, incomodando os adversários, arbitragem e até jogadores do próprio clube quando estes atuam mal.

Nota-se uma considerável presença da torcida constantemente, pois nos últimos jogos decisivos da história do clube (contra XV de Piracicaba, pela Série A3 de 2010; contra o São José, pela Série A2 de 2011; contra o Paulista de Jundiaí, pela final da Copa Paulista de 2011; contra o Capivariano, pela Série A2 de 2013), houve mais de dez mil torcedores comercialinos pagantes.

A torcida do Comercial, durante a Série A2 de 2013, possuiu a melhor média de público do torneio. Na rodada final da Segunda Fase, quando o clube perdeu para o Capivariano (1 a 0), mas confirmou o acesso, houve 10.720 pagantes no Estádio Palma Travassos, sendo este o maior público registrado no torneio. O Comercial realizou 13 partidas como mandante e teve a expressiva marca de 35.375 pagantes totais.[9]

Títulos[editar | editar código-fonte]

A massa alvinegra no Estádio Santa Cruz - Final da Copa Paulista 2011
A massa alvinegra esteve presente em grande número na Jóia de Cimento, no jogo do acesso 2013 contra o Capivariano.

Futebol Profissional[editar | editar código-fonte]

  • CAMPEÃO

TORNEIOS NACIONAIS

  • BrasilSeletiva da CBD para o Campeonato Brasileiro: 1977.

TORNEIOS INTERESTADUAIS

TORNEIOS ESTADUAIS

TORNEIOS MUNICIPAIS/REGIONAIS

  • São Paulo Torneio Dr. Alberto Simioni: 1982.
  • São Paulo Troféu Deputado João Mendonça Falcão: 1962.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Troféu Marechal Castelo Branco: 1970.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Taça Welson Gasparini: 1992.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Taça Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto: 1918.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Taça Villa Brasil: 1924.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Taça Dunlop: 1924.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Torneio Diário da Manhã: 1933.


  • VICE-CAMPEÃO

TORNEIOS ESTADUAIS

TORNEIOS MUNICIPAIS/REGIONAIS

  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Troféu Ribanco: 1969.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Taça Ribeirão Preto: 1974.
  • BandeiraRibeiraoPreto.svg Troféu Eduardo José Farah: 1996.
  • São Paulo Taça 24 de Outubro (Torneio Início Regional): 1931.
  • São Paulo Taça Café do Estado - Torneio Início da Liga Regional de Football: 1935


Categorias de Base[editar | editar código-fonte]

  • CAMPEÃO

TORNEIOS ESTADUAIS


  • VICE-CAMPEÃO

TORNEIOS NACIONAIS

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Presidentes do Commercial Football Club

  • 1911 - Antídio de Almeida
  • 1911 a 1912 - Carlos Tritsch
  • 1913 a 1915 - Jefferson Nogueira
  • 1915 a 1919 - Luís Ferreira Gomes
  • 1919 a 1920 - Antônio Uchoa Filho
  • 1920 a 1922 - Alberto Seixas
  • 1922 a 1924 - Abílio Sampaio
  • 1924 a 1925 - Antônio Uchoa Filho
  • 1925 a 1927 - Camilo de Mattos
  • 1928 a 1930 - Artur Maciel
  • 1930 a 1932 - Osvaldo Urioste
  • 1933 a 1936 - Alvino Grota

