Evair

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Evair
Informações pessoais
Nome completo Evair Aparecido Paulino
Data de nasc. 21 de Fevereiro de 1965 (49 anos)
Local de nasc. Ouro Fino, MG,  Brasil
Altura 1,84 m
Apelido Matador
Informações profissionais
Posição Treinador
Ex-Atacante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19851988
19881991
19911994
19951996
1997
1997
1998
1999
2000
2000
2001
2002
2003
Brasil Guarani
Itália Atalanta
Brasil Palmeiras
Japão Yokohama Flügels
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Vasco da Gama
Brasil Portuguesa
Brasil Palmeiras
Brasil São Paulo
Brasil Goiás
Brasil Coritiba
Brasil Goiás
Brasil Figueirense
0032 000(24)
0076 000(25)
00221 000(187)
0059 000(35)
0014 0000(7)
0028 0000(8)
0027 0000(7)
0024 0000(10)
0031 0000(9)
0025 0000(8)
0016 0000(6)
0012 0000(8)
0012 0000(3)
Seleção nacional
19891993 Brasil Brasil 0024 0000(6)
Times que treinou
2004
2008
2009
2010
2010
2011
2012
2014
Brasil Vila Nova
Brasil Anápolis
Brasil CRAC
Brasil Itumbiara
Brasil Uberlândia
Brasil Americana (assistente)
Brasil CRAC
Brasil River-PI

Evair Aparecido Paulino, mais conhecido como Evair (Ouro Fino, 21 de fevereiro de 1965), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. É considerado ídolo histórico do Palmeiras, onde marcou 127 gols e integra a lista dos dez maiores artilheiros da história do clube. Também teve passagens importantes no Vasco e no Guarani.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Evair nasceu no distrito de Crisólia, em Ouro Fino, filho de uma família humilde do estado de Minas Gerais. Simpatizante do Santos na infância, ele não tinha dinheiro para comprar o uniforme do clube.

Início da carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1979 Evair fez um teste nas escolas do São Paulo, porém não foi aprovado e voltou para a sua cidade natal. Porém em 1980 ele teve outra oportunidade, agora no Guarani. Seu pai conhecia Rui Palomo, que tinha como cunhado Clóvis Cabrino, um dos diretores do Guarani, que poderia ajudá-lo a ingressar no futebol do clube de Campinas.

Ele foi aprovado e passou a morar em Campinas no alojamento do clube. Foi nesse período que Evair conheceu João Paulo, um dos seus principais companheiros. Os dois passaram juntos as dificuldades de morar longe da família numa cidade desconhecida. As dificuldades aumentaram quando o Guarani reduziu a ajuda de custo às categorias inferiores.

A chegada aos profissionais[editar | editar código-fonte]

Mas as coisas começaram a melhorar quando em 1984 o então treinador Lori Sandri promoveu Evair aos profissionais. Essa mudança trouxe um novo desafio para o jovem jogador que mudou de posição em campo, passando a jogar como atacante, deixando a antiga posição de meio-campo. A sua estreia como profissional aconteceu contra a Internacional de Limeira num jogo válido por um torneio amistoso, Copa Rayovac.

Após dois anos como profissional e jogando na nova posição, a sua carreira começou a subir. Durante o Campeonato Brasileiro de 1986 o jogador disputou o título de artilheiro da competição com Careca, perdendo no fim pela diferença de um gol.

Em 1987 foi convocado para a Seleção Brasileira que ganhou os Jogos Pan-americanos de 1987. Em 1988 terminou o Campeonato Paulista como artilheiro (19 gols) e transferiu-se para a Itália para defender a Atalanta. Por lá o jogador ficou por três anos até regressar ao Brasil, contratado pelo Palmeiras.

Chegada ao Palmeiras e consagração[editar | editar código-fonte]

Foi pelo clube paulista que Evair conquistou o seu primeiro título por um clube e um dos pontos mais altos da sua carreira. Mas o seu começo no alviverde não foi fácil e o jogador chegou a ser afastado do elenco principal, em 1992, pelo treinador Nelsinho Baptista por "deficiência técnica".

