Água Viva (telenovela)

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Água Viva
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 50 min. aproximadamente
Criador(es) Gilberto Braga com a colaboração de Manoel Carlos
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Roberto Talma
Paulo Ubiratan
Elenco Reginaldo Faria
Betty Faria
Raul Cortez
Ângela Leal
Isabela Garcia
Tônia Carrero
Beatriz Segall
Fábio Júnior
Lucélia Santos
Glória Pires
Kadu Moliterno
Maria Padilha
Tetê Medina
José Lewgoy
e grande elenco
Tema de abertura "Menino do Rio", Baby Consuelo
Tema de
encerramento
"Menino do Rio", Baby Consuelo
Transmissão original 4 de fevereiro de 19808 de agosto de 1980
N.º de episódios 161 capítulos (original)
161 capítulos (Canal Viva )
145 capítulos (reprise - 1984)
Cronologia
Último
Último
Os Gigantes
Coração Alado
Próximo
Próximo

Água Viva é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 4 de fevereiro a 8 de agosto de 1980, em 161 capítulos, substituindo Os Gigantes e sendo substituída por Coração Alado.

Escrita por Gilberto Braga com a colaboração de Manoel Carlos, foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan, com direção geral de Roberto Talma.

Apresentou Reginaldo Faria, Raul Cortez, Betty Faria, Lucélia Santos, Ângela Leal, Tônia Carrero, Beatriz Segall, José Lewgoy, Tetê Medina, Natália do Valle, Cláudio Cavalcanti, Kadu Moliterno, Isabela Garcia, Fábio Júnior e Glória Pires nos papéis principais da trama.

Reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 13 de fevereiro a 31 de agosto de 1984, em 145 capítulos, foi a primeira novela das oito reprisada à tarde, quebrando o padrão de que apenas novelas das seis ou sete horas eram reprisadas nesta faixa. A sua liberação foi conseguida em cima da hora, já que em janeiro de 1984, a Rede Globo tinha exibido chamadas do retorno de Elas por Elas.[1] [2]

A novela foi reapresentada no Canal Viva entre 30 de setembro de 2013 e 5 de abril de 2014, substituindo Rainha da Sucata e sendo substituída por Dancin' Days. É a segunda produção de telenovela mais antiga exibida no canal até então, e a primeira a ser escolhida por votação do público na emissora, tornando-se uma das reprises de maior sucesso no canal; tanto em audiência, como em repercussão.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A trama gira em torno de Maria Helena, uma pequena órfã que ligará todos os personagens. Atingindo a idade de ser transferida para outro orfanato, Maria Helena sente-se insegura e amedrontada. É um mundo novo, completamente desconhecido, que a espera. A sua única amiga é Suely, voluntária do abrigo, que descobre que o pai biológico de Maria Helena é Nelson Fragonard, um bon vivant apaixonado por pesca em alto-mar e irmão do famoso cirurgião plástico Miguel Fragonard.

Suely, uma "ferromoça" humilde, procura Nelson com o objetivo de apresentar-lhe Maria Helena, mas o rico playboy se recusa a acreditar na paternidade da órfã. Na mesma época, Nelson aceita participar de uma negociata proposta por seu melhor amigo Tércio, que lhe propõe assumir formalmente a propriedade de uma empresa de autopeças, com o pretexto de evitar uma partilha de bens com sua esposa. Mas durante uma competição de pesca em sua lancha, Tércio sofre um ataque cardíaco e seu cadáver desaparece no mar. Logo após a tragédia, Nelson descobre que a empresa encontra-se falida e que, como novo "dono" dela, terá que assumir todo o passivo de dívidas da mesma. Em pouco tempo a Justiça arresta todos os seus bens e Nelson cai na miséria. Com isto, o destino de Maria Helena permanece incerto.

Paralelamente, Janete é uma moça que não se conforma em ter os pais, Evaldo e Wilma, sustentados pela tia solteirona Irene. Em meio aos seus conflitos familiares, Janete desperta a paixão em Bruno, jovem fotógrafo e filho do milionário Kléber Simpson, ex-marido de Stella Fraga Simpson, uma socialite excêntrica. Bruno faz de tudo para conquistar Janete, mas a moça não corresponde ao seu amor.

Ela acaba se apaixonando por Marcos, um jovem médico, e o sentimento será recíproco, para desespero de Bruno. Mas o amor entre os jovens terá que enfrentar a ferrenha oposição da megera Lourdes Mesquita, uma aristocrata falida e mãe de Marcos. Lourdes deseja ver o filho casado com Sandra, filha de Miguel Fragonard. A vilã também detesta seu genro, o professor esquerdista Edir, marido de sua filha Márcia. O casal acaba assumindo a guarda provisória de Maria Helena.

