Associação Atlética Ponte Preta

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Ponte Preta
Escudo Oficial da Ponte Preta.jpg
Nome Associação Atlética Ponte Preta
Alcunhas Macaca
Ponte
Veterana
Alvinegra
Nega Veia
Torcedor/Adepto Pontepretano
Mascote Macaca
Fundação 11 de agosto de 1900 (113 anos)
Estádio Moisés Lucarelli
Capacidade 22.728 Lugares
Localização Brasão da Cidade de Campinas.png Campinas, São Paulo SP, Brasil Brasil
Presidente Brasil Márcio Della Volpe
Treinador Brasil Dado Cavalcanti
Patrocinador Brasil DSW Automotive
Brasil Monroe
Brasil PBF Inglês e Espanhol
Brasil AngáPrev
Brasil Balão da Informática.com.br
Brasil AM4
Japão Hitachi
Material esportivo Brasil Pulse
Competição São Paulo Campeonato Paulista
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro - Série B
São Paulo A1 2014
Brasil CB 2014
Brasil B 2014
7º Colocada
Em Março
Em Abril
São Paulo A1 2013
Brasil CB 2013
Brasil A 2013
Flags of the Union of South American Nations.gif CS 2013
5ª Colocada
21º Colocada
19º Colocada
Vice-campeã
São Paulo A1 2012
Brasil CB 2012
Brasil A 2012
4ª Colocada
9ª Colocada
14ª Colocada
Ranking nacional Aumento 18º lugar, 7.952 pontos
Website pontepreta.com.br
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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Associação Atlética Ponte Preta é uma agremiação esportiva brasileira, sediada em Campinas, Estado de São Paulo. Fundado em 1900 por um grupo de estudantes, é o clube de futebol em atividade mais antigo do futebol paulista[1] e a segunda equipe de futebol mais antiga do Brasil.[nota 1]

Conhecida popularmente como "Macaca", o clube atua em seu próprio estádio, o Moisés Lucarelli, com capacidade para 22.728 espectadores. Seu maior rival é o Guarani, com quem faz o dérbi campineiro, uma das maiores rivalidades do futebol do interior paulista.[2] Atualmente, a Ponte Preta disputa os campeonatos Paulista da Série A1 e Brasileiro da Série B.

Tradicional equipe do interior paulista, a Ponte Preta viveu seus melhores momentos a partir da década de 1970, quando foi vice-campeã paulista em três oportunidades (1970, 1977 e 1979). Em 1981, o clube viveu o maior ano de sua história, acumulando grandes campanhas e alcançando mais uma vez um vice-campeonato estadual e pela primeira vez as semifinais do Campeonato Brasileiro.[3] Na década de 2000, a equipe teve um bom desempenho na Copa do Brasil de 2001, chegando às semifinais, e voltou a uma final do Paulista (em 2008).[1] [4] Em 2013, a Macaca tornou-se o primeiro time do interior paulista a chegar a uma final de um torneio oficial da Conmebol, a Copa Sul-Americana.[5]

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Ponte que deu origem ao bairro e ao time hoje se encontra pichada.

O surgimento do clube está diretamente ligado ao crescimento da cidade de Campinas.

Em 1870, deu-se início à construção da ferrovia paulista, indo de Jundiaí a Campinas. A instalação dos trilhos requisitava a construção de uma ponte. A ponte era de madeira, e para melhor conservação, tratada com piche. Assim, enegrecida, surgiu a Ponte Preta. A partir daí, a região em torno da ponte virou o Bairro da Ponte Preta, em 1872.

A Associação Atlética Ponte Preta surgiu em 1900, graças a vários alunos do colégio Culto à Ciência, que praticavam futebol no bairro da Ponte Preta, sendo portanto o time mais antigo do estado.

É curiosa também a evolução do uniforme da Ponte. A faixa diagonal só foi adotada em 1944, porém invertida, da direita superior para a esquerda inferior. Em 1958, a faixa foi invertida para a posição atual.

Foto do século XIX, da Ponte de madeira que deu nome ao bairro e ao clube campineiro.

Durante a Década de 1970, adotou-se uniforme diferente, com calção preto e camisa branca com faixas verticais finas no lado esquerdo, sem a tradicional faixa diagonal. Em 1977, a tradicional faixa diagonal já tinha retornado.

Hoje, no lugar do primeiro campo localiza-se a Igreja de Santo Antônio. O atual campo é o estádio Majestoso. Após sua inauguração, a Ponte Preta viveu uma de suas melhores épocas. Conseguiu o acesso sendo vice-campeã da 2ª divisão do Campeonato Paulista de 1951. Cai em 1960, volta em 1969 se sagrando Campeã da Divisão Especial.

Vice-campeã Paulista em 1970, 1977, 1979, 1981 e 2008 e chegando às semifinais do Campeonato Brasileiro de 1981 e Copa do Brasil 2001, a Ponte Preta é uma das equipes mais tradicionais do futebol paulista. Atualmente disputa o Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro da Série B e, em 2013, disputou pela primeira vez na história a Copa Sul-Americana.

Ponte Preta: A Emoção do Futebol[editar | editar código-fonte]

Com dinheiro do café, entre 1870 e 1930, Campinas se tornou vanguarda. Desenvolvimento ocorreu na Indústria, Política e Cultura.

Nos três anos que precederam a fundaçäo da Ponte Preta, a cidade de Campinas era varrida pelos ventos da modernidade. E modernidade, no final do século XIX, era aquela máquina esquisita - encantadora e ao mesmo tempo apavorante - que chamavam de cinematógrafo. Um jato de luz jogado na parede de uma sala escura mostrava imagens fotográficas que se moviam. Era de arrepiar. Invençäo que levava campineiros às pencas ao Teatro São Carlos.

E a cidade, naqueles idos, respirava cultura. Naqueles três anos, nasceram na cidade duas novas bandas, a Carlos Gomes e a Azarias Dias de Melo. Por aqui faziam temporadas grandes companhias teatrais - como a Cunha Sales, a Fauré Nicolai e a Lírica Verdini -, que apresentavam-se para a seleta platéia formada por baröes do café, mulheres dos baröes de café e filhos dos baröes de café. Campinas era aristocracia pura. Pelo menos dentro do teatro.

Modernidade, naquela virada de século, também era a luz elétrica que brotava de um dínamo de 20 amperes, de corrente contínua, que iluminava a refinada Casa do Livro Azul, na Baräo de Jaguara. É, luz elétrica... A maior parte das casas campineiras - mesmo as mais sofisticadas - viviam de velas e lamparinas.

Estação da Companhia Carril Agrícola Funilense. A partir de 1908 transformou-se no Mercado Municipal.

A arquitetura da cidade também mudava. Em 1898 - naquele mesmo ano do cinematógrafo e da luz elétrica - os engenheiros Edmundo Kerug, Antonio Raffin e Tito Martins Ferreira decidiram colocar abaixo o prédio da velha Cadeia Pública. Ele ficava no Centro, exatamente onde hoje está o monumento-túmulo de Carlos Gomes. E os nossos ladröes de galinha - que eram os marginais ousados daquela cidade inocente - foram transferidos para a nova cadeia, no Botafogo.

No ano seguinte, os trens já circulavam pelo ramal da Funilense, trazendo para o Mercado as sacas de gräos que eram colhidos lá pelas bandas do Funil (hoje Cosmópolis). As locomotivas eram o prenúncio do que estava por vir: as máquinas substituiriam as mäos.

Os meninos da Abolição[editar | editar código-fonte]

Pois nem todo campineiro andava preocupado com as óperas do teatro. Para um grupo de garotos de calças curtas, a maior trasnformaçäo daquela virada de século era mesmo um esporte estranho que havia aportado na Capital pelas mäos de Charles Miller. Os meninos sabiam: seis anos antes daquele 1900, Miller - um filho de ingleses formado com toda pompa na Banis Court School de Southampton - já organizava na Várzea do Carmo, na Rua do Gasômetro, as primeiras partidas do foot-ball association.

Em 1900, o futebol já era mania entre os paulistanos e já era praticado pelos associados de clubes como o Säo Paulo Athetic, o Internacional e o Germanya. No interior, só o Savoya, de Sorocaba, difundia a modalidade.

Em Campinas, aqueles meninos de calças curtas reuniram-se no começo da Rua Aboliçäo, num descampado onde anos depois seria erguida a Escola Senai. Diz a lenda - a romântica lenda - que a assembléia aconteceu sob a sombra de duas paineiras, no dia 11 de agosto de 1900. Ali decidiram fundar um clube de futebol.

Faziam parte daquele grupo os garotos Miguel do Carmo, Luiz Garibaldi Burghi, Antonio Oliveira (o Tonico Campeäo), Alberto Aranha, Dante Pera, Zico Vieira e Pedro Vieira da Silva, que seria proclamado o primeiro presidente da Associaçäo Atlética Ponte Preta.

Bolas de meia, traves de Bambu[editar | editar código-fonte]

Que os pontepretanos tirem da cabeça a imagem do Estádio Moisés Lucarelli. O Majestoso näo existia nem em sonho. As primeiras partidas do association eram travadas em rapadöes onde a molecada esfarelava os joelhos. Pés no chäo mesmo, com direito a homéricas topadas de dedäo e a chutes que deixavam as canelas repletas de manchas roxas.

A bola de couro - aquela autêntica, com câmara de ar e tudo - era um adereço desconhecido pela rapaziada. Jogava-se com bolas de meias e panos. E as traves - traves, o que é isso? - eram representadas por uma armaçäo de bambus e ripas roubadas na construçäo mais próxima.

A primeira bola de verdade, inglesa, custou 10 mil réis e foi comprada em São Paulo. O dinheiro veio das mensalidades dos associados: 300 réis por cabeça. E o primeiro uniforme foi doado por um incentivador da garotada, José Giacomelli. Como o bondoso José näo entendia nada de futebol - que, como vimos, era um esporte completamente desconhecido no Interior -, trouxe onze camisas idênticas. Esqueceu que o goleiro precisava de um uniforme diferente. Foi o mesmo benemérito Giacomelli que financiou, do próprio bolso, as primeiras redes que ornamentaram as traves (ou melhor, os bambus).

Mas a penúria que a garotada enfrentou naquele tempo näo importa. Importante é saber que aquela abençoada reuniäo sob as paineiras da Aboliçäo fez nascer a Ponte Preta. Há 98 anos. Os amantes do futebol agradecem, emocionados.

Rogério Verzignasse

Correio Popular, 1998
Correio Popular

A Torcida[editar | editar código-fonte]

Retratos de uma Paixão[editar | editar código-fonte]

Momento exato do gol de Monga e torcida pontepretana ao fundo. Década de 80.

Difícil explicar a relação da torcida pontepretana com o time. Na verdade quase impossível resumir em palavras a paixão que a nação alvinegra sente pelo clube de Campinas, é uma torcida conhecida por sua vibração e seu fanatismo, respeitada não só no Estado de São Paulo como no país inteiro e, apesar de ser uma torcida regional, também tem seus fiéis torcedores espalhados pelo Brasil e pelo Mundo.

O clube nasceu no bairro que lhe dá nome e que, na época, era morada de população operária, formada basicamente por chacareiros, artesãos e ferroviários. Começa aí a trajetória de um time de classes mais baixas, em sua maioria formado por operários e ferroviários.

Torcida esta que teve que superar preconceitos e sempre que acompanhava o time por estádios do interior, eram recebidos como "macacos" ou "arruaceiros", tanto que a torcida rival da cidade usava o termo como forma pejorativa, é aí que surge o apelido para o clube mais antigo em atividades ininterruptas do Brasil.

Na década de 40 é feita uma gigante mobilização na cidade, liderada pelo patrono Moisés Lucarelli, esta torcida promove um feito histórico: constrói seu próprio estádio através de um multirão e realiza o sonho que naquela época era quase utopia, uma obra grandiosa do que na época era o 3° maior estádio do Brasil, não podia receber outro apelido a não ser "O Majestoso". Esse feito até hoje é lembrado pelos pontepretanos como maior motivo de orgulho, ja que poucas torcidas do Mundo realizaram o mesmo feito.

Mais uma de muitas reportagens que apontam a torcida da Ponte como a maior do interior do país.




A Maior Torcida do Interior do Brasil[editar | editar código-fonte]

A torcida da Associação Atlética Ponte Preta através de diversas pesquisas, vários orgãos de imprensa, jornalistas e torcedores, é considerada não só a mais fanática, mas também a maior torcida entre os clubes do interior, ou seja, excluindo os principais times das grandes capitais brasileiras.

Torcidas Uniformizadas[editar | editar código-fonte]

Em 1º de outubro de 1942, tomava posse a diretoria do Grêmio Pontepretano, a primeira torcida uniformizada do interior e uma das primeiras do Brasil. Somente clubes da capital paulista já possuíam torcidas semelhantes. Seu uniforme era uma camisa branca com o emblema da Ponte Preta bem no meio e a inscrição GRÊMIO PONTEPRETANO em forma de semi-círculo, circundando a parte superior do emblema.

