Copa Rio (torneio internacional)

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Copa Rio
Torneio Internacional de Clubes Campeões
Taça Rio.jpg
Troféu da Copa Rio conquistado pelo Palmeiras em 1951
Dados gerais
Organização CBD, com a autorização da FIFA[1] [2]
Edições 2
Local de disputa Brasil
Sistema Grupos e Eliminatórias
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A Copa Rio[3] foi uma competição internacional de clubes de futebol disputada por 2 anos seguidos, no Brasil, durante o começo da década de 1950, mais precisamente nos anos de 1951 e 1952.

A imprensa brasileira, na época, apelidou-a como "Torneio Mundial de Campeões" ou "Campeonato Mundial de Clubes",[4] um título que ela também daria posteriormente à Copa Intercontinental, mas que oficialmente ficou restrito somente às decisões dos mundiais organizados pela FIFA em 2000 e a partir de 2005.[5] [6]

A Copa Rio apresentou um formato parecido com o adotado pela FIFA na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, também realizado no Brasil, em 2000, sendo a diferença que a Copa Rio teve jogos de semifinais, e os jogos de finais e semifinais eram em "ida e volta" e não em um jogo só.[7] [8]

Em agosto de 2014, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, afirmou que a entidade reconhecerá a competição de 1951, vencida pelo Palmeiras, como um mundial de clubes. O dirigente máximo da entidade destacou que a Copa Rio não será equiparada aos Mundiais da Fifa, mas que receberá um certificado que chancela sua importância[9] Na mesma declaração, Blatter disse que reconheceria outros campeões de mundiais de clubes, o que provavelmente incluirá a Copa Rio de 1952.[10] No dia 12 de agosto de 2014, a FIFA divulgou um comunicado: "Em reunião realizada em São Paulo, no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com pedido feito pela CBF e reconheceu o título de 1951 como o primeiro entre clubes da Europa e da América a nível mundial." diferenciando com os campeões da FIFA.[11] [12]

História[editar | editar código-fonte]

Ver Antecedentes da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.

A Copa Rio tem a sua importância histórica em virtude de ser a primeira tentativa de organização de uma Copa do Mundo de Clubes de futebol que na prática teve alcance intercontinental,[13] antes mesmo da Copa Intercontinental e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Segundo a FIFA, a primeira tentativa de que se tem notícia de fazer um Mundial de Clubes foi o Troféu Sir Thomas Lipton, de 1909 e 1911, porém esta competição contou apenas com equipes europeias.[14] [15] [16]

Giampiero Boniperti, da Juventus, artilheiro da Copa Rio de 1951, competição originalmente idealizada em 1950 como "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950 e organizada pela CBD em 1951 - 21 anos após a Copa das Nações de 1930 ter sido organizada como "contraponto" de clubes à Copa do Mundo da FIFA de seleções. Em 2007, Boniperti confirmou em entrevista que, para ele e seus companheiros de Juventus, a Copa Rio foi como um Mundial de Clubes.

A idéia de que a própria FIFA deveria organizar um mundial de clubes data pelo menos do início da década de 1950, logo após o relançamento do futebol mundial com a Copa do Mundo de 1950. A Copa Rio Internacional foi originalmente idealizada, em julho de 1950,[17] [18] como uma "versão clubes" da Copa do Mundo de 1950, objetivando contar com os clubes campeões dos países participantes daquela Copa[19]  : o planejamento original da Copa Rio era contar com 16 clubes campeões, o mesmo número de participantes originalmente planejado para a Copa do Mundo de 1950,[20] mas mediante as dificuldades para trazer quadros estrangeiros, reduziu-se para 8 o número de participantes, a serem os campeões dos dois principais estados do Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), de Portugal (em função dos laços afetivos com o Brasil) e dos países mais bem colocados na Copa do Mundo de 1950 (Uruguai, Espanha, Inglaterra, Suécia, Itália- porém, os possíveis representantes espanhol, inglês e sueco declinaram o convite e foram substituídos por equipes de Áustria, França e Iugoslávia).

A iniciativa brasileira levou jornalistas a questionarem, em Madrid, o presidente da FIFA Jules Rimet sobre o envolvimento da FIFA na Copa Rio Internacional, ao que ele respondeu que a competição não foi submetida à FIFA e que era de responsabilidade exclusiva da CBD.[21] [22] Segundo o livro 1952 - Fluminense Campeão do Mundo, de Eduardo Coelho, Jules Rimet esclareceu posteriormente ao Jornal dos Sports brasileiro que a Copa Rio não precisava de autorização oficial da FIFA, por tratar-se uma competição entre clubes, não entre seleções, mas que ele pessoalmente aprovava o modelo da competição, e acreditava que a mesma teria grande sucesso.

