Dina Sfat

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Dina Sfat
Dina sfat exposicao f 005.jpg

Dina Sfat em Gabriela (1975)
Nome completo Dina Kutner de Souza
Nascimento 28 de agosto de 1939
São Paulo, SP
 Brasil
Morte 20 de março de 1989 (49 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Cônjuge Paulo José (1963-1981)
Atividade 1966-1988
IMDb: (inglês)

Dina Kutner de Sousa, mais conhecida como Dina Sfat, (São Paulo, 28 de agosto de 1939[1]Rio de Janeiro, 20 de março de 1989) foi uma atriz brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de judeus polacos, Dina sempre quis ser artista. Estreou nos palcos em 1962 em um pequeno papel no espetáculo Antígone América, dirigida por Antonio Abujamra. Daí pulou para o teatro amador e foi parar no Teatro de Arena, onde estreou profissionalmente vivendo a personagem Manuela de Os Fuzis da Senhora Carrar de Bertold Brecht. A atriz se transformou em uma grata revelação dos palcos e mudou seu nome artístico para Dina Sfat. Alguns alegam que a mudança seria uma homenagem à localidade cidade natal de sua mãe, entretanto não há nenhuma localidade denominada Sfat na Polônia.[2]

Participou de espetáculos importantes na década de 1960 em São Paulo e conquistou o Prêmio Governador do Estado de melhor atriz por seu desempenho em Arena Conta Zumbi em 1965, um musical de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi para o Rio de Janeiro e estreou nos palcos de um teatro na peça O Rei da Cidade.

Em 1966 estréia no cinema em Corpo Ardente do diretor Walter Hugo Khouri e no cinema se consagra em 1969 vivendo a guerrilheira Ci de Macunaíma, filme premiado de Joaquim Pedro de Andrade, ao lado do marido, o ator Paulo José que ela conheceu nos tempos do Teatro de Arena.

Ela chega à televisão no fim da década de 1960 e destaca-se em papéis de enorme carga dramática em telenovelas de autoria de Janete Clair, como Selva de Pedra, Fogo Sobre Terra, O Astro e Eu Prometo, mas também brilhou em outras como Verão Vermelho, Assim na Terra Como no Céu, Gabriela e Os Ossos do Barão.

Posou nua para revista Playboy em janeiro de 1982, num ensaio secundário.

Foi casada por 17 anos com Paulo José, com quem teve três filhas: Isabel ou Bel Kutner, que também é atriz, Ana, que também se aventurou na carreira e Clara.

Descobriu o câncer, inicialmente no seio, em 1986, mas não deixou de trabalhar, mesmo em tratamento. Já com a doença, viajou para a União Soviética e participou de um documentário sobre o país e os primeiros passos da Perestroika; escreveu um livro, publicado em 1988, um pouco antes da sua morte, sobre sua vida e a luta contra o câncer, chamado Dina Sfat- Palmas prá que te Quero, junto com a jornalista Mara Caballero e fez a novela Bebê a Bordo, seu último trabalho na televisão.

Seu último filme foi O Judeu que só estreou em circuito depois da morte da atriz.

Dina Sfat morreu aos 49 anos, vítima de um câncer de mama contra o qual já lutava havia anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Precedida por:
-
Troféu APCA de Melhor Atriz de Televisão
por Selva de Pedra

1973
Sucedida por:
Eva Wilma
por Mulheres de Areia
&
Lélia Abramo
por Uma Rosa com Amor
Precedida por:
Tereza Raquel
por A Volta do Filho Pródigo
Troféu APCA de Melhor Atriz Coadjuvante
por Eros, o Deus do Amor
(com Renée de Vielmond e Norma Bengell)

1981
Sucedida por:
Cida Moreira
por O Olho Mágico do Amor
Precedida por:
Helena Ignez
por A Mulher de Todos
Troféu Candango de Melhor Atriz
por Os Deuses e os Mortos [6]

1970
Sucedida por:
Adriana Prieto
por Um Anjo Mau
Precedida por:
Conceição Senna
por Iracema - Uma Transa Amazônica
Troféu Candango de Melhor Atriz Coadjuvante
por O Homem do Pau-Brasil

1981
Sucedida por:
Tamara Taxman
por Aventuras de um Paraíba

Referências

  1. Memória Globo - Dina Sfat. Globo.com. Página visitada em 30 de setembro de 2012.
  2. http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=388
  3. Dina Sfat (1938 - 1989) - A guerrilheira das artes. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 21 de março de 1989. Caderno B, p. 1
  4. Cinemateca Brasileira, O Corpo Ardente [em linha]
  5. Cinemateca Brasileira, Edu, Coração de Ouro [em linha]
  6. a b Cinemateca Brasileira, Os Deuses e os Mortos [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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