Raí Souza Vieira de Oliveira
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Raí Souza Vieira de Oliveira | |
| Data de nasc. | 15 de Maio de 1965 (43 anos) | |
| Local de nasc. | Ribeirão Preto, Brasil | |
| Local da morte | {{{cidadedamorte}}}, {{{paisdamorte}}} | |
| Altura | 1,89m[1] | |
| Informações profissionais | ||
| Posição | Meio-campo | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Partidas (gols) |
| 1984-1987 1987 1987-1993 1993-1998 1998-2000 |
38 (2) 10 (1) 306 (111) 145 (51) 87 (13) |
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| Seleção nacional | ||
| 1987-1998 | 51 (16) | |
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Raí Souza Vieira de Oliveira (Ribeirão Preto, 15 de maio de 1965), ou simplesmente Raí, é um ex-futebolista brasileiro.
Índice |
[editar] Carreira
[editar] Início
Meio-campista, é irmão do também ex-jogador Sócrates. Iniciou sua carreira no Botafogo Futebol Clube, clube de sua cidade natal, aos 15 anos.[2] Passou pela Ponte Preta por empréstimo durante o Campeonato Brasileiro de 1986 e no ano seguinte voltou durante o Campeonato Paulista, ao Botafogo. Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa América daquele ano.[3] Chegou a ser cobiçado pelo Corinthians[4], mas foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube ainda em 1987, para o Campeonato Brasileiro.
[editar] São Paulo
Sua estréia foi apenas na última rodada do primeiro turno, em 18 de outubro, na derrota por 1x0 para o Grêmio[5], por causa de uma contusão na coxa direita que o deixou três meses fora dos gramados.[6] O seu primeiro gol pelo clube viria no terceiro jogo, na vitória por 2x0 sobre o Goiás.[7]
Em 1991, Raí liderou o time comandado por Telê Santana. Antes da chegada de Telê, em outubro de 1990, Raí tinha marcado apenas 26 gols em mais de três anos; só em 1991, marcou 28 gols[8] e foi artilheiro do Campeonato Paulista com 20 gols.[9]
Em 1991 ajudou o São Paulo a conquistar seu terceiro título em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Nessa campanha, Raí foi o artilheiro do time, com sete gols[10], o que repetiria no Brasileirão seguinte, na Libertadores de 1993 e nos [[Campeonato Paulista|Campeonatos Paulistas de 1991, 1992 e 1993.[11]
Campeão Brasileiro, o São Paulo de Raí, Telê e Zetti conquistou a Libertadores de 1992 contra o Newell's Old Boys, da Argentina. Raí marcou o gol que levou a final à decisão nos pênaltis, e, como capitão do time, coube a ele levantar o troféu.[12]
Na disputa do Mundial Interclubes de 1992, no Japão, Raí marcou dois gols — sendo o primeiro com a barriga e o segundo em uma cobrança de falta [13] — e o São Paulo venceu o jogo contra o Barcelona e conquistou o título.
Na volta ao Brasil, o São Paulo ainda venceu a final do Paulistão, batendo o Palmeiras por 2x1. Nesse campeonato, Raí chegou a marcar cinco gols em um mesmo jogo, na vitória por 6x0 sobre o Noroeste, de Bauru, em 15 de outubro.[14]
No começo de 1993, foi vendido ao Paris Saint-Germain, da França, por 4,6 milhões de dólares[15], mas ficou no Brasil até o meio do ano e conquistou ainda a Libertadores de 1993, marcando um gol de peito no primeiro jogo da final e novamente levantando o troféu. No Paulista, o time ficou em terceiro lugar, e a despedida do meia foi em uma vitória por 6x1 sobre o Santos, em 3 de junho.
[editar] França
Na França, demoraria um pouco para engrenar. Na sua primeira temporada, quando o PSG ganhou o Campeonato Francês de 1993-94[16], foi substituído na maioria de seus jogos e chegou até a freqüentar o banco de reservas[17]. No entanto, seria um dos principais jogadores do time na conquista dos títulos do Campeonato Francês de 1995-96, da Copa da França de 1994-95 e de 1997-98 e da Recopa Européia de 1996.[18]
[editar] Volta ao São Paulo
Raí ainda voltou ao São Paulo em 1998, e sua reestréia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia em que desembarcou no país. Mas em um jogo contra o Cruzeiro, em 9 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro, Raí rompeu os ligamentos no tornozelo após uma entrada de Wilson Gottardo e teve de ficar mais de um ano parado.[19]
Enquanto se recuperava, separou-se da esposa Cristina, depois de 15 anos de casamento.[20] Quando voltou, ficou na reserva durante boa parte do Campeonato Brasileiro de 1999, recuperando-se gradativamente ao longo da competição.[21]
O último gol de Raí como profissional foi em 27 de junho de 2000, diante do Palmeiras, no Palestra Itália.[22] Sua última partida antes de se retirar dos gramados foi pouco menos de um mês depois, no dia 22 de julho, em uma derrota por 3x1 para o Sport em João Pessoa, pela Copa dos Campeões.[23] Ele é considerado um dos jogadores mais importantes da história do clube.[24]
[editar] Seleção
Na Seleção Brasileira, entretanto, não teve tanto destaque como no São Paulo. Jogou 51 partidas pelo Brasil, marcando 16 gols, incluindo um de pênalti no jogo contra a Rússia pela primeira fase da Copa do Mundo de 1994, quando jogou com a camisa 10. Nessa Copa, foi titular nos três primeiros jogos do time e entrou no segundo tempo contra Holanda, nas quartas-de-final, e Suécia, nas semifinais.
