Adílson Batista

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Adílson Batista
Adílson Batista
Adílson Batista em 2009
Informações pessoais
Nome completo Adílson Dias Batista
Data de nasc. 16 de março de 1968 (46 anos)
Local de nasc. Adrianópolis (PR), Brasil
Altura 1,83 m
Informações profissionais
Período em atividade Como Jogador: 1986-2001
Como Técnico: 2001-presente
Clube atual Brasil Vasco da Gama
Posição Técnico (ex-zagueiro)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1986–1988
1989–1993
1993
1994
1995–1996
1997–1999
2000–2001
Brasil Atlético-PR
Brasil Cruzeiro
Brasil Internacional
Brasil Atlético-MG
Brasil Grêmio
Japão Júbilo Iwata
Brasil Corinthians
0035 0000(2)
0051 0000(6)
0011 0000(2)
0019 0000(0)
0030 0000(2)
0060 000(14)
0033 0000(0)
Seleção nacional
Brasil Brasil 0005 0000(0)
Times que treinou
2001
2002
2002–2003
2003
2003–2004
2004
2005
2005–2006
2006–2007
2008–2010
2010
2010–2011
2011
2011
2012
2013
2013–
Brasil Mogi Mirim
Brasil América-RN
Brasil Avaí
Brasil Paraná
Brasil Grêmio
Brasil Paysandu
Brasil Sport
Brasil Figueirense
Japão Júbilo Iwata
Brasil Cruzeiro
Brasil Corinthians
Brasil Santos
Brasil Atlético-PR
Brasil São Paulo
Brasil Atlético-GO
Brasil Figueirense
Brasil Vasco da Gama







54

170
17
11
14
22
10
41
50
Última atualização: 22 de agosto de 2014

Adílson Dias Batista (Adrianópolis, 16 de março de 1968) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como zagueiro e hoje é treinador. Atualmente comanda o Vasco da Gama.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Adilson Batista atuava como zagueiro. Sua condição técnica permitiu que fosse um jogador de alto nível mesmo sofrendo duas lesões graves ao longo de sua carreira. Era um líder nato.

Grêmio[editar | editar código-fonte]

No Tricolor gaúcho conquistou a Taça Libertadores de 1995, o Brasileirão e a Recopa Sul-Americana de 1996, além de dois Campeonatos Gaúchos.

A liderança e a determinação do ex-zagueiro durante os jogos, principalmente na Libertadores, renderam a Adilson Batista o apelido de "Capitão América"

Ao abandonar a carreira de jogador após a final do Campeonato Mundial de Clubes, quando atuava pelo Corinthians e assim ganhando o Campeonato Mundial de Clubes, formou-se em uma Faculdade e decidiu tornar-se treinador.[1]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Como treinador, Adilson Batista tem como principal característica a organização tática de seus times. Treinou grandes equipes do futebol brasileiro, com destaque no Cruzeiro, dentre elas Grêmio, Corinthians, São Paulo, Santos e Atlético-PR.

O primeiro clube sob seu comando foi o Mogi Mirim.[1] Liderou o time paulista até a temporada seguinte e depois disso, passou por alguns clubes brasileiros sem atuar por muito tempo neles.

Em 2006, transferiu-se para o Júbilo Iwata, do Japão, onde alcançou a quinta colocação do campeonato nacional após um início ruim do time.[1]

Cruzeiro[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2008, assinou contrato com o Cruzeiro Esporte Clube, onde conquistou o Campeonato Mineiro, seu terceiro título estadual como técnico e conseguiu uma vaga para a Copa Libertadores da América 2009, com o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro.

No dia 27 de maio de 2009, na vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo por 2x1, e também na vitória na casa do São Paulo no dia 18 de Junho, por 2 a 0, Adílson se tornou o treinador mais vitorioso do clube na competição continental. São 12 triunfos ao todo. Adílson ultrapassou a marca de 11 vitórias de Zezé Moreira, que conduziu o time celeste ao seu primeiro título das Américas, em 1976. Além disso, o técnico é o único a comandar o Cruzeiro em três edições da Libertadores, das 11, em que o clube competiu.

Adílson foi muito criticado pela imprensa e pelos torcedores por ser considerado um "inventor" graças a seu estilo inovador.[2] Tendo sido um dos primeiros treinadores a adotar o sistema com 3 volantes atuando no meio-campo em clubes brasileiros vem conquistando seu espaço no cenário de futebol como treinador, tendo sido no passado um zagueiro incontestável. Tem também como suas grandes invenções jogadores desconhecidos como Marquinhos Paraná, Henrique e Leonardo Silva. Adílson conduziu também o Cruzeiro por todo o mata-mata da Libertadores 2009, chegando até a fase final e se colocando definitivamente como um dos treinadores mais valiosos do futebol brasileiro.

No dia 23 de novembro de 2009, acertou mais um ano de contrato com o Cruzeiro, recusando a proposta do Grêmio, quebrando a tradição no futebol nacional em que os técnicos duram pouco tempo em seus cargos.[3]

No dia 6 de dezembro de 2009, após ganhar do Santos por um placar de 2 a 1, jogando com um jogador a menos e com quatro zagueiros, Kléber, entrou em campo aos 28 minutos da etapa final, no lugar de Diego Renan. Dois minutos mais tarde, ele aproveitou um cruzamento de Marquinhos Paraná e anotou o segundo gol celeste, conseguindo assim a classificação do Cruzeiro para a Copa Libertadores da América de 2010.[4] [5] Beneficiado pelo resultado do jogo entre Botafogo e Palmeiras, quando o Botafogo ganhou também pelo placar de 2 a 1, e o Cruzeiro ficou à frente do Palmeiras no número de vitórias, 18 a 17.

