Lauro Corona

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Lauro Corona
Lauro Corona, no final da década de 70.
Nome completo Lauro Del Corona
Nascimento 6 de julho de 1957
Bandeira do Município do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ
Morte 20 de Julho de 1989 (32 anos)
Bandeira do Município do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ
Ocupação Ator
IMDb: (inglês)


Lauro Del Corona (Rio de Janeiro, 6 de julho de 1957 — Rio de Janeiro, 20 de julho de 1989) foi um ator brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido na classe média carioca, começou a trabalhar aos 16 anos como vendedor na boutique de sua mãe. Um ano depois, partiu para a carreira de modelo e fez os primeiros filmes publicitários: propaganda para a Coca-Cola e o Bob's, e chamou a atenção do diretor Marcos de Sá.

Ao atuar na peça infantil Simbad, o Marujo, no Rio de Janeiro, foi descoberto pelos diretores e atores Ziembinski e Paulo José, que o convidaram para participar do especial de televisão Ciranda, Cirandinha.

A partir daí, participou de diversas telenovelas e filmes, tendo se destacado, inicialmente, em Dancin' Days (1978), de Gilberto Braga, em que era par da personagem de Glória Pires. Foi também presença de destaque em Marina, Baila Comigo, Elas por Elas, Louco Amor, Corpo a Corpo e Direito de Amar.

Estreou no cinema em O Sonho não Acabou, em 1982, e dois anos depois fez Bete Balanço, como par romântico da personagem de Débora Bloch, filme com música tema da banda Barão Vermelho cantada por Cazuza. O senso comum, aliás, espalhou o boato de que Cazuza e Lauro seriam primos, tanto pela sua incrível semelhança física, como também talvez por serem da mesma faixa etária e terem morrido da mesma doença, porém a informação é incorreta, não havendo nenhum parentesco entre ambos.

Também alcançou algum sucesso como cantor e apresentador do programa Globo de Ouro, nos anos 80. Algumas das músicas são: Não vivo sem meu rock, O Céu por um beijo e Tem que provar.

A última telenovela foi Vida Nova, de 1988, no papel de um imigrante português que namorava uma judia brasileira, interpretada por Deborah Evelyn.

Foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS. O personagem na telenovela Vida Nova teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio ator.[1]

O atestado de óbito do ator apontou como causas da morte complicações como infecção respiratória, septicemia, infecção oportunista, miocardite, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva alta. Em nenhum momento foi citada a palavra AIDS, o que reforçou um comportamento adotado pelo jovem galã de telenovelas da Globo e os familiares nos últimos meses de vida: o de negar veementemente a doença. Lauro Corona não comentava com os amigos que era portador do vírus e nem aceitava a condição - tratava os sintomas das doenças oportunistas com homeopatia.

Os boatos de que estaria com AIDS surgiram em janeiro de 1989, quando o ator pediu afastamento da telenovela Vida Nova, na qual era protagonista, alegando estafa. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram a Clínica São Vicente na Gávea de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.

Lauro Corona morreu depois de nove dias internado na conceituada Clínica São Vicente, e foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na Televisão[editar | editar código-fonte]

Telenovelas
Minisséries
Outros
  • Teletema:
1986 - O Sequestro de Lauro Corona .... ele mesmo
  • Caso especial:
1977 - Ciranda Cirandinha
  • Entretenimento & musicais:
1986 - Globo de Ouro .... apresentador
1983 - Cometa Loucura .... apresentador

No Cinema[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]