Roque Santeiro

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Roque Santeiro
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 60 Minutos
Criador(es) Dias Gomes [1] com a co-autoria de Aguinaldo Silva.
País de origem  Brasil
Idioma original (português brasileiro)
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan
Elenco José Wilker
Regina Duarte
Lima Duarte
Yoná Magalhães
Paulo Gracindo
Armando Bógus
Eloísa Mafalda
Fábio Júnior
Lucinha Lins
Ary Fontoura
Lídia Brondi
Cláudio Cavalcanti
Cláudia Raia
Lutero Luiz
Maurício Mattar
ver mais
Tema de abertura "Santa Fé", Moraes Moreira
Tema de
encerramento
"Santa Fé", Moraes Moreira
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (PAL-M)
Transmissão original 24 de junho de 1985 - 22 de fevereiro de 1986
N.º de episódios 209 (original)
135 (Sessão Aventura)
145 (Vale a Pena Ver de Novo)
209 (Canal Viva)
Cronologia
Último
Último
Corpo a Corpo
Selva de Pedra
Próximo
Próximo
Programas relacionados Roque Santeiro (1975)
O Bem-Amado
Saramandaia
Pedra sobre Pedra
Tieta
Fera Ferida

Roque Santeiro é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no tradicional horário das 20 horas, entre 24 de junho de 1985 a 21 de fevereiro de 1986, substituindo Corpo a Corpo e sendo substituída por Selva de Pedra, tendo 209 capítulos.

Foi escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com base no original do próprio Dias Gomes, a peça de teatro O Berço do Herói, e escrita com a colaboração de Marcílio Moraes e Joaquin Assis. Foi dirigida por Gonzaga Blota, Paulo Ubiratan, Marcos Paulo e Jayme Monjardim, com a direção geral de Paulo Ubiratan e gerência de produção de Carlos Henrique de Cerqueira Leite.

Contou com José Wilker, Regina Duarte, Yoná Magalhães, Ary Fontoura, Eloísa Mafalda, Armando Bógus, Lucinha Lins, Paulo Gracindo, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi, Fábio Júnior e Lima Duarte nos papeis principais.

Foi reprisada pela primeira vez nas tardes de Sessão Aventura da Rede Globo, entre 1 de julho de 1991 e 3 de janeiro de 1992, tendo 135 capítulos, substituindo A Gata Comeu e sendo substituída Vale Tudo. Foi reprisada novamente pelo Vale a Pena Ver de Novo, entre 11 de dezembro de 2000 a 29 de junho de 2001, tendo 145 capítulos, substituindo A Próxima Vítima e sendo substituída programa Você Decide. Foi reapresentada pela terceira vez, desta vez pelo Canal Viva, entre 18 de julho de 2011 e 4 de maio de 2012, substituindo Vale Tudo e sendo substituída por Que Rei Sou Eu?.[2] [3] [4]

Em 2012, foi eleita pelo Portal Terra uma das cinquenta melhores novelas de todos os tempos.[5]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história é ambientada na fictícia cidade Asa Branca, que funciona como microcosmo do Brasil. Há dezessete anos, o coroinha Luís Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro, por esculpir imagens sacras, morreu ao defender os habitantes de Asa Branca dos capangas do perigoso Navalhada, um bandido que havia invadido à cidade. Santificado pelo povo de Asa Branca, que atribui milagres à sua imagem, e outras pessoas buscavam até mesmo a sua canonização, Roque Santeiro tornou-se uma lenda e faz a cidade prosperar com sua história de heroísmo. Mas também despertando o interesse de muitos que se aproveitam da lenda para lucrarem. Só que para o desespero dos poderosos de Asa Branca, Roque Santeiro não está morto, e o pior, está voltando para cidade, depois de dezessete anos, ameaçando pôr um fim ao mito.

Os representantes das forças políticas, religiosas e econômicas de Asa Branca se dividem entre os que defendem que a verdade deve ser revelada, e os que querem manter a farsa do mito, porque precisam dele para lucrar. Os que se sentem ameraçados pelo retorno de Roque Santeiro, são o conservador padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha, o comerciante Zé das Medalhas - principal explorador da sua imagem -, e o todo poderoso fazendeiro Sinhozinho Malta, que mantém uma relação com a fogosa e extravagante Porcina, a suposta viúva de Roque Santeiro, e vê seu relacionamento ameaçado com a presença dele em Asa Branca.