Nos anos 90, as maiores torcidas uniformizadas da Ponte eram a Serponte, Torcida Jovem, Ponterror e Ponte Safena, esta de nome curioso. Na época de ouro, da disputa dos 3 títulos paulistas (1977, 1979 e 1981), destacavam-se a Torcida Jovem, Ponterror e uma outra curiosa, denominada Urangus.[6] Com a proibição das torcidas na metade da década de 90, visando diminuir a violências nos estádios brasileiros, muitas deixaram de atuar.

Torcida levanta o enorme bandeirão, na vitória sobre o rival por 2 a 0 no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2011

A Torcida Jovem, que já era a mais antiga, fundada em 1969, transformou-se na principal torcida organizada pontepretana. Quando as torcidas uniformizadas eram mais fortes (até os anos 90), sem o controle intenso e fiscalização, as principais torcidas da Ponte estavam reunidas na A.T.O.P. (Associação das Torcidas Organizadas da Ponte). Eram elas: Bafú da Macaca, Macacachaça, Ponterror, Ponte Safena, Torcida Jovem, T.U.Barão e Serponte.



- Texto de Maurício Noriega após o acesso para a série A do Campeonato Brasileiro

Explicar a paixão, se fácil fosse, transformaria qualquer texto em poesia. Algumas paixões soam inexplicáveis, a não ser que sejam traduzidas por gestos, imagens e comportamentos. Um desses casos é a Ponte Preta, a Macaca de Campinas.

Nação alvinegra recepciona o time com sinalizadores e muita festa, momentos antes da partida pela Sulamericana.

Time centenário, sem títulos importantes no currículo, que arregimenta uma legião de torcedores fiéis, apaixonados e fanáticos. É impossível não se comover com as imagens de crianças, jovens, homens feitos e veteranos de arquibancada no Moisés Lucarelli chorando copiosamente após a vitória da Ponte sobre o ABC, que selou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, no sábado. Moisés Lucarelli que foi erguido pelas mãos e pelo sacrifício dos próprios torcedores. Em minha carreira de comentarista, tive a oportunidade de presenciar dezenas de vezes esse testemunho de fé dos ponte-pretanos. Desde as superstições mais inacreditáveis - como aquela segundo a qual, dependendo do lado pelo qual passa o trem atrás do estádio, o time não vence - às revoltas que descambam para uma violência injustificável. Mas o que fica é o amor sincero da gente que torce pela simpática "Nega Véia". Porque torcer pra time grande é moleza e tem muita gente que vai na moda, no embalo de um título, de um ídolo. No caso da Ponte, é paixão genuína, curtida, que merece todo o reconhecimento e o respeito.

Mauricio Noriega

Diario de São Paulo
Diario de São Paulo

Os Maiores Públicos[editar | editar código-fonte]

  • 05/10/1977 - Ponte Preta 0 x 1 Corinthians (Morumbi) ― Público: 65.806;
  • 01/02/1978 - Ponte Preta 1 x 3 São Paulo (Moisés Lucarelli) ― Público: 37.274;
  • 16/08/1970 - Ponte Preta 0 x 1 Santos (Moisés Lucarelli) ― Público: 33.500;
  • 27/02/1977 - Ponte Preta 3 x 1 Guarani (Moisés Lucarelli) ― Público: 31.970;
  • 27/01/1980 - Ponte Preta 2 x 1 Guarani (Moisés Lucarelli) ― Público: 30.000;
  • 04/12/2013 - Ponte Preta 1 x 1 Lanús (Pacaembu) ― Público: 28.979;
  • 21/09/1977 - Ponte Preta 3 x 1 São Paulo (Moisés Lucarelli) ― Público: 25.548;
  • 21/11/1999 - Ponte Preta 2 x 1 São Paulo (Moisés Lucarelli) ― Público: 25.200;
  • 18/07/1999 - Ponte Preta 5 x 0 Mirassol (Moisés Lucarelli) ― Público: 25.000;
  • 18/08/1999 - Ponte Preta 0 x 0 Guarani (Moisés Lucarelli) ― Público: 22.609;
  • 05/08/1981 - Ponte Preta 3 x 2 Guarani (Moisés Lucarelli) ― Público: 21.948;
  • 24/11/1999 - Ponte Preta 2 x 3 São Paulo (Moisés Lucarelli) ― Público: 21.588;
  • 07/12/1997 - Ponte Preta 1 x 1 Náutico (Moisés Lucarelli) ― Público: 21.070;
  • 27/04/2008 - Ponte Preta 0 x 1 Palmeiras (Moisés Lucarelli) ― Público: 19.111;

Torcidas Organizadas em Atividade[editar | editar código-fonte]

  • Torcida Jovem "Amor Maior" - 1969
  • Torcida Uniformizada Serponte – 1981
  • Torcida Ponterror - 1975
  • UFDF Curva 1900 - 2012

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Cronologia da Associação Atlética Ponte Preta
  • 1900 - Ponte Preta.png É fundada a Associação Athletica Ponte Preta no dia 11 de agosto. Na Rua Abolição, sob a sombra de duas paineiras, pelos garotos Miguel do Carmo, Luiz Garibaldi Burghi, Antonio Oliveira (o Tonico Campeão), Alberto Aranha, Dante Pera, Zico Vieira e Pedro Vieira da Silva. A data teve como objetivo homenagear a inauguração da ferrovia em Campinas, datada de 11 de agosto de 1872. Desde que o clube foi fundado nunca fechou suas portas por quaisquer razões e muito menos deixou de disputar partidas de futebol por algum período, portanto é o primeiro clube de futebol do Brasil em atividades ininterruptas.
  • 1900 - Miguel do Carmo, nascido em 1885 em Campinas, afro descendente, com apenas 15 anos de idade foi um dos fundadores da Associação Athletica Ponte Preta. Além de fundador, também foi diretor e jogador, sendo assim o primeiro clube do Brasil e da América do Sul a ter em seu time um jogador negro.
  • 1908 - É criado o escudo da Associação Athletica Ponte Preta por João Burghi, sendo influenciado pelo visual dos escudos de times alemães da época.
  • 1909 - O primeiro time oficial jogou até 1911 com a mesma formação, eram eles:
Zico Vieira, Dante Pera, Amparense, Watch e Luís Afonso. José Jacomelli, Tonico Campeão e Zé Duarte. Moraes, Lilli, Lopes, Dito Aranha e Quinze.

  • 1912 - Em 1912, seis clubes reuniram-se e fundaram a denominada Liga Operária de Foot-Ball Campineira, promovendo o segundo campeonato campineiro de futebol, sendo que o primeiro clube a se sagrar campeão foi a Associação Athletica Campineira em 1907.
  • 1912 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 1ª vez da Liga Campineira de Futebol. A Ponte conquista seu primeiro título no futebol, na Liga Operária de Foot-Ball Campineira vencendo justamente seu maior rival por 1 a 0. Mais tarde o campeonato foi nomeado de Campeonato Campineiro e posteriormente de Liga Campineira de Futebol.

  • 1923 - Trophy(transp).png Campeã da Zona Paulista organizada pela (A.P.E.A) Associação Paulista de Esportes Atléticos, antecessora da atual (F.P.F) Federação Paulista de Futebol.
  • 1925 - Trophy(transp).png Campeã da 4ª Região do Campeonato Paulista (A.P.E.A).
  • 1927 - A Ponte começa a mandar jogos no estádio da Avenida Júlio de Mesquista, projetado pelo engenheiro Lix da Cunha.
  • 1927 - Paulista Championship Trophy.png Campeã Paulista do Interior (L.A.F).
  • 1927 - Trophy(transp).png Campeã da Zona Mogiana do Campeonato Paulista (L.A.F) (Cscr-featured.png Invicto).
  • 1929 - Aplicada a maior goleada da história do clube em 29 de setembro de 1929. Jogando contra a Portuguesa FC, a Ponte saiu vencedora pelo placar de 13 a 1.

  • 1930 - A Ponte perde o estádio, hipotecado, para credores.
  • 1930 - Trophy(transp).png Campeã da 4ª Região do Campeonato Paulista (A.P.E.A).
  • 1931 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 2ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1933 - A Ponte Preta aluga o Estádio da Mogiana para disputar os campeonatos de caráter estadual.
  • 1933 - Trophy(transp).png Campeã da Subdivisão de Campinas do Campeonato Paulista (Cscr-featured.png Invicto).
  • 1935 - Em 28 de fevereiro de 1935, na residência do Dr. Francisco Ursaia, presidente e representante da Associação Athletica Ponte Preta, com a presença do presidente do Guarany FC, Jomo Mezzalira, fundaram a definitiva Liga Campineira de Futebol, assumindo o controle do desunido futebol local, que se filiou a Liga Paulista de Futebol, entidade oficial no Estado de São Paulo filiada a Confederação Brasileira de Desportos.
  • 1935 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 3ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1936 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 4ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1937 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 5ª vez da Liga Campineira de Futebol.

  • 1940 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 6ª vez da Liga Campineira de Futebol (Cscr-featured.png Invicto).
  • 1943 - Trophy(transp).png Campeã do Torneio Confraternização Esportiva contra o rival Guarani FC.
  • 1944 - Surge a tradicional faixa da camisa pontepretana. Originalmente ela corria na diagonal, da direita para a esquerda.
  • 1944 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 7ª vez da Liga Campineira de Futebol
  • 1944 - No dia 11 de agosto, é lançada a pedra fundamental do Estádio Moisés Lucarelli, em um terreno de 35 mil metros quadrados, adquirido e repassado ao clube pelos diretores Moisés Lucarelli, Olímpio Dias Porto e José Cantúsio. A festa tem a presença do Comendador Rodolpho Crespi, benemérito do Clube Atlético Juventus, de São Paulo.
  • 1944 - O centroavante Cilas fica marcado como o maior artilheiro em dérbis da história da Macaca. Ele marcou 9 gols e atuou de 1941 a 1945 com a camisa alvinegra.
  • 1946 - Em 20 de janeiro de 1946 realiza seu primeiro jogo contra uma equipe estrangeira no Campo da Mogiana, empatando com o Libertad do Paraguai em 1x1.
  • 1947 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 8ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1947 - Trophy(transp).png Campeã do Torneio de Verão da FPF (Federação Paulista de Futebol).
  • 1948 - Em 1948 foi erguido pelos próprios torcedores o 3° maior estádio do Brasil na época. O estádio da Ponte Preta foi construído na antiga chácara Maranhão, no Bairro Ponte Preta (local onde existia uma modesta casinha, onde foi determinado o centro do gramado). Inaugurado em uma missa campal dia 7 de setembro de 1948 com 12 mil lugares disponíveis. Pela 1ª partida oficial realizada no dia 12 de outubro, a Ponte foi derrotada pelo XV de Piracicaba por 3 a 0.
  • 1948 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 9ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1949 - Trophy(transp).png Campeã da Taça Cidade de Campinas, disputado por Ponte Preta, Guarani e Mogiana.

  • 1951 - Paulista Championship Trophy.png Campeã Paulista de Amadores do Estado (Cscr-featured.png Invicto).
  • 1951 - Paulista Championship Trophy.png Campeã Paulista do Interior (Cscr-featured.png Invicto).
  • 1951 - É inaugurado o sistema de iluminação do Estádio Moisés Lucarelli. A Ponte jogou contra o Sport Club Internacional de Porto Alegre e perdeu por 2 a 0. No mesmo ano, a convite dos grandes clubes de São Paulo, a Ponte disputa a divisão de elite.
  • 1951 - Brasão da Cidade de Campinas.png Campeã pela 10ª vez da Liga Campineira de Futebol.
  • 1952 - Trophy(transp).png Campeã do Torneio Triangular de Campinas, disputado por Ponte Preta, Guarani e Bangu-RJ.
  • 1952 - Audaciosa, a Ponte foi o primeiro clube do interior a contratar jogadores estrangeiros. O clube trouxe para reforçar seu elenco os uruguaios Cabreira e Raul Dias.
  • 1958 - A faixa transversal do uniforme é modificada e passa a ser da esquerda para a direita, assim como é nos dias atuais.
  • 1959 - A Ponte sofre a maior goleada de sua história, caindo diante do Santos, na Vila Belmiro, por 12 a 1.

  • 1960 - Em 11 de agosto daquele ano, durante o 60º aniversário do clube, foi inaugurado o busto de Moisés Lucarelli no Estádio, aquele que foi o grande responsável pela construção do estádio de mais de 60 anos.
  • 1960 - O time faz a pior campanha entre os 18 clubes do Paulistäo. Em 34 partidas, a Ponte venceu apenas 4, empatou 9 e perdeu 21. O clube é rebaixado para a série A2.
  • 1968 - Em 68 foram iniciadas as obras do complexo poliesportivo do Jardim das Paineiras, mais conhecido hoje como Unidade Paineiras.
  • 1969 - É fundada a Torcida Jovem da Ponte Preta, a mais antiga organizada da Macaca em atividade e uma das maiores torcidas organizadas do interior do país.
  • 1969 - Paulista Championship Trophy.png Campeã da Série A2 de 1969. O time ficou conhecido como "O Expresso da Vitória". Depois de 9 anos a Ponte retornava à divisão de elite do futebol paulista, sagrando-se, campeã do quadrangular final, disputado no estádio do Palmeiras, em São Paulo, contra Linense, Francana e Noroeste.
O Expresso da Vitória: Presidente: Sérgio Abdalla. Diretor: Pery Chaib. Técnico: Zé Duarte. Preparador Físico: Maurinho. Diretor: Campagnone. Massagista: Hélio Santos. Jogadores: Pivetti, Samuel, Nelsinho, Araújo, Luizinho, Teodoro, Joãozinho, Roberto Pinto, Alan, Manfrini, Djair, Dicá, Adílson, Wilson, Maurício, Zezinho, Geraldo, Spana, Dagoberto, Santos e Sérgio Moraes.