A Copa Rio Internacional foi a primeira competição de clubes de que se tem notícia de abrangência intercontinental, incluindo clubes de mais de um continente, em sua primeira edição (1951) foi oficialmente chamada Torneio Internacional dos Clubes Campeões, e chamada de Torneio Mundial de Clubes e/ou Torneio Mundial dos Campeões por vários jornais brasileiros[23] [24] [25] [26] [27] [28] [29] [30] [31] [32] [33] e europeus[34] [35] ; por exemplo, em sua edição nº 306 (de 12/06/1952, página 11), o jornal Última Hora afirma que "não se pode comparar a Copa Rio, que quer ser um verdadeiro Campeonato Mundial de Clubes campeões, com qualquer tournée".[36] ; segundo o artilheiro da competição Giampiero Boniperti, a Copa Rio foi entendida como Mundial de Clubes por ele e seus companheiros de Juventus[37]  ; foi um "projeto impressionante" que teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da cúpula da FIFA, sobretudo de Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular[38] , de maneira que a competição foi criada "quase tendo o rótulo oficial" da FIFA[39]  ; inspirou a criação da Copa dos Campeões da Europa e consequentemente da Copa Intercontinental[40] [41]  ; foi tratada como Mundial, Torneio dos Campeões e/ou Copa dos Campeões não só no Brasil, mas em vários países (sobretudo os países participantes da Copa do Mundo de 1950), como Itália[42] , Espanha[43] [44] [45] , Portugal,[46] Áustria,[47] Suíça,[48] Iugoslávia, que teve representante na 1ª edição e cujo campeão Dynamo Zagreb tentou se inscrever na 2ª edição[49] , México, cujo campeão Atlas pediu sua inclusão no torneio,[50] e Uruguai, que candidatou-se a sediar a segunda edição do evento.[51] O dirigente italiano Ottorino Barassi (então presidente da Federação Italiana, Secretário-Geral e vice-presidente da FIFA) e a CBD foram os responsáveis mais diretos pela concretização do projeto,[52] sendo que Barassi atuou no recrutamento de quadros europeus para vir ao Brasil em 1951,[53] 1952[54] e 1953 (em 1953, para a Copa Rivadavia, Barassi foi incumbido de recrutar somente o representante italiano)[55] , enquanto Stanley Rous (então presidente da Federação Inglesa, Secretário-Geral e vice-presidente da FIFA) atuou na mesma função em 1951.[56] Vale notar que os jornais da época confirmam que Ottorino Barassi, Stanley Rous e Jules Rimet prestigiaram a idéia da Copa Rio[57] [58] , mas não confirmam a versão (comumente citada[59] ) que Rimet nomeou Barassi para atuar na Copa Rio em nome da FIFA; na verdade, em abril de 1951 Rimet desmentiu que a Copa Rio tivesse sido submetida à FIFA e afirmou que era de responsabilidade exclusiva da CBD.[60]

Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 22 de julho de 1950, foi Stanley Rous quem propôs à CBD em 1950 (quando ele era secretário-geral e um dos vice-presidentes da FIFA) que a CBD realizasse um "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA"[61] [62] [63] , competição que em 1951 tomou forma na Copa Rio Internacional e contou com a participação do próprio Rous em sua organização[64] (ainda que o "pai original" da idéia não tenha sido Rous: de acordo com o jornal italiano La Stampa de 21/07/1951,[65] [66] a ideia foi originalmente lançada durante a Copa do Mundo de 1950 pelo jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres). Em 1952, novamente foi levantada a idéia de envolvimento da FIFA nas competições internacionais de clubes: comentando a dificuldade do Fluminense e da CBD (organizadores da Copa Rio Internacional de 1952) em trazer clubes europeus àquela competição, e justificando esta dificuldade na incompatibilidade entre os calendários das competições de clubes dos diferentes países, o jornal Estado de São Paulo (página 11, 26/06/1952) sugeriu que deveria haver o envolvimento da FIFA na programação das competições internacionais de clubes, afirmando que "o ideal, portanto, seria que os torneios internacionais, aqui ou no exterior, fossem disputados em épocas fixadas pela FIFA, ouvidas as federações vinculadas."[67]

A edição de 1951 da Copa Rio chegou a ser, por um breve período (março/abril de 2007), reconhecida pela FIFA como sendo uma Copa do Mundo de Clubes,[68] [69] e algumas fontes alegam que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Mundial de Clubes.[70] A edição de 1952 também chegou a receber menção como troféu mundial pela imprensa da época, porém bem menos que a edição de 1951 (em 1951, todos os 10 jornais brasileiros pesquisados trataram a competição como Mundial de Clubes; em 1952, só o jornal A Última Hora a tratou assim).[71] Além das diferenças nos países/clubes representados e no tratamento da imprensa quanto a  ser ou não Mundial de Clubes, outra diferença entre as edições de 1951 e 1952 da Copa Rio foi quanto ao tratamento enquanto Torneio de Campeões. No início da competição de 1951, o jornal O Estado de São Paulo (de 24/06/1951) sugeriu que o nome oficial da competição (Torneio Mundial dos Campeões) fosse mudado, dizendo que pela lista de participantes estrangeiros, o torneio não merecia ser chamado nem de Mundial nem de Campeões,[72] Neste mesmo mês, a CBD declarou que as edições seguintes do torneio (depois da edição de 1951) não seriam chamadas oficialmente de Torneio de Campeões mas só de Copa Rio.[73] Possivelmente por isso, a conquista do Fluminense em 1952 foi tratada apenas como Copa Rio pela imprensa, exceto pelo jornal A Última Hora, que a tratou como título Mundial e dos Campeões.[74] A competição de 1953 sucessora da Copa Rio Internacional, a Copa Rivadavia, também da CBD, foi também tratada como Campeonato Mundial de Clubes, ao menos perante o participante escocês Hibernian[75] , alegando que ela era rotulada dessa forma pela CBD,[76] [77] sendo que, por razões até agora desconhecidas, este clube tinha anteriormente recusado o convite para participar da Copa Rio em 1951 e 1952, ocasiões em que foi substituído pelo Austria Viena.[78] [79] [80] Também no início dos anos 1950, surgiu o conceito de competição intercontinental, em contraste ao conceito de competição mundial: a imprensa portuguesa, por exemplo, em 1953 citou a "característica euro-sul-americana" da Copa Rivadavia.[81] [82]

Segundo o jornal italiano La Stampa de 21 de julho de 1951, a ideia do Torneio dos Campeões, surgiu durante a Copa do Mundo de 1950, a ideia foi lançada pelo jornalista britânico Frank Thompson do jornal The Daily Mirror de Londres. Cada país seria representado a partir de uma forte disputa nacional, ou seja, representado por sua melhor equipe do campeonato nacional de seu país.[83] [84]

