Chico Formiga

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Chico Formiga
Informações pessoais
Nome completo Francisco Ferreira de Aguiar
Data de nasc. 11 de novembro de 1930
Local de nasc. Minas Gerais Araxá,  Brasil
Falecido em 22 de maio de 2012 (81 anos)
Local da morte São Paulo Santos,  Brasil
Altura 1,76 m
Informações profissionais
Posição ex-Treinador de futebol
(ex-Zagueiro)
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1946-1949
19501956
1957-1959
19601963
Brasil Cruzeiro
Brasil Santos
Brasil Palmeiras
Brasil Santos

412 (3)
72 (0)
Seleção nacional
1955-1959 Brasil Brasil 17 (0)
Times que treinou
1978
1981-1982
1982-1984
1986-1987
1987
1988



1990
1993


Brasil Santos
Brasil São Paulo
Brasil Santos
Brasil Santos
Brasil Corinthians
Brasil Cruzeiro
Brasil Portuguesa
Brasil Goiás
Brasil Santo André
México Universidad Guadalajara
Brasil América Mineiro
Brasil Catanduvense
Brasil Palestra de São Bernardo
Japão Oita Trinita

70


40








Francisco Ferreira de Aguiar, mais conhecido como Chico Formiga ou Formiga (Araxá, 11 de novembro de 1930 - Santos, 22 de maio de 2012), foi um futebolista e treinador de futebol brasileiro, que atuava como quarto-zagueiro[1] .

Carreira como jogador[editar | editar código-fonte]

Sua posição de origem era zagueiro, uma vez ou outra atuava como volante. Seu clube mais marcante como jogador e como treinador foi justamente o Santos, ficando por lá por cerca de cerca anos, onde ganhou o título paulista de 1955, ajudando o time a quebrar um jejum de vinte anos na competição, fazendo parte do esquadrão de Pelé, que ganhou quase tudo o que disputou no período. Neste meio tempo, foi vendido para o Palmeiras, naquela que era até então a mais cara transferência do futebol brasileiro.

Conhecido por sua competência e talento no setor defensivo, Formiga chegou a ser convocado algumas vezes para a Seleção Brasileira e até hoje é lembrado como um dos grandes atletas da história do alvinegro praiano.

Carreira como treinador[editar | editar código-fonte]

Já como treinador, ganhou justamente seu primeiro título, o Campeonato Paulista de 1978, no clube que o consagrou, a primeira conquista importante do time depois da saída de Pelé [2] . Formiga ficou conhecido como o comandante do time denominado de "Meninos da Vila", devido à juventude do elenco, que contava com futuros craques, como Pita, Juary, Nílton Batata e Aílton Lira.

No início dos anos 80, trocou de time e foi contratado pelo São Paulo[3] , onde pôde administrar um grande esquadrão, à época chamado de "Máquina Tricolor", contando com uma verdadeira seleção, Waldir Peres, Getúlio, Oscar, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir, Heriberto e Renato; Paulo César Capeta, Serginho Chulapa e Mário Sérgio. Com o time ganhou o Paulistão de 1981[4] . No ano seguinte, após ter sido surpreendentemente eliminado pelo Guarani de Careca no Campeonato Brasileiro, saiu do clube, indo parar no então iniciante futebol da Arábia Saudita[5] .

Voltou tempos depois, tendo dirigido novamente o Santos Futebol Clube na campanha do vice-campeonato brasileiro de 1983, vencido pelo Flamengo de Zico e cia.

No fim da década pôde mais uma vez mostrar o seu talento, bastante subestimado por sinal, ao treinar o Corinthians, em meio ao estadual de 1987[6] . O time passava por uma grande crise, terminando o primeiro turno num vexatório penúltimo lugar. Formiga conseguiu reerguer a equipe, a ponto dela brigar fortemente pelo título, chegando à final, mas sendo derrotado pelo São Paulo.

Passou ainda por Portuguesa, Cruzeiro, Goiás, Santo André e Universidad Guadalajara do México.

Foi campeão mineiro pelo América Mineiro em 1993, encerrando um jejum de 22 anos sem títulos da equipe, em uma brilhante campanha que teve marcantes goleadas contra os rivais Cruzeiro e Atlético Mineiro. A equipe base era: Milagres, Estevam, Marins, Lelei e Ronaldo; Gutemberg, Taú e Flávio; Euler, Hamílton e Róbson.

Nos anos 90, após treinar times de segunda e terceira divisão, como a Catanduvense e o Palestra de São Bernardo, onde conquistou acessos importantes, voltou ao Oriente, desta vez ao Japão, fazendo bela campanha e conduzindo o Oita Trinita, então azarão, à terceira colocação na divisão de acesso japonesa.

De volta ao Brasil, foi convidado pela diretoria do Santos para novamente trabalhar na equipe. Entre outros de seus feitos, pode se creditar o fato de ter descoberto a nova sensação do futebol brasileiro, Robinho, principal craque nos dois Campeonatos Brasileiros ganhos pelo clube, em 2002 e 2004, e a jovem promessa Neymar.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Com a camisa do Santos, conquistou o bicampeonato da Libertadores e do mundial Interclubes (1962/1963), além do tricampeonato Brasileiro (1961-1963), além de campeonatos paulistas (1955-1956 e 1960-1963) e o Torneio Rio-São Paulo de 1959 [7] .

Morte[editar | editar código-fonte]

Chico veio a falecer no dia 22 de Maio de 2012, aos 81 anos, vítima de um infarto.[8]

Referências

Precedido por
Antônio Lacerda Filho
Técnico do Cruzeiro
1988
Sucedido por
Ênio Andrade