Hugo Carvana

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Editado pela última vez em 9 de outubro de 2014.

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Hugo Carvana
Nome completo Hugo Carvana de Hollanda
Nascimento 4 de junho de 1937
Rio de Janeiro  Rio de Janeiro
Morte 4 de outubro de 2014 (77 anos)
Cônjuge Martha Alencar
Outros prêmios
  • Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado(1991)
  • Troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília(1991)
  • Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado (1983)
  • Kikito de Ouro de melhor filme(1973).
IMDb: (inglês)

Hugo Carvana de Hollanda (Rio de Janeiro, 4 de junho de 1937Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2014) foi um ator e diretor de cinema e televisão brasileiro. O ator tornou-se conhecido do grande público na televisão interpretando personagens notáveis, como o jornalista do seriado Plantão de Polícia, "Valdomiro Pena", nos anos 80, embora não escondesse sua paixão pelo cinema.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início e consagração[editar | editar código-fonte]

Hugo Carvana trabalhou em mais de cem filmes, desde a época em que começou, participando de algumas produções como figurante, por volta do ano de 1955, nas chanchadas da Atlântida. Passando no inicio da década de 60 por seu primeiro papel de destaque em Esse Rio que eu amo, atuando ao lado de Agildo Ribeiro e Tônia Carrero. Até os sucessos de Bar Esperança e O Homem Nu, como diretor.[2] Em 1962, fez parte do movimento do Cinema Novo. Além disso, atuou também no Teatro de Arena de São Paulo, no Teatro Nacional de Comédia e no Grupo Opinião.[3] Em 1975, Carvana é convidado pelo diretor Daniel Filho, com quem já havia trabalhado em alguns filmes, a participar de sua primeira novela, Cuca Legal.[3]

Em vários filmes interpretou a imagem do malandro carioca, tendo estreado na direção com Vai trabalhar, vagabundo, no ano de 1973, filme no qual também atuou.[3]

Diretor subestimado[editar | editar código-fonte]

O ator também foi um diretor subestimado no cinema nacional devido ao uso abundante de tomadas externas e em locais públicos (trens, ônibus, praças, ruas etc.) de seus filmes, mostrando o trabalhador, o pobre na sua condição mais crua, muitas vezes até atuando diretamente com o público, que aparece como é, sem a necessidade de figurantes, o que nos deixa ter uma ótima noção dos costumes do Rio de Janeiro da década de 1970.[4]

Nos seus filmes iniciais, ele expunha o cotidiano do carioca, abria espaço para uma crítica mais concreta, principalmente em seu segundo filme Se Segura, Malandro!, que foi rodado no governo Geisel. Tal filme, se tornou possível devido ao momento político vivido em 1978, quando a produção foi lançada, um ano antes da anistia.[4]

Cquote1.svg O humor, hoje, é moda. E se amanhã sair de moda, eu vou continuar fazendo humor. É uma devoção. Só consigo me olhar sob esse viés
da alegria, da brincadeira, da ironia. Estou preso a essa bolha da alegria, e de dentro dela não pretendo sair.
Cquote2.svg
Hugo Carvana, em 2011

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Hugo Carvana nasceu na zona norte do Rio de Janeiro, mais especificamente em Lins de Vasconcelos, filho de uma costureira e de um comandante da Marinha Mercante.[2] Era casado com a jornalista Martha Alencar e pai de Pedro, Maria Clara, Júlio, e Rita, já adultos.

Morte[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de outubro de 2014, por volta do meio-dia, Hugo Carvana faleceu aos 77 anos, decorrente de câncer de pulmão. [5] [6] [7] Em 1996 já havia descoberto a mesma doença no mesmo órgão, mas já em junho de 1997 havia se recuperado.[1]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Como diretor[editar | editar código-fonte]

Como ator[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Kikito de Ouro de melhor ator, no Festival de Gramado, por Vai trabalhar vagabundo 2 - a volta (1991).
  • Troféu Candango de melhor Ator no Festival de Brasília, por Vai trabalhar vagabundo 2 - a volta (1991).
  • Kikito de Ouro de melhor roteiro, no Festival de Gramado, por Bar Esperança (1983).
  • Kikito de Ouro de melhor filme, no Festival de Gramado, por Vai trabalhar vagabundo (1973).

Referências

  1. a b Isto É Gente (A data da entrevista não está no texto, a única indicação é que Hugo Carvana tinha 63 anos de idade). O uísque me salvou Entrevista a Luís Edmundo Araújo. Visitado em 30/03/2012.
  2. a b Guia da Semana. Biografia Hugo Carvana. Visitado em 29/03/2012.
  3. a b c Meu Cinema Brasileiro. Personalidades: Hugo Carvana. Visitado em 29/03/2012.
  4. a b Augusto Cesar Pimentel do Monte Lima e Marco Antonio Serafim de Carvalho. Hugo Carvana, ator e cineasta: a malandragem carioca no cinema brasileiro, nos governos de Emílio Garrastazu Médici e Ernesto Geisel.. Visitado em 29/03/2012.
  5. G1 RJ (04 de outubro de 2014). Hugo Carvana morre aos 77 anos G1. Visitado em 04 de outubro de 2014.
  6. Ator e diretor Hugo Carvana morre aos 77 anos no Rio de Janeiro Folha de S. Paulo Ilustrada (04 de outubro de 2014). Visitado em 04 de outubro de 2014.
  7. UOL SP (04 de outubro de 2014). Morre, aos 77 anos, o ator e diretor Hugo Carvana UOL Cinema. Visitado em 04 de outubro de 2014.
  8. Cinemateca Brasileira Se segura, malandro [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Hugo Carvana
Precedido por
Chiquinho Brandão
por Beijo 2348/72
Troféu Candango de Melhor Ator
por Vai Trabalhar, Vagabundo II

1991
Sucedido por
José Mayer
por Perfume de Gardênia