Riacho Doce (minissérie)

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Riacho Doce
Informação geral
Formato Minissérie
Criador(es) Aguinaldo Silva
Ana Maria Moretzsohn
baseado no romance homônimo de José Lins do Rego
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Paulo Ubiratan
Reynaldo Boury
Luis Fernando Carvalho
Produtor(es) Maria Alice Miranda
Paulo Ubiratan
Elenco Vera Fischer
Carlos Alberto Riccelli
Fernanda Montenegro
Herson Capri
Luiza Tomé
Denise Milfont
Nelson Xavier
Ewerton de Castro
Beth Goulart
Suzy Rego
Roberto Frota
Osmar Prado
Tema de abertura Estudo em Mi Maior Opus 10 de Chopin, regente André Kostelanetz
Exibição
Emissora de
televisão original
Rede Globo
Transmissão original 31 de julho de 1990 - 5 de outubro de 1990
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 40

Riacho Doce é uma minissérie brasileira exibida pela Rede Globo nos dias de 31 de julho a 5 de outubro de 1990 com duração de 40 capítulos[1] . Escrita por Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn, com a colaboração de Márcia Prates e dirigida por Paulo Ubiratan, Reynaldo Boury e Luis Fernando Carvalho foi baseada no romance homônimo de José Lins do Rego.

A produção executiva foi de Maria Alice Miranda, direção de planejamento de José Roberto Sansevereino, produção de arte de Cristina Médicis, cenografia de Mário Monteiro, figurino de Beth Filipecki, imagens submarinas de Wandick, direção de imagem de Antônio Mizziara, trilha incidental de Ary Sperling e André Sperling, direção musical de Mariozinho Rocha e produção executiva de Paulo Ubiratan.

Trama[editar | editar código-fonte]

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A história começa com a chegada de Eduarda e Carlos a uma pequena cidade de pescadores onde Carlos tenta resgatar a carga de um navio naufragado. Trata-se de um trabalho misterioso e que provoca suspeitas na comunidade local, liderada por vó Manuela, uma mulher poderosa e mística, que prepara seu neto, Nô, para herdar seu poder. Para isto ela fechou seu corpo, impedindo-o de amar qualquer mulher. Eduarda, porém desafia seus desígnios. Mulher de horizontes mais amplos e que já enfrentou sérias crises existenciais, Eduarda percebe a luminosidade e a natureza desta cidade como uma nova oportunidade para refazer sua vida. E, desta nova vida, Nô fará parte, apesar de vó Manuela.

Riacho Doce mostra a paixão da Eduarda por toda aquela natureza através de sua sensualidade que é despertada ao chegar na cidade. E Nô simboliza tudo que ela procurava. Nô, aliás, desperta paixões em todas as mulheres da cidade, mas não se envolve com nenhuma. Até conhecer Eduarda. Essa primeira atração desencadeia conflitos - Nô chega a odiar esta mulher que invadiu sua vida e fez com que ele sentisse emoções até então estranhas. Além disso, o marido de Eduarda, Carlos, e Silveira e Helena (Ewerton de Castro e Beth Goulart) também não entendem a forma com que Eduarda se integrou àquele pobre cotidiano. Percebendo todas essas questões, a sábia vó Manuela prevê fatos e reações porque conhece a natureza humana.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Faixas:

1. Estudo em Mi Maior Opus 10 - André Kostelanetz
2. O Bem e o Mal - Danilo Caymmi
3. O que é o Amor - Selma Reis
4. Iluminada (Balada No.1 em Sol Menor) - Ithamara Koorax
5. Manuela - Ary Sperling
6. Iniciação - Ary Sperling
7. O Bem e o Mal (Instrumental)
8. Morena - Maria Bethânia
9. O Sonho se Perdeu - Milton Guedes
10. Flor da Idade - Bebel Gilberto
11. Lamentos do Mar - Ary Sperling
12. Pescadores - Ary Sperling

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Exibida entre 31 de julho e 5 de outubro de 1990 em 40 capítulos.
  • Minissérie com imagens belíssimas. Produzida e exibida em tempo recorde. Seu lançamento foi precipitado pela Rede Globo, oferecendo uma concorrência rápida ao sucesso de Pantanal, da Rede Manchete.
  • Trazer a obra de José Lins do Rego para a TV foi uma idéia de Aguinaldo Silva. Na verdade, ele não se lembrava bem da história, lida na infância, mas a sensualidade e a beleza literária eram emoções ainda muito fortes. E esses elementos foram preservados na adaptação, mesmo com todas as liberdades tomadas.
  • O projeto Riacho Doce nasceu de um programa sobre Fernando de Noronha, exibido pelo Globo Repórter e assistido por Paulo Ubiratan. Deslumbrado com as imagens de fundo do mar, Paulo ousou e obteve belíssimas cenas, que só enriquecem este "romance com pitadas de tragédia e aventura" como, na época da estréia, definiu a minissérie. A aventura, é claro, fica por conta dos mergulhos e do fundo do mar. Quanto ao romance e a tragédia, decorrem da paixão de Nô (Carlos Alberto Riccelli) e Eduarda (Vera Fischer) e a proibição pela mística vó Manuela (Fernanda Montenegro).
  • Apesar de não divulgado pela produção da minissérie, a praia de Carne de Vaca, em Goiana, Pernambuco (divisa com a Paraíba) serviu de cenário para a vila de pescadores, e muitos moradores da praia foram figurantes da trama. Depois do fim das filmagens, pensou-se em mudar o nome da praia, de Carne de Vaca para Riacho Doce, mas parte da população não aceitou a idéia.
  • Riacho Doce foi reapresentada entre 15 de abril e 24 de maio de 1991 na sessão Vale a Pena Ver de Novo, as 13h30, em 30 capítulos, também de terça à sexta-feira, entre 30 de agosto e 28 de outubro de 1994, na versão compacta de 36 capítulos, exibida pela TV Globo Brasília, apenas para o Distrito Federal, e, no fim de tarde, entre 16 de fevereiro e 27 de março de 1998, as 17h00, com os mesmos 30 capítulos, na faixa de programação intitulada Tempo de Verão. Também foi lançada em vídeo nos anos 90, e em DVD, em 2007, em uma caixa de 5 discos.
  • A trilha sonora da minissérie foi lançada originalmente em vinil. Recentemente, a Som Livre reproduziu as mesmas faixas em CD, junto com a minissérie relançada pela Globo em DVD.
  • No livro, a protagonista se chama Edna e é sueca, Eduarda era o apelido carinhoso de Edna, pelo qual a tratavam as pessoas mais queridas, como sua professora, Ester.
  • No livro, a vó Manuela se chama Aninha, uma octagenária que fumava cachimbo e fazia rezas de todos os tipos.

Referências

  1. www.teledramaturgia.com.br/tele/riacho.asp
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