Um Só Coração

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Um Só Coração
Cássio Scapin interpretou o aviador "Santos Dumont"
Cássio Scapin interpretou o aviador "Santos Dumont"
Formato minissérie
Género {{{genero}}}
Duração 40 min. aproximadamente
Criado por
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) {{{diretor}}}
Produtor(es)
Apresentador(es) {{{apresentador}}}
Elenco Ana Paula Arósio
Erik Marmo
Edson Celulari
Eliane Giardini
Antônio Calloni
Maria Fernanda Cândido
Cássio Scapin
José Rubens Chachá
Letícia Sabatella
Marcello Antony
Miriam Freeland
Daniel de Oliveira
Ângelo Antônio e grande elenco
Narrador(es)
Tema de abertura Um só coração (Instrumental), Roger Henri
Tema de encerramento
Exibição
Emissora
de televisão
original
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Emissora(s)
de televisão
lusófona(s)
Rede Globo
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Transmissão original 6 de janeiro de 2004
8 de abril de 2004
Qt. de temporadas
N. de episódios 54

Um Só Coração foi uma minissérie televisiva produzida pela Rede Globo que prestava uma homenagem à cidade de São Paulo. Foi exibida durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2004, quando da comemoração dos 450 anos de fundação da cidade.

A direção foi de Marcelo Travesso Ulysses Cruz e Gustavo Fernandez, a direção geral foi de Carlos Araújo, o núcleo de Carlos Manga e o roteiro de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, com a colaboração de Lúcio Manfredi e Rodrigo Arantes do Amaral. Teve 54 capítulos.

A trilha sonora contou com uma adaptação de uma das obras mais famosas de Tchaikovsky, a 5ª Sinfonia. A versão adaptada reunia vários movimentos numa só canção e foi chamada no CD de "Sinfonia Paulistana".

Índice

[editar] Enredo

Quando Yolanda Penteado e Martim Paes se conhecem, no início da década de 20, ela é uma princesinha do café e ele, filho de uma família tradicional empobrecida. Martim é um jovem estudante de medicina que simpatiza com o movimento anarquista. Sua atividada política, totalmente clandestina, acaba lhe rendendo problemas. Quando ele e Yolanda se apaixonam, Guiomar, mãe da moça, é terminantemente contra o namoro da filha com um anarquista, bem como o irmão mais velho, Juvenal. Pior: ela decide casá-la com o primo Fernão, como era da vontade de seu falecido marido. A partir daí, uma série de intrigas e mal-entendidos separam Yolanda de Martim. Mas uma coisa é certa: um jamais conseguirá esquecer o outro.

Vale a pena lembrar que, na realidade, o primeiro marido de Yolanda foi Jayme da Silva Telles, cuja aparição na minissérie, nesse papel, não foi autorizada por sua família.

Yolanda, com sua determinação, inteligência e beleza, provoca um escândalo na sociedade paulista da época: após descobrir a traição do marido, o personagem fictício Fernão, com sua melhor amiga, Elisa, opta pelo desquite num tempo em que muitas mulheres se resignavam. Admirada por todos por sua beleza e personalidade, Yolanda tem entre seus pretendentes Santos Dumont, o "Pai da Aviação", e o jornalista Assis Chateaubriand.

Após o casamento fracassado com Fernão, Yolanda encontra Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, dono do maior parque industrial de São Paulo e fundador do MAM (Museu de Arte Moderna), em 1948. Ambos manterão uma relação de admiração e respeito mútuos, além do espírito empreendedor nas artes. As aventuras amorosas de Ciccillo e o amor de Yolanda por Martim não afetam a amizade do casal.

Os outros núcleos mostram histórias de outros personagens, reais ou fictícios. A família Sousa Borba representa a decadência da sociedade paulista após o crack da Bolsa de Nova York em 1929. Coronel Totonho é um dos donos de fazenda de café da época que perde tudo e se decide por um trágico destino: o suicídio. O casarão da família é um símbolo da transformação da cidade. Após a crise de 29, o palacete vira um bordel e, após a década de 30, uma pensão que recebe imigrantes.

O maior problema da vida de Maria Luísa, filha de Totonho, é seu pai, que não lhe permite nada. E tudo fica ainda mais difícil depois que ela se apaixona por Madiano Mattei, um pintor anarquista e pobretão. Mas o destino também a separa de seu pintor. Grávida de Madiano, ela o deixa partir para tentar uma vida melhor na França e esconde dele a filha que espera. Enquanto isso, Maria Luísa aceita se casar com Samir, um libanês que enriquecera com o comércio de tecidos. Mas essa união encontra uma série de percalços, como a oposição de Sálua, mãe de Samir, contra o casamento. E o fato de Maria Luísa esconder do marido que tivera uma filha com Madiano, agora adotada por Yolanda.