  • 1970 - WikiCup Trophy Gold.png Taça dos Invictos.
  • 1970 - Vice-Campeã Paulista da Primeira Divisão.
  • 1970 - No dia 16 de Agosto de 1970 a Ponte Preta que estava voltando para a elite do futebol Paulista enfrentava o Santos de Pelé e foi nesse mesmo dia que registrou o maior publico do Estádio Moisés Lucarelli, o publico divulgado foi de 33.500, mas historiadores e jornais da época diziam que havia 40 mil pessoas dentro do estádio e mais 4 mil do lado de fora que nao conseguiram entrar. Naquela partida a equipe campineira foi derrotada por 1 a 0.
  • 1970 - Ainda em 1970 a Ponte Preta foi a primeira equipe do Interior do Brasil a disputar um campeonato nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
  • 1975 - Ano de fundação de outra torcida organizada da Macaca, a Ponterror.
  • 1976 - A Ponte disputa pela primeira vez o Campeonato Brasileiro e chega até a terceira fase, que reunia os 18 melhores times do País.
  • 1977 - Vice-Campeã Paulista da Primeira Divisão. Com o melhor time de sua história, chega ao vice-campeonato paulista pela 2ª vez. A final, foi decidida em 3 jogos: o primeiro jogo com vitória do Corinthians por 1x0. No segundo jogo vitória da Macaca por 2x1 de virada, com gols de Vaguinho, Dicá e Rui Rei, nesse jogo o Estádio do Morumbi recebeu o maior publico de futebol na sua história, 146.082 pessoas. Na terceira partida também disputada no Morumbi a equipe campineira foi derrotada pelo Corinthians por 1x0. O time da capital não vencia o campeonato desde 1954. A Ponte jogou com:Carlos, Jair, Oscar, Polozzi e Angelo; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta. Técnico: Zé Duarte.
  • 1978 - Trophy(transp).png Conquista o Troféu Governador do Estado, equivalente ao 2° turno do Paulistão.
  • 1979 - Vice-Campeã Paulista da Primeira Divisão. A Ponte chegava a final do Campeonato Paulista de Futebol pela 3ª vez, caindo na final diante do mesmo Corinthians, por 2 a 0. A escalação:Carlos, Toninho, Juninho, Nenê e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá (Humberto); Lúcio (Lola), Osvaldo e João Paulo. Técnico: Zé Duarte.
  • 1979 - Em 79 a música "Raça de Campeã" do cantor e compositor Renato Silva, inicialmente feita para a Torcida Jovem, acabou superando a popularidade do antigo hino do clube "Avante Ponte Preta" de 1971, criada por Maria Aparecida Mota Aguiar. A canção de Renato Silva foi escolhida como Hino Oficial do clube, utilizada até os dias de hoje.

  • 1981 - Vice-Campeã Paulista da Primeira Divisão. No jogo decisivo, foi derrotada pelo São Paulo por 2 a 0, gols de Renato e Serginho. A Ponte jogou com:Carlos, Toninho, Juninho, Nenê e Odirlei; Zé Mário, Marco Aurélio e Dicá; Édson (Abel), Chicão (Humberto) e Osvaldo. Técnico: Jair Picerni.
  • 1981 - Trophy(transp).png Campeã da Copa São Paulo de Futebol Junior.
  • 1981 - Trophy(transp).png Campeã Paulista Junior, Campeã Paulista Juvenil e Campeã Paulista Infantil.
  • 1981 - No Campeonato Brasileiro de 81 a Ponte fez uma belíssima campanha. Na fase de grupos ficou em 2° lugar com 12 pontos, atras apenas do Club de Regatas Vasco da Gama. Na 2ª fase terminou em primeiro lugar do grupo com 9 pontos ganhos, garantindo vaga nas Oitavas-de-Final. Ja nas Oitavas eliminou o Vasco e depois indo até Porto Alegre para enfrentar o Grêmio pela Semi-Final. Diante de um publico de 98 mil pessoas a Ponte venceu por 1 a 0, mas nao foi o suficiente, ja que havia perdido o jogo anterior por 3 a 2. Terminou o campeonato em 3° lugar. O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense se sagrou o campeão daquele ano.
  • 1981 - É fundada a Torcida Uniformizada Serponte, que na década de 90 se tornou a maior torcida organizada da Ponte Preta, chegando ao número de 10 mil sócios.
  • 1982 - Trophy(transp).png Bi-Campeã da Copa São Paulo de Futebol Junior.
  • 1982 - Trophy(transp).png Campeã Paulista Júnior.
  • 1983 - Trophy(transp).png Campeã Paulista Júnior.
  • 1986 - No dia 26 de Janeiro o maior ídolo da história da Macaca, Dicá, se despede da torcida em uma partida amistosa no Majestoso contra o Grasshoper da Suiça. A Ponte venceu a partida por 2 a 0.
  • 1987 - A Ponte fica em penúltimo lugar no Paulistão, só a frente do Bandeirante de Birigüi, e é rebaixada para a divisão de acesso.
  • 1988 - Em 1988, a Ponte Preta iniciou a temporada na Série A1 do Campeonato Paulista. Porém, o rebaixamento do ano anterior obrigou o clube a jogar a Série A2, que se negou a participar.
  • 1989 - A Ponte retorna à divisão de elite, ao sagrar-se vice-campeã da divisão de acesso. O título ficou com o Ituano.

  • 1990 - Jogou pela primeira e única vez a série C do Campeonato Brasileiro, com um total de 30 clubes terminou o campeonto em 16° lugar, mas no ano seguinte (1991) jogou a série B, que ja contava com 64 clubes, ficando em 22° lugar.
  • 1991 - Trophy(transp).png Campeã Paulista de Aspirantes.
  • 1995 - Outra vez a Ponte é rebaixada no campeonato estadual. Em 30 jogos no Paulistão, a equipe venceu 7, empatou 8 e perdeu 15.
  • 1997 - Vice-campeã do Campeonato Brasileiro, a Ponte volta a elite depois de 11 temporadas depois do empate com o Nautico em 1x1, com um publico de 21.070 pessoas no Majestoso. O título daquele ano ficou com o América Mineiro.
  • 1999 - Outro ano importante para a A.A.P.P, o retorno definitivo para a elite do futebol Paulista. Na fase de grupos, líder absoluta com 42 pontos ganhos. Ja na segunda fase, também em primeiro lugar empatando com o Etti Jundiaí em número de pontos e vitórias, mas com melhor saldo de gols. Encerrou o campeonato com uma goleada sobre o Mirassol por 5x0 no Estádio Moisés Lucarelli. (Público: 25 mil pessoas)

  • 2000 - Centenário da Associação Atlética Ponte Preta. Um dos clubes mais tradicionais do Estado de São Paulo e do Brasil completava 100 anos. De Janeiro até o aniversário do clube em Agosto, foram realizados diversos eventos pela cidade em comemoração ao centenário, que envolveu mais de 30 mil pessoas, com exposições fotográficas, lançamento de livro, jantar, passeios de bicicleta, eventos culturais e homenagens a ex-atletas.
  • 2000 - Federação Paulista de Futebol logo.png Troféu Brasil 500 anos, organizado pela Federação Paulista de Futebol.
  • 2001 - 3° Lugar na Copa do Brasil.
  • 2001 - O atacante Washington teve um feito inédito até então em sua carreira e na história da Ponte Preta, foi artilheiro de 2 competições no mesmo ano: 16 gols em 16 jogos do Campeonato Paulista e 11 gols em 08 jogos da Copa do Brasil.
  • 2006 - Rebaixada para a Série B do Campeonato Brasileiro.
  • 2008 - Vice-Campeã Paulista da Primeira Divisão. Em mais uma final de Campeonato Paulista, depois de 27 anos, só que dessa vez derrotada pelo Palmeiras.
  • 2009 - Paulista Championship Trophy.png Campeã Paulista do Interior (Cscr-featured.png Invicto).
  • 2011 - O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) aprova o tombamento da fachada do Estádio Moisés Lucarelli.
  • 2011 - Pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2011 - Série B, no dia 19 de Novembro em pleno Majestoso a Macaca retornava mais uma vez a elite do Campeonato Brasileiro goleando o ABC por 4 a 1 com gols de Ricardo Jesus (2), Caio e Renatinho. O time era:Júlio César, Guilherme, Leandro Silva, Ferrón, Uendel; João Paulo Silva, Josimar, Caio (Tiago Luís), Renato Cajá (Gerson); Ricardinho (Renatinho) e Ricardo Jesus. Técnico: Gilson Kleina.
  • 2013 - Paulista Championship Trophy.png Campeã Paulista do Interior (Cscr-featured.png Invicto).
  • 2013 - Depois de 113 anos de história, a veterana realiza seu primeiro jogo internacional por uma competição oficial na Copa Sul-Americana de 2013 contra o time Colombiano Deportivo Pasto e vence por 2 a 0, diante de mais de 15 mil torcedores no Moisés Lucarelli.
  • 2013 - Vice-Campeã da Copa Sul-Americana.
  • 2013 - Rebaixada para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo original é mantido até hoje, com pequenas alterações.

Escudo[editar | editar código-fonte]

[7] João Burghi, um dos patronos da Associação Atlética Ponte Preta, foi o criador do escudo alvinegro. Descendente de alemães, Burghi foi influenciado pelos escudos das equipes de futebol germânicas do início do século XX. Diversos escudos alemães eram muitos semelhantes ao design elaborado por ele para a Ponte Preta, em especial os de times das regiões de Hamburgo e Berlim.

Nos anos 2000, o escudo teve oficialmente inserido sobre ele a data da fundação, 11.08.1900, reforçando o fato de a equipe ser a primeira do Brasil criada como time de futebol e em funcionamento ininterrupto.

Escudo comemorativo no centenário do clube.

Mascote[editar | editar código-fonte]

[8] A Macaca, foi escolhida não só por ser diferente dos mascotes mais comuns entre equipes esportivas, como também em decorrência de fatos históricos envolvendo racismo de torcedores rivais. Além disso, é um personagem que desperta simpatia e identificação tanto entre adultos quanto entre crianças.

O sucesso da Macaca é tanto que surgiram diversas aplicações em chaveiros, adesivos, camisetas, etc. Além da Mascote Oficial, a torcida também começou a brincar com a ideia de um segundo mascote: o Gorila, que traduz a força do torcedor alvinegro. Nos anos 2000, a Ponte Preta também adotou o gorila como símbolo da torcida.

Seja no campo, na torcida ou em sua diretoria, a Ponte Preta segue um conceito que espera ver amplamente popularizado no mundo: aqui há uma única raça, a raça humana. Além dessa, só aquela que nossos jogadores mostram em campo.

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Em 1944 a faixa transversal era contrária dos dias atuais.

O uniforme da Veterana é motivo de curiosidade para muitos torcedores[9] . E quando o assunto é esse, impossível não se perguntar: quem teve a idéia de colocar a faixa transversal em sua camisa, Ponte Preta ou Vasco da Gama?

Uniforme usado na década de 60 até o início dos anos 70.

Na América do Sul o River Plate foi pioneiro e ja usava o modelo com uma faixa no peito desde a sua fundação. Os cariocas garantem que o modelo já era usado por sua equipe de remo desde a fundação do clube, em 1898. Pela Ponte Preta o uniforme com a tradicional faixa foi adotado em 1944. No início, sem grandes recursos financeiros, muitas vezes o time jogava com materiais doados.

Em 1958 a faixa foi definitivamente modificada para a forma atual, da esquerda (parte superior) para a direita (parte inferior). Na década de 60 essa camisa foi trocada pelo uniforme branco, com duas listras pretas do lado esquerdo e voltou a ser usada novamente nos anos 70. No ano 2000, ano do centenário do clube, foi lançada uma camisa comemorativa que é considerada por muitos uma das mais bonitas da história, sua desenvolvedora e fornecedora foi a Finta. Atualmente as cores do uniforme são: camisa branca com faixa transversal preta, calção e meias brancas. O segundo uniforme é uma camisa preta com faixa transversal branca, calção e meias pretas. O atual fornecedor de materiais esportivos da Ponte é a Pulse.

