Estúpido Cupido

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Estúpido Cupido
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 55 min. aprox.
Criador(es) Mário Prata[1] [2] [3]
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Régis Cardoso[3]
Elenco Leonardo Villar
Maria Della Costa
Françoise Forton
Ricardo Blat
Ney Latorraca
Elizabeth Savalla
Luiz Armando Queiroz
Heloísa Millet
João Carlos Barroso
Djenane Machado
Nuno Leal Maia
Célia Biar
Kléber Macedo
(ver mais)
Tema de abertura Estúpido Cupido, Celly Campello[4] [5]
Tema de
encerramento
Estúpido Cupido, Celly Campello[4] [5]
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo[3]
Transmissão original 25 de agosto de 1976
25 de fevereiro de 1977
N.º de episódios 160[3]
Cronologia
Último
Último
Anjo Mau
Locomotivas
Próximo
Próximo
Programas relacionados Locomotivas
Bang Bang
Estúpido Cupido (remake chileno)

Estúpido Cupido foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo no horário das 19 horas entre 25 de agosto de 1976 a 25 de fevereiro de 1977, substituindo Anjo Mau e sendo substituída por Locomotivas, totalizando 160 capítulos[3] .

Escrita por Mário Prata[1] [2] e dirigida por Régis Cardoso, foi a última novela gravada em preto-e-branco[3] e a 18ª "novela das sete" da emissora.

A novela foi reprisada entre 21 de maio de 1979 a 4 de janeiro de 1980, às 14 horas[3] , quando ainda não se usava a denominação Vale a Pena Ver de Novo para a reprise vespertina de sucessos da emissora.

Enredo[editar | editar código-fonte]

A história é ambientada na fictícia Albuquerque, no interior de São Paulo, no início da década de 60 – época marcada por mudanças de comportamento em boa parte do mundo. Lá, os jovens curtem os acordes do rock e do twist nas pistas de dança, seguem o modismo dos jeans e dos blusões de couro e se exibem em lambretas e motocicletas pelas ruas da cidade[6] . Neste contexto, evoluem os personagens locais que entrelaçam suas histórias, tornando a trama recheada de humor e romance:

A estudante normalista Maria Tereza, conhecida como Tetê, é uma moça sonhadora que deseja sair da pequena Albuquerque para ser eleita Miss Brasil. Porém, o namorado João, aspirante a jornalista, morre de ciúmes e pretende se casar com ela, colocando-se como empecilho nos seus planos[7] .

Tetê é filha de Olga Oliveira, mulher elegante e desquitada que vive uma vida solitária para evitar comentários maldosos à respeito da sua reputação. Olga vive com a mãe, a rabugenta Vovó Zinha, e também é mãe de Ciça, moça mimada e voluntariosa que pouco se dedica aos estudos, mais preocupada em flertar com os rapazes e brigar com as colegas; e Joel Otávio, conhecido como Tavico, um menino desajeitado e inibido, o oposto das irmãs. Transforma-se quando começa a fazer parte do grupo de rock Personélitis Boys- onde é proibido de cantar pela sua desafinação - e fica agora conhecido como Caniço. Mas, não consegue confessar seu amor pela inquieta Glorinha, a menina mais engraçada da cidade que mantém em segredo um diário[7] .

João, por sua vez, é filho de Alcides Guimarães Filho, o Guima, viúvo austero e autoritário, prefeito de Albuquerque e proprietário do Albuquerque Tênis Club, local de festas onde se reúne a alta sociedade da cidade. Entra em conflito com o filho constantemente, pois projeta para ele uma carreira promissora como engenheiro ou médico, o que João não aceita. Guima ainda mora com o pai, o aposentado Guimão que tem uma preocupação permanente com a morte achando que através das ondas do rádio entrará em contato com os mortos. Vive na companhia de Zé Maria, filho mais novo de Guima que adora futebol e, muito curioso, tenta frequentar os bailes e festas da cidade para poder dançar, e Joana D'Arc da Silva, conhecida como Daquinha, governanta da família há quase 15 anos. Criara Zé Maria desde pequeno e, solteira, procura um namorado usando o correio sentimental da cidade.