Mas, o retorno de Roque à Asa Branca atinge a vida de outra moradora: Mocinha, apaixonada por ele, e que fora sua verdadeira noiva, antes da invasão de Navalhada à cidade. Mocinha nunca se conformou com o desaparecimento dele e se manteve virgem à espera dele, mesmo pesando que ele estivesse morto. Mocinha sente muita raiva e ódio de Porcina, por ela ter sido a suposta esposa de Roque Santeiro. Ela é filha do prefeito Florindo Abelha, e da beata Dona Pombinha.

À frente daqueles que desejam revelar a verdade aos habitantes de Asa Branca está padre Albano, que faz o contraponto com padre Hipólito. E, por meio deste personagem, foi abordado um tema em voga na época, a divisão da Igreja Católica entre os tradicionalistas e os adeptos da Teologia da Libertação. Progressista, Padre Albano, luta à favor dos trabalhadores de Asa branca e faz de tudo para revelar a verdade ao seus habitantes, que o mito de Roque Santeiro não passa de uma farsa.

Asa Branca também fica agitada com a chegada de Matilde, amiga de Sinhozinho Malta, que constrói na cidade, o seu único hotel, a Pousada do Sossego, e traz consigo do Rio de Janeiro, duas sensuais dançarinas, Ninon e Rosaly, para trabalhar na sua boate Sexus, e enfrentando a oposição do padre Hipólito e das beatas da cidade, comandadas por Dona Pombinha Abelha, a esposa do prefeito Florindo.

Também chega à cidade a equipe de filmagem de Gérson do Valle, o cineasta que vai filmar "A Saga de Roque Santeiro". O filme tem como astros principais a atriz Linda Bastos, por quem Gérson é apaixonado, e Roberto Mathias, um mulherengo que acaba por se envolver com Porcina, com Tânia, a contestadora filha de Sinhozinho Malta, e com Dona Lulu, a reprimida esposa de Zé das Medalhas.

Outro mistério que desperta a curiosidade na população de Asa Branca, é saber: quem é o lobisomem que aparece nas noites de lua cheia atacando as mulheres da cidade? O principal suspeito é o professor Astromar Junqueira pelo seus habitos um tanto sombrio, ele é apaixonado por Mocinha.

Abertura[editar | editar código-fonte]

Ao som de "Santa Fé", de Moraes Moreira, vários trabalhadores andam por uma folha natural. O logotipo da novela aparece em um efeito tridimensional. A letra "Q" da palavra "Roque" representa uma auréola e brilha. Um trator e duas mulheres passeiam por uma palha de espiga de milho. Um trem sai de dentro de uma fruta. Um motoqueiro passeia por um coco. Um homem puxa uma carroça por cima de uma banana. Um navio navega por uma violeta. Acontece um congestionamento sobre uma vitória-régia.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Criação e produção[editar | editar código-fonte]

Dias Gomes e Aguinaldo Silva escreveram Roque Santeiro baseando-se em uma peça de teatro, de autoria de Dias Gomes, O Berço do Herói, que já havia sido censurada e proibida, em 1963.[6] A telenovela seria exibida a partir do dia 27 de agosto de 1975, pela Rede Globo, substituíndo o grande sucesso Escalada, novela de Lauro César Muniz, e já haviam 30 capítulos gravados e chamadas anunciavam sua estreia. Porém, no dia de sua estreia, a emissora recebeu um ofício do Departamento de Ordem Política e Social, ou DOPS, do governo federal censurando a exibição da novela.[7] [8] O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, em que foi gravada uma conversa do autor da novela, Dias Gomes, afirmando que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra.[9] Em maio à comoção da equipe, a emissora teve apenas três meses para preparar uma outra novela, e para preencher o buraco na programação, foi exibida uma reprise compacta do grande sucesso Selva de Pedra, novela de Janete Clair, posteriormente substituída por Pecado Capital, da mesma autora e um dos maiores sucessos da emissora na época. Para a realização desta novela, parte do elenco e dos cenários de Roque Santeiro foram reaproveitados.