Na edição de 15 de julho de 1950 do mesmo jornal, noticiou-se que Ottorino Barassi foi ao Brasil propor a realização de um torneio entre os campeões de Itália, Inglaterra, Argentina e Brasil, seguindo o modelo do Campeonato Sul-Americano de Campeões, questionando o jornal italiano que o modelo seria semelhante ao da Copa Latina. Em 1975, o jornal La Stampa, em matéria sobre a Juventus que viria ao Brasil, destacou a nostalgia do Torneio dos Campeões, que segundo o jornal, inspirou os franceses a criarem a Liga dos Campeões da qual se derivou a Copa Intercontinental.[85] [86] [87]

A Copa Rio foi um "projeto impressionante" e teve uma recepção entusiástica dos dirigentes da FIFA, sobretudo de Ottorino Barassi, Jules Rimet e Stanley Rous em particular. Assim, o "Torneio dos Campeões" foi criado "quase tendo o rótulo oficial" (da FIFA), evidenciou o jornal italiano Corriere dello Sport, em uma matéria assinada pelo correspondente Claudio Carsughi na véspera do evento, sendo que o dirigente Ottorino Barassi (presidente da Federação Italiana, Secretário-Geral e vice-presidente da FIFA) e a CBD foram os responsáveis diretos pela concretização do projeto.[88]

Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 22 de julho de 1950, a idéia da competição, o "torneio de campeões de todos os países filiados à FIFA", foi proposta à CBD por Stanley Rous,[89] [90] [91] então presidente da Associação de Futebol da Inglaterra, secretário-geral e vice-presidente da FIFA. Em 1961, nestes cargos, Rous autorizou a International Soccer League. Em 1967 e 1970, como presidente da FIFA, Rous propôs a criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA.[92]

Na primeira edição, como comprovado pelo dossiê preparado pelo Palmeiras, a FIFA enviou o presidente da Federação Italiana de Futebol, Ottorino Barassi, para acompanhar o evento e para entrega da taça, ele que anteriormente tinha participado da organização das Copas de 1934 e 1950.[93] Em ambas as edições (1951 e 1952), Ottorino Barassi participou da organização do torneio, no recrutamento dos clubes europeus, sendo a diferença entre os dois casos apenas que em 1952 não há evidência dele ter vindo pessoalmente ao Brasil, havendo porém as evidências de que tanto em 1951 quanto em 1952 ele se manteve em permamente contato telefônico com a CBD enquanto desde a Europa ele recrutava os clubes daquele continente ao certame.

O jornal catalão Mundo Deportivo sustenta a versão de que Barassi teria atuado como secretário da FIFA. No dia 31 de dezembro de 1950, foi noticiado que Barassi e Stanley Rous (Inglaterra) atuarão em conjunto como secretários da FIFA a partir de 1 de fevereiro de 1951, sendo que no dia 8 de junho de 1951 o jornal confirma a presença deles no Comitê organizador da Copa Rio, com ambos acumulando funções na FIFA e em suas federações (italiana e inglesa).[94] [95] [96]

Segundo o Jornal do Brasil de 5 de agosto de 1950, Ottorino Barassi, em nome da FIFA, presenteou o Sr. Castelo Branco da CBD com uma medalha de ouro, em função dos préstimos de Castelo Branco à organização da Copa do Mundo de 1950, sendo que este jornal se refere a Barassi como vice-presidente da FIFA.[97]

Na edição de 13 de agosto de 1950, o jornal O Estado de São Paulo noticiou que Ottorino Barassi acreditava na realização do Torneio Mundial de Campeões no Brasil, planejado para 1951, acrescentando que tudo dependeria das conveniências dos paises concorrentes, cujos certames terminam em épocas diferentes, e por isso a organização do Mundial seria um tanto difícil, mas os dirigentes da FIFA e da CBD esperavam contornar essas dificuldades, sendo que nessa matéria o jornal paulista ressaltava a posição de Barassi como vice-presidente da FIFA.[98]

Em 6 de janeiro de 1951, o Jornal do Brasil noticiou que Barassi, um dos dirigentes da FIFA e presidente da Federação Italiana, era aguardado para tratar sobre a realização do 1º Mundial de Clubes.[99]

Na tarde do dia 1º de fevereiro de 1951, haveria uma reunião da diretoria da CBD, em que, Barassi, vice-presidente da FIFA, compareceria para discutir sobre o Mundial.[100] No dia seguinte, foi dito que o certame teria duas sedes, sendo elas Rio de Janeiro e São Paulo, discutiriam sobre o regulamento, ficando estabelecido que a CBD financiaria o evento.[101] No Jornal do Brasil do dia 20 de janeiro de 1951, noticiou-se que Barassi e Stanley Rous (então secretários da FIFA) viriam ao Brasil para discutir com a CBD sobre o Campeonato Mundial de Futebol, sobre a possibilidade de realizá-lo em junho e julho de 1951: "atualmente esse plano se encontra na etapa de discussão", disse Stanley; "a princípio precisava-se que o torneio duraria três semanas, mas a meu ver, duas semanas seriam suficientes", completou.[102]

Segundo a edição de 05 de abril de 1951 do jornal El Mundo Deportivo, o presidente da FIFA Jules Rimet declarou que a Copa Rio não foi submetida à FIFA,[103] segundo a edição da mesma data do Jornal do Brasil, Jules Rimet afirmou que a Copa Rio era competência exclusiva da CBD[104] ; e segundo a edição de 12 de abril de 1951 do mesmo jornal, Ottorino Barassi afirmou que "atribuíra a Jules Rimet a declaração de que estava comprometida a realização daquela importante prova" e que "A Copa Rio era um fato na data prevista, não sendo de competência da FIFA, e não tinha nem sequer sido tratada nas reuniões daquele organismo", citando em seguida a garantia dos valores em dinheiro oferecidos aos clubes concorrentes ao torneio.[105]

No jornal O Estado de São Paulo de 6 de abril de 1951, saiu a notícia da Agence France-Presse (AFP), a partir de Lisboa, de que Jules Rimet teria dito que o chamado "Torneio dos Campeões" não seria disputado por motivos técnicos.[106] Na edição seguinte do mesmo jornal, foi desmentida essa notícia, com Jules Rimet informando à AFP em Paris que houve equívocos ou má tradução do idioma francês por um jornal lisboeta, sendo que não existia nenhum problema técnico na realização do evento; inclusive, Itália e Portugal estavam dispostos a enviarem seus campeões ao Brasil.