Memorial Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Em comemoração aos 111 anos de história do clube, no dia 9 de agosto de 2010, a Associação Atlética Ponte Preta inaugurou nas dependências do Estádio Moisés Lucarelli, o Memorial Ponte Preta. Com a presença de Sérgio Carnielli, atual presidente do clube, e do curador do Memorial, o historiador José Moraes do Santos Neto, a inauguração contou com a cobertura da imprensa campineira, que compareceu em peso, para prestigiar a iniciativa.

O Memorial passa a ser uma importante forma de resgatar a memória do clube campineiro, que até então não tinha um espaço reservado para receber contribuições de torcedores, como camisas, fotos e outros objetos do passado.

Galeria de troféus.

Com o espaço, a Ponte Preta prova que é o primeiro time do Brasil, em atividade ininterrupta.

No memorial - composto por arquivo documental, acervo cultural e laboratório de memória audiovisual - podem ser encontradas como destaque as carteirinhas da década de 20, as figurinhas dos atletas da Ponte, que vinham em chiclete da época, o “carnê milionário” de 1975 e o troféu de campeão da divisão especial de 1969.

A principal novidade do acervo fica por conta dos arquivos em multimídia, que conta com entrevista de jogadores, filmes e fotos, que marcaram a história do clube, numa sala exclusiva para exibição. Ainda, para os torcedores mais fanáticos e sócios do clube, o Memorial traz documentos oficiais do clube, como atas de reuniões históricas e periódicos internos.

CT e Unidades Sociais[editar | editar código-fonte]

O patrimônio da Ponte Preta não se resume ao Estádio Moisés Lucarelli. [10] [11] [12] São 2 Lojas Oficiais, 4 franquias de escolinhas de futebol e o Recanto da Macaca usado pelas categorias de base. O clube possui ainda duas unidades poliesportivas, a Cidade Pontepretana, onde fica também o CT da Macaca, e a Unidade Paineiras. As unidades contam com as seguintes instalações esportivas e recreativas:

― Conjunto de Piscinas;
― Quadras de Tênis, Basquete, Voleibol e Futebol de Salão;
― Campos de Futebol Society e Oficial;
― Campos de Bocha;
― Sala de Musculação;
― Saunas (masculina e feminina);
― Quiosques e Playground;
― Churrasqueiras;
― Restaurante e Bar;

Cidade pontepretana.jpg

Cidade Pontepretana[editar | editar código-fonte]

Unidade: Cidade Pontepretana
Área: 85.000 metros quadrados
Endereço: Rua Mário Junqueira da Silva, 396, Jd. Eulina - Campinas/SP
Cep: 13063-000

Construído em uma área da Cidade Pontepretana, no Jardim Eulina, o Centro de Treinamento da Ponte Preta é moderno e funcional, com dois campos oficiais, salas de musculação, massagens, fisioterapia, fisiologia e nutrição, além de vestiários para a equipe profissional, visitantes e árbitro.

Outras Modalidades:

  • Ginástica Localizada
  • Aero Box
  • Musculação
  • Hidroginástica
  • Karatê
  • Natação
  • Taekwondo
Piscina unidade paineiras.jpg

Unidade Paineiras[editar | editar código-fonte]

Unidade: Paineiras
Área: 12.000 metros quadrados
Estacionamento: 2.502 vagas
Endereço: Rua Artur Teixeira de Camargo, 201, Jd. Paineiras - Campinas/SP
Cep: 13093-460

O associado da Unidade Jardim das Paineiras é privilegiado porque tem à sua disposição um dos melhores clubes sociais da cidade, localizado numa área nobre: o Jardim da Paineiras, próximo ao Shopping Iguatemi. A unidade ocupa uma área de 12 mil metros quadrados com parque aquático, salão social, saunas, american-bar, lanchonete, quiosques, playground, quadras de tênis, campos de futebol society, sala de ginástica, musculação e ginásio de esportes para 2 mil pessoas.

Outras Modalidades:

  • Musculação
  • Badmington
  • Futebol Society
  • Futsal
  • Ginástica localizada
  • Hidroginástica
  • Judô
  • Tênis
Recanto da Macaca .jpg

Recanto da Macaca[editar | editar código-fonte]

Unidade: Recanto da Macaca
Endereço: R. XV de Novembro, 125, Berlim - Jaguariúna/SP
Cep: 13820-000

Um local apropriado para treinamentos, como boa infraestrutura e facilidades e serviços que atendem às necessidades dos futuros talentos do futebol pontepretano. Assim é o Recanto da Macaca, localizado na cidade de Jaguariúna, a cerca de 15 minutos de Campinas, que sedia as categorias SUB15 e SUB17 da Base alvinegra.

No local, há alojamentos para cerca de 80 garotos, cozinha, refeitório, lavanderia, banheiros, salão de entretenimento, uma academia de musculação de 500 metros quadrados (que pode atender 50 atletas simultâneamente) e dois campos de treinamento, um deles profissional – de 105 metros por 68,5.

Além disso, parcerias com a administração municipal garantem a utilização de cinco campos de futebol da cidade, vagas na rede municipal escolar para os jogadores e a utilização do Estádio Municipal Alfredo Chiavegato para a realização dos jogos de campeonatos oficiais dos quais a base participa.

Retrospecto[editar | editar código-fonte]

  • 2008 - Vice-Campeonato Paulista
  • 2009 - Campeonato Paulista de Futebol de 2009 Campeão do Interior Paulista
  • 2011 - Acesso ao Campeonato Brasileiro da Série A de 2012
  • 2012 - Semi final do Campeonato Paulista e classificação para a Copa Sul Americana de 2013
  • 2013 - Campeonato Paulista de Futebol de 2013 Campeão do Interior Paulista
  • 2013 - Copa Total Sul Americana de 2013 Finalista

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes de jogo[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa branca com faixa preta, calção e meias brancas;
  • 2º - Camisa preta com faixa branca, calção e meias pretas;
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1º Uniforme
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2º Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

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Outras Temporadas[editar | editar código-fonte]

  • 2012
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
  • 2011
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2010
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
  • 2008
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme

Títulos[editar | editar código-fonte]

Cscr-featured.png Campeão Invicto

HONORÁRIOS
Competição Títulos Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Taça dos Invictos 1 1970
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista do Interior 4 1927, 1951Cscr-featured.png, 2009Cscr-featured.png e 2013Cscr-featured.png
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista Amador 1 1951Cscr-featured.png
Paulista Championship Trophy.png Campeonato Paulista - Série A2 1 1969
Trophy(transp).png Troféu Governador do Estado 1 1978
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasão da Cidade de Campinas.png Campeonato Campineiro 10 1912, 1931, 1935, 1936, 1937, 1940Cscr-featured.png, 1944, 1947, 1948 e 1951
OUTRAS CONQUISTAS
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).png Campeonato da Zona Paulista (A.P.E.A) 3 1923, 1925 e 1930Cscr-featured.png
Trophy(transp).png Campeonato da Zona Mogiana (L.A.F.) 1 1927
Trophy(transp).png Taça Cidade de Campinas 1 1949
Trophy(transp).png Troféu Brasil 500 anos FPF 1 2000
Trophy(transp).png Torneio Triangular de Campinas 1 1952
DESTAQUES
Competição Temporadas
CONMEBOL - Copa Sudamericana.svg Vice-Campeã da Copa Sulamericana 1 2013
Cbf brazilian championship trophy 02.svg Vice-Campeã do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B 1 1997
Bandeira do estado de São Paulo.svg Vice-Campeã Paulista de Futebol 5
1970, 1977, 1979, 1981 e 2008


Outras Posições[editar | editar código-fonte]

Outras Categorias[editar | editar código-fonte]

Basquete[editar | editar código-fonte]

Feminino[editar | editar código-fonte]

Mundiais
  • Trophy(transp).png Bi Campeã Mundial de Clubes — 1993 e 1994
Nacionais
  • Trophy(transp).png Campeã da Taça Brasil — 1993
Regionais
  • Trophy(transp).png Bi Campeã dos Jogos Regionais — 1992 e 1993
Estaduais
  • Trophy(transp).png Bi Campeã Paulista — 1992 e 1993
  • Trophy(transp).png Campeã dos Jogos Abertos do Interior — 1993
  • Trophy(transp).png Campeã da 5ª Copa São Domingos Savio

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações da Ponte Preta em Competições Oficiais
Campeonato Paulista Série A1 (51) 1928, 1929, 1951-1960, 1970-1988, 1990-1995, 2000, 2001 e 2003-2014
Campeonato Brasileiro Série A (21) 1970, 1976, 1977, 1978, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2012 e 2013.
Campeonato Brasileiro Série B (15) 1971, 1987, 1988, 1989, 1991, 1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 2007, 2008, 2009, 2010,2011 e 2014.
Campeonato Brasileiro Série C (1) 1990.
Copa do Brasil (11) 1999, 2000, 2001, 2002, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014.
Copa Sulamericana (1) 2013.
Torneio Rio-São Paulo (1) 2002.

Estádio Moisés Lucarelli[editar | editar código-fonte]

Estádio Moisés Lucarelli


Localiza-se na cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo, Brasil. Foi inaugurado em 12 de setembro de 1948 com capacidade para 35 mil espectadores, tendo sido construído com doações de material feitas por aficionados do clube. A construção levou seis anos.

Atualmente, teve a capacidade diminuída para cerca de 20 mil pessoas, a fim de proporcionar maior conforto e obedecer às novas determinações legais.

É possível que o seu recorde de público tenha sido no jogo entre Ponte Preta e Santos, em 16 de agosto de 1970, quando 33.500 espectadores pagaram ingressos para ver a vitória dos visitantes por 1 a 0. Porém, segundo historiadores, havia cerca de 40 mil torcedores dentro do estádio e mais quatro mil pessoas do lado de fora, sem conseguir entrar. No final desse campeonato paulista, a Ponte Preta conquistou o vice-campeonato.

Oficialmente, o maior público é da derrota por 3 a 1 da Ponte Preta para o São Paulo, em 1º de fevereiro de 1978: 37.274 (34.985 pagantes).

É conhecido pelos torcedores do clube como Majestoso, porque sua capacidade quando da inauguração em 1948 era na época a terceira maior do Brasil, perdendo apenas para o Pacaembu, em São Paulo e São Januário, no Rio de Janeiro.

Majestoso completamente lotado.

O Moisés Lucarelli é um dos poucos estádios do Brasil construídos por seus próprios torcedores e homenageia Moysés Lucarelli (1900-1978), presidente do clube por muitos anos e idealizador do estádio, que angariou fundos entre associados e pessoas da comunidade. Lucarelli não queria ser o patrono do estádio, mas a diretoria aproveitou-se de uma viagem dele à Argentina para colocar seu nome e teve de acatar a homenagem — apesar de o nome do ex-presidente ser grafado com Y, o nome oficial do estádio é grafado com I.

Está localizado à Praça Dr. Francisco Ursaia, 1900 (número escolhido por ser o ano de fundação do clube), em Campinas.

A história de Moysés na Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Moysés Lucarelli na construção do estádio.

O sonho pontepretano de construir seu próprio estádio de futebol começou a ser perpetuado pelas mãos de um dos principais dirigentes da história do clube: Moysés Lucarelli (ou Moisés), o homem que uniu toda uma cidade em torno do objetivo de construir o Majestoso, hoje um dos maiores palcos do esporte da bola em todo o Brasil. Nascido em Limeira, dia 4 de Fevereiro de 1900, Moysés Lucarelli mostrava-se dinâmico e acima de tudo um apaixonado pelo clube, ao aceitar o desafio de erguer o estádio. Conseguiu, depois de muitas dificuldades com as irrisórias contribuições provenientes da venda de títulos de sócios. Na época o futebol não apresentava ainda características empresariais. Para que os trabalhos fossem acelerados e executados ao seu gosto, Lucarelli insistia em fiscalizar os operários no próprio local das obras. Durante a construção, desrespeitando as recomendações médicas, chegava a permanecer dez horas por dia sob o sol, o que eliminou em pouco tempo cerca de 40 por cento da sua capacidade visual, através de úlcera nas córneas. Moysés Lucarelli, que jamais negou seu amor pela cidade e pela Ponte Preta, aos 17 anos iniciava sua história no clube, um time de apenas "11 camisas", como era chamada pejorativamente a equipe campineira. Logo assumiu o cargo de cobrador da associação que possuía cerca de 40 sócios. Aos poucos fez esse número crescer para que a Ponte pudesse se manter em pé.

Herma em bronze sobre um pedestal de granito picotado. O busto foi feito pelo escultor Lelio Coluccini‎ e situa-se no interior do Estádio Moisés Lucarelli, inaugurado no dia 11 de Agosto de 1960.

Em 1922 assumiu a secretaria e, em 1930, tornou-se o homem mais importante do clube: foi um diretor sem pasta, mas sempre disposto a trabalhar e jamais deixou de alimentar o seu maior sonho, o de construir um estádio, a chamada casa da Ponte Preta. Ele nunca chegou ao cargo de presidente, porém marcou a história como nenhum outro que tenha ostentado a "faixa" no peito.

