Marieta Severo

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Marieta Severo
Marieta Severo em maio de 2010, na reinauguração do
Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Nome completo Marieta da Costa Severo
Nascimento 2 de novembro de 1946 (67 anos)
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Atriz
Cônjuge Carlos Vergara (1964-1965)
Chico Buarque de Hollanda (1966-1999)
Aderbal Freire Filho
(2004-atualmente)
Atividade 1965 - presente
IMDb: (inglês)

Marieta da Costa Severo (Rio de Janeiro, 2 de novembro de 1946) é uma atriz brasileira de cinema, teatro e televisão.

Foi casada com o compositor Chico Buarque, com quem teve três filhas — Helena, Luísa e a atriz Sílvia Buarque. Atualmente é casada com o diretor Aderbal Freire Filho.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sonhava em ser bailarina e por isso estudou balé clássico durante muitos anos. Mudou de idéia aos 16, quando conheceu o curso de teatro do Tablado e a professora Maria Clara Machado. Então, decidiu investir na carreira de atriz.

Em 1965, foi acompanhar uma amiga em um teste para uma peça e acabou sendo convidada pelo diretor Luiz Carlos Maciel para um papel no filme Society em Baby Doll. Na mesma época, estreou também no teatro com a peça Feitiços de Salém.

Filha de um desembargador, não demorou muito para dar as caras na televisão. Em 1966, aos 19 anos, foi chamada para integrar o elenco da novela O Sheik de Agadir, da recém-inaugurada TV Globo, na pele da princesa árabe Éden. No decorrer da história, misteriosos assassinatos vão acontecendo. A identidade do criminoso, conhecido pelo nome Rato, só foi revelada no final da trama. Para surpresa do público, o Rato era a princesa Éden, sua personagem. No ano seguinte, participou da novela O Homem Proibido e atuou no filme Todas as Mulheres do Mundo. Em 1968, estrelou o musical Roda Viva, que criticava abertamente o regime militar, e entrou na mira dos agentes da segurança nacional. A montagem da peça é de autoria de Chico Buarque, com quem foi casada de 1966 a 1999.

À época dos anos de chumbo, acompanhando o marido no lançamento de um álbum em Roma, e grávida de Sílvia, Marieta recebeu notícias de como andava a situação no Brasil e foi aconselhada a não retornar. Passou alguns anos deste "auto-exílio" em Roma. Uma curiosidade, é que somente Sílvia, sua 1ª filha, tem outra nacionalidade, já que todas as outras filhas são brasileiras e Sílvia é italiana.

No final de 1970, voltou ao Brasil e retomou a carreira de atriz, participando da novela E Nós, Aonde Vamos?, sob a direção de Sérgio Britto, exibida pela extinta Rede Tupi. Depois desse trabalho, afastou-se da televisão para se dedicar às três filhas, Silvia, Helena e Luiza, e também aos projetos de teatro e cinema. Em 1978, atuou no filme Chuvas de Verão e na peça Ópera do Malandro, e em 1979, esteve em cartaz com o longa Bye Bye Brasil.

Em 1983, após 18 anos, voltou à TV Globo e trabalhou em duas produções da emissora: a minissérie Bandidos da Falange e a novela Champagne. Demorou a se firmar como intérprete de televisão. Após a estréia em 1966, só se consagraria no meio, a partir dos anos 1980, vivendo personagens marcantes como a perigosa e ambiciosa Catarina de Vereda Tropical, em 1984.

Em 1985, interpretou Suzana, a ex mulher do costureiro Ariclenes, de Luis Gustavo, com quem vivia uma relação de amor e ódio, rendendo cenas hilárias à novela Ti Ti Ti. Em 1986, foi homenageada no Festival de Gramado, pela sua atuação nos filmes O Homem da Capa Preta, Com licença, eu vou à luta e Sonho sem Fim. Em 1988, integrou o elenco do seriado Tarcísio & Glória, protagonizado por Tarcísio Meira e Glória Menezes. Depois, em 1989, encarnou a nobre Madeleine de Que Rei Sou Eu?.

Em 1992, mais uma vez desponta como a antagonista principal de uma novela ao dar vida a perversa Elvira de Deus nos Acuda. Entre 1995 e 1997, participou de alguns episódios da série A Comédida da Vida Privada, exibida dentro do dominical Fantástico. Também em 1995, foi protagonista do filme Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, um marco da retomada do cinema nacional de qualidade. Posteriormente, em 2000, voltou as novelas como a sofisticada Alma, de Laços de Família, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

De 2001 até os dias atuais, trabalha no seriado A Grande Família, exibido às quintas-feiras pela Rede Globo, no qual interpreta brilhantemente a dona-de-casa Dona Nenê, ao lado de Marco Nanini.

