Porto dos Milagres

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde abril de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Trechos sem fontes poderão ser removidos.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.
Porto dos Milagres
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 60 minutos (aproximadamente)
Criador(es) Aguinaldo Silva
Ricardo Linhares
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Antônio Fagundes
Marcos Palmeira
Flávia Alessandra
Cássia Kiss
Luiza Tomé
Leonardo Brício
Camila Pitanga
Arlete Salles
ver mais
Tema de abertura "Caminhos do Mar", Gal Costa
Transmissão original 5 de fevereiro de 200128 de setembro de 2001
N.º de episódios 203
Cronologia
Último
Último
Laços de Família
O Clone
Próximo
Próximo
Programas relacionados A Indomada

Porto dos Milagres é uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela Rede Globo de 5 de fevereiro a 28 de setembro de 2001, totalizando 203 capítulos, substituindo Laços de Família e sendo substituída por O Clone.

Livre adaptação de duas obras do escritor Jorge Amado - Mar Morto e A descoberta da América Pelos Turcos, foi escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, com a colaboração de Nelson Nadotti, Filipe Miguez, Glória Barreto e Maria Elisa Berredo, tendo direção de Fabrício Mamberti e Luciano Sabino, direção geral de Marcos Paulo e Roberto Naar, e direção de núcleo de Marcos Paulo.

Contou com Antônio Fagundes, Flávia Alessandra, Marcos Palmeira, Camila Pitanga, Leonardo Brício, Arlete Salles, Paloma Duarte, Luíza Tomé e Cássia Kiss nos papeis principais da trama.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira fase[editar | editar código-fonte]

Félix Guerrero (Antônio Fagundes) vende ilegalmente as terras que o pai havia deixado como herança para ele e Bartolomeu (Antônio Fagundes), seu irmão gêmeo idêntico. Desmascarado pela polícia, Félix foge para a Espanha em companhia de sua mulher, a inescrupulosa Adma (Cássia Kiss). Félix e Adma vivem durante anos na Europa aplicando pequenos golpes, até que uma cigana profetiza que, ao atravessarem o mar, Félix se tornará um rei.

Adma presume que esse destino está na Bolívia, e para lá se mudam. Porém, ao não alcançarem seus propósitos, voltam ao Brasil e se instalam em Porto Velho, capital de Rondônia. Adma então descobre através de um jornal que Bartolomeu Guerrero havia se tornado um poderoso homem de negócios na pequena cidade litorânea de Porto dos Milagres, na Bahia. Adma, sem o marido saber, vai à cidade e mata o cunhado Bartolomeu com um forte raticida, e chama Félix para assumir os negócios de seu já morto irmão.

No entanto, Bartolomeu havia se envolvido com a prostituta Arlete Palmeirão (Letícia Sabatella), que descobre estar esperando um filho dele. Arlete, depois do nascimento do menino, vai à mansão Guerrero e é recepcionada por Adma; desejando eliminar os herdeiros do cunhado, Adma manda o capataz Eriberto (José de Abreu) livrar-se de Arlete e do recém-nascido, mais uma vez sem contar a Félix.

Eriberto engana Arlete e a leva com o filho para alto-mar. Mas Arlete o engana durante uma distração e coloca o menino em um cesto, que atira nas águas. Desesperada, Arlete entrega o destino do menino nas mãos da rainha do mar Iemanjá e mata-se afogada logo depois ao pular no mar.

Guiado por Iemanjá, o cesto é levado pelas ondas até perto do barco do pescador Frederico (Maurício Mattar), que está fazendo o difícil parto de sua esposa Eulália (Cristiana Oliveira). Eulália desmaia antes de saber que seu filho nasceu morto; entretanto, Frederico ouve um choro de criança e encontra no mar o cesto com o bebê de Arlete. Acreditando que o menino é uma bênção de Iemanjá, o pescador resgata-o e mostra-o a Eulália como se fosse o filho deles. Enfraquecida pelo parto, Eulália batiza o menino como Gumercindo e morre em seguida.

Frederico, triste, entrega a vida de Gumercindo nas mãos de Iemanjá e passa a criar o menino como seu filho. Alguns anos depois, durante uma noite de tempestade, Frederico salva em alto-mar seu irmão Francisco (Tonico Pereira) e desaparece. Francisco e sua mulher Rita (Joana Fomm) assumem a criação do sobrinho.