No dia 3 de junho de 2010, após a partida válida pela 6º rodada do Brasileirão entre Cruzeiro e Santos, que terminou em um empate sem gols, Adílson Batista anunciou a sua saída do clube.[6] Em dois anos e meio no comando do Cruzeiro, Adílson foi o oitavo técnico que mais dirigiu o time nos 89 anos de história. Foram 170 jogos, com 97 vitórias, 34 empates e 39 derrotas, com 324 gols a favor e 193 contra. São 63,72% de aproveitamento de pontos.

Corinthians[editar | editar código-fonte]

No dia 24 de julho, foi anunciado que assumiria o Corinthians com a saída de Mano Menezes para a Seleção Brasileira.[7] Foi apresentado no dia 27 de Julho e fez sua estreia no empate contra o Palmeiras em jogo realizado no estádio do Pacaembu. Pediu demissão no dia 10 de outubro de 2010, após uma derrota em casa de 4 x 3 para o Atlético-GO, resultando no 5º jogo sem vitórias do time paulista.[8]

Santos[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de novembro de 2010, o Santos anunciou a contratação de Adilson para a temporada de 2011.[9] Sua apresentação no time foi dia 6 de dezembro. O técnico estreou no comando do Santos com o pé direito, vencendo o Linense fora de casa pelo Campeonato Paulista por 4x1 no dia 15 de janeiro de 2011, mesmo com 9 desfalques na equipe.[10]

Foi demitido no dia 27 de Fevereiro de 2011 ,um dia depois do empate de 1 x 1 diante do São Bernardo na Vila Belmiro , pelo Campeonato Paulista.

Atlético Paranaense[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2011, foi anunciado como novo treinador do Atlético Paranaense, time para o qual torce. Com isso, substituiu outro treinador com um importante vínculo com o clube, Geninho, campeão brasileiro pelo Furacão em 2001.[11]

No dia 25 de junho após derrota para o Bahia pelo placar de 2x0 em plena Arena da Baixada, Adilson Batista pediu demissão ao vivo diante várias emissoras de rádio.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de julho acertou com o São Paulo até o fim de 2011. Estreou pelo clube com um empate de 2x2 contra o Atlético Goianiense. Adílson vinha sendo muito criticado pela torcida do São Paulo por sempre escalar 3 volantes e nunca se desfazer dessa formação. Em 16 de outubro de 2011, após perder para o Atlético Goianiense, por um placar de 3x0, Adílson foi demitido pela diretoria do São Paulo.

Atlético Goianiense[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de abril de 2012, foi contratado pelo Atlético Goianiense. Após maus resultados, com a eliminação precoce na Copa do Brasil e a perda do Campeonato Goiano, Adilson passou a ser criticado pela diretoria do clube e pela torcida pela forma "retranqueira" de escalar a equipe, sendo demitido no dia 29 de maio de 2012, após um inicio irregular no Campeonato Brasileiro.

Figueirense[editar | editar código-fonte]

Acertou para 2013, comandar o Figueirense, foi escolhido melhor técnico do Campeonato Catarinense. Durante o Campeonato Brasileiro da segunda divisão do mesmo ano, em virtude da péssima campanha foi dispensado pela diretoria do Figueirense, sendo substituído por Vinicius Eutrópio.

Vasco[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de outubro de 2013, foi confirmado como novo técnico do Vasco, em substituição a Dorival Júnior, com a ingrata missão de livrar o time do rebaixamento faltando poucas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro.[12] Em 8 de dezembro, 40 dias após sua contratação, viu seu time ser rebaixado, contabilizando mais um insucesso em sua carreira. No fim do ano de 2013, o Vasco renovou seu contrato para a campanha de 2014.

Estatística[editar | editar código-fonte]

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas
Figueirense 54 27 11 16
Cruzeiro 170 97 34 39
Corinthians 17 7 4 6
Santos 11 5 5 1
Atlético Paranaense 14 4 4 6
São Paulo 22 7 9 6
Atlético Goianiense 10 5 4 1
Figueirense 41 19 9 13
Vasco 48 24 19 5

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Atlético Paranaense
Cruzeiro
Grêmio
Júbilo Iwata
Corinthians

Como treinador[editar | editar código-fonte]

América-RN
Figueirense
Cruzeiro

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Flamarion Nunes
Treinador do Avaí
2002–2003
Sucedido por
Lula Pereira
Precedido por
Nestor Simionatto
Treinador do Grêmio
2003–2004
Sucedido por
José Luiz Plein
Precedido por
Dorival Júnior
Treinador do Cruzeiro
2008–2010
Sucedido por
Cuca
Precedido por
Mano Menezes
Treinador do Corinhians
2010
Sucedido por
Tite
Precedido por
Marcelo Martelotte
Treinador do Santos
2011
Sucedido por
Muricy Ramalho
Precedido por
Geninho
Treinador do Atlético-PR
2011
Sucedido por
Renato Gaúcho
Precedido por
Paulo César Carpegiani
Treinador do São Paulo
2011
Sucedido por
Emerson Leão
Precedido por
Hélio dos Anjos
Treinador do Atlético-GO
2012
Sucedido por
Hélio dos Anjos
Precedido por
Argel Fucks
Treinador do Figueirense
2013
Sucedido por
Vinícius Eutrópio
Precedido por
Dorival Júnior
Treinador do Vasco
2013–
Sucedido por