Em meio a tudo isto, desenrola-se também o drama de Lígia, uma alpinista social recém separada de Heitor, que a traiu com sua melhor amiga Selma. Após a separação, Lígia se envolve com Nelson. Ela não sabe que Nelson é irmão de Miguel, mas encanta-se com sua aparência e simplicidade de caráter. Os dois iniciam um relacionamento, em meio à luta de Nelson para sobreviver em sua nova condição social. Ele, no entanto, esconde o seu passado de Lígia, esperando que ela baseie seus sentimentos apenas na sua pessoa.

Nelson e Miguel passaram a maior parte de suas vidas formalmente rompidos. Para Nelson, seu irmão mais velho teria se aproveitado da morte de seus pais para lhe prejudicar na partilha da herança. Mas enquanto o jovem Miguel lutava para se tornar um cirurgião plástico mundialmente conhecido, Nelson apenas viveu de acordo com a renda obtida de sua herança. Foi a queda do padrão de vida de Nelson, em paralelo com a morte de Lucy, esposa de Miguel, que reaproximou ambos.

Mas o caso de amor é mortalmente abalado após a prisão de Nelson, envolvido injustamente em um caso de contrabando de joias comandado por seu sócio Evaldo. Lígia então se envolve amorosamente com Miguel, recentemente viúvo de Lucy, morta em uma explosão acidental de lancha. E aí recomeça a disputa entre os dois irmãos, agora envolvendo o amor de Lígia.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Gloria Pires interpretou Sandra Fragonard.
Raul Cortez viveu Miguel Fragonard.
Lucélia Santos foi Janete.
Betty Faria deu vida a Lígia.
Fábio Júnior foi Marcos Mesquita.
Maria Padilha interpretou Beth.
Ator Personagem
Betty Faria Lígia Prates
Reginaldo Faria Nelson Fragonard
Raul Cortez Miguel Fragonard
Glória Pires Sandra Fragonard
Fábio Júnior Marcos Mesquita
Lucélia Santos Janete
Tônia Carrero Stella Maria Fraga Simpson
Beatriz Segall Lourdes Mesquita
Isabela Garcia Maria Helena Fragonard
Natália do Vale Márcia Mesquita
Kadu Moliterno Bruno Fraga Simpson
Cláudio Cavalcanti Edir da Cunha Santos
Ângela Leal Suely Bandeira
José Lewgoy Kléber Fraga Simpson
Tetê Medina Lucy Fragonard
Mauro Mendonça Evaldo Fragoso Neves
Eloísa Mafalda Irene Fragoso Neves
Arlete Salles Celeste Lima
Carlos Eduardo Dolabella Heitor Sampaio
Aracy Cardoso Wilma
Grande Otelo Canivete
Maria Helena Dias Clara
John Herbert Jaime Alves Cardoso
Tamara Taxman Selma
Jorge Fernando Jáder Bandeira
Milton Moraes Sérgio Lima
Fernando Eiras Alfredo Santana
Maria Padilha Elisabeth (Beth)
Maria Helena Pader Mary
Jacqueline Laurence Clarice
Maria Zilda Bethlem Gilda Sarpo
Terezinha Sodré Marinete
Francisco Dantas Marciano Laranjeira
Clementino Kelé Tinhorão
Ilva Niño Antônia
Jardel Mello Carlos
Ricardo Petraglia Max
Edson Silva Lafayette
Lícia Magna Edith
Ísis Koschdoski Cíntia
Cleyde Blota Marlene
Lucy Mafra Rosa
Nildo Parente Fonseca
Ivan Cândido Técio
Dary Reis Joel
Ricardo Blat Jofre
Álvaro Aguiar Turíbio
Danton Jardim Edson
Ênio Santos Del. Rômulo Siqueira
Hemílcio Fróes Armando
Henriette Morineau Jojo Besançon
Ivan Mesquita Detetive Milton
José Carlos Sanches Lúcio
Tony Ferreira Valdir
Waldyr Sant'anna Jornaleiro
Luiz Armando Queiroz Bicheiro

Elenco de Apoio[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Teve o título provisório de Vento Norte.[1]

Água Viva foi uma novela charmosa e recheada de bons personagens como Beatriz Segall, que se destacou interpretando sua primeira grande vilã. Tônia Carrero, que inicialmente havia sido escalada para interpretar a megera, conquistou o público como a excêntrica Stella Fraga Simpson.[1]

Glória Menezes foi a primeira atriz cotada para viver Lucy Fragonard, mas recusou por achar a personagem pequena e inexpressiva. Pepita Rodrigues foi chamada, mas declinou do convite, por se achar nova demais para ser mãe de Glória Pires (à época com 17 anos). Tetê Medina brilhou como a suave mulher de Miguel (Raul Cortez), que morreu no capítulo 21 da trama, no ar em 21/02/1980. Na época, inclusive, o público mandava cartas para a emissora implorando para que Lucy não morresse; ela era considerada uma personagem "carismática, leve, amiga e carinhosa"[3] . 33 anos depois, na reprise da novela no Canal Viva, os internautas nas redes sociais reclamavam da trágica morte dela.