No filme As Três Marias, de 2002, faz uma mulher forte que tem seu marido e dois filhos brutalmente assassinados. Ela convoca então as três filhas para cada uma delas procurar um matador e vingar o pai. Foi nesse ano, que a atriz recebeu o prêmio Oscarito, pelos 37 anos de carreira dedicados ao cinema brasileiro; são mais de 30 filmes em seu currículo. Em seguida, no ano de 2004, filmou Cazuza - O Tempo Não Pára, onde interpretou Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza. Também em 2004, protagonizou o longa A Dona da História, baseado na peça de João Falcão, que Marieta já havia encenado no teatro com muito sucesso, dividindo o palco com Andréa Beltrão, tendo viajado por várias cidades brasileiras.

Em 2005, ao lado da amiga Andréa Beltrão, inaugurou o Teatro Poeira, em Botafogo, Rio de Janeiro. O empreendimento era um sonho antigo das atrizes, que ficaram mais de dois anos envolvidas diretamente nas obras do antigo casarão que abriga o teatro. Em 2007, as duas estrearam o espetáculo As Centenárias e, no mesmo ano, estavam na versão cinematográfica de A Grande Família.

No teatro, com mais de 40 anos de palco, foi premiada duas vezes com os prêmios Mambembe e Molière, e uma vez com o Prêmio Shell.

Marieta é reconhecida pela crítica como uma das mais competentes atrizes em todos os segmentos de atuação: o palco, o cinema e a TV.

Marieta Severo irá interpretar Dilma Rousseff no cinema, no filme homônimo baseado na obra A 1ª Presidenta', do escritor e jornalista Helder Caldeira. O filme tem estreia prevista para dezembro de 2012.[2] [3] [4]

No Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Título
1965 Feitiços de Salém
1966 Se Correr o Bicho Pega e Se Ficar o Bicho Come
1967 Onde Canta o Sabiá
1968 Roda Viva
1970 Jorginho o Machão
1972 O Segredo do Velho Mudo
1972 Bordel da Salvação
1973 Desgraças de Uma Criança
1974 O Casamento do Pequeno-Burguês
1975 Titus Andronicus
1977 Os Saltimbancos
1978 Ópera do Malandro
1979 Sinal de Vida
1980 No Natal A Gente Vem Te Buscar
1982 Amadeus
1982 Aurora da minha vida
1985 Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão
1987 Ligações Perigosas
1988 Cenas de Outono
1989 A Estrela do Lar
1992 Antígona
1995 Torre de Babel
1998 A Dona da História
2000 Quem Tem Medo de Virgínia Woolf
2002 Os Solitários
2005 Sonata de Outono
2007 As Centenárias

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Televisão
Ano Título Papel
1966 O Sheik de Agadir' Éden de Bassora/Rato
1967 O Homem Proibido'' Thana
1970 E Nós, Aonde Vamos? Rachel
1983 Bandidos da Falange
1983 Champagne Dinah Brandão
1984 Vereda Tropical Catarina Oliva Salgado
1985 Ti Ti Ti Susana Martins
1987 Canção Para Todas As Crianças
1988 Tarcísio e Glória Carmem
1989 Que Rei Sou Eu? Madeleine Bouchet
1990 Delegacia de Mulheres, Raios e Trovões
1992 As Noivas de Copacabana promotora
1992 Deus nos Acuda Elvira
1994 Pátria Minha Loretta Pellegrini
1994 Confissões de Adolescente Helena
1995 A Comédia da Vida Privada, Mãe é Mãe Regina
1995 A Farsa da Boa Preguiça, Especial
1996 A Comédia da Vida Privada, Drama
1996 A Comédia da Vida Privada, Parece Que Foi Ontem
1997 A Comédia da Vida Privada, A Grande Noite
2000 Laços de Família Alma Flora Pirajá de Albuquerque
2001 - 2014 A Grande Família Dona Nenê

Cinema[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Com o falecimento da atriz Leila Diniz em acidente aéreo em 1972, Marieta Severo criou sua filha Janaína até que o pai, Ruy Guerra, se refizesse da perda.
  • Apoiou Luiz Inácio Lula da Silva durante todas as suas candidaturas presidenciais, incluída a última em 2006, quando vários artistas decidiram deixar de apoiá-lo em razão do escândalo que ficou conhecido como "mensalão".[7] Severo fez parte do coro que, em 1989 cantou o jingle "Lula Lá" durante o horário eleitoral gratuito do candidato.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedida por:
Débora Duarte
por Terra Nostra
Troféu APCA de Melhor Atriz de Televisão
por Laços de Família

2000
Sucedida por:
Christiane Torloni
por Um Anjo Caiu do Céu