Rita Lee

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Rita Lee
Rita Lee em 2010
Informação geral
Nome completo Rita Lee Jones Carvalho
Também conhecido(a) como Ritz, Rainha do Rock
Nascimento 31 de dezembro de 1947 (67 anos)
Local de nascimento São Paulo (SP)
 Brasil
Gênero(s) Rock and roll, rock psicodélico, tropicalismo, bossa nova,[1] glam rock,[2] hard rock, pop rock, blues rock, MPB, pop, disco, new wave
Instrumento(s) Vocal, violão, guitarra, flauta, teremim, bateria, baixo, piano e gaita.
Período em atividade 1963—presente
Gravadora(s) PolyGram, Polydor, Philips, EMI, Som Livre, Universal Music, Abril Music, Biscoito Fino
Afiliação(ões) Os Mutantes (1968-1972), Tutti Frutti (1973-1978), Roberto de Carvalho, Tom Zé, Nelson Motta, Paulo Coelho, Zélia Duncan, Ed Motta, Pitty
Página oficial www.ritalee.com.br

Rita Lee Jones, agora Rita Lee Jones Carvalho, mais conhecida como Rita Lee (São Paulo,[3] 31 de dezembro de 1947), é uma cantora, compositora, instrumentista, atriz, escritora e ativista brasileira. Conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro",[4] [5] Rita Lee construiu uma carreira que começou com o rock mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a psicodelia durante na era do tropicalismo, o pop rock, disco, new age, a MPB e eletrônica, criando um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e nacionais.[6] Lee vendeu mais de 55 milhões de discos ao longo de sua carreira e já foi premiada com mais de 30 discos de platina, 10 discos de ouro e 5 de diamante.[7]

Rita Lee é uma das mulheres mais influentes do Brasil, sendo referência para aqueles que vieram a usar guitarra a partir de meados dos anos 70, sobretudo as mulheres.[8] Ex-integrante do grupo Os Mutantes (1968-1972) e do Tutti Frutti (1973-1978), Lee participou de importantes revoluções no mundo da música e da sociedade. Suas canções, em geral regadas com uma ironia ácida ou com uma reivindicação da independência feminina,[1] [9] tornaram-se onipresentes nas paradas de sucesso, sendo "Ovelha Negra", "Mania de Você", "Lança Perfume", "Agora Só Falta Você", "Baila Comigo", "Banho de Espuma", "Desculpe o Auê", "Erva Venenosa", "Amor e Sexo" e "Reza", entre outras, as mais populares. O álbum, Fruto Proibido (1975), lançado juntamente com a banda Tutti Frutti, é comumente visto como um marco fundamental na história do rock brasileiro, considerado por alguns como sua obra-prima.[10]

Em 1976, Lee começou um relacionamento com o guitarrista Roberto de Carvalho e desde então ele tem sido o parceiro da maioria de suas canções e a acompanhou em todas suas apresentações ao vivo. Ambos tiveram o filho Beto Lee, também guitarrista, que acompanha os pais nos shows. Rita Lee também é vegetariana e defensora dos direitos dos animais.[11] [12]

Com uma carreira que quase alcança os 50 anos, Rita Lee passou da inovação e do gueto musical do final dos anos 60 e anos 70 para as baladas românticas de muito sucesso nos anos 80[13] e já se apresentou com inúmeros artistas que variam de Elis Regina à banda Titãs.

Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira, onde Rita Lee ocupa o 15° lugar.[14]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida como Rita Lee Jones, no dia 31 de dezembro de 1947, na capital paulista, Rita é a filha mais nova do dentista Charles Fenley Jones, imigrante norte-americano, e de Romilda Padula Jones, filha de italianos. Seus pais tinham outras duas filhas: Mary Lee Jones e Virgínia Lee Jones.

Rita nasceu e cresceu no bairro da Vila Mariana, onde viveu por muitos anos, até o nascimento de seu filho. O bairro é especial a Rita, já que lá ela tem uma grande parte de todas as melhores lembranças de sua vida.[15]

Ela foi educada no colégio francês paulistano Liceu Pasteur, e hoje fala fluentemente português, inglês, francês, espanhol e italiano. Também chegou a cursar Comunicação Social na Universidade de São Paulo em 1967, na mesma turma da atriz Regina Duarte, mas deixou a universidade durante o primeiro período.