Presidentes do Comercial Futebol Clube

  • 1954 a 1955 - Oscar de Moura Lacerda
  • 1955 - Belmácio Pousa Godinho
  • 1955 - Júlio Ferreira da Costa
  • 1955 a 1956 - José Franco do Amaral
  • 1956 a 1957 - Plínio de Castro Prado
  • 1957 a 1958 - Belmácio Pousa Godinho
  • 1958 a 1959 - Jamil Jorge
  • 1959 a 1961 - Romero Barbosa
  • 1961 a 1962 - Mario Ricci
  • 1962 a 1963 - Raimundo Penaforte C. Durão
  • 1963 a 1965 - Antonio Gouveia Veludo
  • 1965 a 1966 - Mario Ricci
  • 1966 a 1967 - Romero Barbosa
  • 1967 - Mario Ricci
  • 1967 a 1968 - Roberto Luís Nogueira
  • 1968 a 1970 - José Fernando de Athayde
  • 1970 - Major Armando Emílio Ristow
  • 1970 - Galba Stênio Teixeira
  • 1970 a 1972 - Major Armando Emílio Ristow
  • 1972 - José Pena Firme da Luz
  • 1972 a 1973 - Milton de Abreu Machado
  • 1973 a 1974 - Ítalo Baruffi
  • 1974 - José Pena Firme da Luz
  • 1974 a 1976 - Paulo Régines Gomes
  • 1976 a 1978 - Abib Salim Cury
  • 1978 a 1980 - Breno Augusto Spinelli Martins
  • 1980 a 1981 - Milton de Abreu Machado
  • 1981 - Mário Baldin
  • 1981 - José Carlos Mársico
  • 1981 a 1983 - Abib Salim Cury
  • 1983 - Mario Ricci
  • 1983 - Oswaldo de Carvalho
  • 1983 a 1984 - José Fernando de Athayde
  • 1984 a 1985 - Miguel Cury
  • 1985 a 1986 - Coronel Edgard Pereira
  • 1986 a 1987 - Miguel Said Netto
  • 1987 a 1988 - José Fernando de Athayde
  • 1988 a 1991 - Oswaldo de Carvalho
  • 1991 a 1993 - Miguel Said Netto
  • 1993 a 1996 - João Batista de Campos
  • 1997 - José César Ricci
  • 1997 a 1998 - João Batista de Campos
  • 1998 - José César Ricci
  • 1998 a 1999 - Luiz Joaquim Antunes
  • 1999 a 2000 - Guilherme Scatena Neto
  • 2000 - Paulo Cristino
  • 2000 a 2001 - Antônio Campanelli Fernandes
  • 2001 - João Paulo de César
  • 2001 - Otto Terra
  • 2001 - Adelino Simões Galla
  • 2001 - Odair Bodini
  • 2001 a 2007 - Santino Soares da Silva Júnior
  • 2007 a 2009 - José Fernando de Athayde
  • 2009 - Eduardo Mauro Baptista
  • 2009 a 2010 - Rangel Antonio Scandiuzi
  • 2010, atual presidente - Nelson Lacerda

Os grandes ídolos[editar | editar código-fonte]

anos 1910, 20 e 30

  • Alvino Grota (Goleiro)
  • Quinin (Joaquim Marques de Carvalho)
  • Dantas (Antonio Dantas)
  • Timóteo Grota
  • Belmácio Pousa Godinho (Ponta-Direita/Atacante) - Outros Clubes: XV de Piracicaba/SP
  • João Palma Guião
  • Franco Guião
  • Geraldo Guião
  • Pequitote
  • Vespu
  • Chapa
  • Augusto Achê
  • Bertoni "1"
  • Bertoni "2"
  • João Fernandes
  • Zé Macaco (Benedito Rodrigues Santos)
  • Zico (Sebastião Rodrigues Moraes)
  • Alberto Lorenzon
  • Orestes Moura Pinto
  • José Guimarães
  • Lourenço Parera

anos 1950, 60, 70, 80 e 90

  • Hilson Souza (Meio-campista) - Outros Clubes: Atlético Goiano/GO
  • Carlos Cézar (Carlos Cézar de Souza) (Meio-campista) - Outros clubes: São Paulo FC/SP, SPAL da Itália, Uberaba/MG e Francana/SP
  • Jair Bala (Meio-campista) - Outros Clubes: Flamengo/RJ, Botafogo/RJ, Palmeiras/SP, Santos/SP, América/MG, XV de Piracicaba/SP e Paysandu/PA
  • David Aparecido Avelar dos Santos (Goleiro) - Outros Clubes: Ferroviaria/SP, Barueri/SP, Sertaozinho/SP
  • Tadeu Ricci (Meio-campista) - Outros Clubes: Grêmio/RS
  • Piter (Euripedes Fernandes) (Zagueiro) - Outros Clubes: Sport Igarapava/SP, América de Rio Preto/SP, Seleção Brasileira de Novos (hoje Seleção de Base)
  • Jair Gonçalves (Volante) - Outros Clubes: Guarani/SP, Palmeiras/SP, além de atuar no futebol do Japão
  • Pedro Omar (Pedro Omar Machado) (Meio-campista) - Outros Clubes: Fluminense/RJ, América/MG, Flamengo/RJ, Ponte Preta/SP, Náutico/PE, Marília/SP, Paulista Jundiaí/SP
  • Paulo Bin (Atacante)
  • Emerson Leão (goleiro e treinador) - Outros Clubes: Atuou em inúmeros clubes como jogador e treinador, além da Seleção Brasileira.
  • Alemão (Centroavante) - Outros Clubes: Atlético Goianiense/GO, Palmeiras de S. J. da Boa Vista/SP, São Carlos/SP, Votuporanguense/SP, XV de Piracicaba/SP, Lemense/SP, Caldense/MG
  • Ademirzinho (Meio-campista) - Outros Clubes: Botafogo/RJ
  • Vital (José Vital da Silva) - Outros Clubes: Aguaverde/PR, Atlético Goianiense/GO, Atlético Paranaense/PR
  • Tomires (Antonio Carlos Milano) (Goleiro) - Outros Clubes: XV de Jaú/SP, Ituveravense/SP, Ferroviário/SP
  • Guina (Meio-campista) - Outros Clubes: Vasco/RJ
  • Ziquita (Atacante) - Outros Clubes: Atlético Paranaense/PR
  • Mauricinho (Atacante) - Outros Clubes: Vasco/RJ, Botafogo/RJ, Palmeiras/SP
  • Rômulo (Atacante) - Outros Clubes: São Paulo/SP
  • Glauco (Meio campista) - Outros Clubes: Santos/SP, Vitória/BA, além de atuar no futebol da Grécia e México
  • Serrano (Oswaldo Antônio Serrano Junior) (Meia-atacante) - Outros Clubes: Bandeirante/SP, América de Rio Preto/SP, Bangu/RJ, Ponte Preta/SP, Operário/PR, Remo/PA, Olímpia/SP

