Débora Bloch

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Débora Bloch
Nascimento 29 de maio de 1963 (51 anos)[1]
Belo Horizonte, MG[1]
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Atriz
Página oficial
IMDb: (inglês)

Débora Bloch (Belo Horizonte, 29 de maio de 1963) é uma premiada atriz brasileira.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

É filha do também ator Jonas Bloch,[1] parente distante do fundador da Rede Manchete, Adolpho Bloch. Seu bisavô (avô paterno de Jonas) era irmão de Joseph Bloch, pai de Adolpho, conforme citado no livro Os Irmãos Karamabloch, escrito por Arnaldo Bloch, sobrinho-neto de Adolpho.

Seu contato com as artes cênicas começou cedo, quando, ainda pequena, ela e a irmã acompanhavam o pai, a ensaios e montagens de peças teatrais. Aos sete anos, viu o pai lutar esgrima com Walmor Chagas no quintal de sua casa, durante um ensaio de Hamlet. Cresceu fascinada com a profissão.

Aos 17 anos, após fazer o curso de Ivan Albuquerque, Rubens Corrêa e Amir Haddad no teatro Ipanema; embora tenha passado para duas opções no vestibular - História e Comunicação; escolheu seguir carreira nos palcos.[1] Sua estreia profissional foi, em 1980, na peça Rasga Coração, substituindo Lucélia Santos. Nesse mesmo ano fez uma participação especial em Água Viva. Passou a integrar o grupo teatral Manhas e Manias, sendo contemporânea dos atores Andréa Beltrão, Chico Diaz e Pedro Cardoso, com quem encenou peças como Brincando com Fogo, em 1982, e Recordações do Futuro, em 1983, criações coletivas do grupo, que ganhou 13 prêmios por seus espetáculos infantis.

Ao todo, atuou em dez peças, entre elas Fica Comigo Esta Noite, de 1990, com a qual foi premiada com o Shell de melhor atriz; Cinco Vezes Comédia, de 1996; Duas Mulheres e Um Cadáver, de 2000, em que dividiu o palco com Fernanda Torres; e Tio Vanya, de 2003, em que além de atuar e contracenar com o ator Diogo Vilela, foi responsável também pela produção da peça, tendo recebido o prêmio Qualidade Brasil de melhor atriz teatral na categoria Drama.

A estreia na TV Globo aconteceu em 1981, quando foi escalada para fazer a personagem Lívia na novela Jogo da vida, com o qual ganhou o prêmio de atriz revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1982, emendou com a personagem Clara de Sol de Verão, em que contracenou com Tony Ramos, Jardel Filho e Irene Ravache.[1]

Débora e Gilberto Gil, no Teatro Net, 2014

Fazendo cinema e teatro ao mesmo tempo em que dava os primeiros passos na TV, ficou reclusa das novelas por quatro anos, limitando-se a participações especias em seriados da emissora. Em 1984, participou da trilha musical de Bete Balanço, sua estreia nos cinemas, com o qual ganhou o prêmio Air France de melhor atriz. Depois, atuou no longa Noites do Sertão, que lhe valeu os prêmios de melhor atriz no 17º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no 17º Festival Brasileiro de Cinema de Gramado,[2] e no 24º Festival de Cinema de Cartagena.[2] Foi o início de uma carreira cinematográfica que inclui dez atuações em filmes. Em 1986, adotou uma postura masculinizada para viver a mecânica Ana Machadão da novela Cambalacho.

Com a estreia do humorístico TV Pirata, em 1988, mostrou versatilidade e talento para o humor ao interpretar diferentes personagens em uma série de esquetes e quadros fixos. Adelaide Catarina, a repórter de TV cheia de tiques, foi uma das que entraram para a galeria de tipos inesquecíveis do programa.[1]

Em 1990, o TV Pirata saiu do ar, para voltar a ser exibido dois anos depois. Nesse intervalo, foi escalada para a minissérie A, E, I, O... Urca e, em 1991, atuou no humorístico Doris para Maiores, primeiro programa regular a contar com as atuações do grupo Casseta & Planeta. Com o fim do TV Pirata em 1992 voltou a fazer novelas, tendo participado de Deus nos Acuda.