Durante a infância, teve aulas de piano com a musicista clássica Magdalena Tagliaferro. Não pensava em ser cantora de rock e sim ser atriz de cinema ou veterinária.[16] Suas primeiras influências musicais foram Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Peter, Paul and Mary, Beatles, Rolling Stones, mas também escutava música brasileira como Cauby Peixoto, Ângela Maria, Tito Madi e João Gilberto, Emilinha Borba, Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e Maysa por influência dos país.[17]

Na adolescência passa a se interessar por música e começa a se apresentar em escolas da região como componente do "Tulio's trio".[18] Em 1963, forma-se um conjunto com mais duas garotas, as Teenage Singers (Cantoras Adolescentes), que participam de shows e de festas colegiais. No ano seguinte elas conhecem um trio masculino, Wooden Faces. Os dois grupos se juntam, formando o Six Sided Rockers, banda que depois se chamará O'Seis,[17] que chega a gravar um disco compacto com duas músicas. Com a saída de três componentes, sobram Rita, Arnaldo e Sérgio que passam a se chamar "Os Bruxos". Por sugestão de Ronnie Von, o grupo passou a chamar-se "Os Mutantes".

Os Mutantes (1966-1972)[editar | editar código-fonte]

Por um período de seis anos, Rita Lee foi, com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, integrante da banda Os Mutantes, cantando, tocando flauta e percussão, além de performances bissextas no sintetizador, no banjo e manipulando bizarrices como um gravador portátil (como na música "Caminhante Noturno") e uma bomba de dedetização (em "Le Premier Bonheur du Jour") e sendo letrista. Em 1967, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira da (TV Record) na apresentação da canção antológica "Domingo no parque". Foram gravados seis álbuns (tendo o primeiro, de 1968, como uns dos álbuns mais importantes da história da música brasileira), que deram origem a hits como "A Minha Menina", "Dom Quixote", "Balada do Louco", "Dois Mil e Um" (primeira música a misturar o som sertanejo com rock'n roll) e o mais relevante: "Ando Meio Desligado". A mesma foi uma das músicas mais tocadas e vendidas do ano de 1970. Entre 1968 e 1972, Rita Lee foi casada com o companheiro de banda Arnaldo (o divórcio seria assinado somente em 1977).

Acompanhada dos componentes dos Mutantes, Lee gravou dois discos solo. O primeiro foi Build Up (1970), com algumas composições em parceria com Arnaldo Baptista, que originalmente era o repertório de um show que foi feito exclusivamente para uma edição da Fenit (feira de moda de São Paulo). Deste disco saiu seu primeiro single solo, José (uma versão de Nara Leão para o hino francês "Joseph"). O segundo disco Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972), foi lançado com o seu nome pois Os Mutantes já tinham lançado disco naquele ano e a gravadora não permitiu que gravassem outro. Com isso, Os Mutantes gravaram e só a Rita assinou.

Em decorrência do fim de seu casamento com Arnaldo e incompatibilidades artísticas com os rumos que a banda estava tomando, Rita sai do grupo. Até hoje, Rita alega que foi expulsa dos Mutantes. Dentre distintas histórias e controvérsias, ela alegava que seus companheiros achavam que ela não tinha o virtuosismo necessário para tocar o rock progressivo, novo interesse da banda. Porém, os outros integrantes desmentem isso. Tudo leva a crer que ela saiu devido ao término com o Arnaldo Baptista, que afundou na depressão e no ácido, saindo da banda no ano seguinte e gravando um dos maiores discos da música popular brasileira, Loki?, cujo disco teve várias referências a ex-parceira, Rita.

Tutti Frutti e consagração nacional (1973-1978)[editar | editar código-fonte]

Depois de um curto período de depressão, formou com a amiga Lúcia Turnbull uma dupla no estilo folk rock, As Cilibrinas do Éden,[19] [20] cuja única gravação, ao vivo, no festival Phono 73, foi lançada recentemente, mais de 35 anos depois.

