Meu Pedacinho de Chão

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Meu Pedacinho de Chão
Informação geral
Formato Telenovela
Duração Aprox. 50 minutos
Criador(es) Benedito Ruy Barbosa
Teixeira Filho (colaboração)
País de origem  Brasil
Idioma original Língua portuguesa
Produção
Diretor(es) Dionísio de Azevedo
Elenco Maurício do Valle
Renée de Vielmond
Ênio Carvalho
Patrícia Aires
Castro Gonzaga
e grande elenco
Tema de abertura "Tema de Abertura" - Cleston Teixeira
Tema de
encerramento
"Tema de Abertura" - Cleston Teixeira
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Brasil TV Cultura
Brasil TVE Brasil
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 16 de agosto de 19716 de maio de 1972
N.º de episódios 185
Cronologia
Último
Último
Bicho do Mato (1972)
Próximo
Próximo
Programas relacionados Meu Pedacinho de Chão (2014)

Meu Pedacinho de Chão foi uma telenovela brasileira co-produzida e exibida simultaneamente no horário das 18 horas pela Rede Globo e pela TV Cultura entre 16 de agosto de 1971 e 6 de maio de 1972, com 185 capítulos, é a 1ª "novela das seis" exibida pela Rede Globo, antecedendo Bicho do Mato, é a primeira novela educativa da televisão brasileira. Seu cunho era a história de uma criança, que morrendo de fome nos braços da mãe discutia os problemas de um pequeno vilarejo. Escrita por Benedito Ruy Barbosa, com a colaboração de Teixeira Filho e direção de Dionísio de Azevedo.

Reapresentada pela TVE Brasil em 1977.

Em 1983, Benedito Ruy Barbosa usou alguns personagens de Meu Pedacinho de Chão para estrelar sua novela Voltei pra Você. As crianças Serelepe, Pituca e Tuim (Aires Pinto, Patrícia Aires e Pelezinho), reapareciam adultos, vividos por Paulo Castelli, Cristina Mullins e Cosme dos Santos, respectivamente.

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A trama conta a história da professora Juliana, que chega à fictícia Vila de Santa Fé para ensinar às crianças e se depara com um povo humilde e acuado com os desmandos do coronel Epaminondas, um homem arrogante que resolve tudo no grito e nas armas, e que dita as regras na região. A professora conhece o amor altruísta do peão Zelão, sempre disposto a protegê-la do assédio de Ferdinando, filho do coronel, um playboy mau caráter que voltou da capital onde torrou toda a grana que o pai lhe mandava para os estudos.

Em meio à guerra que se forma no vilarejo, as crianças Pituca, Serelepe e Tuim vivem suas aventuras num mundo à parte, longe das preocupações e interesses dos adultos. A menina Pituca é Liliane, filha mais nova do coronel Epaminondas. E os meninos Serelepe e Tuim, são agregados na fazenda, e por isso o coronel não vê com bons olhos a amizade pura entre sua filha e os dois garotos.

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Produção[editar | editar código-fonte]

Município de Itu, o cenário principal da trama.

A produção foi realizada pela TV Cultura da Fundação Padre Anchieta, gravadas em seus estúdios da Água Branca em São Paulo, SP. Grande parte das externas da novela foi gravada em duas fazendas do município de Itu, em São Paulo.

Ao assumir o governo de São Paulo, Laudo Natel, ao assumir o estado, convidou Benedito Ruy Barbosa para exercer o cargo de assessor especial do governo junto à Presidência da TV Cultura.Assim Benedito teve a oportunidade de escrever essa novela rural e educativa. Benedito declarou "A proposta de Pedacinho foi mostrar o problema do homem do campo, ensiná-lo sobre as doenças (tracoma, tétano, verminose), levá-lo para uma sala de aula, dar-lhe melhores condições de higiene e ao mesmo tempo mostrar o interesse das classes patronais (fazendeiros e autoridades) pelo camponês analfabeto, sem questionar nunca sua miséria e seus problemas. Como este foi o período de desenvolvimento do Mobral, eu tentei com Pedacinho ajudar este projeto de ensino no qual na época eu acreditava".[1] Benedito chegou a escrever cinco capítulos num dia, datilografando em sua antiga máquina de escrever.[1] Ainda segundo Benedito, a novela enfrentou problemas com a censura na cena em que um personagem tocava violão e cantava o Hino Nacional Brasileiro para os caboclos. Depois disso, um aluno cantava o hino da escola, tendo a bandeira do Brasil estendida sobre a mesa. A censura cortou as cenas, alegando que o hino brasileiro não podia ser cantado naquele ambiente, e que a bandeira só podia aparecer em "cenas especiais".[1]