Moysés jamais escondeu um outro orgulho como dirigente de futebol: junto com Roberto Gomes Pedroza e Gerolamo Ometo, entre poucos outros, foi criador da Lei de Acesso no futebol paulista, em 1947, medida pioneira no futebol brasileiro e que foi implantada a partir de 1948. Em 1960 mesmo percebendo que a Ponte estava descendo para uma divisão inferior, ele pregou com sua autenticidade a manutenção das regras. Aos amigos no clube, disse que no dia em que a Lei do Acesso terminasse, o futebol do interior iria morrer. Por isso a Ponte desceria de divisão e teria de lutar para retornar ao grupo principal. Em 11 de setembro de 1975, quando a Ponte completou seu Jubileu de Diamante, o comerciante e industrial aposentado - era proprietário de uma fábrica de fogões - Moysés Lucarelli, concedeu uma de suas ultimas entrevistas ao Correio Popular. Faleceu dia 24 de março de 1978 na cidade de Campinas, aos 78 anos, e foi enterrado no Cemitério da Saudade.

O início da construção de um sonho[editar | editar código-fonte]

Entrevista para a Revista do Jubileu, Jornal Correio Popular em 1975

“Moisés Lucarelli sou eu. Está vendo este recorte de jornal? É o que tenho da Ponte. Mas vou te contar a história todinha.

O meu caso na Ponte é o seguinte: é uma história muito comprida... Eu morava perto da Ponte, tinha uns 10 anos e era apaixonado pela Ponte; eu sempre fui Ponte Preta, fiz de tudo, fui cobrador da Ponte no tempo em que a mensalidade era 300 réis e só tínhamos 38 sócios. Teve tempo que os jogadores que eu pegava em São Paulo ficavam morando em minha casa, porque a Ponte não tinha recursos. Mas eu nunca fui presidente da Ponte, sabe?

Moysés Lucarelli.

Você veja onde está minha vaidade: eu tive audácia, muita audácia para construir o estádio. E veja quem eu sou. Minha loja ficava no centro de Campinas, eu tinha uma loja em São Paulo e tinha uma fábrica de fogões elétricos. Com a II Guerra Mundial ganhei muito dinheiro com a loja de São Paulo. Mas era isso: eles chegavam aqui e diziam: – Senhor Moisés, o senhor vai ser o presidente. Mas eu nunca aceitei. Mas eu meti, sempre me meti, e botei o José Cantúsio como presidente. Eu assinava os títulos da Ponte, eu legalizava os conselheiros da Ponte Preta, eu pus todo pessoal do Conselho. Naquele tempo era amador ainda. Fomos jogar em Limeira, começou tudo aí. Então eu vi o campo de capim barba-de-bode. E nós tínhamos um bom time. Mas, aí eu estava falando mal do campo para o Cantúsio – ainda por cima estava todo molhado – e chegou um deles e disse: – Você tá reclamando, mas você não tem nem isso, disse na mina cara, se vocês tivessem pelos menos um campinho barba-de-bode.

Passou. Fui jogar no Guarani, naquele tempo o Guarani era de morte. Eu vi que o campo lá estava com a grama muito alta no dia do jogo Ponte Preta e Guarani, eu falei: – Puxa vida, pelos menos deviam cortar um pouco essa grama. E um jogador deles me disse: – Se vocês estão achando ruim, por que não arranja um campo que nem esse? Eu levava tudo na cara.

Porque a Ponte Preta éramos eu e o Cantúsio. Isto não é vaidade. Jogamos no Brasil inteiro e vou te contar uma coisa. Eu disse para o Cantúsio: – Zé, temos que fazer um estádio. Não dá mais para agüentar essas coisas jogadas na cara assim desse jeito. Qualquer um me joga isso que não temos nada na cara. Então vamos comprar um terreno, eu disse para ele. Só que aquilo lá era um buraco, lá onde está o estádio. Eu aterrei 8 metros, porque o terreno era torto.

A história é gostosa, né? Muito gostosa. Agora já não faço, estou com 80 anos. Tudo isso foi em 1940, eu cheguei e disse: – Precisamos fazer um campo para treinar, sabe? Aí eu fui lá e comprei o terreno. Por 50 contos. Depois pagamos mais 70 contos para completar o estádio. Eu dei 15 contos na época para comprar o terreno. Olha, eu não sou de ficar zangado com você, mas aí um dia fui intimado a prestar contas pra Ponte Preta, me jogaram na cara, não fui, é claro, me zanguei. Sabe, eu sou pelo homem, não sou pelo dinheiro, meu filho. Mas vamos à história. Então eu disse: – Vamos comprar, eu dou 15 contos, o Cantúsio era mais rico e eu disse para ele dar 20.

O Olímpio não tinha 15, mas eu dei os dele e ele ia me pagando 500 mil réis por mês. Eu dei 15, o Cantúsio 20 e o Olímpio 15. E olha, naquele tempo, 50 contos era muito dinheiro, muito dinheiro. Mas eu estava muito bem. Minha loja aqui em Campinas era a maior loja do interior, minha fábrica de fogões estava bem, minha loja em São Paulo em 1941 me deu algum dinheiro. Mas aí eu cheguei e disse: – Vamos passar o terreno para a Ponte Preta.

Fizemos a doação, fizemos a escritura, passamos tudo para a Ponte Preta. Fui conversar com um engenheiro, o Badaró, para se fazer uma planta para mandar para Prefeitura aprovar, mas aí discutimos muito. Ele acabou me convencendo a comprar mais um terreno, para o lado do morro, para ficar mais livre, para o campo não ficar encostado naquelas casas que tinham no alto do terreno, você vê que não tem nada atrás, o estádio ficou isolado, e nesse novo terreno gastamos mais 70 contos, tudo acabou por 120 contos, sabe lá o que era isso naquele tempo? Mas aí ficamos precisando de uma máquina de terraplanagem. Naquele tempo não tinha isso, não era como hoje. Então eu, como presidente da Comissão do Estádio, fui falar com o Fernando Costa, interventor do Governo Federal para o estado de São Paulo. E era o PTB que mandava.

Propaganda de uma das lojas de Moysés.

Cheguei para ele e perguntei como é que eu arranjava uma máquina daquelas. E me arrumavam uma máquina para daí a 30 dias. Mas a terraplanagem levou dois anos, dois anos, que loucura. Tinha que aterrar tudo, e tirava terra do lado de lá a dinamite. Dinamite, que loucura, já viu isso? Tirar terra a dinamite? Tinha terra de lá e de cá, tinha que aterrar senão eu ficava sem campo para abrir. Mas a máquina só podia ficar 30 dias, e lá eu ia para São Paulo de 30 em 30 dias pedir para o Governo mais 30 dias. Eu larguei tudo, meus negócios, tudo, para fazer o estádio. Para chegar no fim e acontecer aquilo. Eu tinha uma comissão do estádio. Comissão, você sabe como é? Quer aparecer no jornal, dar entrevista na rádio. Eu nunca fui disso, tenho um temperamento forte, eu xingo, eu falo o que é. Então eu falava para Comissão pró- Estádio, tinha cinco ou seis, o que eu queria, como ia ser. Quando passaram os dois anos de terraplanagem, eu fui ao Banco Noroeste.

Fui pedir 400 contos para começar a obra. Em 1942 era muito, muito dinheiro. Foi aí que eu inventei vender cadeira vitalícia, fui eu que inventei, vendia a 100 mil réis para chegar aos mil contos. Mil contos, era uma enorme fortuna na época. Resolvi chegar para comissão e dar duro neles, ninguém se mexia, aquilo estava me enchendo, e saí com listas por aí. Dá 20 mil réis que vou construir o estádio. Quando arrumei o dinheiro no Banco, cheguei e disse: – Tá aqui o título bancário, eu aceitei o título como presidente da comissão. Sabe o que quer dizer endossado? Pois é, tá aqui 90 mil. Eu devo. E você, fulano? E só vinha desculpa. Eles me diziam: é Moisés, eu tenho sócio na firma, outro dizia: sou empregado e minha firma não permite que eu endosse empréstimos, e finalmente outros diziam: minha mulher não quer, você sabe, Moisés. É isso, então vai tudo a m....

Arrumei inimigos dentro da Ponte, mas limpei tudo e continuamos com outros, e acabamos fazendo o estádio. Lá no Guarani não tenho inimigos, sou muito homenageado lá, fico até envergonhado, nunca fui nada do Guarani. Mas naquele tempo teve um diretor do Guarani que se virou para mim e disse: – Moisés, quando nascer pêlo na minha mão você vai terminar o estádio. E terminamos. Ele não acreditava, lá no estádio não tem nenhum metro de madeira, é tudo cimento armado. Mas fiquei cego naquela obra. Eu fiquei que era só Ponte Preta, fechei minhas lojas, fechei minha fábrica. Eu vivia na obra, chegava às sete no meu Oldsmobille.

Quanto vocês querem, eu perguntava para os fornecedores, 200 contos? Marca aí, faço qua- tro duplicatas, eles pegavam as duplicatas e descontavam nos Bancos. Eu dizia para minha mulher: olha eu morrendo. Eu vendia meus bens para pagar as dívidas da Ponte Preta.“

A divulgação da grandiosa obra da época[editar | editar código-fonte]

A construção do estádio, as doações, as datas importantes, as comissões, os beneméritos, todas estas informações estão no segundo volume da História da Associação Atlética Ponte Preta, de Sérgio Rossi.

Lançamento na grande imprensa paulistana da construção do "Majestoso".

Podemos dividir a imprensa da capital paulista em duas, uma meio desconfiada do empreendimento, achando que não existiria prazo para o final das obras, e, do outro lado, o jornal "A Gazeta", que, como mantinha um correspondente na cidade, o jornalista Ferdinando Panattonni, possuía informações mais concretas sobre as obras.

Em São Paulo, o estádio logo recebeu o apelido de Pacaembu do interior – vale lembrar que o estádio da Ponte Preta seria o maior estádio particular do estado de São Paulo.

Já a imprensa da capital federal foi muito feliz na cobertura da construção – em 1944 aparecem as primeiras matérias, com o empreendimento dos pontepretanos retratado com muito realismo. Para os cariocas, a Associação Atlética Ponte Preta seria um exemplo para o esporte nacional. Encontramos na pesquisa em jornais do Rio de Janeiro sempre a mesma tendência de admiração, respeito e confiança no trabalho da nação ponte- pretana, e, como a imprensa da capital federal era base para outros jornais pelo país, a construção do estádio foi matéria de norte a sul do Brasil.

Um outro momento importante na arrecadação de fundos para as obras do Majestoso foram, sem dúvida, os dias 21, 22 e 23 de julho de 1944. Naqueles dias a Ponte Preta realizaria um incrível momento cultural no Teatro Municipal de Campinas, 11 aproveitando-se da Lei Municipal no 512, que cedia o teatro para se realizarem festivais beneficentes.

A Veterana campineira, em 26 de junho de 1944, protocolou junto da Prefeitura Municipal de Campinas um pedido de cessão do Teatro Municipal. Pedido aceito pela Diretoria de Expediente, a Ponte Preta organiza e divulga suas festividades culturais.

O presidente da Ponte Preta, então o Dr. Francisco Ursaia, organiza o programa para os dias 21, 22 e 23 de julho de 1944, que seria o seguinte: apresentação em três após das peças Jangadeiro, texto original de Raymundo de Menezes, e Amigo Tobias, original de João Luzo.

Elenco de Jangadeiros: Baraúna Paulo Salles Iraússa Oswaldo Canechio (Badú) Rocinha Zerita Vaz Raymundo João Vaz Das Dores Aparecida Fortes Benta América Fortes Elenco de Amigo Tobias: Tobias Paulo Salles Maméde João Vaz Adelaide América Martins Ciprianno Antônio Jarui Maria Branca Monteiro Clara Zerita Vaz João Olavo Bilac. As duas peças teatrais foram montadas com muito luxo e apurada cenografia.

Durante os intervalos, as músicas estiveram a cargo de uma orquestra sob regência do maestro Salvador Bove. A Ponte Preta contratou a companhia de teatro Escola Paulo Salles e também estabeleceu convênio com o Serviço Nacional de Teatro do Ministério da Educação. A iniciativa cultural da Associação Atlética Ponte Preta acabou por merecer elogios do presidente Getúlio Vargas em nota quando da assinatura do convênio entre Ponte Preta e Ministério da Educação.

O programa continua, agora com música. Vejamos o que a Ponte Preta escolheu: abertura da ópera Loshiavo, de Carlos Gomes, Marcha nupcial, de Wagner, e a canção A casa brasileira onde nasci, de Lima Pesce. Foram três dias magníficos para a Ponte Preta. Nestes mais de cem anos de futebol no país, poucas vezes vimos iniciativas como esta. A Veterana sempre inovou, nunca gostou da regularidade maçante; ela precisa respirar, inovar, fazer crescer, entrar em contato com sua gente, desde o mais humilde até aquele erudito.