Rita e Lúcia desistem da dupla e formam a banda Tutti Frutti com Luis Sérgio Carlini e Lee Marcucci, entre outros. Rita, além de cantar, tocou piano, sintetizador, gaita e violão. Um contrato com a gravadora Philips é assinado, mas esta exige que o grupo assine como "Rita Lee & Tutti-Frutti". O que seria o primeiro disco do grupo não é lançado pela gravadora por problemas com a censura e com os executivos, que o consideraram "alternativo demais". [21] Eles voltam ao estúdio e Atrás do Porto Tem uma Cidade é gravado e lançado. Juntamente com o disco, é lançado o single Menino Bonito, que se torna a primeira música da banda a entrar na parada nacional, fazendo um amplo sucesso. Mamãe Natureza (primeira música composta por Rita após sua saída dos Mutantes) e Ando Jururu emplacaram paradas regionais somente, não tendo repercussão igualmente sucedida como o single antecessor.

Com o disco Fruto Proibido, lançado em 1975 pela Som Livre, Rita Lee alcança consagração nacional. O primeiro single, "Agora só Falta Você" chega a segunda posição na parada nacional e instantaneamente se torna um grande sucesso. "Esse Tal de Roque Enrow", "Luz del Fuego" e "Dançar Pra Não Dançar" também foram bem-recebidas pelas rádios, chegando a posições relevantes. Surpreendentemente, o último single, "Ovelha Negra", torna-se um sucesso inesperado quando emplaca a primeira posição da parada nacional no mesmo ano. Segundo a revista Rolling Stone, a música foi a primeira a citar o evento dos "filhos saírem da casa dos pais" e por isso teve tal repercussão estrondosa. Fruto Proibido, considerado uma obra prima do rock nacional, torna-se uma espécie de manual para fazer-se rock em português e chega a vender mais de 700 mil cópias, sendo certificado como platina duplo.

O terceiro disco, Entradas e Bandeiras, é lançado em 1976. O single "Coisas da Vida" atinge a décima posição na parada radiofônica nacional e se torna uma das mais tocadas do ano. Outros singles foram "Corista de Rock" e "Com a Boca No Mundo". O disco também contava com a faixa "Bruxa Amarela" que foi composta por Raul Seixas e Paulo Coelho. Devido a uma crise de estresse, Lee fica afastada do processo de mixagem deste disco, fato que ocasiona em um som mais pesado com a nítida predominância da guitarra de Carlini. Apesar de não fazer tanto sucesso quanto o seu antecessor, "Entradas e Bandeiras" também é certificado como platina duplo. No mesmo ano conhece o músico carioca Roberto de Carvalho e inicia uma parceria musical/amorosa de sucesso, que segue até os dias atuais.[20]

Em agosto do mesmo ano, durante sua primeira gravidez e morando com Roberto, foi presa por porte e uso de maconha. Na verdade, tal episódio, considerado um dos mais truculentos da ditadura militar, foi um ato do regime com a finalidade de “servir de exemplo à juventude da época”, já que a cantora alegou que tinha deixado de usar drogas por causa da gravidez e que o que foi encontrado na época seriam restos usados por amigos e frequentadores da casa. [22] Mesmo assim, Lee foi condenada e ficou um ano em prisão domiciliar, precisando de permissões especiais do juiz para sair de casa e fazer shows. Abalada e sem dinheiro, compôs com Paulo Coelho a polêmica “Arrombou a Festa”, música que criticava o cenário da MPB da época. O single bateu recordes de venda, com 200 mil cópias vendidas. Com o namorado definitivamente incorporado à banda, Rita fica livre da prisão domiciliar e, mesmo grávida, sai em turnê com Gilberto Gil. O show, denominado Refestança, foi registrado em disco, mas, segundo a própria cantora, resgatou apenas 30% da atmosfera do show. Rita dá à luz seu primeiro filho, Beto Lee em 1977, seguido por João em 1979, e Antônio em 1981, todos tendo Roberto de Carvalho como pai.