Após 10 anos, já no governo civil de José Sarney, a telenovela foi finalmente liberada e podê ser exibida. Por consideração aos artistas envolvidos no trabalho original, os mesmo foram convidados à participar da nova versão da novela, com seus respectivos personagens. Porém, Francisco Cuoco e Betty Faria, recusaram os papéis principais de Roque Santeiro e Viúva Porcina, já Lima Duarte retornou à produção, interpretando Sinhozinho Malta, mesmo personagem que ele interpretou na versão censurada da novela. Além dele, alguns atores que participaram da versão censurada da novela, retornaram à produção, interpretando os mesmos personagens João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño.

Milton Gonçalves, que interpretava o padre Honório (nome esse trocado para, Hipólito) na versão censurada, ganhou o papel do promotor público Lourival Prata; Elizângela, também, participou da versão censurada teve seu papel alterado, para viver Marilda, esposa de Roberto Mathias, interpretado por Fábio Jr.; e Lutero Luiz que interpretou o prefeito Flô, nesta versão, interpretou o Dr. Cazuza Amaral.

As atrizes Sônia Braga, Vera Fischer, Marília Pera e Fernanda Montenegro chegaram a ser sondadas para o papel da fogosa Viúva Porcina, que acabou interpretada de forma brilhante pela atriz Regina Duarte: o entrosamento entre o casal de personagens Porcina e Sinhozinho Malta foi perfeito e rendeu aos telespectadores cenas de barracos homéricos, segundo Lima Duarte, teria emprestado um tom mais engraçado a seu personagem, diferente de quando contracenava com Betty Faria, na versão censurada da novela. O autor Aguinaldo Silva passou a escrever a novela a partir do capítulo 41, com a incumbência de dar continuidade à trama. Para isso, contou com a colaboração de três profissionais: os escritores Marcílio Moraes e Joaquim de Assis, e a pesquisadora Lilian Garcia. Segundo Aguinaldo, quase no final da trama, no capítulo 163, Dias Gomes declarou que gostaria de finalizar a novela, e acabou escrevendo os capítulos finais.

O final gravado oficialmente para a telenovela, foi ao estilo do grande clássico Casablanca, filme de Michael Curtiz, no qual Porcina fica em dúvida se embarca com Roque no avião ou continua com Sinhozinho Malta. Mas diferente da personagem de Ingrid Bergman no filme, Porcina opta por permanecer ao lado de Sinhozinho, e os dois terminam juntos acenando para Roque, que enfim vai embora. De acordo com o documentário "A Negação do Brasil", de Joel Zito Araújo, teria sido gravado um terceiro final, no qual Porcina terminava ao lado do capataz Rodésio, interpretado por Tony Tornado, algo que de acordo com as declarações dos envolvidos não teria sido divulgado à imprensa pela Rede Globo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Regina Duarte interpretou a espalhafatosa Viúva Porcina.
Lima Duarte viveu Sinhozinho Malta.
José Wilker foi o protagonista Roque Santeiro.
Ator Personagem
Regina Duarte Viúva Porcina (Porcina da Silva)
Lima Duarte Sinhozinho Malta (Francisco Teixeira Malta)[10]
José Wilker Roque Santeiro (Luís Roque Duarte)
Ary Fontoura Prefeito Florindo Abelha
Eloísa Mafalda Dona Pombinha (Ambrosina Abelha)
Yoná Magalhães Matilde
Armando Bógus Zé das Medalhas (José Ribamar de Aragão)
Lídia Brondi Tânia Magalhães Malta
Fábio Júnior Roberto Mathias
Paulo Gracindo Padre Hipólito
Cláudio Cavalcanti Padre Albano, o "Padre Vermelho"
Lucinha Lins Mocinha Abelha
Rui Resende Professor Astromar Junqueira
Patrícia Pillar Linda Bastos
Ewerton de Castro Gérson do Valle
Luiz Armando Queiroz Tito Moreira França
Elisângela Marilda
Oswaldo Loureiro Navalhada (Aparício Limeira)
Nélia Paula Amparito Hernandez
Othon Bastos Ronaldo César
Cássia Kiss Lulu (Lugolina de Aragão)
Arnaud Rodrigues Cego Jeremias
Walter Breda Francisco
Wanda Kosmo Dona Marcelina Magalhães
João Carlos Barroso Toninho Jiló
Nelson Dantas Beato Salu
Maurício do Valle Delegado Feijó
Ísis de Oliveira Rosaly
Cláudia Raia Ninon (Maria do Carmo)
Maurício Mattar João Ligeiro (João Duarte)
Cláudia Costa Carla
Alexandre Frota Luizão (Luiz Cláudio)
Ilva Niño Mina (Filismina)
Tony Tornado Rodésio
Waldyr Sant'anna Terêncio Apolinário
Cristina Galvão Dondinha
Lutero Luiz Doutor Cazuza
Angela Leal Odete
Regina Dourado Efigênia
Lícia Magna Ciana
Ângela Figueiredo Selma Sotero
Leina Krespi Maria Igarapé
Lilian Lemmertz Margarida Malta
Dedina Bernardelli Ângela Flores
Vera Manhães Noêmia (esposa do promotor público)
Luiz Magnelli Decembrino
Edyr de Castro Nininha
Arthur Costa Filho Dr. Cipó
Fernando José Oliveira
Hemílcio Fróes Colméia
Gilson Moura Tião
Gabriela Senra Lulu (criança)
José de Freitas Deputado Ferreira de Jesus
Heloísa Helena Madre Felícia
Izabella Bicalho Porcina da Silva (jovem)
Lu Mendonça Rosa
Tonico e Tinoco Eles mesmos
Jorge Coutinho Seu Devagar
Dhu Moraes Dona Maricota
Vera Lúcia Tia Sinhá Maria