Guima, homem amargo depois da morte da única esposa, se torna mais gentil e cordial ao conhecer Olga, com quem engata um romance, que contrasta com a ansiedade dos pares jovens da trama[8] .

O prefeito tem como único amigo o Dr. Armando Siqueira, delegado da Albuquerque há 20 anos. Dr. Siqueira é divertido e adora contar piadas, das quais é o único a achar graça. É apelidado pelos jovens de Tom Mix pelo seu tipo fino. Pai de Glorinha, é casado com Maria Antonieta, a Mariinha, uma das mulheres mais elegantes da cidade que se arruma com esmero para quando o marido chegar em casa. Dr. Siqueira ainda é patrão do Cabo Fidélis, homem alto e forte que age como se fosse xerife da cidade e assume também a função de guarda, além de ser apaixonado por Daquinha[7] .

Mederiquis, como é conhecido Antônio Ney Medeiros, é um típico personagem da época, representante da chamada juventude transviada. Playboy e fã de Elvis Presley, é líder do conjunto de rock Personélitis Boys e está há sete anos no curso científico – correspondente ao atual ensino médio – para não perder a mesada do pai, o ponderado comerciante Miguel. Envolve-se com a carioca Betina, sobrinha de Olga, que chega à Albuquerque para fazer uma pesquisa de sociologia e percebe que tem costumes e pensamentos mais avançados do que os das meninas locais. Além de Mederiquis, Betina, João, Glorinha e Caniço, o grupo jovem da novela ainda é formado por Carneirinho, cantor e braço-direito de Mederiquis, sempre na garupa de sua lambreta, pronto a seguir suas ordens; e Aninha, amiga inseparável de Glorinha e apaixonada por Carneirinho[9] .

Meio mendigo, meio desligado, passando dias na praça, o personagem Belchior também é um destaque. Entre 11h e meio-dia, Belchior coloca no ar uma estação de rádio imaginária, com propagandas, anúncios de filmes em cartaz e o programa Telefone Pedindo Bis. As pessoas que se aproximam são prontamente entrevistadas por ele. Belchior também tem grandes conhecimentos de matemática e literatura. Alguns pensam em interná-lo, mas os rapazes, liderados por Mederiquis, protegem-no[10] .

Um núcleo importante da trama é o do religioso Colégio Normal de Albuquerque, composto por padres e freiras. Os diretores são: Madre Encarnación, que comanda com rigidez principalmente no que diz respeito à disciplina escolar; e Padre Batista, homem conservador que ainda ministra aulas de biologia e se ocupa em ouvir confissões dos jovens da cidade que o apelidaram carinhosamente de Batistão. Os profissionais da escola são: Irmã Consuelo, a atrapalhada professora de religião que se preocupa com o comprimento das saias das alunas; Padre Almerindo, professor de Latim e Espanhol que, apesar da rigidez, os alunos vivem lhe pregando peças; Frei Damasceno, inspetor rigoroso e turrão; Padre Guido, professor de matemática bonachão, popular entre os alunos; e Irmã Angélica, professora de Português e principal incentivadora das atividades artísticas entre os alunos. Propõe a criação de um grupo de teatro amador, mas é aconselhada pela direção a limitar-se às suas aulas[7] . Nutre um amor platônico por Belchior, com quem vive a conversar às escondidas nas horas vagas.

Outros personagens de destaque são as fofoqueiras Adelaide e Eulália que, por telefone, controlam a vida de todos os moradores da pequena cidade[11] ; Aquino, vice-prefeito de Albuquerque cinquentão e solteiro que vive procurando uma moça para casar-se; e Acioly, geólogo e sobrinho de Adelaide que chega na cidade a fim de pesquisar sobre a existência de petróleo no local. Elegante e maduro, encanta-se por Tetê e passa a frequentar sua casa na tentativa de conquistá-la[7] .