Em 1993 participou do embrião da série A Comédia da Vida Privada que foi exibido dentro de um Brasil Especial, e depois, em 1995, participaria de mais três episódios da série em si. Em 1994 aceitou o convite para viver a protagonista do remake de As Pupilas do Senhor Reitor, transferindo-se para o SBT.[1] E ainda esteve presente no elenco do filme Veja Esta Canção tendo recebido o prêmio de melhor atriz no Festival Latino - Americano de Rhode Island[2] (EUA) e Associação Paulista de Críticos de Arte. Morou por dois anos em São Paulo com o marido, o francês Olivier Anquier, e a filha Júlia até voltar para a TV Globo, em 1996, no papel da sofisticada e irônica Teodora de Salsa e Merengue.[1] Também em 1996 atuou em vários episódios da série A Vida Como Ela É..., exibida dentro do dominical Fantástico. Em 1998, fez parte do elenco fixo do humorístico Vida ao Vivo Show, sitcom exibida dentro do dominical Fantástico[1] e, em 1999, co-protagonizou Andando nas Nuvens, na pele da jornalista Júlia Montana.

A partir dai, seriam mais seis anos sem fazer novelas tendo participado de outras produções da emissora, entre elas, a minissérie Invenção do Brasil de 2000, produzida em comemoração aos 500 anos da descoberta do Brasil, trabalho esse que também ganhou uma versão para o cinema. Na minissérie, interpretou Isabelle, francesa que disputa o amor de Caramuru (Selton Mello) com a índia Paraguaçú (Camila Pitanga). Em 2004, protagonizou ao lado de Andréa Beltrão e Diogo Vilela, o quadro do Fantástico, As 50 Leis do Amor.

Em 2005, retornou as novelas atuando em A Lua me Disse, como a politicamente incorreta Madô, dondoca consumista e inescrupulosa, que caiu nas graças do público.[1] Na programação da Rede Globo desse dado ano, atuou no piloto do humorístico Toma Lá Dá Cá, como Rita, personagem que na série original seria feita pela atriz Marisa Orth.

Dai adiante, inicia uma série de participações em minisséries. Em 2006, após a desistência da atriz Maria Fernanda Cândido de integrar o elenco da minissérie JK, devido a sua gestação, Débora a substituiu dando vida à corista Dora Amar. No ano seguinte, encarnou personagem de grande destaque na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, onde deu vida a Beatriz, amante do protagonista Galvez, de José Wilker. Por último, em 2008, despontou como a artista plástica Lena da minissérie Queridos Amigos.

Em 2009, co-protagonizou a novela Caminho das Índias, como Sílvia, mulher que inicia a trama casada com um empresário rico, porém vive um casamento infeliz.[1] Sua personagem então busca refúgio na amizade da amiga dos tempos de escola Yvone, sem saber que essa almeja dar um golpe em seu marido.

Foi protagonista da série Separação?!, com a protagonista Karin. Foi casada durante quinze anos com o padeiro e empresário francês Olivier Anquier e tem dois filhos, Júlia e Hugo.[2] De 2004 à 2011 a atriz foi a locutora oficial da rede de rádios Oi FM.

A atriz, esteve no ar em Cordel Encantado na pele da vilã Duquesa Úrsula, sendo muito elogiada pela sua atuação. Em 2012, interpretou a consumista e fútil Verônica em Avenida Brasil, uma das esposas do executivo mulherengo Cadinho (Alexandre Borges).[1] [3]

Em 2013 é escalada para a refilmagem de Saramandaia, no qual interpretou Risoleta, originalmente vivida por Dina Sfat na primeira versão.[4] [5] [6] Em 2014, é escalada para Sete Vidas, na qual é cotada para repetir par romântico novamente com Domingos Montagner.[7] [8]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Trabalhos na televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
1981 Jogo da Vida Lívia
1982 Sol de Verão Clara
1983 Caso Especial Demônios do Posto Cinco'
1983 Caso Especial A Idade Sem Razão
1985 Armação Ilimitada
1986 Cambalacho Ana Machadão
1988 TV Pirata Melissa

Grandene / Adelaide / Natália

1990 A, E, I, O... Urca Sílvia
1991 Doris para Maiores Vários pesonagens
1993 A Comédia da Vida Privada Brasil Especial
1994 Confissões de Adolescente Dra. Raquel Goldenstein
1994 As Pupilas do Senhor Reitor Guida
1995 A Comédia da Vida Privada Menino ou Menina
1996 A Comédia da Vida Privada, O Mistério da Vida Alheia Berenice
1996 A Comédia da Vida Privada Como Destruir Seu Casamento
1996 A Vida Como Ela É Várias Personagens
1996 Salsa e Merengue Teodora
1998 Vida ao Vivo Show
1999 Andando nas Nuvens Júlia Montana
2000 A Invenção do Brasil Isabelle
2001 A Grande Família Papai Está com a Cachorra
2001 Os Normais, Um Dia Normal Vivian
2002 Os Normais, Uma Amizade Normal Diana
2002 Os Normais, Gente Normal e Civilizada Suely
2004 As 50 Leis do Amor Bia
2005 A Lua me Disse Madô
2005 Damas e Cavalheiros Varios personagens
2005 Toma Lá Dá Cá Rita
2006 JK Dora Amar
2007 Amazônia, de Galvez a Chico Mendes Beatriz
2007 Minha Nada Mole Vida, Noite de Queijos e Vinhos Ellen
2008 Queridos Amigos Lena
2009 Caminho das Índias Sílvia Cadore
2010 Separação?! Karin
2011 Cordel Encantado Duquesa Úrsula de Bragança Avila de Serafia
2012 Avenida Brasil Verônica Magalhães Queirós
2013 Saramandaia Risoleta

