Béla Guttmann

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Béla Guttmann no ano de 1966

Béla Guttmann (Budapeste, 13 de março de 1900Viena, 28 de agosto de 1981) foi um futebolista e treinador húngaro de origem judaica. Guttmann é considerado ser o descobridor do astro do futebol português Eusébio.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Treinador do Honvéd, enfrentou Puskás pela substituição de um jogador, tendo nos balneários anunciado a sua renúncia. O seu estilo ofensivo reinou nas duas décadas de 1950 e 1960, em vários países, clubes e em dois continentes. Depois da sua saída da Hungria, torna o Enschede holandês (agora FC Twente) campeão. Assim que chega, leva o AC Milan à vitória no campeonato em 1954-55. No ano seguinte, vai para o futebol uruguaio, e é campeão com o Peñarol. Em 1957, faz outra mudança, desta vez no Brasil, com o São Paulo Futebol Clube. Lá, Béla Guttmann põe uma condição: contratar Zizinho, "Mestre Ziza", 35 anos, o jogador que encarnou o "futebol arte" no Brasil, o modelo e ídolo de Pelé, tendo-se tornado, uma vez mais, campeão.

De regresso à Europa, o destino foi Portugal, primeiro no Porto, onde também foi campeão, e depois para um dos "grandes" de Lisboa, o Benfica onde se senta ao lado do técnico brasileiro do São Paulo, José Carlos Bauer, ex-jogador dos Mundiais de 1950 e 1954. Este conta-lhe que viu uma grande promessa em Lourenço Marques, Moçambique. Bela Guttmann manda um emissário e em dias, no final de 1960, Eusébio da Silva Ferreira chega a Lisboa.

Final do Torneio de Paris, 1961. Bela Guttmann, desespera na final contra o Santos de Pelé, que vence por 3-0 no intervalo. A 20 minutos do final, coloca para jogar o Pantera Negra, Eusébio, que marca três golos seguidos. Guttmann dizia a Eusébio e aos seus outros jogadores: "Metamos três golos e já veremos". Este marca então três golos na partida, vencendo o Santos o prestigioso torneio por 6 a 3. O Jornal France Football titula "Eusébio 3 - Pelé 2".[1] Béla Guttmann e Eusébio, à parte de ganharem os campeonatos portugueses, fariam do Benfica uma das melhores equipas da Europa nos anos 60. Foi o apogeu e o final feliz da grande história de Béla Guttmann.

Segundo o jornalista brasileiro Fabio Lima, ele tinha uma regra para sua carreira de treinador: nunca ficava mais de três anos numa equipe, pois considerava que este era o tempo antes de seus jogadores se desgastarem e perderem a motivação[2] .

A "maldição"[editar | editar código-fonte]

Depois de ter conquistado duas Taças dos Campeões Europeus, ele pediu um aumento, que lhe foi negado. A razão pela qual Guttmann saiu de forma tão abrupta de Lisboa teve tudo a ver com a recusa da direção do Benfica em aceitar lhe pagar uma bonificação pela conquista da Copa Europeia duas vezes seguidas. Teorias alternativas afirmam que ele declarou em uma entrevista que precisaria de 100 anos até que outro time português conseguisse conquistar duas vezes uma taça continental. Qualquer que seja a versão que você queira acreditar, todas as previsões de Guttmann - verdadeiras ou ficção - se tornaram realidade. A dívida nunca foi paga e o sucesso europeu abandonou o clube desde então.[3] Ao despedir-se, lançou uma maldição:[4] [5]

Cquote1.svg Nem em cem anos o Benfica vai conquistar outra taça europeia! Cquote2.svg
Bela Guttmann

A 28 de Fevereiro de 2014, o Benfica inaugurou na porta 18 do Estádio da Luz uma estátua de bronze de Béla Guttmann com dois metros da autoria do escultor húngaro Szatmari Juhos Laszlo. O objetivo simbólico é o de "quebrar" a "maldição" lançada pelo ex-treinador húngaro.[6]

No entanto a alegada maldição de Béla Guttmann persiste. Benfica chega a duas finais da Liga Europa mas não sai vencedor. Em 15 de Maio de 2013 e 14 de Maio de 2014, respectivamente contra o Chelsea e o Sevilha.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

MTK Hungária FC
SC Hakoah Wien
New York Hakoah

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Újpest FC
São Paulo
Milan
FC Porto
Benfica

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Otto Bumbel
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1958-1959
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