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator[12] [13] Personagem[12] [13]
Leonardo Villar Alcides Guimarães Filho (Guima)
Maria Della Costa Olga Oliveira
Françoise Forton Maria Tereza Oliveira (Tetê)
Ricardo Blat João Guimarães
Ney Latorraca Antônio Ney Medeiros (Mederiquis)
Elizabeth Savalla Irmã Angélica
Luiz Armando Queiroz Belchior
Heloísa Millet Betina Oliveira
João Carlos Barroso Joel Otávio Oliveira (Tavico / Caniço)
Djenane Machado Glória Siqueira (Glorinha)
Nuno Leal Maia Acioly
Célia Biar Adelaide
Kléber Macedo Eulália
Mauro Mendonça Dr. Armando Siqueira (Tom Mix)
Marilu Bueno Maria Antonieta Siqueira (Mariinha)
Oswaldo Louzada Alcides Guimarães (Guimão)
Ida Gomes Madre Encarnación
Antônio Patiño Padre Batista (Batistão)
Sônia de Paula Cecília Oliveira (Ciça)
Ênio Santos Aquino
Luiz Orioni Miguel Medeiros
Suely Franco Irmã Consuelo
Emiliano Queiroz Padre Almerindo
Vick Militello Joana D'Arc da Silva (Daquinha)
Tony Ferreira Cabo Fidélis
Zanoni Ferrite Pedro (Pepê)
Patrícia Bueno Suely
Carlos Kroeber Frei Damasceno
Henriqueta Brieba Creuza Oliveira (Vovó Zinha)
Arthur Costa Filho Padre Guido
Tião D'Ávila Carneirinho
Heloísa Raso Aninha
Sandro Polônio Comendador Giovani Fanfani
Ricardo Garcia Costa José Maria Guimarães (Zé Maria)

Participações[editar | editar código-fonte]

Ator[13] Personagem[13]
Celly Campello Ela mesma
Cláudio Ayres da Motta Mr. Gordon, empresário com empreendimento em Albuquerque
Cláudio Fontes Godinho, filho de Mr. Gordon
José Augusto Branco Policial, amigo de Cabo Fidélis
Marly Bueno Apresentadora do concurso de Miss Brasil
Murilo Néri Apresentador do concurso de Miss Brasil
Neuza Amaral Madre Superiora, amiga de Madre Encarnación

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • À exceção dos dois capítulos finais, produzidos em cores sob a direção de Walter Avancini e sem que os atores soubessem disso pois era desejada a surpresa de que a emissora já estava com a totalidade de suas câmeras em cores, Estúpido Cupido foi a última telenovela da Rede Globo produzida em preto-e-branco[3] . O seu último capítulo mostrava o paradeiro dos personagens em 1977.
  • Foi a primeira novela escrita por Mário Prata na televisão[2] [3] .
  • Devido aos Jogos Olímpicos de Montreal de 1976, Estupido Cupido estreou numa quarta-feira.
  • Destaque para as personagens Adelaide e Eulália, interpretadas por Célia Biar e Kléber Macedo, respectivamente. Nas cenas das personagens, o vídeo era dividido em dois, e o público se divertia com as caretas de quem contava e de quem ouvia a fofoca. O bordão da dupla, “Fala, danadinha, fala!”, se tornou popular[3] .
  • Elizabeth Savalla se recorda da ação da Censura sob sua personagem, Irmã Angélica. Na trama, a religiosa de ideias revolucionárias decide montar o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Mas, segundo a atriz, a cena foi proibida de ir ao ar por ter um Cristo negro na história[3] .
  • Com o sucesso de Estúpido Cupido, o país voltou a dançar os hits da época, e os concursos de twist se multiplicaram em festas e colégios. A cantora Celly Campello fez uma participação na trama. Sua chegada retumbante a Albuquerque é um dos momentos memoráveis da novela[3] .
  • As gravações externas da novela foram realizadas em Itaboraí (RJ). A praça principal do lugar foi escolhida porque dava a exata noção de uma cidade do interior de São Paulo[14] .
  • O LP da trilha sonora, gravado pela Som Livre, vendeu mais de um milhão de cópias, superando a marca anterior, de Escalada (1975). Consolidava-se assim a boa vendagem de discos de trilhas de telenovelas, num projeto que fora iniciado em 1971. Celly Campello, por exemplo, voltou às paradas com Estúpido Cupido, música de abertura da trama[4] .
  • Bang Bang também escrita - pelo menos a princípio - por Mário Prata, também se passava numa cidade chamada Albuquerque e teve Ney Latorraca e Mauro Mendonça no elenco, assim como Estúpido Cupido.
  • Em 1995, a emissora TVN do Chile adaptou o texto de Estúpido Cupido com titulo homônimo. A história se passava na pequena cidade de San Andrez.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional[4] [5] [editar | editar código-fonte]