Trabalhos no cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Personagem
1984 Bete Balanço Bete
1984 Noites do Sertão Maria da Glória
1984 Patriamada
1985 Sonho sem Fim Clara
1988 O Grande Mentecapto
1994 Veja Esta Canção Drão
1995 Felicidade É... Maria
1997 A Ostra e o Vento Mãe
2000 Bossa Nova Tânia
2001 Caramuru - A Invenção do Brasil Isabelle
2009 À Deriva Clarice

No Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Título
1980 Rasga Coração
1982 Brincando com Fogo
1983 Recordações do Futuro
1990 Fica Comigo Esta Noite
1996 Cinco Vezes Comédia
2000 Duas Mulheres e Um Cadáver
2003 Tio Vanya
2008 Brincando em Cima Daquilo

Prêmios da Atriz[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Obra Resultado
1983 Festival de Brasília Melhor Atriz Noites do Sertão Venceu
1983 Festival de Cartagena Melhor Atriz Noites do Sertão Venceu
1983 Festival de Gramado Melhor Atriz Noites do Sertão Venceu
1983 Troféu APCA Melhor Revelação Feminina da Televisão Indicado
1983 Troféu Candango Melhor Atriz Venceu
1984 Prêmio Air France Melhor Atriz Bete Balanço Venceu
1984 Festival de Gramado Melhor Atriz Venceu
1984 Índia Catalina de Ouro Melhor Atriz Venceu
1985 Troféu APCA Melhor Atriz Bete Balanço Venceu
1986 Troféu APCA Melhor Atriz Indicado
1996 Troféu APCA Melhor Atriz Indicado
1997 Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz Cômica Salsa e Merengue Venceu
1997 Troféu Imprensa Melhor Atriz Salsa e Merengue Venceu
2010 Prêmio Arte Qualidade Brasil Melhor Atriz Seriado ou Projeto Especial de Teledramaturgia Separação?! Venceu
2010 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Á Deriva Indicado
2012 Prêmio Quem de Televisão Melhor Atriz Coadjuvante Avenida Brasil Indicado
2013 Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz de Novela Avenida Brasil Indicado
2013 Prêmio Quem de Televisão Melhor Atriz Saramandaia Indicado

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m Lombardi, Renato. (18 de outubro de 2012). Mineira talentosa que brilha na telinha. SuperTV 110 (23): 23. Belo Horizonte: Sempre Editora (O jornal SuperTV acompanha o jornal Super Notícia.).
  2. a b c d Vida - Débora Bloch Contigo!. Visitado em 24 de outubro de 2012.
  3. Alexandre Borges e Debora Bloch gravam cenas de "Avenida Brasil"vobra=UOL (24 de fevereiro de 2012). Visitado em março de 2012.
  4. Gshow (14 de setembro de 2013). Paixão animal! Débora Bloch comenta sobre o fetiche que Risoleta tem pelo lobisomem Por Trás das Câmeras - Saramandaia. Visitado em 18 de agosto de 2014.
  5. UOL SP (30 de abril de 2014). Débora Bloch aparece caracterizada como Risoleta para "Saramandaia" UOL Televisão. Visitado em 18 de agosto de 2014.
  6. Sara Paixão (09 de julho de 2013). ‘Saramandaia’: Debora Bloch diz que Risoleta tem tesão em Aristóbulo porque ele é lobisomem Extra Telinha. Visitado em 01 de novembro de 2014.
  7. Patrícia Kogut (18 de agosto de 2014). Débora Bloch está cotada para ser par de Domingos Montagner em novela O Globo. Visitado em 18 de agosto de 2014.
  8. Fernando Oliveira (01 de setembro de 2014). Débora Bloch será uma das protagonistas de ‘Sete Vidas’, próxima trama das seis R7 Mundo da TV. Visitado em 01 de setembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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