A edição do Corriere dello Sport de 06 de abril de 1951, também cita esse episódio confirmando a aprovação de Rimet[107] Ainda, nessa edição de 07 de abril de 1951 do jornal o Estado de São Paulo, saiu a notícia que a CBD tinha recebido com surpresa a declaração de Rimet, e que desconhecia essas "dificuldades" esperando que Barassi esclarecesse o pensamento de Rimet.[108]

De acordo com a edição do Jornal do Brasil de 16 de abril de 1951, Barassi informou que "atribuíra a Jules Rimet a declaração de que estava comprometida a realização daquela importante prova", depois se referiu à parte financeira (cuja responsabilidade era da CBD, com isso tendo sido estabelecido em 1 de fevereiro de 1951, dia em que Barassi e Rous atuaram como secretários da FIFA[109] , assim como a responsabilidade da organização ficou por conta da CBD).[110]

O jornal italiano La Stampa de 23 de fevereiro de 1951 intitulou: "Um novo Torneio no Rio - Revanche em um tom mais baixo do Campeonato Mundial - Equipes campeãs de sete países".[111] [112]

Em sua edição de 26 de julho de 1951, O Estado de São Paulo escreveu: Desse modo, na semana passada, os acontecimentos de maior relevo foram, ainda, os jogos pela "Taça Rio", principalmente o último, é claro, em que se evidenciou a possibilidade de o quadro campeão paulista obter o título de campeão mundial.[113]

A CBD, organizou a competição que contou com árbitros estrangeiros.[114] O objetivo era fazer uma competição internacional de clubes baseada nos participantes da Copa do Mundo da FIFA (seleções), utilizando o critério técnico de indicar os melhores clubes, os campeões dos certames nacionais das respectivas seleções melhores classificadas na Copa do Mundo FIFA de 1950 que obtiveram classificação para esta Copa através das Eliminatórias(devido às desistências por motivos variados, os convites existiram em ambas competições).[115]

Dos 3 países considerados as "principais forças" do futebol sul-americano (Brasil, Uruguai e Argentina), apenas a Argentina não foi convidada para a edição de 1951 da Copa Rio, por causa das relações estremecidas entre CBD e AFA à época. Mesmo com relações ainda estremecidas, o campeão argentino Racing foi convidado a participar da edição de 1952 da competição. Entretanto, a AFA vetou a participação do clube no torneio.[116] Em relação à Europa (Espanha, Itália e Inglaterra), os 3 foram convidados a enviar representantes a ambas as edições da competição.

Em maio de 1951, Barassi informou à CBD que era garantida a participação dos campeões português, italiano e iugoslavo. Quanto ao campeão espanhol, o Atlético de Madrid, sua participação dependeria do campeonato local. Sobre o campeão inglês, o Tottenham, Stanley Rous tentava assegurá-lo no torneio, o que se tornou improvável e acabou por não ocorrer. Ainda de acordo com Barassi, o campeão da Índia (Ásia) queria sua participação, entretanto, como esse país não compareceu ao Mundial de 1950, sua participação na Copa Rio automaticamente ficou fora de cogitação.[117]

A Copa Rio é citada nos sites da FIFA[118] [119] e do Austria Viena, que jogou as duas edições da competição, na parte de estatísticas dos jogos do clube.[120] [121]

Copa Rio
Troféu conquistado pelo Fluminense em 1952

A competição carregou o nome de Copa Rio pois foi patrocinada pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, e organizada pela CBD, em uma iniciativa para tentar reavivar o interesse do público brasileiro pelo futebol, devido ao total desânimo pela perda da Copa do Mundo de 1950 pela Seleção Brasileira em pleno Maracanã diante do Uruguai.[122]

Em 1951, o troféu entregue ao campeão Palmeiras carregou a inscrição "Torneio Internacional de Clubes Campeões - Copa Rio", porém naquele mesmo ano (inclusive antes da realização do certame de 1951) o vice-presidente da CBD Mário Polo informou que a designação "Torneio de Campeões" seria retirada do nome oficial de edições vindouras do evento pelo fato da CBD não ter conseguido seu objetivo de só contar com os clubes campeões mais recentes de cada país.[123]

Em 1952, o troféu entregue ao campeão Fluminense carregou a inscrição "Copa Rio", sem a inscrição "Torneio Internacional de Clubes Campeões". O nome "Copa Rio" em 1951, era oficialmente apenas o nome do troféu do Torneio dos Campeões.[124] [125]

No dia 11 de setembro de 1952, a CBD informou que a Copa Rio não seria disputada em 1953, devido a antecipação da mesma para 1952. O conselho técnico da CBD, sugeriu então, que ela fosse disputada de 4 em 4 anos(e não mais de 2 em 2 anos[126] ), ficando o certame entrosado á Copa do Mundo, Olimpiadas e a Taça Brasil.[127] Em 1950, Stanley Rous sugeriu que a CBD criasse o seu certame nacional para a disputa da Copa Rio, o que acabou não ocorrendo.[128] Porém em 17 de setembro de 1952, a FIFA autorizou a criação da Taça Brasil, encarregando a CBD de realizá-la a partir de 1955.[129] [130] Mas somente em 1959, ela surgiu e a Copa Rio já tinha deixado de existir.