Estúpido Cupido - Nacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1976
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guto Graça Mello[5] [12]
João Araújo[5] [12]

Capa: Logotipo da Novela e miniaturas de alguns personagens

  1. Banho de Lua (Tintarella di luna) - Celly Campello
  2. Quem É? - Osmar Navarro
  3. Diana - Carlos Gonzaga
  4. Meu Mundo Caiu - Maysa
  5. Broto Legal - Sérgio Murilo
  6. Alguém é Bobo de Alguém - Wilson Miranda
  7. Por Uma Noite - Stradivarius
  8. Ritmo da Chuva (The Rhythm Of The Rain) - Demétrius
  9. Boogie do Bebê - Tony Campello
  10. Sereno - Paulo Molin
  11. Neurastênico - Betinho & Seu Conjunto
  12. Biquíni Amarelo (Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini) - Ronnie Cord
  13. Tetê - Sílvia Telles
  14. Bata Baby - Wilson Miranda
  15. Ela é Carioca - Os Cariocas
  16. Estúpido Cupido (Stupid Cupid) - Celly Campello

Internacional[4] [5] [editar | editar código-fonte]

Estúpido Cupido - Internacional
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 1976
Gênero(s) Vários
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guto Graça Mello[5] [12]
João Araújo[5] [12]

Capa: Logotipo da Novela

  1. Breaking Up Is Hard To Do - Neil Sedaka
  2. Love Me Forever - The Playing's
  3. Be-Bop-a-Lula - Gene Vincent
  4. Tutti Frutti - Little Richard
  5. Ruby - Ray Charles
  6. Twilight Time - The Platters
  7. America - Trini Lopez
  8. The Twist - Chubby Checker
  9. Secretly - Jimmy Rodgers
  10. Tears On My Pillow - Little Anthony & The Imperials
  11. Misty - Johnny Mathis
  12. April Love - Pat Boone
  13. Multiplication - Bobby Darin
  14. Don't Be Cruel - Elvis Presley
  15. Petit Fleur - Bob Crosby
  16. The Green Leaves Of Summer - The Brothers Four
  17. Puppy Love - Paul Anka
  18. Al Di Lá - Emilio Pericoli
  19. Everybody Loves Somebody - Dean Martin
  20. Bye, Bye, Love - The Everly Brothers

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Memória Globo: Trabalhos na TV Globo - Mário Prata Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  2. a b c Mário Prata - Teledramaturgia Teledramaturgia.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  3. a b c d e f g h i j k l Estúpido Cupido - Curiosidades Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  4. a b c d e Trilha Sonora de 'Estúpido Cupido' Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  5. a b c d e f g h Estúpido Cupido - Trilha Sonora Teledramaturgia.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  6. Estúpido Cupido - Trama Principal Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  7. a b c d e Estúpido Cupido - Galeria de Personagens Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  8. Estúpido Cupido - Tramas Paralelas: Guima e Olga Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  9. Estúpido Cupido - Tramas Paralelas: Juventude Transviada Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  10. Estúpido Cupido - Tramas Paralelas: Belchior Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  11. Estúpido Cupido - Tramas Paralelas: Adelaide e Eulália Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  12. a b c d e f Ficha Técnica Memória Globo.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  13. a b c d Estúpido Cupido - Elenco Teledramaturgia.. Página visitada em 8 de março de 2014.
  14. Estúpido Cupido - Produção Memória Globo.. Página visitada em 10 de março de 2014.
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