Laura é a irmã mais nova da dedicada Leontina e da prepotente Augusta Eugênia. Renegando sua família, a jovem se casa com o pescador Leôncio, com quem tem uma filha. Inconformada com o casamento da irmã com um simples pescador, Augusta Eugênia denuncia Leôncio à polícia por contrabando, sem saber que Laura está no barco com o marido.

A polícia aborda Leôncio para prendê-lo, embora Laura tente impedi-los; o casal foge e morre, depois que um tiro dado pelos policiais para dar fim à perseguição causa a explosão do motor de seu barco. Leontina então assume a criação da sobrinha, Lívia, e leva a menina consigo para o Rio de Janeiro.

Rosa Palmeirão, irmã de Arlete, está prestes a se casar com o advogado Otacílio, e no dia de seu casamento com este, mata o coronel Jurandir de Freitas (Reginaldo Faria) que violentara a sua irmã mais nova Cecília. Rosa é condenada a 20 anos de prisão, dizendo que ao sair irá dar uma reviravolta em sua vida.

Segunda fase[editar | editar código-fonte]

A nova fase conta com 20 anos passados. Lívia deixa a cidade do Rio de Janeiro e vai com o seu namorado Alexandre, filho de Félix e Adma, para Porto dos Milagres. Já na cidade, ela conhece Gumercindo, sendo conhecido como Guma, que se tornou um homem de caráter e um líder respeitado na pequena cidade litorânea. Os dois se apaixonam, tendo que passarem por poucas e boas para concretizar esse amor, como a hostilidade de Alexandre, que não se conforma em perder Lívia para um pescador, e a ambição de sua tia Augusta Eugênia, que quer ver sua sobrinha casada com o herdeiro de Félix Guerreiro, e ainda ter que lidar com as armações da bela e sedutora Esmeralda, moça apaixonada pelo pescador, que acha que os dois se combinam por serem da mesma classe social.

Já Rosa Palmeirão deixa a cadeia disposta a descobrir o paradeiro do filho de Arlete, e acaba se apaixonando por Félix após abrir um bordel. Otacílio, com quem ela pretendia casar antes de ser presa, se casou com Amapola, com quem teve o filho Alfredo Henrique. Mas Rosa acaba esquecendo-o, tendo os seus olhos especialmente para Félix.

Outros núcleos em destaque são o amor de Alfredo Henrique e Luísa, filha de Rita e Francisco, o amor proibido de Leontina pelo seu cunhado Osvaldo, marido de sua irmã Augusta Eugênia, a relação da professora Dulce com o médico Rodrigo, entre outros interessantes.

Guma, com o apoio dos pescadores e de seus amigos, candidata-se à prefeitura, tornando-se um rival político de seu tio Félix. Guma defende o Partido das Causas Trabalhistas, enquanto Félix defende o Partido da Vanguarda Democrática e candidata-se ao governo estadual. Vendo que Guma não é quem ele presumia e ao descobrir através de Adma que Guma é o filho de Bartolomeu, Félix tenta sem êxito matá-lo e deixa também Adma ao descobrir que havia mentido para ele durante tantos anos.

Fim

Félix acaba se rendendo a Guma, implorando que salve seu filho Alexandre, que tenta se suicidar com Lívia em alto-mar. Guma consegue salvá-los, mas não sobrevive. Disposta a não deixar que o amado morra, Esmeralda dá a sua própria vida a Iemanjá para salvar Guma. Ela vira mãe-de-santo, e o pescador ressucita. Ele e Lívia se casam, e os dois têm um filho.

Adma, a fim de se livrar de Eriberto, envenena uma bebida e dá para ele beber, que percebe as artimanhas e troca as taças, matando-a. Em seguida o capataz também toma a bebida, morrendo ao lado da mulher que sempre amou.

Félix vence as eleições e se torna o novo governador. Mas no dia de sua posse Félix é morto por Rosa Palmeirão, a qual ainda pensava por engano que Félix havia sido quem ordenou a morte de Arlete. Após pouco tempo, Guma é eleito novo prefeito, marcando uma nova era naquela cidade.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Produção[editar | editar código-fonte]

Porto Velho, onde foi gravada a primeira fase da trama.
Sevilha, onde obteve cenas no primeiro capítulo.
Bahia, a locação principal da trama.