A primeira edição da Copa Rio, em 1951, foi vencida pelo Palmeiras.[131] O Fluminense sagrou-se campeão do torneio em 1952,[132] no segundo e último ano em que a competição foi disputada. No ano seguinte, ela foi substituida por outra competição com outro formato e nome: Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer,[133] um novo torneio em homenagem ao presidente da CBD, com outros patrocinadores, que foi vencido pelo Vasco da Gama.[134] [3]

A Copa Rio foi organizada pela CBD, a Confederação Brasileira de Desportos. Apenas a partir da temporada 1955-1956 a UEFA passou a organizar as competições europeias de clubes e a definir o campeão europeu (com a criação da Copa dos Campeões da Europa) - com autorização da FIFA para que a UEFA assumisse esse papel na Europa[135] .

Apenas a partir de 1960 a CONMEBOL passou a organizar as competições sul-americanas de clubes e a definir o campeão sul-americano de clubes (com a criação da Copa Libertadores) - com autorização da FIFA para que a CONMEBOL assumisse esse papel na América do Sul, pois por uma questão de igualdade de direitos das confederações filiadas à FIFA perante a mesma, os poderes que a FIFA concede à UEFA na Europa são os mesmos que a FIFA concede à CONMEBOL na América do Sul. Apenas a partir de 1960 a (UEFA e CONMEBOL) passaram a organizar as competições intercontinentais europeias-sul-americanas (com a criação da Copa Intercontinental e da Recopa Intercontinental)- neste último caso dos chamados intercontinentais, porém, sem a autorização da FIFA.[136]

No período anterior a 1960, a responsabilidade pela organização das competições intercontinentais de clubes recaía sobre as entidades nacionais, clubes de futebol e até de empresários. Pelo menos em 1951, como evidenciado nos jornais da época, a responsabilidade naquela oportunidade foi atribuída a CBD pelo então presidente da FIFA Jules Rimet. A regularização de competições de abrangência mundial, envolvendo clubes e de maneira legitimamente oficial (FIFA), só foi possível em 2005, quando a FIFA substituiu a Copa Intercontinental pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA (pela segunda edição da competição, pois a primeira edição foi realizada em 2000).

Desde 2001, dirigentes do Palmeiras solicitavam à FIFA, por meio de um extenso dossiê, que o clube brasileiro fosse reconhecido como o primeiro clube campeão mundial de futebol. O Fluminense também solicitou à FIFA reconhecimento à Copa Rio de 1952 como sendo um mundial de clubes.[137]

A FIFA chegou, em abril de 2007, a aceitar o pedido palmeirense e oficializar a Copa Rio de 1951 como a 1ª edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA[138] [7] , voltando atrás na decisão logo depois, e em dezembro de 2007 classificando a Copa Rio como um torneio intercontinental e não-FIFA (obs: a FIFA classificou não só a Copa Rio como torneio intercontinental e não-FIFA, mas atribuiu a mesma classificação a todas as competições intercontinentais de clubes criadas antes do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA de 2000, como por exemplo a Copa Intercontinental).[139] [140] [n.b. 1] [141] [6]

Em agosto de 2014, desta vez por meio de seu presidente, Joseph Blatter, a FIFA afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que reconhecerá a competição de 1951, vencida pelo Palmeiras, como um mundial de clubes. Blatter deixou claro que a Copa Rio não será equiparada aos Mundiais da Fifa, mas ressaltou que o clube brasileiro receberá um certificado que chancela o título.[142] Após o presidente da Fifa, Joseph Blatter, dizer que o título palmeirense da Copa Rio de 1951 era considerado mundial, a entidade que comanda o futebol se pronunciou novamente. Segundo a Fifa, em resposta a uma consulta feita pelo GloboEsporte.com, o torneio foi “o primeiro entre europeus e sul-americanos a nível mundial”. A Fifa, porém, ainda separa os campeões de torneios que não organizou dos que venceram as competições criadas por ela. Foi assim que a responsável pelo futebol mundial respondeu a pergunta sobre se o Verdão poderia se considerar campeão do mundo de 51.[143]

Campeões[editar | editar código-fonte]

Ano Final Semifinalistas
Campeão Placar Vice-campeão
1951
Detalhes
Brasil
Palmeiras
1 – 0
2 – 2
Itália
Juventus
Brasil
Vasco da Gama
Áustria
Áustria Viena
1952
Detalhes
Brasil
Fluminense
2 – 0
2 – 2
Brasil
Corinthians
Áustria
Áustria Viena
Uruguai
Peñarol

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Livros que retratam a história da competição:

  • DUARTE, Orlando - O alviverde imponente. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.
  • GALUPPO, Fernando Razzo - Palmeiras Campeão do Mundo 1951. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2011.
  • COELHO, Eduardo - 1952: Fluminense Campeão do Mundo. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2012.

