Regina Duarte

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Regina Duarte
A atriz, em 2007.
Nome completo Regina Blois Duarte
Nascimento 5 de fevereiro de 1947 (67 anos)
Franca,  São Paulo
 Brasil
Ocupação atriz
Cônjuge Eduardo Lippincott
IMDb: (inglês)

Regina Blois Duarte (Franca, 5 de fevereiro de 1947) é uma atriz brasileira de cinema, teatro e televisão.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Regina, filha de Jesus Duarte (militar) e Dulce Blois (professora de piano), nasceu na cidade de Franca, interior de São Paulo, mas viveu dos seis aos dezoito anos em Campinas. Tem cinco irmãos: Maria Lúcia, Cláudio, José, Flávio e Tereza.

Sua carreira teve início aos 14 anos de idade como atriz amadora no grupo TEC (Teatro do Estudante de Campinas). Estreou interpretando a Compadecida em A Compadecida, de Ariano Suassuna. Participou da montagem de Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado, Rapunzel, Natal na Praça e O Tempo e os Conways, de Priestley, e Via Sacra, de Ghéon.

Em 1964 apareceu em cartazes para uma campanha de sorvetes. Em seguida, fez anúncio para a televisão de uma marca de refrigeradores.

Sua formação inclui aulas de balé clássico com Mozart Xavier, declamação com Maria Silvia Ferraz Silva e um curso de três meses com Eugênio Kusnet sobre o método Stanislavski.

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Profissionalmente estreou em 1965 na TV Excelsior, atuando na telenovela A Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro, sob a direção de Walter Avancini, e no teatro, no mesmo ano, sob a direção de Antunes Filho na montagem de "A Megera Domada", de Shakespeare.

Chegou a fazer um ano do curso de Comunicação da USP, mas trancou matrícula em função do convite de Boni para estrelar Véu de Noiva na Rede Globo, em 1969, sob a direção de Daniel Filho.

Ganhou a alcunha de Namoradinha do Brasil quando fez a telenovela Minha Doce Namorada, em 1971, na TV Globo. Em seguida recebeu o convite para participar da montagem brasileira da peça Hair, mas não aceitou o papel porque não ficaria nua no palco, mas em 1976 fez um ensaio sensual para a revista Playboy.

A imagem de Namoradinha só seria esmaecida aos poucos. Começou com a atuação na telenovela Nina, em 1977, consolidando-se de vez o fim da imagem de Namoradinha do Brasil com o seriado Malu Mulher, de 1979, onde interpretava uma mulher divorciada e independente, levando diversos grupos conservadores a protestarem.

Regina Duarte participou de vários programas históricos da televisão brasileira, desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, onde a televisão brasileira era marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos da MPB, registravam índices recordes audiência.

Regina Duarte em 2010, em evento comemorativo dos 45 anos de carreira.

Um desses momentos marcantes da televisão foi Mulher 80, na Rede Globo. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas na MPB, com Gal Costa, Maria Bethânia, Zezé Motta, Elis Regina, Joanna, Rita Lee, Marina Lima, Simone e as participações especiais de Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizavam o seriado Malu Mulher à época.

Em novelas, Regina Duarte é a atriz que obteve os maiores índices de audiência no Ibope ao longo da carreira.[carece de fontes?]

Viveu personagens antológicos na TV como a Simone Marques de Selva de Pedra (1972), a Malu do seriado Malu Mulher (1979/1980), a dupla personalidade Luana Camará/Priscila Capricce em Sétimo Sentido (1982), a politicamente correta Raquel Accioli em Vale Tudo (1988), a espalhafatosa Maria do Carmo de Rainha da Sucata (1990), além de ter sido a atriz que mais deu vida às Helenas de Manoel Carlos, nas novelas História de Amor (1995), Por Amor (1997) e Páginas da Vida (2006). Em 2008 viveu a cômica Waldete Maria, uma mulher despachada, divertida, pragmática e sem papas na língua, na novela Três Irmãs. Mas sem dúvida seu maior sucesso foi a extravagante Viúva Porcina em Roque Santeiro (1985).

