Antígona

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Antígona, por Frederic Leighton (1830–1896)

Antígona (em grego Ἀντιγόνη) é uma figura da mitologia grega, irmã de Ismênia, Polinice e Etéocles, os filhos incestuosos de Édipo e Jocasta.[1] [2] . Em uma outra versão, a mãe dos filhos de Édipo se chamava Eurygania, filha de Hyperphas.[2]

A versão clássica do mito sobre a Antígona é descrita na obra Antígona do dramaturgo grego Sófocles, um dos mais importantes escritores de tragédia. Esta obra é uma das três que compõe o que ficou conhecido como Trilogia Tebana, da qual também fazem parte Édipo Rei e Édipo em Colono. Essas três peças foram unidas posteriormente, e não faziam parte da mesma trilogia quando Sófocle as escreveu. Na verdade, cada uma era parte de uma trilogia diferente, mas apenas essas três peças chegaram aos dias de hoje[carece de fontes?].

Filha de Édipo e Jocasta, que tinham mais três filhos, Etéocles, Ismênia e Polinice.[1] [2] Foi um exemplo tão belo de amor fraternal quanto Alcestes foi do amor conjugal. Foi a única filha que não abandonou Édipo quando este foi expulso de seu reino, Tebas, pelos seus dois filhos. Seu irmão, Polinice, tentou convencê-la a não partir do reino, enquanto Etéocles ficou indiferente com sua partida. Antígona acompanhou o pai em seu exílio até sua morte. Quando voltou a Tebas, seus irmãos brigavam pelo trono.

Polinice se casa com Argia,[3] [4] [5] a filha mais velha de Adrasto,[4] rei de Argos, e junto dele arma um ataque contra Tebas, que é chamado de expedição dos "Sete contra Tebas" onde Anfiarau prevê que ninguém sobreviveria, somente o rei de Argos. Como a guerra não levou a lugar nenhum os dois irmãos decidem disputar o trono com um combate singular, onde ambos morrem. Creonte, tio deles, herda o trono, faz uma sepultura com todas as honras para Etéocles, e deixa Polinice onde caiu, proibindo qualquer um de enterrá-lo sob pena de morte.[6] Antígona, indignada, tenta convencer o novo rei a enterrá-lo, pois, quem morresse sem os rituais fúnebres seria condenado a vagar cem anos nas margens do rio que levava ao mundo dos mortos, sem poder ir para o outro lado. Não se conformando, ela rouba o cadáver insepulto que estava sendo vigiado, e tenta enterrar Polinice com as próprias mãos, mas é presa enquanto o fazia.

Antígona

Na versão de Sófocles, Creonte manda que ela seja enterrada viva. Sua irmã Ismênia tenta defendê-la e se oferece para morrer em seu lugar, algo que Antígona não aceita, e Hêmon, seu noivo e filho de Creonte, não conseguindo salvá-la, comete suicídio. Ao saber que seu filho havia suicidado, Eurídice, mulher de Creonte, também se mata.

Na versão de Higino, Antígona e Argia, respectivamente irmã e esposa de Polinice, secretamente colocaram seu corpo na pira onde seria queimado o corpo de Etéocles.[6] Elas foram vistas pelos guardas, mas Argia consegue escapar.[6]

Creonte encarregou seu filho Hémon, noivo de Antígona, de executá-la, mas ele, secretamente, a entregou aos pastores.[6] Anos mais tarde, quando o filho dos dois retornou a Tebas para participar de jogos, Creonte reconheceu no corpo do neto a marca dos descendentes do Dragão de Ares.[6]

Héracles implorou a Creonte para perdoar o filho, sem sucesso.[6] Hémon se matou, e matou Antígona.[6] Creonte então casou sua filha Mégara com Héracles, e desta união nasceram Therimachus e Ophites.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Higino, Fabulae, LXVII, Édipo
  2. a b c Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 3.5.8
  3. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 3.6.1
  4. a b Higino, Fabulae, LXIX, Adrasto
  5. Higino, Fabulae, LXX, Sete reis que lutaram contra Tebas
  6. a b c d e f g h Higino, Fabulae, LXXII, Antígona