Essa facilidade de se aproximar de todas as classes sociais fez da Ponte Preta um clube único no interior do Brasil. Julho de 1944 ficará marcado como o mês em que a Ponte Preta, em prol da construção de seu estádio, fez do Teatro Municipal de Campinas, de saudosa memória para muitos, seu campo, seu palco. Da cultura nasceu uma epopéia, a construção do Majestoso; teatro, ópera, música erudita e música brasileira, parece até que o programa foi escolhido para espelhar nossa torcida, com diversidade e, ao mesmo tempo, unicidade. Bravo, Veterana! Na verdade, a ligação entre a Ponte Preta e o teatro faz parte da história da associação – em várias oportunidades o salão nobre do Majestoso foi palco de inúmeras peças.

O estádio erguido pela própria torcida...[editar | editar código-fonte]

Torcedores trabalhando na construção do estádio.

Talvez uma das páginas mais emblemáticas da história da Ponte Preta, seja o momento da construção do Estádio Moisés Lucarelli. O único patrimônio do clube era sua sede no centro da cidade. Nesse período, a Ponte mandava seus jogos no campo da Mogiana, e pouco antes chegou a mandar jogos no campo de seu rival Guarani. Ou seja, a Ponte sempre jogava em território inimigo, mesmo quando era mandante.

Esse panorama fez com que houvesse um movimento é motivo de orgulho para todos que participaram, ou que apenas torcem pelo time: a torcida e alguns empresários da época, organizaram-se num sistema de multirão, e conseguiram o terreno, o material e, principalmente, a mão de obra voluntária para trabalhar na construção do estádio, que foi, literalmente, erguido pela sua torcida. Essa empreitada custou caro para alguns desses empresários, como o próprio Moisés Lucarelli, que teve sérios problemas financeiros, pois empenhou o seu próprio patrimônio para realizar o sonho de construir o estádio, sem falar que dedicou também seus melhores anos nessa empreitada.

Caravana dos 250 mil tijolos.

Algumas campanhas que mereceram destaque na época foram a arrecadação, junto aos torcedores, de cerca de Cr$ 250 mil no ano de 1944 e a "Campanha dos Tijolos", que arrecadou 250 mil tijolos em apenas dois meses no ano de 1946. O começo das obras, depois da aquisição do terreno e terraplanagem do mesmo, aconteceu em 1948, e já nesse ano, foi disputada a primeira partida, mas com o estádio inacabado. Contudo, o término do estádio aconteceu somente no ano de 1960, quando ele passou a ter a fachada que perdura até hoje. Foi o fim de um período de grande movimentação popular em favor do clube, algo de que poucas agremiações no mundo podem se orgulhar.

O sonho vira realidade[editar | editar código-fonte]

Início da década de 50. Estádio ainda sem a fachada e as duas torres da entrada principal.

O trabalho gera riqueza, e o trabalho de milhares de mãos pontepretanas gerou um templo, palco Majestoso. Foram milhares de Josés, Joãos, Moisés, Franciscos, Paulos, Pedros, brasileiros, campineiros, estrangeiros, pontepretanos. Essa paixão nos remete a nossa mística a – torcida tem um time e, pelo time, assina um pacto silencioso e não escrito, que é uniforme na consciência e na memória coletiva da nação ponte-pretana. “Podemos ser diferentes, mas somos todos um”, pensamos sempre com o coração; emoção, fidelidade e fibra fazem parte de nossa mística. Que todo jogador que enverga nosso símbolo maior sobre o coração e pisa no gramado sagrado construído pelo nosso povo nunca se esqueça de nossa mística: “coração, fidelidade e fibra”.

Estes são nossos alimentos, nosso deleite é provar o gosto doce da vitória, é bater com força em nosso coração; a construção do Estádio Moisés Lucarelli faz parte de nossa mística, pra sempre Ponte Preta.

Hino[editar | editar código-fonte]

Cartazes espalhados pela cidade de Campinas.

A paixão despertada pela Ponte Preta, ao longo de seus mais de 100 anos, reserva muitas histórias que com certeza ainda fogem do conhecimento dos torcedores mais jovens. Uma delas refere-se aos hinos do clube, que já embalaram fanáticos pontepretanos na ânsia de empurrar o time para as vitórias. Voltando ao ano de 1969, durante a gestão do presidente Sérgio José Abdalla, a Ponte é campeã da primeira divisão de São Paulo e tem o direito de disputar em 1970 a divisão especial do futebol paulista, o elenco era oriundo das categorias de base do clube, a média de idade era de 22 anos e dos 25 atletas, apenas três não eram formados no clube.

Então em 1970 o time retorna a divisão especial e torna-se uma sensação em todo estado, sagrando-se campeão do primeiro turno e da Taça dos Invictos, foram anos de grande recuperação do prestigio futebolístico e para comemorar o sucesso juntamente com o aníversario do clube, em 1971 é organizado pela diretoria da Ponte Preta um grande concurso para a escolha de um hino oficial para o clube. Foram fixados diversos cartazes, pela cidade a as inscrições realizadas no Departamento de Imprensa do clube no Estádio Moisés Lucarelli.

Hino cantado pelos atletas da Associação Atlética Ponte Preta, em 1929.

[13] No dia 3 de setembro de 1971 foi realizado o grande concurso no Teatro Castro Mendes, com apresentação da jornalista Bety Rodrigues.

Sete músicas foram eleitas finalistas e a que mais agradou a platéia foi "Avante Ponte Preta", de autoria da professora Maria Aparecida Mota Aguiar e interpretada pelo cantor José Américo.

A música chegou a ser escolhida como hino oficial, mas logo após o concurso surgiu uma polêmica envolvendo a letra. Levantou-se a possibilidade de que parte dela seria copiada de uma música de Nélson Gonçalves. A polêmica ganhou enorme repercussão quando o cantor Jair Rodrigues recusou-se a gravar a música após as denúncias do suposto plágio.

Provavelmente em virtude da polêmica, o hino não se popularizou e aos poucos a música "Raça de Campeã" - composta pelo compositor e jornalista Renato Silva para a Torcida Jovem - foi tornando-se popular e, em 1979, tornou-se o hino oficial do clube.

Antigo Hino Oficial[editar | editar código-fonte]

Autora: Maria Aparecida Motta de Aguiar
Avante, Ponte Preta, avante!
Avante, que a bola é nossa!
Avante, Ponte Preta, avante;
Que nós queremos a vitória!
O jogador pontepretano;
é forte, brioso e valente.
Reflete no seu porte altaneiro;
A fibra do bom campineiro!
O teu passado foi de glória!
Teu nome está na nossa história!
Avante, Ponte Preta!
Avante, Ponte Preta!
Que nós queremos mais uma vitória!

Atual Hino Oficial[editar | editar código-fonte]

Autor: Renato Silva
Estandarte desfraldado
preto e branco é sua cor
Ponte Preta vai pro campo
pra mostrar o seu valor
Ponte Preta inflamante
Ponte Preta emoção
Ponte Preta gigante
raça de campeão
Seu estádio é o Majestoso
seu nome uma glória
Ponte Preta sempre sempre
na derrota ou na vitória
És amada Ponte Preta
Orgulho de nossa terra
Ponte Preta de paz
Ponte Preta de guerra

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 28 de janeiro de 2014.[14]


Goleiros
Jogador
1 Brasil Roberto
12 Brasil Daniel
21 Brasil Camilo
33 Brasil Ivan
Defensores
Jogador Pos.
3 Brasil César Z
4 Brasil Diego Sacoman Z
13 Brasil Raphael Silva Z
14 Brasil Leonardo Moura Z
22 Brasil Luan Z
15 Brasil Junio LD
24 Brasil Neílson LD
35 Brasil Jeferson LD
38 Brasil Danielzinho LD
6 Brasil Magal LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Brasil Fernando Bob V
8 Brasil Elton V
17 Brasil Alef V
18 Brasil Elizeu V
'' Brasil Adilson Goiano V
10 Brasil Áustria Adrianinho M
19 Brasil Bida M
25 Brasil Matheus Olavo M
36 Brasil Baianinho M
39 Brasil Lucas Patinho M
Atacantes
Jogador
7 Brasil Alex Créu
9 Brasil Edno
11 Brasil Ademir
20 Brasil Rossi
26 Brasil Antônio Flávio
37 Brasil Wilker
'' Brasil Jonathan Cafú
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso
  • Jogador Lesionado: Jogador lesionado

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 5 de fevereiro de 2014.[15]
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Dado Cavalcanti Treinador
Brasil Jair Leite Assistente
Brasil Juninho Assistente
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Fábio Moreno Assistente
Brasil Fabiano Chá Preparador físico
Brasil Palha Treinador de goleiros


Transferências para 2014[editar | editar código-fonte]

Legenda
Legenda


Treinadores[editar | editar código-fonte]

Nacionalidade Nome Período
Brasil Abel Braga 2003
Brasil Estevam Soares 2004
Brasil Vadão 2005
Brasil Zetti 2005
Brasil Estevam Soares 2005
Brasil Vadão 2005-2006
Brasil Marco Aurélio 2006
Brasil Nelsinho Batista 2007
Brasil Paulo Comelli 2007
Brasil Sérgio Guedes 2008
Brasil Paulo Bonamigo 2008
Brasil Vágner Benazzi 2008
Brasil Sérgio Soares 2008-2009
Brasil Marco Aurélio 2009
Brasil Pintado 2009
Brasil Sérgio Guedes 2010
Brasil Jorginho 2010
Brasil Givanildo Oliveira 2010
Brasil Gilson Kleina 2011-2012
Brasil Guto Ferreira 2012-2013
Brasil Paulo César Carpegiani 2013
Brasil Jorginho 2013
Brasil Sidney Moraes 2014
Brasil Vadão 2014

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nacionalidade Nome Período
Brasil Pedro Vieira da Silva 1900 a 1910
Brasil Pedro Vieira da Silva 1910 a 1920
Brasil José Rodrigues 1910 a 1920
Brasil Dante Pêra 1910 a 1920
Brasil Pedro de Alcântara 1910 a 1920
Brasil Carloz Pilz 1920 a 1930
Brasil Alcântara, Rodrigues e Cardoso 1920 a 1930
Brasil Alberto Pinheiro 1920 a 1930
Brasil Duílio Pompeo 1920 a 1930
Brasil José Teodoro Siqueira e Silva 1920 a 1930
Brasil Gomide e Dias Porto 1920 a 1930
Brasil Pinheiro e Penido Burnier 1920 a 1930
Brasil Waldemar Rangel Belfort de Mattos 1920 a 1930
Brasil Andrade e Ariani 1920 a 1930
Brasil Cortes de Barros 1930 a 1940
Brasil Luiz Ricardo Schreiner 1930 a 1940
Brasil Francisco Ursaia 1930 a 1940
Brasil Pedro Pinheiro 1930 a 1940
Brasil Paulino Moregola 1940 a 1950
Brasil José Cantúsio 1940 a 1950
Brasil José de Angelis 1940 a 1950
Brasil Ayrton José do Coutoo 1940 a 1950
Brasil Marinho Ferreira Jorge 1950 a 1960
Brasil Olympio Dias Porto 1950 a 1960
Brasil Arnaldo Nunes Tubino 1950 a 1960
Brasil Ralpho Fonseca Ribeiro 1950 a 1960
Brasil José Cantúsio 1950 a 1960
Brasil Irmante Lucarelli 1950 a 1960
Brasil Hamleto Di Giulio 1950 a 1960
Brasil Vicente Mutto 1950 a 1960
Brasil Elysio Ferreira Linhares 1950 a 1960
Brasil Olindo Rondino 1960 a 1970
Brasil Antonio Mingone 1960 a 1970
Brasil Natal Gabetta/Bernardo Kaplan 1960 a 1970
Brasil Sandro Ferraris/Antonio Garutti 1960 a 1970
Brasil Mathias José de Barros Ponikwar 1960 a 1970
Brasil Ralpho Fonseca Ribeiro 1960 a 1970
Brasil Sérgio José Abdalla 1960 a 1970
Brasil Rodolpho Pettená 1970 a 1980
Brasil Lauro de Moraes Filho 1970 a 1980
Brasil Edson Ággio 1970 a 1980
Brasil Antonio C. Corsini 1980 a 1990
Brasil Marcos Garcia Costao 1980 a 1990
Brasil Carlos Luiz Vacchiano 1980 a 1990
Brasil Gilman José Jorge Farah 1990 a 2000
Brasil Marco Antonio Nassif Abi Chedid 1990 a 2000
Brasil Pedro Antonio Chaib 1990 a 2000
Brasil Nivaldo Baldo 1990 a 2000
Brasil Sergio Carnielli 2000 a 2010
Brasil Márcio Della Volpe 2010 a 2020

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Goleiro Carlos pela Seleção Brasileira em 1986.