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Tinha acabado de voltar da Itália e sofri muito. Recebia os salários, mas não podia trabalhar. Foi, sem dúvida, uma situação deprimente.[1]

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O panorama mudou quando o Palmeiras contratou o técnico Otacílio Gonçalves, que trouxe o atacante de volta ao elenco principal. A volta ao elenco foi importante tanto para o jogador como para o clube. Em 1993, Evair foi um dos principais jogadores da histórica conquista do Campeonato Paulista, que o clube não vencia há 16 anos. Na finalíssima da competição, disputada contra o Corinthians, marcou dois dos gols da vitória por 4 a 0 sobre o maior rival alviverde, sendo o último, o do título, por meio de cobrança de pênalti[2] .

Ainda no mesmo ano Evair foi campeão do Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Brasileiro, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Em 1994, conquistou mais um título paulista e outro brasileiro.

As boas atuações pelo Palmeiras fizeram com que o jogador voltasse a ser convocado para a Seleção, participando da disputa da Copa América de 1993 e dos jogos eliminatórios para a Copa do Mundo de 1994, porém ele não constou na lista final de jogadores convocados para a Copa do Mundo.

Ida ao Japão e retorno ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Ainda no final de 1994 Evair deixou o Brasil para jogar pelo Yokohama Flugels do Japão, por dois anos. O futebol no Japão ainda estava evoluindo e em 1997 o jogador decidiu que seria melhor voltar ao Brasil. Aceitou a proposta do Atlético Mineiro e regressou ao país para a disputa do Campeonato Mineiro. No segundo semestre desse ano ele trocou o clube mineiro por um carioca, o Vasco da Gama. A passagem também foi curta como no Atlético Mineiro, mas Evair, que voltou a formar dupla de ataque com Edmundo, teve a oportunidade de conquistar o seu terceiro Campeonato Brasileiro.

Em 1998 voltou a São Paulo, agora para defender a Portuguesa.

Volta ao Palmeiras e conquista da Libertadores[editar | editar código-fonte]

Após um ano na Portuguesa, o jogador recebeu uma proposta do Palmeiras e voltou ao clube paulista, onde conquistou a Taça Libertadores da América de 1999, escrevendo mais uma vez o seu nome na história do clube ao marcar um dos gols da final. No Palmeiras fez um total de 245 jogos e nestes marcou 127 gols, obtendo assim a excelente média de 0,52 gol por jogo, fato que lhe rendeu o apelido de "El Matador", dado pelos palestrinos, além de um lugar cativo nos corações alviverdes. É até hoje reverenciado como um dos melhores (senão o melhor) "camisa 9" que já jogou pelo clube.

São Paulo, Goiás e Coritiba[editar | editar código-fonte]

No início de 2000, Evair teve então a oportunidade de defender o clube que o rejeitou quando ainda era jovem, o São Paulo. Pelo tricolor paulista teve poucas oportunidades e, em julho, foi dispensado, transferindo-se para o Goiás.

Em 2001, com 36 anos e ainda em condições para contribuir, Evair foi contratado pelo Coritiba. Permaneceu no clube por pouco menos de um ano até ser dispensado pelo clube.[3] Ele ficou dois meses sem clube, até voltar para o Goiás para mais um ano.[4]

O fim da carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

No ano de 2003 transferiu-se para o Figueirense.[5] Foi nesse clube que Evair atingiu a marca de 100 gols em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiros.[6] Porém o jogador não chegou a cumprir todo o período de contrato, tendo rescindido a sua ligação com o clube catarinense em Agosto. Evair sentiu que não poderia render o que esperavam dele e decidiu antecipar o fim da carreira, aproveitando também para se dedicar no tratamento de saúde do seu pai.[7]

O início como treinador[editar | editar código-fonte]

Quatro meses após encerrar a carreira como jogador Evair teve a oportunidade de iniciar a carreira de treinador ao receber uma proposta do Vila Nova de Goiás.[8] No dia 8 de Fevereiro de 2004 ele fez a sua primeira partida como no comando do time, ganhando de 1 a 0 da Anapolina.[9]

O seu início foi bom, terminando a primeira fase do Campeonato Goiano em 1º lugar[10] e mais tarde garantindo uma vaga na final. Porém, após ganhar o primeiro jogo por 2 a 1, o Vila Nova perdeu o título ao ser derrotado por 3 a 0 para o CRAC.