[editar] Vida após o futebol
Raí chegou a ocupar um cargo na diretoria do Tricolor, mas não ficou muito tempo.[25]
Atualmente, dirige uma entidade filantrópica de ajuda às crianças chamada Fundação Gol de Letra, ao lado de seu ex-colega de São Paulo e PSG, Leonardo. Também atua como correspondente esportivo em Londres da rádio CBN. Em 2006, junto com outros atletas, criou a organização Atletas pela Cidadania (www.atletaspelacidadania.org.br) que se dedica a defender causas sociais.
[editar] Curiosidades
- Como o pai de Raí era fã dos filósofos gregos, deu a seus três filhos mais velhos os nomes de Sócrates, Sófocles e Sóstenes. Seu Raimundo queria que Raí se chamasse Xenofonte, mas sua mulher, Dona Guiomar, conseguiu dissuadi-lo da idéia.[26]
- Depois de ser pai com apenas 17 anos, Raí foi avô aos 33.[27]
Notas
- ↑ "Os campeões", O Estado de S. Paulo, 19/6/2000, pág. E6
- ↑ "Raí: agora ele faz o show", Celso Dario Unzelte, Placar número 1066, dezembro de 1991, Editora Abril, pág. 12
- ↑ Conrado Giacomini, São Paulo — Dentre os Grandes, És o Primeiro, Ediouro, 2005, pág. 228
- ↑ "Raí no Corinthians", Placar número 879, 6/4/1987, Editora Abril, pág. 26
- ↑ Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, págs. 244-245
- ↑ "A aposta na tradição", Placar número 908, 26/10/1987, Editora Abril, pág. 29
- ↑ "Raí e Telê, um casamento cheio de gols e títulos", Placar número 1088, outubro de 1993, Editora Abril, pág. 58
- ↑ Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, pág. 430
- ↑ Valmir Storti e André Fontenelle, A História do Campeonato Paulista, Publifolha, 1996, pág. 196
- ↑ "Presente em cada decisão", Placar número 1079, janeiro de 1993, Editora Abril, pág. 7
- ↑ "Mantendo a velha tradição", Placar número 1086, agosto de 1993, Editora Abril, pág. 8
- ↑ "La noche de las mil y una lágrimas", El Grafico número 3794, 23/6/1992, Editorial Atlántida, págs. 26-28
- ↑ "Presente em cada decisão", Placar número 1079, janeiro de 1993, Editora Abril, pág. 7
- ↑ "Raí e Telê, um casamento cheio de gols e títulos", Placar número 1088, outubro de 1993, Editora Abril, pág. 58
- ↑ "Agora só restam saudades", Placar número 1085, julho de 1993, Editora Abril, pág. 18
- ↑ "Costume de ser campeão", Placar Especial Copa 94 número 8, julho de 1994, Editora Abril, pág. 22
- ↑ "Um banco que não estava nos planos", Placar número 1092, março de 1994, Editora Abril, pág. 21
- ↑ Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance, Areté Editorial, 2001, pág. 328
- ↑ "Um Raí vencedor. Como sempre", Rogério Rezeke, Jornal da Tarde, 19/6/2000, pág. 8B
- ↑ "Um vovô solteirão na praça?", Época número 47, 12/4/1999, Editora Globo, pág. 113
- ↑ "Um Raí vencedor. Como sempre", Rogério Rezeke, Jornal da Tarde, 19/6/2000, pág. 8B
- ↑ "São Paulo na semifinal", Luiz Ademar e Marcelo Prado, Diário Popular, 28/6/2000, Esportes, pág. 4
- ↑ Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, pág. 315
- ↑ Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, pág. 430
- ↑ Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Editora Abril, 2005, pág. 315
- ↑ Conrado Giacomini, São Paulo — Dentre os Grandes, És o Primeiro, Ediouro, 2005, pág. 227
- ↑ Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance, Areté Editorial, 2001, pág. 329