A história da Ponte Preta é recheada de grandes jogadores, muitos com passagens pela Seleção Brasileira e equipes do futebol europeu. Dentre os inúmeros craques que vestiram a camisa da Ponte Preta, destacam-se:

  • Bruninho, zagueiro que começou sua carreira nas categorias de base da Macaca e defendeu o manto sagrado de 1942 a 1959. Ele é o segundo atleta que mais atuou com a camisa alvinegra e o quinto que mais balançou as redes pelo clube.
  • Dicá, meia talentoso e exímio cobrador de faltas, considerado o melhor jogador da Ponte de todos os tempos.
  • Carlos, goleiro do Brasil nas Copas do Mundo de 1978, 82 e 86.
  • Oscar, zagueiro do Brasil nas Copas de 1978, 82 e 86.
  • Polozzi, zagueiro do Brasil na Copa de 1978.
Dario Gigena, caiu nas graças da torcida quando fez três gols pela Ponte Preta em um Dérbi, no dia 11 de Outubro de 2003, na vitória da Macaca por 3 a 1. O argentino, além de quebrar um tabu em pleno estádio rival, foi comemorar com a torcida pontepretana usando uma mascara de macaco e ainda imitou galinha em tom de provocação aos bugrinos...

Mais jogadores com passagens pela Seleção[editar | editar código-fonte]

Outros jogadores que marcaram época na Ponte[editar | editar código-fonte]

Odirlei, lateral esquerdo que jogou na Ponte entre 76 e 82.
Dicá, uma das maiores lendas da Associação Atlética Ponte Preta.

Bola de Prata da Revista Placar[editar | editar código-fonte]

Ano Nome do Jogador Prata
2000 Brasil Mineiro 1
1982 Brasil Juninho 1
1982 Brasil Carlos 1
1981 Brasil Zé Mario 1
1980 Brasil Carlos 1
1978 Brasil Odirlei 1
1977 Brasil Polozzi 1
1977 Brasil Oscar 1

Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Goleadores
Atleta Gols
Dicá 154 Gol marcado
Paulinho 137 Gol marcado
Chicão 105 Gol marcado
Cilas 86 Gol marcado
Bruninho 75 Gol marcado


Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

  • Para visualizar todas as temporadas, clique em anexo.
Associação Atlética Ponte Preta
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil América do Sul Campeonato Paulista Outras Competições
Div. Pos. J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
2004 A 10º 46 19 7 20 43 73 A1
2005 A 18º 42 15 6 21 63 80 A1 15º
2006 A 17º 38 10 9 19 45 65 A1 13º
2007 B 11º 38 13 13 12 58 55 1ª Fase A1 CI - Semifinal
2008 B 38 17 7 14 54 46 A1
2009 B 11º 38 14 10 14 62 55 Quartas-de-final A1 CI - Campeão
2010 B 14º 38 12 12 14 49 48 2ª Fase A1 10º CI - Semifinal
2011 B 38 17 12 9 63 45 2ª Fase A1 CI - Final
2012 A 14º 38 12 12 14 37 44 Oitavas-de-final A1
2013 A 19º 38 9 10 19 37 55 3ª Fase SA Final A1 CI - Campeão


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Sul-Americana ou Copa do Brasil
     Rebaixamento
     Acesso
     Classificado ao Torneio do Interior

Democracia Racial[editar | editar código-fonte]

Tributo a Miguel do Carmo[editar | editar código-fonte]

Um dos primeiros times da Ponte ja contava com a participação de um jogador negro.

Autor: Jorginho Araújo[16]
Quando o "lundú" foi chegando e aqui ficou
Quando o "maxixe" era a arte de sinhô
Quando o Brasil despediu do imperador,
E os negros cantaram em seu louvor
Com um novo amanhã que se sonhou
Dançar e jogar capoeira nas esquinas
Marcou na história de "Campinas"
Quando um time de bola começou,
Sem preconceito a "Ponte" iniciava
Em sua camisa já brilhava
O preto e o branco com amor.
"Miguel do Carmo" fundador,
diretor e jogador o trem de ferro,
Na linha do tempo assistiu,
A democracia praticou a Ponte Preta abraçou
O primeiro negro no primeiro time do Brasil!

— Música inspirada na história de vida de Miguel do Carmo, nascido em 1885 em Campinas, afro descendente, com apenas 15 anos de idade foi um dos fundadores da Associação Atlética Ponte Preta. Além de fundador, também foi diretor e jogador. Ao lado dos amigos, Pedro Vieira, Tonico Capitão, Burghi, entre outros. Ponte Preta e Miguel do Carmo tiveram importância fundamental na afirmação da democracia que marcou a história no início do século XX, ele foi o 1° negro a vestir a camisa da gloriosa Ponte Preta, firmando as cores, preto e branco, como suas cores oficiais.

Foto retirada da Carteira Funcional da Companhia Paulista. Miguel do Carmo foi funcionário da Companhia Paulista de Estradas de Ferro entre 1898 até 1925, registro 6.551, aposentado como guarda de trem , terceira classe.

O primeiro negro no futebol brasileiro[editar | editar código-fonte]

[17] Miguel do Carmo, nascido em Jundiaí no dia 10 de abril de 1885, segundo fiscal de linha da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Campinas no fim do século 19.

Seria só mais um dos que se empolgaram com o futebol, esporte que havia chegado recentemente ao país, não fosse um detalhe que, para a época, era bem mais que um detalhe: a cor de sua pele.

Negro, nascido três anos antes da abolição da escravatura no país, Miguel do Carmo se tornou o primeiro descendente de africanos a jogar futebol por um clube brasileiro quando ocupou sua posição de “center-half” nas partidas iniciais da história da Ponte Preta, logo após a fundação da equipe em 1900.

A situação era impensável no fim daquele século e começo do próximo. Os times que praticavam o futebol no Brasil eram de clubes da elite branca. Alguns deles tinham regras que proibiam explicitamente a presença de negros em seus quadros.

Arthur Friedenreich, um dos maiores atletas da era amadora do futebol, filho de pai alemão e mãe negra, alisava os cabelos crespos antes de entrar em campo.

Até hoje, o Vasco é reconhecido como primeiro a superar o preconceito no país. Em 1923, chocou o Rio ao vencer Flamengo, Botafogo e Fluminense, clubes da elite carioca, e conquistar o campeonato local com um time formado, principalmente, por negros e mulatos.

Outros apontam o Bangu, também do Rio, como o primeiro a aceitar um jogador negro, ao ter o apoiador Francisco Carregal no meio-campo de seu time de 1905.

Ambos são citados pelo jornalista Mário Rodrigues Filho no livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, publicado em 1947.

“O Miguel jogou pela Ponte Preta até 1904, quando foi transferido pela Companhia Paulista para Jundiaí”, conta o historiador José Moraes dos Santos Neto, responsável pela pesquisa que pretende realinhar a cronologia da participação de negros no futebol. Além disso, porém, pouco se sabe a respeito dele.

“Quando começamos a documentar o início da Ponte, tínhamos as escalações dos times. Mas ninguém sabia quem era branco ou negro. Então fomos atrás, família por família”, explica Santos Neto, que encontrou apenas um documento de Miguel do Carmo: uma carteira de registro, com foto, de seu emprego como ferroviário.

Há, inclusive, a suspeita de que outros jogadores daquele time de 1900 fossem descendentes de africanos.

“Desconfio que o Alberto Aranha também fosse. Haviam duas famílias Aranha em Campinas, uma no [bairro] Ponte Preta (Campinas), de negros, e outra no Cambuí (Campinas) [região nobre]“, diz o historiador.

“Pode ser parente do Benedicto Aranha, um contador negro que atuou no clube a partir de 1908″, completa.

A falta de certeza se dá pela pouca documentação encontrada. Os jornais ignoravam o novo esporte. “A imprensa só começa a cobrir o futebol em 1908, quando há uma tentativa frustrada de criação de uma liga competitiva”, explica Santos Neto.

Relegado até agora, Miguel do Carmo não muda o meio ou fim de uma história que inclui Leônidas e Pelé. Mas dá a ela um novo início.

O berço pontepretano foi decisivo para que jogadores negros tivessem oportunidade de defender as cores do time de Campinas logo nos primeiros anos de sua existência, quando essa interação racial era proibida em outras associações esportivas.

O clube nasceu no bairro que lhe dá nome e que, na época, era morada de população operária, formada basicamente por chacareiros, artesãos e ferroviários.

Era natural, então, que a maior parte dos entusiastas que participaram das primeiras atividades da agremiação estivesse nessa camada de trabalhadores braçais.

“A linha do trem, propositadamente, separava os bairros operários [como o Ponte Preta] do centro e da elite”, explica o historiador José Moraes dos Santos Neto. “A maioria dos moradores negros da vila eram funcionários da ferrovia”, diz ele.

Foi por ali que o futebol chegou à cidade, por meio de um imigrante escocês chamado Thomaz Scott, engenheiro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

A proximidade com os imigrantes permitiu aos negros da região que o preconceito fosse deixado de lado no momento de participarem das partidas disputadas nos campos improvisados.

“Em Campinas não havia uma sociedade tão elitista e fechada como nos clubes sociais de São Paulo e do Rio”, conta o diretor e curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo. “A cidade tinha uma comunidade negra muito grande”, completa.

Isso, porém, não evitou que a equipe fosse hostilizada por conta da grande presença de negros e mulatos no time e entre os torcedores.

Nos estádios em que a Ponte Preta se apresentava como visitante pelo interior do Estado, era comum ser recebida com os gritos de “macacos” e “macacada”.

A torcida, entretanto, preferiu transformar as ofensas em apelido e adotou a macaca como mascote do clube.

“Entre os torcedores da Ponte existe de tudo: mulheres, crianças, negros, mulatos”, enumera Santos Neto.

“Houve uma mistura entre a elite e o povão, uma quebra da hierarquia social. Na hora do gol, o médico abraça o cara que construiu o consultório dele”, diz o historiador. “Essa é uma característica do futebol que é ainda mais marcante na Ponte.

Resposta da FIFA.

Clube quer que Fifa reconheça democracia[editar | editar código-fonte]

A Ponte Preta pretende capitalizar com o reconhecimento do que chama de “primeira democracia racial”, por aceitar jogadores negros em seus quadros desde o jogos iniciais de sua história de 110 anos.

Ambiente misto da fundação da Ponte Preta ajudou a superar o preconceito e quer ser reconhecida por colocar em campo o 1º negro do futebol brasileiro.

Em 2003 foi enviada uma carta à Fifa, informando a entidade sobre a participação de Miguel do Carmo no time formado após a fundação da equipe, em 1900. O retorno, em forma de congratulações, não foi considerado suficiente pela diretoria.

O clube voltou a procurar a entidade que comanda o futebol mundial em busca do reconhecimento oficial e foi instruído a montar um dossiê completo sobre o jogador para que os documentos possam ser avaliados.

Fatos Históricos[editar | editar código-fonte]

  • A Ponte Preta foi a primeira equipe do Interior do Brasil a disputar um campeonato nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, vindo a ser também a primeira equipe do interior no Campeonato Brasileiro, em 1971.
  • A Ponte Preta é o time do interior que chegou a mais decisões do Campeonato Paulista (5 vezes).
  • A Ponte Preta foi o primeiro clube do interior a contratatar jogadores estrangeiros: Cabreira e Raul Dias , uma prova de ousadia pois os dois jogadores trazidos em 1952 eram do Uruguai, país que dois anos antes havia vencido o Brasil em pleno Maracanã, ganhando a Copa do Mundo.
  • A maior goleada da história do clube foi em 29 de setembro de 1929, jogando contra a Portuguesa FC, a Ponte venceu pelo placar de 13 a 1.
  • As maiores goleadas da Ponte em jogos oficiais foram 8 a 1 contra a Ferroviária (Campeonato Paulista de 1994) e 8 a 1 contra o Castanhal-PA (Copa do Brasil de 2001).
  • O recorde de público oficial do Majestoso é de 37.274 (34.985 pagantes), em derrota para o São Paulo em 1978, mas especula-se, que numa partida realizada entre a Ponte e o Santos em 1970, na qual os portões foram arrombados, tenham estado presentes cerca de 40.000 pessoas.
  • Morumbi e Olímpico (Porto Alegre), dois dos mais importantes palcos do futebol brasileiro têm seus recordes de público em vitórias da Ponte Preta. Em 1977, mais de 145.000 pessoas estiveram presentes no Morumbi para ver a Ponte bater o Corinthians por 2 a 1, de virada, pelo segundo jogo da decisão do Campeonato Paulista. Em 1981, a Macaca bateu o Grêmio por 1 a 0 diante de 98.000 espectadores (85.000 pagantes) pela semifinal do Campeonato Brasileiro de Futebol.
  • Em 1978, a Ponte Preta cedeu três atletas para a Seleção Brasileira de Futebol disputar a Copa do Mundo.
  • O time de Campinas é um dos poucos clubes tradicionais do Brasil que usa o escudo original desde a sua fundação.
  • A despedida do maior jogador de todos os tempos, Pelé dos gramados do futebol brasileiro se deu numa partida entre Associação Atlética Ponte Preta e Santos Futebol Clube, com vitória do Santos.
  • O mascote da Ponte é a Macaca. O apelido é utilizado no feminino pois se trata da Associação Atlética, substantivo feminino. Outras torcidas do interior se referiam à torcida da Ponte como Macacos pois eram vistos como arruaceiros.