Notas

  1. A Copa Intercontinental também não era organizada pela FIFA e a mesma não a considera um evento oficial da entidade.

Referências

  1. http://espn.estadao.com.br/futebol/noticia/204185_AINDA+BUSCANDO+A+OFICIALIZACAO+COMO+MUNDIAL+PALMEIRAS+COMEMORA+60+ANOS+DA+COPA+RIO+DE+1951
  2. http://www.brasil.gov.br/esporte/2014/11/fifa-reconhece-mundial-conquistado-pelo-palmeiras-em-1951
  3. a b Resumo(inglês) - Qwiki.com.
  4. Jovem Pan Online - Copa Rio 1951.
  5. FIFA.com - Goodbye Toyota Cup, hello FIFA Club World Championship (em inglês) (10/12/2004).
  6. a b FIFA.com - FIFA Club World Cup 2009 Post Event Statistical Kit. History (página 3) (em inglês) (04/04/2012).
  7. a b footnostalgie.free.fr. FOOT.NOSTALGIE: Un Verdão aux ambitions mondiales ... (em Francês).
  8. Books, LLC - International Club Football Competitions Hosted by Brazil (em Inglês).
  9. 'Palmeiras foi o campeão do mundo de clubes', afirma Blatter - O Estado de S. Paulo, 9/8/2014 (em pt) (9 de agosto de 2014). Visitado em 10 de agosto de 2014.
  10. Lancepress (9 de agosto de 2014). Blatter reconhece Palmeiras como campeão mundial de clubes de 51 (em pt). Visitado em 10 de agosto de 2014.
  11. http://espn.uol.com.br/noticia/431977_fifa-divulga-comunicado-e-reconhece-titulo-mundial-do-palmeiras-mas-erra-nome-do-time
  12. http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2014/08/fifa-ve-titulo-de-51-do-verdao-como-de-nivel-mundial-mas-separa-campeoes.html
  13. http://www.90soccer.com/releases/what-is-wrong-with-the-fifa-club-world-cup/
  14. http://www.fifa.com/newscentre/news/newsid=71488/index.html
  15. http://www.bbc.co.uk/news/uk-england-tyne-19691913
  16. http://www.rsssf.com/tablesl/lipton-trophy.html
  17. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de São Paulo - página 8, 22/07/1950
  18. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de São Paulo - página 9, 22/07/1950
  19. Jornal O Estado de São Paulo, 29/11/1950, página 9.
  20. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  21. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 05/04/1951, página 3.
  22. Jornal do Brasil, 05/04/1951.
  23. Acervo do Jornal Diário da Noite, chamando a Copa Rio d Mundial de Clubes ou Mundial dos  Campeões em várias edições de 1951.
  24. Jornal Diário Carioca, página 1 da edição 7076 de 24/7/1951, chamando o Palmeiras de campeão do mundo pela conquista da Copa Rio.
  25. Jornal do Brasil de 16/03/1951, página 10, chamando a Copa Rio de Torneio Mundial de Clubes Campeões.
  26. Jornal Sport Ilustrado, edições 691 (05/07/1951, página 3), 694 (18/07/1951, página 12) e 696 (19/07/1951, página 9) chamando a Copa Rio de Torneio Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial.
  27. Acervo on-line do jornal Última Hora, chamando a Copa Rio de Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial em várias edições de 1951 e 1952.
  28. Site Palestrinos, com reprodução de capa do jornal A Gazeta Sportiva de 1951, chamando o Palmeiras de campeão mundial em função da conquista da Copa Rio de 1951.
  29. A Copa Rio foi chamada de Torneio Mundial dos Campeões ao longo de várias edições do jornal O Estado de São Paulo do primeiro semestre de 1951.
  30. Jornal do Brasil, 20/01/1951, pág.10
  31. A Copa Rio foi chamada de Torneio Mundial de Clubes ou Torneio Mundial dos Campeões em vários números (edições) de 1951 do jornal O Globo Sportivo: 1-"O Vasco, favorito da crítica para obtenção do título de Campeão Mundial dos Campeões".... número 671, 1951, página 36 ; 2 - "25 jogos entre Selecionados, em 3 meses- Volta a grande atividade da Squadra Azzura- E depois, o Torneio Mundial dos Campeões, no Rio", texto do jornalista francês Albert Laurence, número 635, 1951, página 7; 3- "Torneio Mundial de Campeões: O Sporting de Lisboa, campeão de Potugal", texto de Albert Laurence, número 630 (de 1951); 4- "Candidatos à Copa Rio, o Austria, de Viena, bicampeão da Austria" (número 643); 5- "Candidatos à Copa do Rio", texto de Albert Laurence (número 628); 6- "Candidatos à Copa do Rio - Torneio Mundial de Clubes Campeões - O Hibernian da Edinburgh, Escócia" (número 632); 7- "Candidatos à Copa Rio, Torneio Mundial de Clubes Campeões: Madrid, Sevilha, Barcelona, ..." , texto de Albert Laurence (número 633); 8- edição de 651, página 17, chamando o Palmeiras de campeão mundial de clubes. Entre outros. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional.
  32. Jornal Mundo Esportivo (Brasil): 04/05/1951 página 5 , 13/07/1951 página 8, 27/07/1951 página 8, 31/07/1951 página 11, 24/08/1951 página 15, chamando a Copa Rio de "Torneio Mundial de clubes" ; 20/07/1951 página 8, chamando o Palmeiras de primeiro campeão mundial de clubes; 24/06/1952 página 5, dizendo que o Palmeiras será sempre citado como o primeiro campeão mundial de clubes. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional, edições catalogadas neste acervo como edições 245, 261, 263, 265, 266, 273 e 357 do Mundo Esportivo.
  33. Acervo on-line do jornal Correio da Manhã, que chamou a Copa Rio de Mundial de Clubes ou Mundial dos Campeões ao longo de várias edições de 1951.
  34. Jornal italiano Corriere dello Sport, número 32, Fascículo 141, pág.3, 1951. O jornal comenta a ressonância mundial da Copa Rio, e diz que não poderia faltar uma equipe italiana num torneio tão importante.
  35. Jornal austríaco Arbeiter Zeitung, 30/05/1951, página 8, matéria "Rapid zu schwach für Rio", chamando a Copa Rio de Weltmeisterschaft der Fußballmeister, ou seja, Campeonato Mundial dos Campeões de Futebol.
  36. . Acervo on-line do jornal Última Hora, chamando a Copa Rio de Mundial de Clubes e o Palmeiras de campeão mundial em várias edições de 1951 e 1952.
  37. Entrevista de Giampiero Boniperti à edição de maio de 2007 da Revista Placar.