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora da novela foi um grande sucesso, tendo o Volume 1 da trilha sonora nacional vendido mais de 500.000 cópias em três meses, de modo que a gravadora Som Livre optou por não lançar um volume internacional, como de costume, mas editar um Volume 2 Nacional.[11]

Várias das canções dos álbuns ficaram entre as mais tocadas de 1985, como: "Dona" (2ª), "Vitoriosa" (6ª), "Sem Pecado e Sem Juízo" (17ª), "De Volta pro Aconchego" (24ª), "Chora Coração" (43ª), "Isso Aqui Tá Bom Demais" (45ª), "Coração Aprendiz" (55ª), "Coisas do Coração" (73ª), "Mistérios da Meia Noite" (79ª), "Verdades e Mentiras" (83ª), "A Outra" (84ª) e "Mal Nenhum" (98ª).[12]

Volume 1[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Nacional
Trilha sonora
Lançamento Junho de 1985 (1985-06)
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha[13]
Lado A
N.º Título Compositor(es) Intérprete Duração
1. "Isso Aqui Tá Bom Demais" (tema de Sinhozinho Malta) Dominguinhos / Nando Cordel Dominguinhos / Chico Buarque 3:17
2. "A Outra" (tema de Lulu) Ivan Lins / Vitor Martins Simone 3:18
3. "Sem Pecado e Sem Juízo" (tema de Linda e Gerson) Baby Consuelo / Pepeu Gomes Baby Consuelo 4:54
4. "Chora Coração" (tema de Mocinha) Wando / Pedrinho Medeiros Wando 3:48
5. "Mistérios da Meia-Noite" (tema do Lobisomem/professor Astromar) Zé Ramalho Zé Ramalho 3:20
6. "Santa Fé" (tema de Abertura) Moraes Moreira / Fausto Nilo Moraes Moreira 2:20
Lado B
N.º Título Compositor(es) Intérprete Duração
7. "Dona" (tema de Porcina) Sá / Guarabyra Roupa Nova 4:00
8. "De Volta pro Aconchego" (tema de Roque) Dominguinhos / Nando Cordel Elba Ramalho 4:39
9. "Indecente" (tema de Matilde) Jimmy / Anne Duá Anne Duá 3:26
10. "Coração Aprendiz" (tema de Tânia) Erich Bulling / Ronaldo Bastos Fafá de Belém 3:18
11. "Roque Santeiro" (tema de locação: Asa Branca) Sá / Guarabyra Sá & Guarabyra 3:09
12. "Cópias Mal Feitas [música incidental: Dezessete na Corrente]" (tema de Zé das Medalhas) Alceu Valença / Rubem Valente Filho / [Edgar Ferreira / Manoel Firmino] Alceu Valença 2:56