Desde 2000

  • Alexandre Villa (Goleiro)
  • Juliano (Juliano César Koagura) - Outros Clubes: Sport/PE, Santo André/SP, Ituano/SP, Juazeiro/CE, Ceará Sporting/CE, Caxias/RS, Widzew Łódź (Polônia), Coritiba/PR, Avaí/SC
  • Daniel Chocão (Zagueiro) - Outros Clubes: Palmeiras/SP
  • Gleison (Zagueiro) - Outros Clubes: Atalanta (Itália)
  • Juninho (Goleiro) - Outros Clubes: Vitória/BA, Atlético Mineiro/MG, Seleção Brasileira de Base.
  • Diego (Diego Ribas da Cunha) (Meio-campista) - Outros Clubes: Santos/SP, Porto (Portugal), Werder Bremem (Alemanha), Juventus (Itália), Seleção Brasileira. Revelado pelo clube
  • Éder Luís (Éder Luís de Oliveira) (Meia-Atacante) - Outros Clubes: Atlético Mineiro/MG, São Paulo/SP, Vasco/RJ. Revelado pelo clube.
  • Elionar Bombinha (Atacante) - Outros Clubes: ABC/RN, Incheon United (Coreia do Sul), Rizespor (Turquia). Participou da Série A1 de 2012, marcando os gols da virada no clássico contra o Botafogo no Estádio Santa Cruz.
  • Alex Santana (Goleiro) - Outros Clubes: Votoraty/SP, Olé Brasil/SP. Participou dos acessos e destaque do time na Série A1 de 2012.
  • Acleisson (Volante) - Outros Clubes: Mirassol/SP, Botafogo/SP, Avaí/SC, Bragantino/SP, Portuguesa/SP. Capitão do time na campanha do acesso para a Série A1 de 2014.
  • Macena (Atacante) - Outros Clubes: Bahia/BA, Votoraty/SP, Grêmio Osasco/SP, Paulista/SP. Artilheiro do time na campanha do acesso para a Série A1 de 2014, com treze gols marcados.

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 14 de Novembro de 2011.[10]

  • Posição: 95º
  • Pontuação: 112 pontos

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Notas e referências

  1. CNEF da CBF (PDF) (em português). Site Oficial da CBF. Página visitada em 09/03/12.
  2. Título não preenchido, favor adicionar. Página visitada em 05 de maio de 2013.
  3. Título não preenchido, favor adicionar. Página visitada em 17 de abril de 2013.
  4. História do Comercial. Site Comercial FC. Página visitada em 14/11/11.
  5. ARRUDA, Marcelo Leme de; PEREIRA, André do Nascimento (6 de março de 2014). Seleção Brasileira (Brazilian National Team) 1961-1963. RSSSF Brasil. Página visitada em 7 de março de 2014.
  6. ARRUDA, Marcelo Leme de (6 de março de 2014). Jogadores cedidos por clube na história da Seleção Brasileira. RSSSF Brasil. Página visitada em 7 de março de 2014.
  7. ARRUDA, Marcelo Leme de (18 de fevereiro de 2013). Seleção Brasileira Restritiva (Brazilian National Restrictive Team) 1964-1971. RSSSF Brasil. Página visitada em 7 de março de 2014.
  8. Terra. Comercial vence o Tricolor Paulista. Página visitada em 29/04/2011.
  9. a b c Campanha do Comercial Futebol Clube, confirma vaga de acesso para série A1 e quebra jejum de 25 anos fora da elite paulista. Comefogonet (01 de Maio de 2011). Página visitada em 01 de Maio de 2011.
  10. Ranking da CBF (PDF). CBF. Página visitada em 14/11/11.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]