Mário Prata

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Mario Prata
Mario wiki.jpg
O escritor Mario Prata, em 2012
Nascimento 11 de fevereiro de 1946 (68 anos)
Uberaba
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Escritor, dramaturgo, cronista e jornalista
Página oficial
http://marioprata.net/

Mario Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de fevereiro de 1946) é um escritor, dramaturgo, cronista e jornalista brasileiro. Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate (1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire - Dicionário de Português (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Mario Prata é mineiro de Uberaba, mas foi criado na cidade paulista de Lins desde pequeno. Com catorze anos de idade, já escrevia "numa velha Remington no laboratório de meu pai (...) crônicas horríveis, geralmente pregando a liberdade e duvidando da existência de Deus". Com esta idade começou a escrever em A Gazeta de Lins, dessa vez assinando uma coluna social sob o pseudônimo Franco Abbiazzi. Logo já estava produzindo reportagens e artigos.[1]

Sempre foi um leitor voraz, principalmente das revistas mais populares da época, como O Cruzeiro e Manchete, pois estas publicavam textos de grandes cronistas, como Millôr Fernandes, Rubem Braga, Fernando Sabino, Stanislaw Ponte Preta, Paulo Mendes Campos e Nelson Rodrigues. Daí a forte influência que os citados escritores tiveram em seu estilo.

Primeiros trabalhos[editar | editar código-fonte]

A primeira peça de teatro, O Cordão Umbilical, estreou em 1970 com direção de José Rubens Siqueira, e teve críticas positivas. O jornalista Jefferson del Rio, então na Folha de S. Paulo, assim a definiu em maio de 1970: “O Cordão Umbilical é explosão de vitalidade, esta densa, ainda imperfeita e entusiasmante vitalidade que se derrama sobre o teatro brasileiro. Deve ser visto”.[2]

Mario largou a faculdade de Economia na USP e se demitiu do emprego que tinha na época, no Banco do Brasil, para dedicar-se exclusivamente à carreira de escritor. [3] . As peças que surgiram ainda na década de 1970 foram E se a gente ganhar a guerra? (1971) e Fábrica de Chocolate (1979), esta com encenação de Ruy Guerra. Fez vários roteiros de cinema ganhando dois Kikito do Festival de Gramado, o mais importante do Brasil.

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Com textos irreverentes, cômicos e inteligentes, Prata virou um autor versátil: escreveu novelas, roteiros para o cinema, livros adultos e infanto-juvenis, além de peças teatrais e mais de três mil crônicas em jornais e revistas (O Pasquim, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Istoé, Época e Última Hora, onde trabalhou com Samuel Wainer).

Na televisão, sua estreia foi com a telenovela Estúpido Cupido (1976/1977), seu maior sucesso na TV e também a última novela em preto e branco da televisão brasileira. Na Rede Globo, ainda fez minisséries e casos especiais. Na extinta Rede Manchete, fez a novela Helena (1987), uma de suas favoritas. Outros trabalhos conhecidos das décadas de 1980 e 1990 foram a premiada peça de teatro Besame Mucho, de 1982 (seu maior sucesso nos palcos), que também virou filme e ganhou o Kikito de melhor roteiro no Festival de Gramado, em 1987, e os livros O Diário de um Magro (1997) e Minhas Mulheres e Meus Homens (1999). Em 2000, o livro Os Anjos de Badaró foi feito totalmente on-line, um capítulo por dia, com colaborações e sugestões de internautas. Foi a primeira experiência no mundo, chamando a atenção de jornais da Europa.[4]

Prata escreveu três livros infanto-juvenis e dezesseis livros adultos ao longo da carreira, sendo que nove deles estiveram nas listas de Dez Mais Vendidos, chegando a liderá-las por seis vezes. Já recebeu, ao todo, 18 prêmios nacionais e estrangeiros. Seu projeto para 2013 é o vigésimo livro da carreira, com título provisório de “O Homem de 60”.