Em 1978, a banda lança o disco Babilônia, que produziu os singles bem-sucedidos "Jardins da Babilônia", "Agora é Moda" e "Eu & Meu Gato". Outro destaque do disco foi a futurista "Miss Brasil 2000". Babilônia tem sido considerado por muitos como o último disco puramente de rock de Rita. Depois do lançamento do disco, a banda se desfez. Carlini, insatisfeito com sua posição secundária após a entrada de Roberto de Carvalho, resolve deixar o grupo e leva consigo o nome "Tutti Frutti", o qual havia sido registrado por ele. Assim, Rita reformulou a banda e colocou na estrada o show "Rita Lee & Cães e Gatos", nome dado devido às brigas internas durante os ensaios. Esse show deu origem a um dos primeiros álbuns piratas do Brasil, hoje, artigo de colecionador.

Parceria com Roberto de Carvalho e reconhecimento internacional (1979-1990)[editar | editar código-fonte]

A partir de 1979, Rita e Roberto de Carvalho começam a fazer discos e shows juntos - no formato dupla dinâmica - e inauguram uma fase superpop, de enorme empatia popular. Desenvolvem um estilo único, que se manifesta em vários álbuns desde então, os quais extrapolam as fronteiras de nosso país. Rolam mega espetáculos, diversos especiais para a Rede Globo num sucesso maciço de vendas e execução em rádios. O primeiro trabalho em disco da dupla Lee/Carvalho foi o álbum Rita Lee, mais conhecido por Mania de Você, de 1979, álbum que obteve enorme sucesso com canções (além desse mega hit que deu nome ao disco) como "Doce Vampiro", "Chega Mais", "Papai Me Empresta o Carro" e "Corre-Corre" entre outras tantas. No Brasil, Rita se transforma em mania nacional.

A grande dúvida da mídia na época era se essa febre iria durar até o próximo verão. A resposta veio com o disco seguinte, o histórico Rita Lee de 1980, mais conhecido pelo seu hit Lança Perfume. Do repertório fazem parte canções como (além da própria Lança Perfume), "Baila Comigo", "Nem Luxo Nem Lixo", "Orra Meu", "Shangrilá" e "Bem-me-quer". Lança Perfume estaciona por 2 meses em 1º lugar nas paradas de sucesso da França, chega em sétimo lugar da parada da Billboard e é lançado com grande êxito em vários países da Europa e América Latina. Até o Príncipe Charles da Inglaterra passa-se por excêntrico ao dizer que sua cantora favorita seria Rita Lee.

Em 1981 gravam o álbum Saúde, e o sucesso continua em músicas como a titular "Saúde", "Atlântida", "Banho de Espuma", e "Mutante". Seguem-se através dos anos hits como Flagra, Cor de Rosa Choque ,Só de Você, On the Rocks, Desculpe o Auê, Vírus do Amor, Bwana, Pega Rapaz, Zona Zen, Dias Melhores Virão, Yê Yê Yê, La Miranda, Perto do Fogo, Livre Outra Vez, Caso Sério, Barata Tonta, etc.

Desde a década de 1960, quando surgiram os Festivais de Música Popular Brasileira até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos musicais, apresentando novos e conhecidos talentos, eles registravam índices recordes de audiência. Rita Lee participou do especial Mulher 80 (Rede Globo, 1979), um desses momentos marcantes da televisão. O programa, dirigido por Daniel Filho, exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional.

Os discos lançados a seguir tornam-se sucesso de público e crítica:

Rita Lee (1980) com Lança Perfume, Baila Comigo, Caso Sério, Orra Meu e Nem luxo nem lixo.

Saúde (1981) teve os sucessos com a música faixa título além de Banho de Espuma, Mutante, Atlântida e Tatibitati.

Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982), com Flagra, Só de Você, Vote em Mim, Barata Tonta e Cor de Rosa Choque.

Bombom (1984) foi mal recebido pela crítica, mas teve os hits Desculpe o Auê e On the Rocks e ainda como temas de novelas Raio X e Bobos da Corte.

Rita e Roberto (1985) foi aclamado pela crítica, mas não fez tanto sucesso quanto os anteriores junto ao público. Deste disco os hits são Vírus do Amor, Yê yê yê e Noviças do Vício. Neste mesmo ano Rita Lee se apresenta na 1ª Edição do Rock in Rio, apresentação que marca sua volta aos palcos após dois anos.