Apesar da derrota Evair foi mantido no comando do time para a disputado da 2ª divisão do Campeonato Brasileiro. Mas após um início prometedor onde chegou a estar na liderança, o Vila Nova caiu de produção e Evair foi demitido.[11] Sob o seu comando o Vila Nova disputou no total 33 jogos (14 vitórias - 9 empates - 10 derrotas).[12] Entretanto Evair manteve uma relação com o clube, chegando a trabalhar como olheiro na Copa São Paulo de Juniores.[13]

Após trabalhar como olheiro, Evair passou um grande período preparando melhor a sua carreira de treinador, até que em 2007 acertou a sua ida para a Ponte Preta para exercer a função de auxiliar-técnico e coordenador das categorias de base, apesar dos protestos dos torcedores do clube que alegaram uma forte ligação que ao rival Guarani.[14]

Volta ao comando técnico[editar | editar código-fonte]

Em 2008 foi contratado pelo Anápolis para a disputa do Campeonato Goiano, e novamente mostrou que é um grande treinador levando o time as semifinais do campeonato estadual, no qual quase conseguiu surpreender o Goiás.

Em 2009 comandou outro time que iria disputar o Campeonato Goiano, desta vez o CRAC, onde também desempenhou um ótimo trabalho, chegando novamente as semifinais do torneio, onde de novo foi eliminado pelo Goiás, desta vez com 2 derrotas.

No ano de 2010 recebeu outra oferta do futebol goiano, e comandou o Itumbiara na disputa da campeonato estadual, entregando o cargo após derrotas, esteve comandando o Uberlândia e atualmente esta como auxuliar técnico de Sérgio Guedes, no Americana.[15] em 2012, é contratado novamente pelo CRAC de Catalão para dar sequência ao trabalho de Lucho Nizzo que foi demitido da equipe goiana.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Palmeiras
Vasco da Gama
São Paulo


Artilharia[editar | editar código-fonte]

Guarani


Palmeiras

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PAULINO, Evair Aparecido, BETING, Mauro e GALUPPO, Fernando Razzo - Sociedade Esportiva Palmeiras 1993 - Fim do Jejum, Início da Lenda!. São Paulo: BB Editora, 2013.


Referências

  1. site oficial.
  2. "Evair. O jogo da Minha Vida. Palmeiras 4 x 0 Corinthians. Paulistão de 1993", Estadão.com, Visitada em 11/8/2013
  3. Evair é descartado pelo Coritiba Globoesporte.globo.com (22 de Abril de 2002). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  4. Evair está de volta ao Goiás Globoesporte.globo.com (22 de Junho de 2002). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  5. Figueirense contrata veterano Evair e renova com Benazzi Globoesporte.globo.com (24 de Março de 2003). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  6. Figueirense vence o Grêmio e Evair marca o centésimo Evair.com.br (1 de Junho de 2003). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  7. Evair deixa o Figueirense Globoesporte.globo.com (13 de Agosto de 2003). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  8. Evair é o novo treinador do Vila Nova-GO Globoesporte.globo.com (29 de Janeiro de 2004). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  9. Goiás perde e Evair estreia bem pelo Vila Nova Globoesporte.globo.com (8 de Fevereiro de 2004). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  10. Após encerrar a primeira fase do Campeonato Goiano em primeiro lugar no grupo, o clima no Vila Nova é de muita descontra… Evair.com.br (26 de Março de 2004). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  11. Evair deixa o Vila Nova Evair.com.br (16 de Agosto de 2004). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  12. Veja os números da passagem de Evair pelo Vila Nova como treinador Evair.com.br (18 de Agosto de 2004). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  13. Veja os números da passagem de Evair pelo Vila Nova como treinador Evair.com.br (5 de Janeiro de 2005). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  14. Diretoria da Ponte garante Evair no clube Globoesporte.globo.com (5 de Janeiro de 2005). Visitado em 7 de Setembro de 2007.
  15. Sérgio Guedes e Evair assumem o Americana (em inglês) Jornalojogo.com.br.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]