Carlos Manga
José Carlos Aranha Manga (Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1928) é um montador, roteirista e diretor de cinema e televisão brasileiro. Manga inovou a comédia e a sátira no cinema brasileiro.
Manga começou a ganhar a vida como bancário, mas gostava de cinema. Essa paixão o levou para a Atlântida Cinematográfica, através do ator Cyll Farney[1] que integrava o primeiro time da companhia. Começou como almoxarife, mas aos poucos foi aprendendo o ofício e galgando posições. De contra-regra, passou a assistente de montagem e de direção. Por volta de 1951, atuou como diretor musical em filmes da Atlântida, o que o qualificou para a sua primeira empreitada como diretor.[1]
Carlos Manga fez sucesso na época das "chanchadas" da Atlântida, da qual foi um dos mais destacados diretores.
Procurou acrescentar situações do cotidiano e até da política em seus filmes, como quando Oscarito imitava o então presidente Getúlio Vargas. Sob a direção de Manga, o ator espanhol fez uma dupla inesquecível com Grande Otelo, em filmes marcados pelo engenho e pela criatividade. Ambos atuaram com outros grandes atores e diretores da Atlântida, como J.B. Tanko, José Lewgoy, José Carlos Burle, Watson Macedo e o próprio Manga.
Entrou na televisão pelas mãos de Chico Anysio, que o convidou para trabalhar na TV Rio e dirigir Chico Anysio Show, o primeiro programa da TV brasileira a usar truques de video-tape. Até então os programas eram gravados "ao vivo" e reproduzidos..
Atualmente é publicitário e diretor artístico de minisséries da Rede Globo. Foi diretor de núcleo de novelas como o remake de Anjo Mau (1997) e Torre de Babel (1998) e Eterna Magia (2008), bem como das minisséries Agosto (minissérie) (1993), Memorial de Maria Moura (1994 e Um Só Coração (2004).
Índice |
[editar] Atuação no cinema[2][3]
- 1952 - Carnaval Atlântida (direção das cenas musicais)
- 1952 - Amei um Bicheiro (assistente de direção)
- 1953 - A Dupla do Barulho (roteiro, direção e montagem)
- 1954 - Matar ou Correr (direção e montagem)
- 1955 - Nem Sansão nem Dalila (direção e montagem)
- 1955 - Colégio de Brotos (diretor e montador)
- 1956 - Guerra ao Samba (direção e montagem)
- 1956 - Vamos com Calma (roteiro, direção e montagem)
- 1956 - O Golpe (roteiro e direção)
- 1957 - Garotas e Samba (roteiro e direção)
- 1957 - Papai Fanfarrão (direção)
- 1957 - De Vento em Popa (direção)
- 1958 - É a Maior (direção)
- 1959 - O Homem do Sputnik (direção)
- 1959 - Esse Milhão É Meu (direção)
- 1960 - Quanto Mais Samba Melhor (direção)
- 1960 - O Palhaço o que É? (direção)
- 1960 - O Cupim (direção)
- 1960 - Pintando o Sete (direção)
- 1960 - Cacareco Vem Aí (roteiro e direção)
- 1960 - Os Dois Ladrões (direção)
- 1961 - Entre Mulheres e Espiões (direção)
- 1962 - As Sete Evas (direção)
- 1974 - O Marginal (roteiro, produção e direção)
- 1974 - Assim Era a Atlântida (roteiro e direção)
- 1986 - Os Trapalhões e o Rei do Futebol (direção)
[editar] Atuação na televisão[2][3]
- 1968 - Quem tem medo da verdade? (direção e apresentação)
- 1973 - Chico City (direção)
- 1990 - A, E, I, O… Urca (roteiro)
- 1991 - Vamp (produção)
- 1993 - Agosto (produção)
- 1995 - Decadência (direção)
- 1997 - Anjo Mau (produção)
- 1998 - Torre de Babel (produção
- 2004 - Um Só Coração (direção e montagem)[4]
- 2006 - Sítio do Pica-Pau Amarelo (direção de 185 episódios)
- 2007 - Eterna Magia (produção e direção)
- 2010 - Afinal, o Que Querem as Mulheres? Don Carlo
[editar] Principais prêmios
Em 1983 recebeu o um prêmio Kikito especial no Festival de Gramado e, em 1995, recebeu o Troféu Oscarito, no mesmo festival.[5][6]