A novela foi gravada em uma cidade cenográfica construída na Ilha de Comandatuba, na Bahia, e, várias cenas se passaram no Hotel Transamérica, situado na Ilha. A cidade cenográfica foi mantida durante anos pelo Hotel Transamérica, na Ilha de Comandatuba, podendo ser visitada por seus hóspedes. Porém, ela não existe mais.[1]

Duas cidades cenográficas foram construídas para a novela: a cidade alta, erguida na Central Globo de Produção (Projac), e a cidade baixa, criada na Ilha de Comandatuba, com o cais, o nicho de Iemanjá, uma capela, o mercado municipal e as casas de pescadores. Canavieiras também abrigou construções feitas especialmente para a trama, em uma ruela onde foram gravadas as cenas do bordel de Dona Coló (Glória Menezes). Os destaques da cidade montada no Projac eram a praça principal, a igreja matriz e o palacete de Bartolomeu Guerreiro, situado no alto de uma ladeira e com um minarete de 16m de altura, visível de qualquer ponto da cidade. A arquitetura e a decoração do interior da mansão, ambientado no estúdio, apresentava elementos mouros e espanhóis. A estátua de Iemanjá que aparece na trama foi feita pela equipe de artesãos do Projac.[1]

Uma das criações curiosas da produção de arte foi o livreto com o cordel de Rosa Palmeirão, O ABC de Rosa, escrito pela própria produção.[1]

Alguns efeitos especiais da história, utilizados nas cenas de barco em alto-mar - como, por exemplo, quando Guma (Marcos Palmeira) enfrenta a tempestade - foram realizadas em parceria com a empresa norte-americana Digital Domain, de Los Angeles, responsável por alguns dos efeitos de filmes como Titanic e O Segredo do Abismo.[1]

O primeiro capítulo da novela mostrou cenas com Antônio Fagundes e Cássia Kiss em Sevilha, na Espanha, onde a equipe passou duas semanas. Atores espanhóis participaram das gravações. Também foram usadas como locações a Ilha de Comandatuba e a cidade de Canavieiras, na Bahia.[1]

O deputado Pitágoras, que Ary Fontoura brilhantemente interpretou em A Indomada, seria apenas uma participação, mas acabou ficando como personagem fixo.[1]

Reprise[editar | editar código-fonte]

Apesar de nunca ser reprisada no Brasil, Porto dos Milagres já foi reprisada e re-reprisada no Vale a Pena Ver de Novo da Globo Internacional a primeira vez foi em 2006 substituindo Força de um Desejo e sendo substituída por Estrela-Guia. Já na segunda vez substituiu a novela O Clone no dia 10 de junho de 2013, tendo o último capítulo exibido dia 28 de fevereiro de 2014 quando foi substituída por América, e totalizou com 190 capítulos sendo a reprise mais longa na faixa.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Marcos Palmeira interpretou o protagonista Guma.
Flávia Alessandra interpretou a protagonista Lívia.
Camila Pitanga interpretou a vilã Esmeralda.
Cássia Kiss interpretou a antagonista principal Adma.
Actor Personaje
Marcos Palmeira Gumercindo Vieira (Guma)
Flávia Alessandra Lívia Proença de Assunção / Iemanjá
Antônio Fagundes Félix Guerrero / Bartholomeu Guerrero
Cássia Kiss Adma Guerrero
Luiza Tomé Rosa Palmeirão
Leonardo Brício Alexandre Guerrero
Camila Pitanga Esmeralda
Arlete Salles Augusta Eugênia Proença de Assunção
José de Abreu Eriberto
Zezé Polessa Amapola Ferraço
Paloma Duarte Dulce
Kadu Moliterno Dr. Rodrigo
Joana Fomm Rita
Fulvio Stefanini Osvaldo
Carla Marins Judite
Marcelo Serrado Rodolfo Augusto Proença de Assunção
Renata Castro Barbosa Bela
Nathalia Timberg Ondina
Louise Cardoso Maria Leontina
Eduardo Galvão Otacílio Ferraço
Cláudia Alencar Epifânia
Tonico Pereira Chico
Flávio Galvão Deodato
Roberto Bomtempo Jacques
Zezé Motta Mãe Ricardina
Ana Lúcia Torre Salete
Taís Araújo Selminha Aluada
Sérgio Menezes Rufino
Mônica Carvalho Maria do Socorro (Socorrinho)
Daniela Faria Haydée Caolha
Guilherme Piva Alfeu
Júlia Lemmertz Genésia
Vladimir Brichta Ezequiel
Marcélia Cartaxo Quirina
Cláudio Corrêa e Castro Seu Babau
Miguel Thiré Alfredo Henrique
Bárbara Borges Luíza
Thiago Farias Paçoca
Camilla Farias Ana Beatriz
Ary Fontoura Deputado Pitágoras Williams Mackienzie
Glória Menezes Dona Coló
Letícia Sabatella Arlete
Hugo Carvana Delegado Gouvêia
Reginaldo Faria Coronel Jurandir de Freitas
Cristiana Oliveira Eulália
Maurício Mattar Frederico
Carolina Kasting Laura
Tuca Andrada Leôncio
Ilva Niño Valdenice
Luiza Curvo Cecília
Eunice Muñoz Cigana