Volume 2[editar | editar código-fonte]

Roque Santeiro - Volume 2
Trilha sonora
Lançamento Outubro de 1985 (1985-10)
Formato(s) LP, K7
Gravadora(s) Som Livre
Produção Mariozinho Rocha
Lado A
N.º Título Compositor(es) Intérprete Duração
1. "Malandro Sou Eu" (tema de Roque) Arlindo Cruz / Sombrinha / Franco Beth Carvalho 3:17
2. "Coisas do Coração" (tema de Tânia) Ritchie / Bernardo Vilhena Ritchie 3:05
3. "Pelo Sim, Pelo Não" (tema de Sinhozinho Malta) Zé Renato / Cláudio Nucci / Juca Filho Cláudio Nucci e Zé Renato 3:25
4. "Vitoriosa" (tema de Lulu) Ivan Lins / Vitor Martins Ivan Lins 3:39
5. "Fruta Mulher" (tema de Matilde) Vevé Calasans / Roberto Mendes Nana Caymmi 3:46
6. "Verdades e Mentiras" (tema de locação: Asa Branca) Sá / Guarabyra Sá & Guarabyra 3:26
Lado B
N.º Título Compositor(es) Intérprete Duração
7. "Mil e uma Noites de Amor" (tema de Linda e Gerson) Pepeu Gomes / Baby Consuelo / Fausto Nilo Pepeu Gomes 3:58
8. "A Hora e a Vez" (tema de Porcina) Zé Renato / Cláudio Nucci / Ronaldo Bastos Cláudio Nucci e Zé Renato 3:18
9. "Mal Nenhum" (tema de Ninon e Delegado Feijó) Ed Wilson / Ronaldo Bastos Joanna 3:14
10. "Entra e Sai de Amor" (tema de Tânia e Padre Albano) Altay Veloso Altay Veloso 3:29
11. "Amparito Amor" (tema de Amparito) Roberto Nascimento / Waltel Branco Cauby Peixoto 2:53
12. "Mal de Raiz" (tema de Mocinha) Miltinho / Paulo César Pinheiro MPB4 3:42

Singles[editar | editar código-fonte]

Os seguintes singles foram lançados a partir de canções parte da trilha sonora:

  • Anne Duá - "Indecente" - Som Livre 401.8195
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" / "Olhos de Xangô" - CBS 43.118
  • Baby Consuelo - "Sem Pecado e sem Juízo" / "Rock das Crianças" - CBS 43.119
  • Pepeu Gomes - "Mil e uma Noites de Amor" / "Rock in Rio" - CBS 43.120
  • Claudio Nucci & Zé Renato - "Pelo Sim, Pelo Não" / "Manágua" - CBS 43.121
  • Moraes Moreira - "Santa Fé" - CBS Promo 51.100
  • Vários - "Mil e uma Noites de Amor" / "Pelo Sim, Pelo Não" // "A Hora e a Vez" / "Coisas do Coração" - CBS Promo 51.113
  • Zé Ramalho - "Mistérios da Meia-Noite" - CBS Promo 52.032
  • Sá e Guarabyra - "Roque Santeiro" / "A Longa Noite" - RCA 101.0999
  • Roupa Nova - "Dona" / "Não Dá" // "Tímida" / "Whisky à Go-Go" - RCA 102.0438
  • Beth Carvalho - "Mais que um Sorriso" / "Malandro Sou Eu" // "Cinelândia" / "O Encanto dos Gantois" - RCA Promo 102.0454
  • Altay Veloso - "Entra e Sai de Amor" / "A Volta do Cometa" - Polydor 883.613-1(?)

Reedições[editar | editar código-fonte]

Em 1991, por ocasião da re-exibição da novela, o álbum do volume 1 da trilha sonora nacional foi relançado, tendo-lhe sido adicionadas duas canções do volume 2, que não foi relançado na época. Essa versão ampliada foi, em 2001, re-editada em CD como parte da série "Campeões de Audiência - Agora em CD" e renomeada para "O Melhor de Roque Santeiro.