Na família Sousa Borba, tudo é permitido a Rodolfo, um homem sem escrúpulos e mau-caráter que desperdiça o dinheiro da família no jogo. Mas é extremamente másculo, o que não se pode dizer do seu irmão, Bernardo, outro filho de Totonho. Inteligente, íntegro e sensível, não segue o modelo de masculinidade valorizado pelo pai. Por isso, o coronel chega a contratar uma governanta com o intuito de convencê-la a seduzir o filho. Ela é Ana Schmidt. Aqui, cabe ressaltar, utiliza-se na trama da minissérie o enredo da obra Amar, Verbo Intransitivo, do modernista Mario de Andrade. O desprezo do coronel pelo filho tem um motivo maior: a desconfiança de traição de sua falecida mulher. Filha do anarquista Ernesto da Silva, perseguido por Totonho, Ana aceita trabalhar no casarão em troca da liberdade do pai. Mas ela se tornará uma obsessão para Rodolfo, que fica boquiaberto com sua beleza. Ela encontra o amor nos braços de Joaquim, um padeiro português. Mas a união dos dois causa a ira de Rodolfo, que não desiste de alcançar seu objeto de desejo.

Em meio a todos esses dramas, os artistas da época se unem para a Semana de Arte Moderna de 1922, a partir da idéia da francesa Marinette, esposa do mecenas Paulo Prado. Da Semana de 22, despontam figuras importantes para a história e para a minissérie, como Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, entre outros.

[editar] Elenco

em ordem da abertura da minissérie
Ator Personagem
Ana Paula Arósio Yolanda Penteado
Edson Celulari Cicillo Matarazzo
Maria Fernanda Cândido Ana Schimidt
Erik Marmo Martin Paes de Almeida
Letícia Sabatella Maria Luíza Souza Borba
Marcello Antony Rodolfo Souza Borba
Antônio Calloni Assis Chateaubriand
Cássio Gabus Mendes Juvenal Penteado
Daniel de Oliveira Bernardo Souza Borba
Paula Hunter Gilda Varella
Ângelo Antônio Madiano Mattei
Débora Falabella Raquel
Paulo Goulart Avelino
Pedro Paulo Rangel Freitas Valle
Celso Frateschi Ernesto da Silva
Daniela Escobar Soledad
Betty Gofman Anita Malfatti
Miriam Freeland Patrícia Galvão (Pagu)
Júlia Feldens Maria Laura Souza Borba
Cláudio Fontana Jayme Penteado
Selma Egrei Olívia Guedes Penteado
Fernanda Paes Leme Eliza Andrade
Lú Grimaldi Frida Schmidt da Silva
Mila Moreira Lola Flores
José Rubens Chachá Oswald de Andrade
Pascoal da Conçeição Mário de Andrade
Ranieri Gonzalez Menotti Del Pichia
Ana Lúcia Torre Sálua
Chica Xavier Isolina
Marcelo Várzea Guilherme de Almeida
Cássio Scapin Santos Dumont
Leandra Leal Ucha
Murilo Rosa Frederico
Leopoldo Pacheco Samir Schaim
Dira Paes Magnólia
Mika Lins Elvira
Max Fercondini João Cândido Souza Borba (Candinho)
Amanda Lee Moema
Nizo Netto Camilo
Nina Morena Odila Pujol
Juliano Righetto Waldemar Belisário
Tuna Dwek Marinette
Magda Gomes Maria José
Juliana Lohmann Antônia
Tarcísio Meira como "Coronel Totonho Souza Borba"
Eliane Giardini como "Tarsila do Amaral"
Ariclê Perez como "Madame Claire"
Glória Menezes como "Camila Matarazzo"
Apresentando
Ator Personagem
Renato Scarpin Joaquim
Gabriella Hess Guiomarita Penteado
As crianças
Ator Personagem
Maria Eduarda Manga Maria Laura Souza Borba (criança)
Tamara Ribeiro Érica
Igor Adamovich João Cândido Souza Borba (criança)
Isabela Cunha Ucha(criança)
Thadeu Torres Frederico (criança)
Lucas Maia Nonê
Participação especial
Ator Personagem
Paulo José Dr. Varella
Helena Ranaldi Lídia Rosenberg
Carlos Vereza David Rosemberg
Sérgio Viotti Samuel
Atores convidados
Ator Personagem
Herson Capri Fernão Queiroz Chaves
Tato Gabus Mendes Paulo Prado
Atriz convidada
Ator Personagem
Cássia Kiss Guiomar Penteado
Elenco de Apoio

[editar] Cenografia

Direção de arte
  • Marcelo Travesso
Cenógrafos
  • Neto Neves
  • Mônica Aurenção
  • Isabela Urman
  • Gilson Santos
Assistentes de cenografia
  • Luis Cláudio Velho,Ana Paula Antunes,Marco Sobrinho,Silvana Machado,Raquel Winter,Claudia Afonso,Marcio Fontes.