Em 2011, Regina retornou à TV em um papel de destaque, a enigmática e fútil ricaça Clô Hayalla no remake de O Astro. De acordo com a própria Regina, Clô é um dos papéis mais marcantes e importantes de sua carreira, já que foi uma das poucas vilãs que a atriz interpretou em novelas. [1]

Em 2014, a atriz é anunciada no elenco de Boogie Oogie, porém desiste do papel na novela. A expectativa era que a atriz interpretasse a avó da protagonista (papel de Ísis Valverde) e repetisse par romântico com Lima Duarte, com quem contracenou em Roque Santeiro. [2] [3] No mesmo ano, faz uma participação especial em Império, novela de Aguinaldo Silva, no papel de Maria Joaquina, uma compradora de diamantes que participa dos quatro primeiros capítulos da trama. [4] [5] Ainda em 2014, é anunciada no elenco de Sete Vidas, no papel de uma homossexual. [6] [7]

Política e polêmica[editar | editar código-fonte]

Regina Duarte é simpatizante do PSDB e tem apoiado candidatos tucanos em várias eleições presidenciais. Nas eleições de 1985 para prefeito de São Paulo, ao apoiar Fernando Henrique Cardoso, a atriz Regina Duarte gravou um comercial pedindo a união da esquerda para combater o então candidato conservador Jânio Quadros. Na prática, isso representou uma campanha pelo voto útil, em desfavor de Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores, terceiro colocado na disputa.

Em 2002, Regina, ao lado de Raul Cortez e outros artistas, apoiou o candidato José Serra. Causou polêmica quando gravou depoimento, usado no horário eleitoral gratuito, afirmando ter medo do que o candidato adversário, Lula, faria na presidência, caso fosse vitorioso.[8] Ela mencionava um suposto retrocesso para com a economia brasileira e um aumento na inflação devido a notória oposição do PT ao Plano Real. O seu medo era também sentido por outros setores da sociedade, em especial o empresariado e o mercado financeiro, apesar de o candidato Lula ter assinado documento em que se comprometia a não fazer grandes mudanças na área econômica. Por causa desse depoimento, Regina foi duramente criticada por outros artistas, alguns dos quais apoiavam Lula.[9]

Em 2006 Regina Duarte ratificou sua posição e, em entrevista à revista IstoÉ Gente, afirmou: "Nunca me arrependi do que disse. O PT foi muito agressivo, dono da verdade. Hoje, estou profundamente triste, porque amo o meu país. As pessoas devem pensar melhor no voto com esta nova chance (em referência às eleições presidenciais daquele ano).[10]

Atualmente, Regina Duarte tem atuado publicamente a favor dos ruralistas, na questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no Estado de São Paulo. Ela e o marido, Eduardo Lippincott, são criadores de gado da raça Brahman, em Barretos, na região de Ribeirão Preto, no norte de São Paulo.[11]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Regina Duarte tem três filhos (André, Gabriela e João Ricardo) e quatro netos (Manuela e Frederico, filhos de Gabriela e Jairo, Théo, filho de André e Bettina, João Gabriel, filho de João Ricardo com a atriz Regiane Alves). Apenas sua filha Gabriela seguiu a carreira artística. Ela e sua mãe atuaram juntas na telenovela Por Amor, de Manoel Carlos, e na minissérie Chiquinha Gonzaga.

Gabriela, nascida em 1974 e André, nascido em 1970, são filhos de Regina com o engenheiro Marcos Franco, com quem ela se casou em 1969, divorciando-se alguns anos depois.[12] João Ricardo, nascido em 1981, é filho da atriz com seu segundo marido, o publicitário argentino Daniel Gómez.