Romance policial[editar | editar código-fonte]

Em 2008, Mario Prata apresentou aos leitores o detetive fictício Ugo Fioravanti Neto, que estreou na aventura policial Sete de Paus. O personagem voltou em 2010, desta vez nas páginas do livro Os Viúvos. Morador de Florianópolis há mais de dez anos, foi na Ilha da Magia que o escritor se inspirou para criar o detetive Fioravanti, mesclando tramas que exploram a geografia da cidade, as praias e os costumes dos manezinhos, como são conhecidos aqueles nascidos na capital catarinense. O terceiro livro da saga Fioravanti deve sair em 2014.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Livros adultos[editar | editar código-fonte]

  • Almanaque Pinheiro Neto (2012, uma edição Andreato Comunicação e Cultura)
  • Os Viúvos (2010, Editora Leya)
  • Sete de Paus (2009, Editora Planeta)
  • Cem Melhores Crônicas - Que, na Verdade, São 129 (2008, Editora Planeta)
  • Purgatório - A Verdadeira História de Dante e Beatriz (2008, Editora Planeta)
  • Paris, 98! (2005, Editora Objetiva)
  • Diário de Magro 2 – A Volta ao Spa (2004, Editora Objetiva, com ilustrações de Paulo Caruso)
  • Palmeiras, um Caso de Amor (2002, DBA - projeto multimídia coordenado por Rodrigo Teixeira e Paulo Machline envolvendo 13 escritores, escrevendo sobre 13 times de futebol)
  • Buscando o seu Mindinho (Um Almanaque Auricular) (2002, Editora Objetiva)
  • Minhas Tudo (2001, Editora Objetiva)
  • Os Anjos de Badaró (2000, Editora Objetiva - escrita inteiramente online)
  • Minhas Mulheres e Meus Homens (1999, Editora Objetiva)
  • Minhas Vidas Passadas (a limpo) (1998, Editora Globo)
  • 100 Crônicas (1997, Cartaz Editorial)
  • Diário de um Magro (1997, com ilustrações de Paulo Caruso, Editora Globo)
  • Mas será o Benedito? (1996, Editora Globo)
  • Filho é Bom, Mas Dura Muito (1995, Maltese Editora)
  • James Lins, o Playboy que (Não) Deu Certo (1994, Cartaz Editorial)
  • Schifaizfavoire, Dicionário de Português (1993, Editora Globo)
  • Besame Mucho (1987, Editora L&PM)
  • Fábrica de Chocolate (1979, Editora Hucitec)
  • O Morto que Morreu de Rir (1969, edição do autor)

Literatura para jovens[editar | editar código-fonte]

(Estes seis contos estão nos livros de criatividade QUEM CONTA UM CONTO, adotados em escolas. Um projeto de Samir Curi Meserani)

  • Tá me Ouvindo, Frei Vicente? (1990, Atual Editora)
  • Vestibulando (1990, Atual Editora)
  • Love Story (1990, Atual Editora)
  • Quadrilha (1990, Atual Editora)
  • E o Zé Reinaldo, Continua Nadando? (1989, Atual Editora)
  • As Meninas de Vinte Anos (1989, Atual Editora)

Literatura infantil[editar | editar código-fonte]

  • A Viagem de Memoh (1987, Quinteto Editorial)
  • Ritos da Infância (1985, Editora Summus, texto de vários autores, organizado por Fanny Abramovich)
  • Sexta Feira, de Noite (1984, Quinteto Editorial)
  • O Homem que Soltava Pum (1983, Editora Escrita/Siciliano)
  • Chapeuzinho Vermelho de Raiva (1970, Editora Globo)

Participação em antologia[editar | editar código-fonte]