  38. "Candidatos à Copa do Rio", texto do jornalista francês Albert Laurence. O Globo Sportivo, número 628 (data não-especificada), 1951, página 13. A matéria cita a Copa Rio como idealizada por Mário Filho e imediatamente prestigiada por Jules Rimet, Ottorino Barassi e Stanley Rous. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional.
  39. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  40. OBS: Acesse 1º essa fonte, Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  41. Jornal italiano La Stampa: Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
  42. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  43. El Mundo Deportivo, 08/06/1951, página 03.
  44. El Mundo Deportivo, 30/06/1951, página 03.
  45. Jornal ABC, Madrid, 08/06/1951, página 17.
  46. Diário de Lisboa, 09/07/1951, página 4.
  47. Jornal austríaco Arbeiter Zeitung, 30/05/1951, página 6, matéria "Rapid zu schwach für Rio", chamando a Copa Rio de Weltmeisterschaft der Fußballmeister, ou seja, Campeonato Mundial dos Campeões de Futebol.
  48. Arquivo Le Temps, jornal Journal de Genève, 19/07/1951, página 8, matéria "Football: La Coupe des Championnats".
  49. El Mundo Deportivo, 19 Abril de 1952, Página 3.
  50. Jornal O Estado de São Paulo, 16/06/1951, página 9.
  51. Jornal Última Hora, 02 de julho de 1951, página 6, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 41 do Última Hora.
  52. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  53. Jornal do Brasil, 11/05/1951.
  54. Jornal do Brasil, 31/05/1952.
  55. Jornal O Estado de São Paulo, 15/02/1953, página 15.
  56. Jornal do Brasil 11/05/1951.
  57. "Candidatos à Copa do Rio", texto do jornalista francês Albert Laurence. O Globo Sportivo, número 628 (data não-especificada), 1951, página 13. A matéria cita a Copa Rio como idealizada por Mário Filho e imediatamente prestigiada por Jules Rimet, Ottorino Barassi e Stanley Rous. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional.
  58. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  59. Site do Palmeiras, sobre a Copa Rio de 1951.
  60. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 05/04/1951, página 3.
  61. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de São Paulo - página 8, 22/07/1950
  62. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de São Paulo - página 9, 22/07/1950
  63. Observação: a expressão "todos os países-membros da FIFA" sugere enorme dimensão, e deve ser entendida contextualizada. Em 1950, a FIFA tinha 73 países membros (http://www.fifa.com/classicfootball/history/game/historygame4.html) sendo que muitos deles desistiram de jogar a Copa do Mundo de 1950 (fonte de inspiração para a criação da Copa Rio Internacional) por questões ligadas a custos e problemas legados da Segunda Guerra Mundial, sendo que no final acabaram disputando aquela Copa do Mundo 13 entre os então 73 países-membros da FIFA (cerca de 18%), enquanto hoje disputam a Copa do Mundo da FIFA 32 entre os 208 países-membros (cerca de 15%).
  64. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 08/06/1951, página 03.
  65. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  66. La Stampa - Finalissima domani a Rio, 21-22/07/1951 - página: 5
  67. Acervo on-line do Jornal O Estado de São Paulo.
  68. UOL Esporte, 30/03/2007, "Fifa confirma Palmeiras como primeiro campeão do mundo", acesso em 28/04/2013.
  69. Globoesporte.com, 26/04/2007: "Fifa: Verdão ainda não é campeão mundial", acesso em 28/04/2013.
  70. Jornal Mundo Esportivo (Brasil), 09/03/1956, página 15, dizendo que apenas a edição de 1951 da Copa Rio teve cunho de Torneio de Campeões, e que o Palmeiras se considerou campeão mundial ao vencer o Torneio. Acesso através do acervo on-line da Biblioteca Nacional, edição catalogada neste acervo como edição 745 do Mundo Esportivo.
  71. Jornal Última Hora, 04 de agosto de 1952, página 2, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 351 do Última Hora.
  72. Jornal O Estado de São Paulo, de 24/06/1951, página 17.
  73. Jornal O Estado de São Paulo, de 09/06/1951, página 07.
  74. Jornal Última Hora, 04 de agosto de 1952, página 2, catalogado no acervo on-line da Biblioteca Nacional como edição 351 do Última Hora.
  75. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  76. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  77. Hibernian reach the first European Cup semi-finals 1956. A SPORTING NATION. Rock'n'Roll Era: 1950-1959. BBC- British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013.
  78. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  79. Jornal italiano La Stampa, stampasera - 14.06.1951 - numero 140 - pagina 5: Il Tottenham campione d'Inghilterra e gli Bibernians campioni di Scozia hanno risposto con un rifiuto.
  80. Jornal do Brasil, 31/05/1952.
  81. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pág.6
  82. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pag.7
  83. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  84. La Stampa - Finalissima domani a Rio, 21-22/07/1951 - página: 5
  85. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois as fontes seguintes
  86. La Stampa Per Boniperti, Parola ed Altafini sarà una tournée piena di ricordi e nostalgie, 30 de junho de 1975 - página: 10
  87. La Stampa In Brasile un torneo tipo Coppa Latina?, 15-16/07/1950 - página: 5
  88. Corriere dello Sport: Claudio Carsughi - Tra Rio de Janeiro e San Paolo l´avvio del "Torneo dei Campioni" - página 3(acervo), 30/06/1951
  89. Jogos Internacionais de Futebol em 1951 - jornal: O Estado de São Paulo - página 8, 22/07/1950
  90. O Brasil e os Campeonatos Sul-americanos de Futebol - jornal: O Estado de São Paulo - página 9, 22/07/1950
