Armação Ilimitada

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Armação Ilimitada
Logotipo do programa
Informação geral
Formato
Criador(es) Kadu Moliterno
André de Biase
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Guel Arraes
Elenco Kadu Moliterno
André de Biase
Andréa Beltrão
Paulo José
Jonas Torres
Francisco Milani
Catarina Abdala
Nara Gil
Tema de abertura "Say what you will", Fastway
Tema de
encerramento
Tema de Armação Ilimitada
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Transmissão original 17 de maio de 19858 de dezembro de 1988
Nº de temporadas 4

Armação Ilimitada foi um seriado brasileiro, voltado para o público adolescente da Rede Globo, exibido às sextas-feira às 21h20min, entre 1985 e 1988, e que misturava aventura e esportes além de outros temas típicos da Zona Sul do Rio de Janeiro.

O seriado integrava a faixa de programação Sexta Super, sendo exibido uma vez por mês em seu primeiro ano, e quinzenalmente a partir do segundo ano, em episódios de 45 minutos de duração.

O projeto foi concebido a partir de um esboço feito por Kadu Moliterno e André De Biase, que haviam trabalhado juntos na telenovela Partido Alto em 1984. A idéia foi concretizada por Daniel Filho, que apostou e investiu no seriado de aventuras apresentado em ritmo de videoclipes.

A série recebeu em 1985 o Prêmio Onda, concedido pela Sociedade Espanhola de Radiodifusão,[1] considerado o Oscar televisivo da Europa.[2]

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Juba (Kadu Moliterno) & Lula (André de Biase) - Dois amigos jovens que vivem juntos na Zona Sul carioca e têm uma pequena empresa de prestação de serviços, a Armação Ilimitada. Dentre as atividades a que se dedicam estão mergulho, pilotagem, competições esportivas e até mesmo trabalhar como dublês de filmes.
  • Zelda Scott (Andréa Beltrão) - filha do exilado político (Paulo José) e estagiária do jornal Correio do Crepúsculo, começa a ter uma relação amorosa com Juba e Lula, formando um triângulo amoroso nunca solucionado porque a moça não vê problema nenhum em amar os dois ao mesmo tempo.
  • Bacana (Jonas Torres) - um órfão muito esperto que se une a Juba, Lula e Zelda.
  • Chefe de Zelda (Francisco Milani) - Chamado apenas de "Chefe", o editor do Correio do Crepúsculo aparecia sempre caricaturizado de acordo com o que Zelda se referia a ele, sempre de maneira literal. Por exemplo, quando dizia que despachava os assuntos do jornal, aparecia num ritual de candomblé. Se ela o chamasse de nazista, ele aparecia vestido de Hitler, falando alemão e fazendo os gestuais.
  • Ronalda Cristina (Catarina Abdala) - melhor amiga de Zelda, e como esta mesma dizia, era a "rainha do último grito", ou seja, sempre aderia incondicionalmente à moda do momento.
  • Black Boy (Nara Gil) - DJ que narrava os acontecimentos direto de um estúdio de rádio.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • O seriado inovou em diversos aspectos, tanto no texto quanto nas imagens. Os episódios eram narrados por Black Boy (Nara Gil), um DJ que tocava músicas e, ao mesmo tempo narrava e comentava as tramas, num cenário de estúdio radiofônico, provavelmente inspirado em personagem do filme The Warriors de 1979.
  • Armação Ilimitada, desde o seu término, já foi reapresentada várias vezes: em 1988, alguns episódios foram ao ar na Sessão Aventura; em 1990, foram uma das atrações do Festival 25 Anos; em 1997, quando a Globo perdeu os direitos dos jogos de futebol para o SBT e preencheu as tardes de domingo com reprises de programas antigos; e em 2005, comemorando os 40 anos da Rede Globo, no canal a cabo Multishow. De janeiro a abril daquele ano, foram reapresentados os três primeiros anos da série, na íntegra.
  • A trilha sonora, creditada a Ari Mendes, tem o riff de guitarra na abertura retirado quase que integralmente da música Say What You Will, da banda Fastway, em seu primeiro disco, de 1983.
  • Em 1989 o seriado foi sucedido pela série Juba & Lula, de curta duração.
  • Em 2008 foi lançado um box com 2 DVDs dos melhores episódios pela Som Livre.
  • Em maio de 2011 foram reprisados alguns episódios no Canal Viva, substituindo o seriado "A Justiceira", em comemoração ao 1° ano do canal.
  • Devido ao sucesso no mês de maio de 2011 o seriado continuou sendo exibido pelo viva depois do mês de maio.
  • Entre 2 de abril e 27 de junho de 2012, o Canal Viva realizou uma segunda reprise da série.

Referências

  1. Site da Sociedad Española de Radiodifusión Visitado em 15 abril 2011.
  2. Memorial Globo. Visitado em 15 abril 2011

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário da TV Globo - vol. 1: Dramaturgia & Entretenimento (Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]