Hêmon

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Na mitologia grega, Hêmon era filho de Creonte e Eurídice.[1]

Versão segundo Sófocles[editar | editar código-fonte]

Apaixonado por Antígona da casa dos labdácidas, pôs termo á vida ao encontrá-la morta. Euridice suicida-se também ao tomar conhecimento do destino do filho.

Hémon tentara em vão dissuadir o pai de castigar a noiva por prestar honras fúnebres ao corpo insepulto do irmão Polinices. Antigona foi mandada emparedar, acabando por se enforcar e ser encontrada por Hémon, que em desespero, vira a espada contra si mesmo perante os olhos do pai.

Versão segundo Higino[editar | editar código-fonte]

A referência para este texto é Higino, Fabulae, LXXII, Antigona

Creonte decretou que Polinice não poderia ser enterrado, porque ele liderou um ataque contra a sua própria cidade (Tebas). Porém Antígona e Argia, respectivamente sua irmã e esposa, secretamente colocaram o corpo de Polinices na pira onde seria queimado o corpo de Etéocles. Elas foram vistas pelos guardas, mas Argia consegue escapar.

Creonte encarregou seu filho Hémon, noivo de Antígona, de executá-la, mas ele, secretamente, a entregou aos pastores. Anos mais tarde, quando o filho dos dois retornou a Tebas para participar de jogos, Creonte reconheceu no corpo do neto a marca dos descendentes do Dragão de Ares.

Héracles implorou a Creonte para perdoar o filho, sem sucesso. Hémon se matou, e matou Antígona. Creonte então casou sua filha Mégara com Héracles, e desta união nasceram Therimachus e Ophites.

Referências