As atrizes Tônia Carrero, Glória Pires, Maria Zilda e Maria Padilha iriam gravar uma cena no Posto 9 da Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, onde simulariam um topless, utilizando apenas um par de adesivos para cobrirem os seios. Algumas pessoas protestaram e chegaram a agredir a equipe da novela, nas palavras de Maria Padilha: "Quando os curiosos perceberam que faríamos topless, nos expulsaram da praia jogando latas e areia".[1] A cena teve que ser gravada na Praia de São Conrado.[4]

O primeiro suspense da novela aconteceu fora de cena: o ator Kadu Moliterno e um cinegrafista nadaram para fugir de um tubarão.[1]

A novela incentivou a prática do esporte, assim como valorizava a cidade do Rio de Janeiro em vários aspectos.

Gilberto Braga se inspirou no musical americano Annie, sobre a história de uma graciosa menina órfã - na novela, Maria Helena, vivida por Isabela Garcia, com 12 anos na época.[1]

Também criança, Carla Marins, teve uma aparição na novela, na festa de aniversário de Maria Helena em que Stella se veste de palhaço.

No capítulo 39, exibido em 19 de março de 1980, mostrou implicitamente o uso de um "baseado". O personagem Alfredo (Fernando Eiras) enrolou tranquilamente seu cigarro de maconha. No script o autor indicava apenas Alfredo arrumando alguma coisa.[1]

A partir do capítulo 57, Gilberto Braga contou, a seu pedido, com a colaboração de Manoel Carlos.[4]

Marcante também a cena em que Lígia (Betty Faria) se fecha com Selma (Tamara Taxman) no banheiro de uma casa de shows e lhe dá uma surra, após descobrir que esta lhe roubara o marido. Gilberto Braga repetiria a mesma cena anos mais tarde. Em Celebridade, Maria Clara Diniz (Malu Mader) dá uma surra em Laura (Cláudia Abreu) no banheiro de uma casa de shows.

Gilberto Braga homenageou sua amiga e mestra Janete Clair ao batizar a personagem de Lucélia Santos com seu nome.[4] Lucélia Santos fez de sua heroína Janete, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de abril de 1980.

A atriz e modelo Maria Eugênia Villarta fez uma participação na novela como amiga de Sandra, papel de Glória Pires, foi a ultima vez que ela aparecia em uma novela, só depois ela seria convidada para fazer a abertura da novela Champagne em 1983 de Cassiano Gabus Mendes.

Primeira novela da atriz Maria Padilha[1] , e estreia de Raul Cortez na Globo.[4]

O cantor jamaicano Peter Tosh, de passagem pelo Brasil, gravou uma participação especial durante uma festa na casa de Stella Simpson.

Água Viva teve uma versão romanceada, por Leonor Bassères na série de livros, "Sucessos" da Rede Globo.

Teve média geral de 62 pontos. Seu último capítulo marcou 75 pontos.

Durante sua exibição no Canal Viva, Água Viva foi eleita por voto popular como Melhor Reprise, no prêmio Melhores do Ano, promovido pelo site Tele Dossiê. E também como Melhor Novela Reprisada Pelo Canal Viva, pelo blog Navegando Pelas Novelas.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Água Viva também teve excelente trilha sonora nacional e internacional. Várias canções marcaram a novela e personagens: "Realce" de Gilberto Gil, "Amor, meu grande amor" de Ângela Rô Rô, "20 e poucos anos" de Fábio Jr, "Altos e baixos" de Elis Regina, "Grito de Alerta" de Maria Bethânia, "Cais" de Milton Nascimento, "Wave" de João Gilberto, "Love I Need" de Jimmy Cliff, "Cruisin'" de Smokey Robinson, "Ships" de Barry Manilow, "Babe" de Styx, entre outras. Mas sem dúvida a música que melhor representou a novela é a canção de abertura "Menino do Rio" de Baby Consuelo. A música casava perfeitamente com a bela abertura que exibia a prática do Windsurf.

Nacional[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora nacional foi remasterizada e lançada em CD em 2001, pela Som Livre.

Capa: logotipo da novela

Internacional[editar | editar código-fonte]

Capa: logotipo da novela

Referências

  1. a b c d e f g h Bastidores de Água Viva Teledramaturgia
  2. Bastidores de Elas por Elas Teledramaturgia
  3. O Globo, de 1º de março de 1980
  4. a b c d Curiosidades de Água Viva Memória Globo


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