Béla Guttmann

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Béla Guttmann como jogador do Hakoah Wien no 1925

Béla Guttmann (Budapeste, Hungria 13 de Março de 1900Viena, Áustria, 28 de agosto de 1981), também chamado de Guttmann Béla, foi um jogador de futebol e treinador húngaro de origem judaica.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Treinador do Honvéd, enfrentou Puskás pela substituição de um jogador, tendo nos balneários anunciado a sua renúncia. O seu estilo ofensivo reinou nas duas décadas de 1950 e 1960, em vários países, clubes e em dois continentes. Depois da sua saída da Hungria, torna o Enschede holandês (agora FC Twente) campeão. Assim que chega, leva o AC Milan à vitória no campeonato em 1954-55. No ano seguinte, vai para o futebol uruguaio, e é campeão com o Peñarol. Em 1957, faz outra mudança, desta vez no Brasil, com o São Paulo Futebol Clube. Lá, Béla Guttmann põe uma condição: contratar Zizinho, "Mestre Ziza", 35 anos, o jogador que encarnou o "futebol arte" no Brasil, o modelo e ídolo de Pelé, tendo-se tornado, uma vez mais, campeão.

De regresso à Europa, o destino foi Portugal, primeiro no Porto, onde também foi campeão, e depois para um dos "grandes" de Lisboa, o Benfica onde se senta ao lado do técnico brasileiro do São Paulo, José Carlos Bauer, ex-jogador dos Mundiais de 1950 e 1954. Este conta-lhe que viu uma grande promessa em Lourenço Marques, Moçambique. Bela Guttmann manda um emissário e em dias, no final de 1960, Eusébio da Silva Ferreira chega a Lisboa.

Final do Torneio de Paris, 1961. Bela Guttmann, desespera na final contra o Santos de Pelé, que vence por 3-0 no intervalo. A 20 minutos do final, coloca para jogar o Pantera Negra, Eusébio, que marca três golos seguidos. Este marca então dois golos na partida, vencendo o Santos o prestigioso torneio por 6 a 3. O Jornal France Football titula "Eusébio 3 - Pelé 2".

Béla Guttmann e Eusébio, à parte de ganharem os campeonatos portugueses, fariam do Benfica uma das melhores equipas da Europa nos anos 60. Foi o apogeu e o final feliz da grande história de Béla Guttmann. Morreu aos 81 anos em 1981.

Béla Guttmann dizia a Eusébio e aos seus outros jogadores: "Metamos três golos e já veremos".

Segundo o jornalista brasileiro Fabio Lima, ele tinha uma regra para sua carreira de treinador: nunca ficava mais de três anos numa equipe, pois considerava que este era o tempo antes de seus jogadores se desgastarem e perderem a motivação[1] .

Quando saiu do Benfica, depois de ter conquistado duas Taças dos Campeões Europeus, lançou uma maldição "Nem em cem anos o Benfica vai conquistar outra taça europeia".[2] [3]

A 28 de Fevereiro de 2014, o Benfica inaugurou na porta 18 do Estádio da Luz uma estátua de bronze de Béla Guttmann com dois metros da autoria do escultor húngaro Szatmari Juhos Laszlo. O objetivo simbólico é o de "quebrar" a "maldição" lançada pelo ex-treinador húngaro.[4]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Como jogador[editar | editar código-fonte]

MTK Hungária FC
SC Hakoah Wien
New York Hakoah

Como treinador[editar | editar código-fonte]

Újpest FC
São Paulo
Milan
FC Porto
Benfica

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Precedido por
Otto Bumbel
António Feliciano
Técnico do Porto
1958-1959
1973-1974
Sucedido por
Ettore Puricelli
Aymoré Moreira