Repercussão[editar | editar código-fonte]

A trama sofreu críticas por parte de movimentos negros da Bahia e de outros estados, pelo número reduzido de atores negros no elenco de uma novela ambientada na Bahia, estado com alto índice de população negra. De acordo com a crítica acima, a trama foi um relativo sucesso, mas não caiu nos assuntos dos telespectadores.[2]

A trama foi satirizada pelo Casseta & Planeta, Urgente!, com o título de Porco com Vinagres.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Teve média final de 44 pontos.[3] Estreou com uma média de 43 pontos, não superando assim a sua antecessora, Laços de Família, que havia estreado com média de 49 pontos.[4] Seu último capítulo marcou uma média de 61 pontos.[5]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Nacional - Volume I[editar | editar código-fonte]

Porto dos Milagres Nacional I
Trilha sonora de vários intérpretes
Lançamento 2001
Gravação 2001
Gênero(s) Vários
Duração 50 min (aproximadamente)
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guilherme Dias Gomes
Cronologia de vários intérpretes
Último
Último
-
Porto dos Milagres Nacional II
Próximo
Próximo

Capa: logotipo da novela

  1. "Caminhos do Mar" - Gal Costa
  2. "Por Te Querer" - Belô Veloso
  3. "A lua Que eu Te Dei" - Ivete Sangalo (part. especial Herbert Vianna)
  4. "Crendice" - Carlinhos Brown
  5. "Entre o Céu e o Mar" - Elba Ramalho
  6. "Um Raio Laser" - Jota Quest
  7. "O Bem do Mar" - Dorival Caymmi
  8. "Só no Balanço do Mar" - Daniela Mercury (part. especial Dominguinhos)
  9. "Sob Medida" - Fafá de Belém
  10. "Sem Amor" - Patricia Mellodi
  11. "Dinamarca" - Gilberto Gil e Milton Nascimento
  12. "Fofura" - Uai Sô
  13. "Como Plural" - Roberta de Recife
  14. "Instante Eterno" - Ivan Lins

Nacional - Volume II[editar | editar código-fonte]

Porto dos Milagres Nacional II
Trilha sonora de vários intérpretes
Lançamento 2001
Gravação 2001
Gênero(s) Vários
Duração 50 min (aproximadamente)
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guilherme Dias Gomes
Cronologia de vários intérpretes
Último
Último
-
-
Próximo
Próximo

"'Capa:"' Flávia Alessandra

  1. "Feliz" - Leila Pinheiro
  2. "Usted Se Me Llevó La Vida" - Alexandre Pires
  3. "Atração Fatal" - Roberta Miranda
  4. "Por Enquanto" (ao vivo) - Cássia Eller
  5. "Quando Você Não Vem" - Eliana Printes
  6. "Babaobá" - Maurício Mattar
  7. "Saudade de Amor (If Ever)" - Nana Caymmi
  8. "Prontos Para Amar" - Guilherme Arantes
  9. "O Impossível" - Erasmo Carlos
  10. "É Doce Morrer no Mar" - Dori Caymmi
  11. "Por Entre os Dedos" - José Augusto
  12. "Trip To Heaven" - Passangers
  13. "Tema do Rei" - Guilherme Dias Gomes
  14. "I Miss You" - Due Angeli

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Qualidade Brasil RJ
Prêmio Qualidade Brasil SP

Prêmio Contigo![6]

Troféu Imprensa

Prêmio Internet

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]