  91. Observação: a expressão "todos os países-membros da FIFA" sugere enorme dimensão, e deve ser entendida contextualizada. Em 1950, a FIFA tinha 73 países membros (http://www.fifa.com/classicfootball/history/game/historygame4.html) sendo que muitos deles desistiram de jogar a Copa do Mundo de 1950 (fonte de inspiração para a criação da Copa Rio Internacional) por questões ligadas a custos e problemas legados da Segunda Guerra Mundial, sendo que no final acabaram disputando aquela Copa do Mundo 13 entre os então 73 países-membros da FIFA (cerca de 18%), enquanto hoje disputam a Copa do Mundo da FIFA 32 entre os 208 países-membros (cerca de 15%).
  92. As fontes originais estão disponíveis nos respectivos artigos.
  93. http://espn.estadao.com.br/futebol/noticia/204185_AINDA+BUSCANDO+A+OFICIALIZACAO+COMO+MUNDIAL+PALMEIRAS+COMEMORA+60+ANOS+DA+COPA+RIO+DE+1951
  94. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1950/12/31/pagina-1/661301/pdf.html?search=barassi
  95. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621884/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  96. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/07/05/pagina-3/621904/pdf.html?search=copa%20rio%20de%20janeiro
  97. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19500805&printsec=frontpage&hl=pt-BR
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  99. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510106&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  100. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510201&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  101. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510202&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  102. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510120&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  103. http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1951/04/05/pagina-3/1351260/pdf.html
  104. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510405&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  105. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510412&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  106. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510406-23280-nac-0009-999-9-not/busca/1951
  107. Rimet, Barassi, Mauro sono da ieri a Lisbona - pág 3, 06/04/1951
  108. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510407-23281-nac-0007-999-7-not
  109. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510202&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  110. http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19510412&printsec=frontpage&hl=pt-BR
  111. OBS: Acesse 1º essa fonte Acervo do La Stampa: depois a fonte seguinte
  112. La Stampa - Un nuovo torneo a Rio - Rivincita in tono minore dei campionati mondiali - Squadre campioni di sette Paesi, 23-24/02/1951 - página: 5
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  118. http://pt.fifa.com/classicfootball/clubs/club=44254/index.html
  119. http://www.fifa.com/classicfootball/clubs/club=44254/index.html
  120. http://www.austria-archiv.at/saison.php?Saison_ID=41
  121. http://www.austria-archiv.at/saison.php?Saison_ID=42
  122. [Reportagem de Mário Filho no Jornal dos Sports de 5 de agosto de 1952, sobre a história das Copas Rio]
  123. Matéria de 09 de junho de 1951 do jornal O Estado de São Paulo.
  124. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19510630-23352-nac-0006-999-6-not/
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  126. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19520917-23727-nac-0013-999-13-not/busca/TA%C3%87A+RIO+Rio
  127. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19520912-23723-nac-0012-999-12-not/busca/BRANCO+CASTELO+Branco
  128. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19500722-23065-nac-0009-999-9-not
  129. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19520918-23728-nac-0013-999-13-not/busca/TA%C3%87A
  130. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19520926-23735-nac-0012-999-12-not/busca/Ta%C3%A7a+Rio
  131. http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/viagem_pais/1950/detalhe/palmeiras_campeao_copa_rio.html?diretorio=1950
  132. http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/viagem_pais/1950/detalhe/fluminense_conquista_taca_rio_1952.htmll?diretorio=1950
  133. http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19521023-23758-nac-0011-999-11-not/busca/Rio
  134. Publicou sobre o fim da Copa Rio, o Anuário do Esporte Ilustrado 1953 : "Um detalhe que acabou marcando, de forma mais expressiva a II Copa Rio, é que ela foi a segunda e última. Em verdade, não se sabe bem o porquê, cinco clubes do Rio e de S. Paulo reuniram-se e resolveram forçar a C.B.D. a extinguir a Copa Rio. Deixaram a entidade máxima com um torneio internacional na mesma época, mas com outro nome e outro regulamento. Inclusive aumentando o número de concorrentes brasileiros, que agora serão quatro: dois do Rio e dois de S. Paulo. E essa fórmula nova deverá começar a vigorar agora, neste ano de 1953."
  135. http://www.uefa.com/newsfiles/240459.pdf
  136. http://pt.uefa.com/MultimediaFiles/Download/EuroExperience/uefaorg/Publications/01/59/87/45/1598745_DOWNLOAD.pdf
  137. http://www.fluminense.com.br/site/futebol/historia/capitulo-ii-os-titulos/internacionais/ii-copa-rio-1952/
  138. Fifa confirma Palmeiras como campeão mundial de 1951 - O Globo Online, 30/03/2007.
  139. Approval for Refereeing Assistance Programme and upper altitude limit for FIFA competitions (em Inglês) FIFA. Visitado em 2012-04-04.
  140. Approval for Refereeing Assistance Programme and upper altitude limit for FIFA competitions (em inglês) FIFA (15 de dezembro de 2007). Visitado em 2 de fevereiro de 2010.
  141. Cartola que elevou Copa Rio-51 a Mundial sai de cena na Fifa - Folha Online, 12/06/2007.
  142. Blatter diz que Fifa vai reconhecer Palmeiras como campeão mundial - Folha de S. Paulo, 9/8/2014.
  143. Fifa vê título de 51 do Verdão como de "nível mundial", mas separa campeões. Visitado em 12 de agosto de 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]