Versões internacionais[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa da CBS, gravadora de origem de grande parte dos artistas presente nos dois álbuns da trilha sonora da novela, foram lançados LPs em outros países onde a novela fez sucesso.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Recordes de audiência em São Paulo
Data Pontos Capítulo
25 de junho de 1985 72 02
29 de julho de 1985 74 31
12 de agosto de 1985 76 43
13 de agosto de 1985 78 44
20 de agosto de 1985 81 50
21 de outubro de 1985 83 103
04 de novembro de 1985 85 115
20 de janeiro de 1986 86 181
10 de fevereiro de 1986 88 199
17 de fevereiro de 1986 91 205
21 de fevereiro de 1986 95 209
Recordes de audiência em São Paulo pelo Vale a Pena Ver de Novo
Data Pontos Capítulo
23 de abril de 2001 20 96
29 de maio de 2001 22 122
04 de junho de 2001 23 126
18 de junho de 2001 26 136

Sua média geral é de 74 pontos de audiência, sendo a telenovela de maior audiência da televisão brasileira.[16] [17]

Em seu último capítulo, exibido em 21 de fevereiro de 1986, cena em que Sinhozinho Malta e Viúva Porcina se despedem de Roque Santeiro, que deixa à Asa Branca, a telenovela registrou o maior índice de audiência da história da televisão brasileira: Incríveis 100 pontos de picos e média de 95 pontos.[18] [19]

Quando foi reprisada, pela primeira vez em 1991, a audiência foi satisfatória, muito maior do que às das séries estrangeiras que ocupavam o horário, chegando à marcar 36 pontos.[20] Em sua segunda reprise pelo Vale a Pena Ver de Novo, no entanto, sua audiência foi desagradável, 15 pontos.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu APCA (1985):

Troféu Imprensa (1985):

Referências

  1. Teledramaturgia (20 de novembro de 2013). Roque Santeiro. Página visitada em 20/11/2013.
  2. Roque Santeiro volta ao ar nesta segunda-feira (18) Fernando Oliveira. (18/07/2011). Página visitada em 30/06/2013.
  3. ROQUE SANTEIRO (VAMOS RECORDAR) (17 de abril de 2011). Página visitada em 30 de junho de 2013.
  4. Veja por que "Roque Santeiro" foi uma novela tão marcante
  5. Las 50 mejores telenovelas de todos los tiempos (em espanhol) Portal Terra. Página visitada em 13 de março de 2012.
  6. Roque Santeiro - Memória Globo Globo.com. Página visitada em 4 de setembro de 2013.
  7. 'Roque Santeiro': Censura adiou estreia da trama por dez anos Extra Online (11 de dezembro de 2010). Página visitada em 28 de março de 2011.
  8. Censura nas novelas: o que você não viu na TV Aventuras na História. Página visitada em 28 de março de 2011.
  9. Roque Santeiro é proibida pela censura PUC-Rio. Página visitada em 28 de março de 2011.
  10. Lima Duarte diz ter detestado seu personagem em Araguaia
  11. XAVIER, Nilson. Roque Santeiro (1985) - Bastidores Teledramaturgia.Com.Br. Página visitada em 18 ago. 2014.
  12. MOFOLÂNDIA. MÚSICA - Top Hits 1985. Página visitada em 18 ago. 2014.
  13. XAVIER, Nilson. Roque Santeiro (1985) - Trilha Sonora Teledramaturgia.Com.Br. Página visitada em 18 ago. 2014.
  14. Aforocha. Various - Roque Santeiro (Vinyl, LP) Discogs. Página visitada em 18 ago. 2014.
  15. Salvavinilos. Roque Santeiro - Varios Artistas [1989] FlickRiver. Página visitada em 18 ago. 2014.
  16. Redação Terra (25 de abril de 2009). Confira as 10 novelas mais vistas da Globo (em português) Terra Diversão. Página visitada em julho de 2010.
  17. Redação Quem Online (10 de março de 2009). Aguinaldo Silva divulga lista das novelas com maior audiência da história (em português) Revista Quem Acontece. Página visitada em julho de 2010.
  18. http://www.muitointeressante.com.br/pq/perguntas/qual-foi-a-maior-audiencia-de-tv-registrada-no-brasil
  19. http://www.guiadoscuriosos.com.br/categorias/242/1/curiosidades-das-novelas.html
  20. Reprise de 'Roque' atinge 36 pontos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]