Partidas Internacionais[editar | editar código-fonte]

  • A Ponte realizou seu primeiro jogo internacional por uma competição oficial na Copa Sul-Americana de 2013 contra o time Colombiano Deportivo Pasto e venceu por 2 a 0, diante de mais de 15 mil torcedores no Moisés Lucarelli.

Confira outros jogos:

  • 20/01/1946 - Brasil Ponte Preta 1 x 1 Libertad Paraguai - Mogiana
  • 03/07/1949 - Brasil Ponte Preta 2 x 2 Rapid Viena Áustria - Moisés Lucarelli
  • 17/02/1952 - Brasil Ponte Preta 2 x 0 Estudiantes Argentina - Moisés Lucarelli
  • 25/05/1978 - Brasil Ponte Preta 1 x 0 Seleção da Tunísia Tunísia - Moisés Lucarelli
  • 17/08/1978 - Roménia Bihor 3 x 4 Ponte Preta Brasil - Oradea (ROM)
  • 21/08/1978 - Arábia Saudita Al Ahli 1 x 2 Ponte Preta Brasil - Jeddah (ARA)
  • 23/08/1978 - Arábia Saudita Al Wahda 1 x 2 Ponte Preta Brasil - Jeddah (ARA)
  • 12/05/1982 - Bolívia Blooming 0 x 0 Ponte Preta Brasil - Santa Cruz de La Sierra (BOL)
  • 16/05/1982 - El Salvador Seleção de El Salvador 2 x 2 Ponte Preta Brasil - San Salvador (ELS)
  • 19/05/1982 - El Salvador Seleção de El Salvador 0 x 3 Ponte Preta Brasil - San Salvador (ELS)
  • 26/01/1986 - Brasil Ponte Preta 2 x 0 Grasshoper Suíça - Moisés Lucarelli
  • 09/08/1988 - Itália Siena 0 x 2 Ponte Preta Brasil - Siena (ITA)
  • 11/08/1988 - Itália Ospitaletto 2 x 12 Ponte Preta Brasil - Foligno (ITA)
  • 13/08/1988 - Itália Ravenaa 0 x 1 Ponte Preta Brasil - Ravenna (ITA)
  • 17/08/1988 - Itália Valdiano 1 x 4 Ponte Preta Brasil - Montebelluna (ITA)
  • 18/08/1988 - Itália Pavia 0 x 0 Ponte Preta Brasil - Pavia (ITA)
  • 20/08/1988 - Itália Montebelluna 1 x 3 Ponte Preta Brasil - Montebelluna (ITA)
  • 14/07/1991 - Brasil Ponte Preta 2 x 0 Matsushita Japão - Moisés Lucarelli
  • 16/07/1998 - Brasil Ponte Preta 3 x 0 Marítimo Portugal - Moisés Lucarelli
  • 30/05/2012 - Brasil Ponte Preta 2 x 0 Seleção de Cuba Cuba - Moisés Lucarelli
  • 25/09/2013 - Brasil Ponte Preta 2 x 0 Deportivo Pasto Colômbia - Moisés Lucarelli
  • 22/10/2013 - Colômbia Deportivo Pasto 1 x 0 Ponte Preta Brasil - San Juan Del Pasto (COL)
  • 31/10/2013 - Brasil Ponte Preta 0 x 0 Vélez Sarsfield Argentina - Moisés Lucarelli
  • 07/11/2013 - Argentina Vélez Sarsfield 0 x 2 Ponte Preta Brasil - José Amalfitani (ARG)
  • 04/12/2013 - Brasil Ponte Preta 1 x 1 Lanús Argentina - Pacaembu
  • 11/12/2013 - Argentina Lanús 2 x 0 Ponte Preta Brasil - Ciduad de Lanús (ARG)
  Estatísticas Oficiais  
Jogos  26 
Vítórias  17
Derrotas  2
Empates  7
Gols marcados  55 gols
Gols sofridos  18 gols
Maior goleada  Ospitaletto 2 x 12 Ponte Preta - Foligno, Itália - 11/08/1988
Partidas invictas  21 Partidas

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Dérbi Campineiro[editar | editar código-fonte]

Distância entre os estádios é de apenas 650 metros.
  • O maior rival da Ponte Preta é o Guarani Futebol Clube, cujo estádio está localizado a menos de mil metros do estádio pontepretano. O confronto entre as duas equipes é chamado de "dérbi" e é o maior clássico do interior de São Paulo, sendo um jogo de intensa rivalidade e problemas extra-campo.
  • Os dérbis mais importantes da história ocorreram em 1981 e em 2012. O primeiro ocorreu na decisão do primeiro turno do Paulista em um Majestoso totalmente abarrotado de Pontepretanos, a Macaca bateu o Guarani por 3 a 2 e garantiu vaga na final do Paulistão daquele ano. O segundo aconteceu na semi-final do Paulista de 2012 no estádio Brinco de Ouro da Princesa, o Guarani venceu a Ponte Preta de virada por um placar de 3 a 1 garantindo vaga na final do campeonato.
  • Em 1980, Ponte e Guarani decidiriam vaga em uma final, em partida válida pelo Campeonato Paulista de 1979. Com trinta mil Pontepretanos no Majestoso, a Macaca venceu a partida de ida por 2 a 1. No jogo de volta, nova vitória da Ponte, por 1 a 0, com direito a invasão de gramado por parte da torcida da Ponte. A Macaca iria para a sua terceira final de Paulista, enquanto o rival teria que esperar mais 7 anos para chegar a essa final, pela primeira vez.
  • Já em 2002, Ponte e Guarani lutavam contra o rebaixamento no Torneio Rio-São Paulo. Em um dérbi na penúltima rodada, quem perdesse, estava fadado ao rebaixamento. Com um jogador a menos, a Ponte segurou o empate no campo adversário, com direito ao goleiro Alexandre Negri defender um pênalti nos descontos da partida. Na semana seguinte, com gol heróico de Orlando aos 42 do segundo tempo, a Ponte despachou o Palmeiras e rebaixou o Guarani.
  • Três Pontepretanos marcaram três vezes em um único dérbi e entraram para a história como os maiores goleadores em uma só partida. São eles: Átis, Weldon e o argentino Dario Gigena.
  • O primeiro dérbi da história foi disputado em 24 de março de 1912. Seu resultado, segundo pontepretanos, foi de 1 a 0 para a Ponte, embora os bugrinos afirmem ter sido empate por 1 a 1.
  • O primeiro dérbi disputado no estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, terminou 3 a 0 para a Ponte.
  • O gfc hoje tem mais vitórias em dérbis (66 x 61).
  • A maior sequência de invencibilidade pertence a Ponte Preta, quando a Macaca ficou 16 jogos sem perder para o rival, no período de 1979 a 1984.
  • O primeiro derby com 90 minutos (antes os jogos eram de 40 x 40) aconteceu em 02 de abril de 1939 e acabou em 2 a 2.
  • O gfc tem mais vitórias que a Ponte contabilizando amistosos, considerando apenas os jogos por competições oficiais a Macaca leva vantagem nos confrontos diretos.
  • Maior público no Pacaembu: 38.948 (35.209 pagantes) - Guarani 2 x 0 Ponte Preta, 3 de junho de 1979.
  • Maior público no Moisés Lucarelli: 31.970 (31.116 pagantes e 854 menores) - Ponte Preta 3 x 1 Guarani, 27 de fevereiro de 1977.
  • Maior público no Brinco de Ouro da Princesa: 34.222 (30.552 pagantes) - Guarani 0 x 1 Ponte Preta, 30 de janeiro de 1980.
Estatísticas do Dérbi Campineiro
Número de jogos 190
Vítórias do Guarani 66
Vitórias da Ponte Preta 61
Empates 62
Número de gols 512
Gols marcados pelo Guarani 259
Gols marcados pela Ponte Preta 253
Resultado Desconhecido 1
Maior Goleada Guarani 6 x 0 Ponte Preta - 05 de maio de 1960, Estádio Brinco de Ouro. (Amistoso)
Maior Invencibilidade Ponte Preta - 16 partidas (1979 a 1984).
Primeira Partida Ponte Preta 2 x 1 Guarani - 19 de maio de 1912, Estádio do Hipódromo.
Última Partida Guarani 1 x 3 Ponte Preta - 26 de janeiro de 2013, Estádio Brinco de Ouro.
  1. O primeiro Dérbi da história foi disputado em 24 de março de 1912. Seu resultado, segundo pontepretanos, foi de 1 a 0 para a Ponte, embora os bugrinos afirmem ter sido empate por 1 a 1.
  2. Entre os 5 maiores publicos na história do Dérbi a Ponte foi mandante em três deles:

          1979 - Guarani 2 x 0 Ponte Preta - 38.948; (Pacaembu)
          1980 - Guarani 0 x 1 Ponte Preta - 34.222; (Brinco de Ouro)
          1977 - Ponte Preta 3 x 1 Guarani - 31.970; (Moisés Lucarelli)
          1980 - Ponte Preta 2 x 1 Guarani - 30.000; (Moisés Lucarelli)
          1999 - Ponte Preta 0 x 0 Guarani - 22.609; (Moisés Lucarelli)

  1. Entre os 5 menores publicos na história do Dérbi o gfc foi mandante em três deles, sendo:

          1987 - Guarani 0 x 2 Ponte Preta - 6.007; (Brinco de Ouro)
          2004 - Ponte Preta 3 x 1 Guarani - 6.819; (Moisés Lucarelli)
          2005 - Guarani 2 x 2 Ponte Preta - 7.001; (Brinco de Ouro)
          2013 - Guarani 1 x 3 Ponte Preta - 7.020; (Brinco de Ouro)
          2012 - Ponte Preta 1 x 1 Guarani - 7.143; (Moisés Lucarelli) [18]

Outros rivais[editar | editar código-fonte]

Outro grande rival é o Paulista de Jundiaí, com quem realizou 27 jogos pelo campeonato paulista e possui uma grande vantagem. Outros rivais importantes são da capital paulista: Portuguesa, Corinthians, São Paulo[19] e Palmeiras. Além disso, há rivalidade regional com clubes como Ituano, Rio Branco-SP, Inter de Limeira, União Barbarense, XV de Piracicaba e Bragantino.

Maiores públicos da Ponte Preta contra tradicionais rivais[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 18°
  • Pontuação: 7952 pontos

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Ranking Mundial IFFHS[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 114° (está entre os 10 melhores brasileiros colocados no Ranking)
  • Pontuação: 122,0 pontos

Publicações sobre a Ponte Preta[editar | editar código-fonte]

Livros
  • Sérgio Rossi, História da Associação Atlética Ponte Preta, 7 Volumes. 1994 a 2000.
  • BB Editora, Associação Atlética Ponte Preta: 1900 – Feitos e conquistas do primeiro time do Brasil, 2013.
  • NETO, José Moraes dos Santos. O Início de uma Paixão: A Fundação e os Primeiros anos da Associação Atlética Ponte Preta, 2000.
  • NETO, José Moraes dos Santos. Sempre Ponte Preta, 2006.
  • CAMPINEIRO Stephan; PÉCORA André. Ponte Preta: a Torcida que tem um time, 2010.
  • NETO, José Moraes dos Santos; CARVALHO Djota. 110 anos & fatos, 2010.

Referências

  1. a b História da Associação Atlética Ponte Preta - Site Oficial da Federação Paulista de Futebol, sem data
  2. Novos dias de glória do 'Dérbi Campineiro' - FIFA, 27 de abril de 2012
  3. Vice-campeã da Sul-Americana, Ponte Preta fica mais uma vez no quase - O Estado de S.Paulo, 11 de dezembro de 2013
  4. Guarani e Ponte fazem "Dérbi do século". Relembre outros grandes jogos - iG, 28 de abril de 2012
  5. Ponte Preta perde para o Lanús e desperdiça chance de título inédito - UOL Esporte, 11 de dezembro de 2013
  6. http://www.pontepreta.net/torcida.php
  7. http://pontepreta.com.br/o-clube/escudo
  8. http://pontepreta.com.br/o-clube/mascote
  9. http://www.camisasdaponte.com.br/
  10. http://pontepreta.com.br/sedes/centro-de-treinamento
  11. http://pontepreta.com.br/sedes/Unidade-Paineiras
  12. http://pontepreta.com.br/sedes/Recanto-da-Macaca
  13. http://pontepreta.com.br/o-clube/hino
  14. Do número 1 ao 30 os inscritos na Copa Sulamericana 2013 (em português). Site da patrocinadora oficial da Copa Sulamericana 2013. Página visitada em 21 de julho de 2013.
  15. Comissão Futebol Profissional (em português). Site oficial da Associação Atlética Ponte Preta. Página visitada em 21 de julho de 2013.
  16. http://www.pontepretano.com.br
  17. Reportagem de Leonardo Lourenço Folha de São Paulo, 12 de dezembro
  18. http://globoesporte.globo.com/sp/campinas-e-regiao/noticia/2013/01/derbi-decepciona-e-fecha-com-quarto-pior-publico-da-historia-do-classico.html
  19. http://www.webcitation.org/66Tfoaf4K

Notas

  1. O clube foi fundado 23 dias depois do Sport Club Rio Grande.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]