O projeto para a novela veio de uma pesquisa de marketing que apontou o formato de telenovela como a melhor forma de atingir o grande público.[1]

A história era um drama rural e transmitia ensinamentos úteis aos trabalhadores e à população do campo. Os autores contavam com informações fornecidas pelas secretarias municipais de Agricultura e Saúde para escrever sobre vacinação, desidratação infantil, higiene e técnicas agrícolas. Com o desenvolvimento do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), na época, a novela também abordou o problema do analfabetismo no campo, levando personagens adultos às salas de aula.

A menina Patrícia Aires (filha do ator Percy Aires, que também estava no elenco), vinha do sucesso da novela A Pequena Órfã, produzida em 1968 pela TV Excelsior.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Maurício do Valle Zelão
Renée de Vielmond Professora Juliana
Castro Gonzaga Coronel Epaminondas
Ênio Carvalho Fernando
Cacilda Lanuza Helena
Ayres Pinto Serelepe
Patrícia Aires Pituca
Pelezinho Tuim
Canarinho Rodapé
Carlos Castilho Janjão Escavadeira
Hemílcio Fróes Prefeito
Leonor Lambertini Joana
Percy Aires Padre Santo
Maria Aparecida Alves Tié
Janete Pires Gina
Renato Consorte Tuisca
Luís Carlos Arutim Geléia
Lourdinha Felix Reyna
Claudinho Cunha Piteco
Dionísio Azevedo Furgencio
Flora Geni Romaria
Isaac Bardavid Jorjão
Cleston Teixeira Sérgio
Xandó Batista Xexenio
Jorge Cherques Xanguana
Edmundo José Nogueira Quintino
Nilson Condé Renato

Exibição[editar | editar código-fonte]

A telenovela inaugurou o horário das seis da Rede Globo, que permanece até hoje, no dia 16 de agosto de 1971. A trama durou até o dia 6 de maio de 1972, sendo substituída por Bicho do Mato, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro, totalizando 185 capítulos.

Remake[editar | editar código-fonte]

A Rede Globo voltou a exibir a novela em nova versão no horário das 18 horas da emissora. O autor Benedito Ruy Barbosa assina o remake, com co-autoria de Edilene e Marcos Barbosa. A trama estreou em 7 de abril de 2014, substituindo Joia Rara. No elenco da trama estão nomes como Bruna Linzmeyer, Irandhir Santos, Johnny Massaro, Juliana Paes, Osmar Prado, Rodrigo Lombardi, Antônio Fagundes, Bruno Fagundes, Inês Peixoto e Emiliano Queiroz.[2]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

  1. "Tema de Abertura" (Cleston Teixeira) - Cleston Teixeira
  2. "Tema da Professorinha" (Carlos Castilho e Cleston Teixeira - Cleston Teixeira
  3. "Canto de Amor de Juliana" (Cleston Teixeira e Teixeira Filho) - Wilson Miranda
  4. "Tema do Zelão" (Cleston Teixeira e Teixeira Filho) - José Milton

Compacto duplo gravado e lançado pela RCA Victor, direção musical de Carlos Castilho.

Referências

  1. a b c d Meu Pedacinho de Chão Teledramaturgia. Visitado em 3 de janeiro de 2014.
  2. Fernando Oliveira (2 de janeiro de 2014). ‘Meu Pedacinho de Chão’, próxima novela das seis, ganha data de estreia Blog Mundo da TV R7. Visitado em 3 de janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]