Atualmente, Regina é casada com o pecuarista Eduardo Lippincott.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Contigo
  • 1997 - pelo conjunto da obra (na atuação em "Por Amor")
Prêmio Qualidade Profissional
  • 2002 - pelo conjunto da obra (na atuação em "Desejos de Mulher")
Prêmio Globo de Melhor Atriz
  • 1971 - por "Patrícia", de Minha Doce Namorada
Troféu Imprensa de Melhor Atriz
  • 1965 - por "Malu", de A Deusa Vencida (Atriz Revelação)
  • 1967 - por "Bete", de Os Fantoches
  • 1970 - por "Ritinha", de Irmãos Coragem
  • 1972 - por "Simone" e "Rosana", de Selva de pedra
  • 1973 - recusou o prêmio de Melhor Atriz pela atuação em Carinhoso e o ofereceu a Eva Wilma.
  • 1985 - por "Viúva Porcina", de Roque Santeiro
Prêmio APCA/TV de Melhor atriz
  • 1979 - por Malu Mulher
  • 1980 - por Malu Mulher
  • 1985 - por Roque Santeiro

Homenagens especiais[editar | editar código-fonte]

  • 2006 - Prêmio IstoÉ Gente ... Personalidade do ano em Televisão (IstoÉ Gente)
  • 2011 - Troféu Mário Lago (entregue no Domingão do Faustão) ... Conjunto da Obra
  • 2012 - O que vi da Vida ( Fantástico ) ... Grande Atriz

Referências

  1. Gshow (26 de outubro de 2011). Regina Duarte se despede de Clô: 'Entrou na minha galeria de grandes personagens' Globo.com. Bastidores - O Astro. Página visitada em 26 de outubro de 2011.
  2. Oliveira, Fernando (03 de fevereiro de 2014). Regina Duarte já tem data para voltar às novelas. Saiba para que produção a atriz foi escalada! Mundo da TV - R7. Página visitada em 06 de maio de 2014.
  3. Oliveira, Fernando (18 de março de 2014). Regina Duarte desiste de papel em novela da Globo Mundo da TV - R7. Página visitada em 06 de maio de 2014.
  4. Ricco, Flávio (06 de maio de 2014). Regina Duarte grava participação especial em nova novela da Globo UOL Televisão. Página visitada em 06 de maio de 2014.
  5. Oliveira, Fernando (06 de maio de 2014). Globo inicia as gravações internacionais de ‘Falso Brilhante’ com Regina Duarte, Chay Suede e Adriana Birolli Mundo da TV - R7. Página visitada em 06 de maio de 2014.
  6. Patrícia Kogut (28 de agosto de 2014). Regina Duarte será lésbica em 'Sete vidas' O Globo. Página visitada em 30 de agosto de 2014.
  7. Fernando Oliveira (01 de setembro de 2014). Com Fernanda Montenegro, Regina Duarte e Nathalia Timberg, Globo vai apostar em lésbicas da terceira idade em 2015 R7. Mundo da TV. Página visitada em 01 de setembro de 2014.
  8. Vídeo: Regina Duarte com medo de Lula.
  9. Celina Côrtes (30 de agosto de 2006). Escândalos na política afastam a classe artística das campanhas eleitorais Revista Isto É.. Página visitada em 29/01/2010.
  10. Frases (10 de abril de 2006).
  11. Regina Duarte também tem medo de índio, por Leonardo Sakamoto. Blog do Sakamoto / Uol, 19 de maio de 2009.
  12. Regina Duarte. Contigo!.
  13. Gshow (21 de setembro de 2010). Regina Duarte vive Antoninha, personagem-chave na trama de Araguaia Bastidores - Araguaia. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  14. Ricco, Flávio (09 de dezembro de 2012). Regina Duarte grava "A Grande Família" UOL Televisão. Página visitada em 07 de julho de 2014.
  15. Gshow (30 de junho de 2014). Com sotaque em cena, Regina Duarte segura a viúva Porcina que tem dentro dela Extras - Império. Página visitada em 07 de julho de 2014.
  16. Genestreti, Guilherme (20 de abril de 2014). Regina Duarte tira a maquiagem para atuar em 'Gata Velha Ainda Mia' Ilustrada - Folha de S. Paulo. Página visitada em 14 de julho de 2014.
  17. Oliveira, Alysson (14 de maio de 2014). "Gata Velha Ainda Mia" traz Regina Duarte como ex-feminista UOL Cinema. Página visitada em 14 de julho de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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