Elke Maravilha
| Elke Maravilha | |
|---|---|
| Nome completo | Elke Giorgierena Grunnupp Evremides |
| Nascimento | 22 de fevereiro de 1945 (67 anos) São Petersburgo |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | atriz |
Elke Maravilha, nome artístico de Elke Giorgierena Grunnupp Evremides (Leningrado, atual São Petersburgo, 22 de fevereiro de 1945), é uma manequim, modelo e atriz nascida na Rússia, naturalizada como alemã, mas que vive no Brasil desde a infância.
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[editar] Biografia
Filha de um russo e de uma alemã, Elke nasceu na Rússia. Seus pais foram perseguidos por Stalin e resolveram emigrar para o Brasil quando tinha seis anos de idade.
Instalaram-se em Itabira e depois de alguns anos, se mudaram para Jaguaraçu, interior de Minas Gerais, onde Elke foi criada. Elke foi naturalizada brasileira, mas perdeu sua cidadania após se manifestar contra a ditadura militar, tornando-se apátrida. Ficou seis dias presa e sendo torurada pelos militares. Só conseguiu sair da cadeia ao dizer que conhecia o filho de Zuzu Angel e porque a amiga arranjou um delegado que a tirou de lá. [1] Anos depois, requisitou a cidadania alemã, a única que possui atualmente.[2]
Começou a carreira de modelo e manequim aos 24 anos com Guilherme Guimarães, tendo trabalhado para grandes estilistas, considerada como inovadora nas passarelas. Elke é professora, tradutora e intérprete de línguas estrangeiras, incluindo o latim. Foi bancária, secretária trilíngue e bibliotecária. Foi também a mais jovem professora de francês da Aliança Francesa e de inglês na União Cultural Brasil – Estados Unidos. Fala nove idiomas: O russo, o português, o alemão, o italiano, o espanhol, o francês, o inglês, o grego e latim. Seu desempenho como a dona de um bordel na minissérie Memórias de um Gigolô foi tão arrebatador que foi convidada a ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro.
Foi casada 8 vezes, fez três abortos e não se arrepende, já que nunca quis ter filhos e nem se considerava talentosa para ser mãe, não queria ter filhos e não saber dar amor e educação da forma como mereciam. Até hoje é amiga de todos os seus ex-maridos, menos de 1 que era extremamente agressivo e ciumento. Está casada há 11 anos com um homem 27 anos mais novo e diz que não tem preferência por mais velhos ou mais novos, fala que namorou todo tipo de homem e que não tem um tipo de homem, tem pressa. [3]
[editar] Carreira
Muito alta, começou sua carreira como manequim e modelo. Nos desfiles conheceu a estilista Zuzu Angel e ficaram amigas. No filme Zuzu Angel que estreou em 2006, Elke foi interpretada por Luana Piovani. Ela ainda aparece em participação especial cantando num cabaré a música alemã 'Lili Marlene', da cantora e atriz Marlene Dietrich. O filme aborda a amizade de Elke com Zuzu, e conta o episódio de sua rápida prisão por desacato durante o regime militar brasileiro, fato que fez Elke perder sua nacionalidade brasileira.
Elke Maravilha tornou-se popular na TV brasileira nos anos 70 e 80, aparecendo como jurada de programas de calouros cantores do Chacrinha e de Silvio Santos. Nesses programas sempre usava perucas e roupas chamativas e buscava passar mensagens positivas para os espectadores.
[editar] Trabalhos na TV
- 2009 - Caminho das Índias .... ela mesma
- 2007 - Luz do Sol .... Urânia Szakaly
- 2004 - Da Cor do Pecado .... jurada (concurso de maquiagem)
- 2004 - Celebridade .... Ela mesma
- 2004 - Big Brother Brasil 4 .... jurada (prova da comida)
- 1986 - Memórias de um Gigolô .... Madame Yara
- 1998 - Pecado Capital .... ela mesma
- 1973 - A Volta de Beto Rockfeller - Sofia
- 1979 - Milagre - O Poder da Fé .... ela mesma
[editar] No cinema
- 2011 - Fca Carla
- 2010 - A maravilha de ser Elke
- 2010 - A Suprema Felicidade
- 2007 - Elke no país das Maravilhas - Solange Maia
- 2007 - Elke - Julia Rezende
- 2006 - Zuzu Angel - Lieselotte
- 1999 - Xuxa Requebra - Iara Macedo
- 1988 - Wiezien Rio - Frank
- 1987 - Tanga: Deu no New York Times
- 1987 - Romance
- 1987 - No Rio vale tudo
- 1980 - Pixote, a Lei do Mais Fraco - Débora
- 1979 - O Milagre
- 1978 - A Noiva da Cidade
- 1978 - Elke Maravilha Contra o Homem Atômico - Elke Maravilha
- 1977 - A Força do Xangô
- 1977 - Pastores da Noite
- 1977 - Tenda dos Milagres
- 1976 - Xica da Silva - Hortência
- 1974 - Gente que Transa - Esmeralda
- 1973 - O Rei do Baralho
- 1972 - Quando o Carnaval Chegar
- 1972 - Os Machões
- 1971 - Barão Otelo no Barato dos Milhões - Ela mesma
- 1970 - Salário Mínimo - Modelo
[editar] No teatro
- Elke – do Sagrado ao Profano
- Viva o Cordão Encarnado
- O Castelo das Sete Torres
- Rio de Cabo a Rabo
- Eu Gosto de Mamãe
- Carlota Joaquina
- A Rainha Morta
- O Homem e o Cavalo
- Orfeu da Conceição
- O Lobo da Madrugada
- Carlota Joaquina
- Nise da Silveira - A Senhora das Imagens
Referências
- ↑ Elke Maravilha relembra momentos que marcaram sua vida e os 34 anos de carreira. EGO. Página visitada em 28 de dezembro de 2011.
- ↑ Debaixo da peruca loira. O Povo. Página visitada em 28 de dezembro de 2011.
- ↑ ‘‘Silvio Santos é a pior pessoa do mundo’’. Istoé Gente. Página visitada em 28 de dezembro de 2011.