  • O Pasquim – Antologia Volume II -1972-1973 (2005, Editora Desiderata, organizada por Jaguar e Sérgio Augusto)
  • As Cem Melhores Crônicas do Brasil (2005, Editora Objetiva, organizada por Joaquim Ferreira dos Santos)
  • Crônica Brasileira Contemporânea (2005, Editora Salamandra, organizada por Manuel da Costa Pinto)
  • Boa Companhia (2005, Editora Companhia das Letras, coletânea de crônicas organizada por Humberto Werneck)
  • Grandes Amigos, Pais e Filhos (2004, Panda Books, organizada por Carmen Lúcia Campos e Nilson Joaquim da Silva)
  • Contos de Pânico (2004, Editora Marco Zero)
  • A Descoberta do Amor em Prosa (2003, Cia Editora Nacional)
  • 21 Contos Pelo Telefone (2001, DBA Editora)
  • Contos Pirandellianos (1984, Editora Brasiliense)

Televisão[editar | editar código-fonte]

Novelas[editar | editar código-fonte]

Séries e Minisséries[editar | editar código-fonte]

  • Um Século e Sete Mulheres (1992, inspirada na "Trilogia do Café" de Álvaro Guerra, em 13 capítulos, para a RTP, de Portugal; não produzida)
  • Hei, Jude!!! (1991, sinopse de minissérie - inédita)
  • O Testamento do Senhor Nepomuceno da Silva Araújo (1991, minissérie em 5 capítulos baseada no romance do caboverdeano Germano Almeida, para a televisão portuguesa - Opus Filmes)
  • Avenida Paulista (1983, minissérie em 20 capítulos, Rede Globo. Equipe de criação, juntamente com Lauro Cesar Muniz, Leilah Assumpção e Daniel Más, com supervisão de Walter Avancini)
  • Devolvam meu Filho (1983, série Caso Verdade; parceria com Marquito, Rede Globo)
  • O Homem do Disco Voador (1983, série Caso Verdade, Rede Globo)
  • Música ao Longe (1982, telerromance baseado em Érico Veríssimo, TV Cultura)
  • O Vento do Mar Aberto (1981, telerromance baseado em Geraldo Santos, TV Cultura)
  • O Resto é Silêncio (1981, telerromance, baseado em Érico Veríssimo, TV Cultura)
  • Xico Rey (1978, minissérie em 13 capítulos para o Canal 1, ARD da Alemanha Ocidental)
  • Ela Tem uma Pulga Atrás da Orelha (1974, série Caso Verdade. Escrita para a atriz Regina Duarte. Inédita.)

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Eu Falo o Que Elas Querem Ouvir (2001, direção de Roberto Lage)
  • Purgatório, Uma Comédia Divina (1984, dirigida por Roberto Lage)
  • Papai & Mamãe, Conversando Sobre Sexo (1984, em parceria com Marta Suplicy, dirigida por Flávio de Souza)
  • Salto Alto (1983, dirigida por Nítis Jacon)
  • Besame Mucho (1982, em São Paulo dirigida por Roberto Lage e em 1983, no Rio de Janeiro, por Aderbal Freire-Filho)
  • Dona Beja (1980, dirigida por Paulo César Bicalho)
  • Fábrica de Chocolate (1979, dirigida por Ruy Guerra)
  • E Se a Gente Ganhar a Guerra? (1971, dirigida por Celso Nunes)
  • O Cordão Umbilical (1970, em São Paulo, dirigida por José Rubens Siqueira e no Rio de Janeiro, em 1972, por Aderbal Freire-Filho)

Inéditas[editar | editar código-fonte]

  • Rê Bordosa, a Peça, Vida e Morte de uma Porralôca (1997, adaptação dos quadrinhos de Angeli)
  • 0 Príncipe Encantado (1985, tradução da peça do argentino Eugenio Griffero)
  • Pilatos: Vida e Obra (1987, adaptação livre do livro homônimo de Carlos Heitor Cony)
  • O Caminho da Roça (1987, monólogo)

Cinema e roteiros[editar | editar código-fonte]