[editar] Audiência

  • Sua estréia marcou 37 pontos, índice considerado exelente para o horário. [1]
  • A minissérie foi prorrogada por causa do sucesso no Ibope. Em vez de sair do ar no dia 2 de abril, uma sexta-feira, como estava previsto, o último capítulo foi exibido na quinta-feira seguinte, dia 8 de abril. Na primeira semana, a atração registrou média de 38 pontos. Na segunda e terceira, 31.
  • A partir da 4ª semana, a minissérie passou a ser exibida mais tarde, e seguiu no patamar de toda minissérie, em torno de 23 e 26 pontos.
  • Sua média geral de 28,5 pontos, índice excelente para o horário.

[editar] Curiosidades

  • Um Só Coração contou a história da cidade, do início da década de 20 até 1954, na Festa do IV Centenário de São Paulo, por se tratar de um período de transformações, em que São Paulo, passa de potência rural a grande metrópole. A Semana da Arte Moderna, em 1922, a Revolução de 1924, a Revolução de 1932, a adaptação às diretrizes da Era Vargas, os ecos do nazismo e do fascismo, os refugiados da Segunda Guerra, a influência americana. Todos estes momentos históricos foram abordados. A minissérie obteve um grande sucesso de público e crítica, registrando uma média geral de 28 pontos no Ibope.
  • A emissora gastou 10,5 milhões de reais na produção de Um Só Coração.
  • A minissérie foi considerada excessivamente fantasiosa ao retratar Yolanda Penteado como uma espécie de Scarlett O'hara tupiniquim.

Os Atores como Pascoal da Conceição e Cássio Scapin, que interpretaram Mario de Andrade e Santos Dumont, apresentaram notória semelhanças aos originais

Em seu primeiro papel como protagonista, Erick Marmo, diferentemente de Ana Paula Arósio, elogiada por sua atuação, como Yolanda Penteado, foi criticado por sua atuação, e conmsiderado inexperiente e inadequado para o papel de Martim. Assim como foi critícada a falta de empatia do casal

  • Os personagens Tarsila do Amaral, de Eliane Giardini e Mário de Andrade, de Pascoal de Conceição, ícones do Modernismo, seriam ressuscitados 2 anos depois, na minissérie seguinte de Maria Adelaide Amaral, JK, exibida em 2006.
  • Um Só Coração foi lançada em DVD, em 2004.
  • Durante a exibição da minissérie, o capítulo de número 28, que iria ao ar em 20 de fevereiro de 2004, uma sexta-feira de Carnaval, não foi ao ar, devido a transmissão do Primeiro Dia do Desfile das Escolas de Samba de São Paulo. E como o último capítulo foi ao ar, em 8 de abril de 2004, excepcionalmente, em uma quinta-feira, a minissérie, que teria 56 capítulos, fechou com 54.

[editar] Trilha Sonora

Capa: Ana Paula Arósio

  1. Too Young - Roger Henri (tema de Yolanda)
  2. Soledad - Roger Henri (tema de Soledad)
  3. Os Rios que Correm pro Mar - Thereza Cristina
  4. Família Alemã - Roger Henri (tema de Ana)
  5. Um Só Coração (adaptação da SINFONIA No 5 OP.64) - Roger Henri (tema de abertura)
  6. Tum Balalaica - Gilbert (tema do núcleo judeu)
  7. Rapaziada do Braz - Jair Rodrigues
  8. João de Barro/ Cabocla Tereza - Trovadores Urbanos (tema de Mário de Andrade)
  9. In the Blue of the Evening - Frank Sinatra & Tommy Dorsey (tema de Candinho e Rita)
  10. Coração Sozinho (adaptação de Apenas um Coração Solitário) - Roger Henri (tema de Madiano e Maria Luísa)
  11. Viola Quebrada - Trovadores Urbanos
  12. Ária Paulistana (adaptação da SINFONIA No 5 OP.64) - Isabella Taviani (tema de Yolanda e Martim)

[editar] Ligações Externas


Minisséries e microsséries da Rede Globo

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