Édipo Rei

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Nota: Se procura pela "ópera-oratório" de Igor Stravinsky, consulte Oedipus Rex.
Sófocles, autor de Édipo Rei: fotografia do livro Bibliothek des allgemeinen und praktischen Wissens (1908) da estátua em mármore, atualmente mantida no Museu Profano do Latrão (católico), em Roma, Itália.
Sófocles, autor de Édipo Rei: fotografia do livro Bibliothek des allgemeinen und praktischen Wissens (1908) da estátua em mármore, atualmente mantida no Museu Profano do Latrão (católico), em Roma, Itália.
Édipo e a esfinge (Oedipus et Sphinx), 1808, pintura de Jean Auguste Dominique Ingres; Paris, França.
Édipo e a esfinge (Oedipus et Sphinx), 1808, pintura de Jean Auguste Dominique Ingres; Paris, França.

Édipo Rei (OΙΔΙΠΟΥΣ ΤΥΡΑΝΝΟΣ em grego - OIDIPOUS TYRANNOS, em transliteração) é uma peça de teatro grega, mais precisamente uma tragédia, escrita por Sófocles por volta de 427 a.C.

Trata de uma parte do mito de Édipo, especificamente sua investigação sobre o assassinato de Laio e de sua própria origem. Esta é uma de três célebres peças cujo cerne é a família de Édipo, descrevendo eventos cronologicamente anteriores aos narrados em Antígona e Édipo em Colono.

Considerada por Aristóteles, em sua obra Poética como o mais perfeito exemplo de tragédia grega. Até hoje é estudada e discutida e tem grande influência na cultura universal.

O mito de Édipo Rei é um dos pilares da psicanálise clássica. A definição do Complexo de Édipo[1]. remonta a uma carta enviada por Freud a seu amigo Fliess, em que discute relações de poder e saber num drama encenado tipicamente por pai, mãe e filho.

Em A verdade e as formas jurídicas, Michel Foucault[2] fez uma análise das práticas judiciárias da Grécia antiga através da história de Édipo contada por Sófocles.

[editar] Traduções

Das traduções em português feitas do grego, há tanto em verso como em prosa.

No Brasil, traduziram em verso Trajano Vieira (metro variado), Donaldo Schüler (versos livres) e Mário da Gama Kury (dodecassílabos). Domingos Paschoal Cegalla utilizou-se de prosa e verso, e sua tradução foi finalista do Prêmio Jabuti; Jaime Bruna traduziu a peça em prosa.

  • VIEIRA, Trajano. Édipo rei de Sófocles. São Paulo: Perspectiva, 2001
  • SÓFOCLES. Édipo rei. Trad. Donaldo Schüler. Rio de Janeiro: Lamparina, 2004
  • SÓFOCLES. Édipo rei. Trad. Domingos Paschoal Cegalla. Rio de Janeiro: DIFEL, 2001
  • SÓFOCLES. A trilogia tebana. Trad. Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor
  • BRUNA, Jaime. Teatro Grego. São Paulo: Cultrix, 1964.

[editar] Ver também

[editar] Notas

  1. Columbia Dictionary of Modern Literary and Cultural Criticism. Editado por Joseph Childers e Gary Hentzi. Nova Iorque: Columbia University Press (editora), 1995.
  2. A verdade e as formas jurídicas, Michel Foucault, 7a edição. Nau Editora (online), página inicial, seção Filosofia - Epistemologia


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