  • O Casamento de Romeu e Julieta (2005, de Bruno Barreto. Roteiro com Marco Caruso e Jandira Martini, baseado num conto de Mario Prata (Palmeiras, Um Caso de Amor)
  • O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo (1991, baseado no romance do caboverdiano Germano Almeida, para a Opus Filmes de Portugal)
  • E o Zé Reinaldo, Continua Nadando? (1989, dirigido por Adriano Goldman e Hugo Prata. Curta-metragem.)
  • Besame Mucho (1987, co-roteiro e direção de Francisco Ramalho Junior)
  • Assalto (1987, direção de Adriano Goldman e Hugo Prata. Curta-metragem.)
  • Banana Split (1987, direção de Paulinho de Almeida)
  • Beijo 2348/72 (1987, coautoria de roteiro e diálogos, dirigido por Walter Rogério)
  • Chico Rei (1985, argumento, dirigido por Walter Lima Junior)
  • O Jogo da Vida e da Morte (1971, diálogos, direção de Mario Kuperman)

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Televisão
  • Revelação de autor com Estúpido Cupido - 1977
  • Prêmio SCRIPT na European Script Found, para o roteiro de O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, em Londres.
Literatura
  • O Morto que Morreu de Rir - primeiro lugar no I Concurso Universitário de Contos da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) - 1967.
Cinema
  • O roteiro de Besame Mucho (em parceria com Ramalho Jr.) ganhou prêmio de "melhor roteiro" nos festivais de Gramado (Brasil), Cartagena (Colômbia), Figueira da Foz (Portugal) e Espanha.
  • O roteiro de O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araujo, recebeu apoio do IPC (Instituto Português de Cinema) e do European Script Fund.
  • O Testamento do senhor Napumoceno, melhor roteiro latino de Gramado e melhor filme 1997.
Teatro
  • Revelação de autor, com O Cordão Umbilical em 1970.
  • Segundo lugar no concurso de textos inéditos do INACEN (Instituto Nacional de Artes Cênicas, do Ministério da Cultura), com Fábrica de Chocolates, em 1979.
  • Cinco melhores espetáculos de São Paulo, em 1979, com Fábrica de Chocolates. Prêmio Mambembe, do Ministério da Cultura.
  • Cinco melhores espetáculos de São Paulo, em 1982, com Besame Mucho. Prêmio Mambembe, do Ministério da Cultura.
  • Cinco melhores espetáculos do Rio de Janeiro, em 1983, com Besame Mucho. Prêmio Mambembe, do Ministério da Cultura.
  • Segundo lugar, concurso de textos inéditos, com Salto Alto, INACEM Instituto Nacional de Artes Cênicas, do Ministério da Cultura.
  • Melhor autor do ano, em São Paulo, em 1984, com Salto Alto e Purgatório. Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes).
  • Menção honrosa no Prêmio Timochenko Wehbi (SESC/APART), com a peça Pilatos: Vida e Obra. 1990.
  • Prêmio Shell - Indicação, por Projeto Oswald de Andrade de Dramaturgia, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo,1990.
Vídeo
  • Melhor roteiro do Sétimo Festival Video-Brasil da Fotóptica-Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1989, com E o Zé Reinaldo, Continua nadando?
  • Melhor vídeo deste mesmo festival, com E o Zé Reinaldo, Continua Nadando?
  • Melhor roteiro do 11 Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de Cuba, l989. (Reinaldo sigue nadando?)
  • Melhor vídeo de Ficção deste mesmo Festival. (Reinaldo Sigue Nadando?)
  • Melhor vídeo da III Bienal de Viíeo do Museu de Arte Moderno - Medelin - Colômbia, 1990. E o Zé Reinaldo, Continua Nadando?

Referências

  1. Releituras - Mário Prata. Página visitada em 28/01/2013.
  2. Cordão Umbilical - Mario Prata. Página visitada em 28/01/2013.
  3. Memória Globo. Página visitada em 28/01/2013.
  4. Le spectacle de l'écriture en direct. Página visitada em 28/01/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]