Ainda em 1985 Rita participa como uma das juradas do Festival dos Festivais, na qual foi júri ao lado de personalidades como Marcelo Tas e Malu Mader.

Flerte Fatal em (1987) com os sucessos Bwana, Xuxuzinho, Brasix Muamba e Pega Rapaz. O álbum precedeu a vitoriosa Tour 87/88 onde Rita se despediu de shows em grandes ginásios, percorreu todo o pais finalizando com shows na Europa e Estados Unidos em 1988.

Zona Zen em (1988)com os hits Livre Outra Vez, Independência e Vida, Zona Zen e Nunca Fui Santa.

No fim da década de 1970 e durante todos os anos 80, influenciados pela Disco Music,[23] Rita e Roberto emplacam sucesso após sucesso nas paradas. Rita ainda passa por intervenções cirúrgicas na época: uma devido a calos nas cordas vocais e outra na face, devido a um acidente de carro.

Em 1990, Rita Lee lança o álbum Rita Lee e Roberto de Carvalho, que teve entre suas faixas a música "Perto do Fogo", uma composição de Rita Lee e Cazuza e também os hits 'La Miranda' uma Ode à Carmem Miranda, que foi tema de abertura da Novela 'Lua Cheia de Amor' e Esfinge. Após o lançamento do álbum, Rita Lee e Roberto de Carvalho se separam e ambos seguem em carreira solo.

Carreira solo e retorno de Roberto de Carvalho (1991-1999)[editar | editar código-fonte]

Em 1991, Rita separa-se temporariamente de Roberto de Carvalho, profissionalmente, e inicia a bem-sucedida turnê voz-e-violão Bossa 'n' Roll. No mesmo ano, estreou o TVleezão, seu programa na MTV Brasil.[24] Em seguida lança o disco Rita Lee em 1993, dedicado a um rock'n'roll mais purista.

O casal só viria a dividir o palco novamente em 1995, durante a turnê do álbum A Marca da Zorra, foi com essa turnê que Rita Lee abriu o primeiro show dos Rolling Stones no Brasil. Pouco antes de Rita abrir esse show ela deu entrada no hospital por overdose, e no ano seguinte, sob o efeito de barbitúricos, sofreu uma queda da varanda no segundo andar de seu sítio, esfacelando seu côndilo maxilar e tendo que passar por uma cirurgia para colocação de pinos de titânio. Os médicos teriam dito que, após o acidente, ela jamais voltaria a cantar. Contudo, depois da cirurgia bem-sucedida e diante da possibilidade de retomar sua carreira, Rita teria se comprometido a largar as drogas, o que, segundo uma declaração da cantora ao programa Fantástico (Rede Globo), só fez totalmente em janeiro de 2006, depois de procurar ajuda em um hospício. Ainda em 1995 a música "Vítima" é tema de abertura da novela A Próxima Vítima.

Em dezembro de 1996, Rita casa-se legalmente com Roberto de Carvalho, passando a assinar por Rita Lee Jones Carvalho.

Em 1997, Rita lança o álbum Santa Rita de Sampa, o álbum teve como grande hit a música "Obrigado Não", a música "Dona Doida" foi tema de abertura da novela Zazá, o álbum possui ainda uma música chamada "Homem Vinho" a qual é uma homenagem de Rita para Caetano Veloso.

Em 1998, lança seu Acústico MTV que foi um grande sucesso de vendagens e crítica. O CD conta com a participação de Cássia Eller na música "Luz del Fuego", a cantora Paula Toller na canção "Desculpe o Auê", a banda Titãs em' Papai Me Empresta o Carro" e Milton Nascimento em "Mania de Você".

3001 e Bossa'n Beatles (2000-2002)[editar | editar código-fonte]

Rita em 2006

Em 2000 Rita lança o álbum 3001, que teve grandes sucessos como Erva Venenosa, Pagu e o sucesso radiofónico O Amor Em Pedaços. O show 3001 ganhou um especial de fim de ano na Rede Bandeirantes, o show apresentou vários hits do novo CD e contou com as participações de Caetano Veloso, Zélia Duncan, Paula Toller e Pato Fu. Considerado uma máquina do tempo músical, 3001, é nomeado como o Melhor Disco de Rock no Grammy Latino de 2001.

Logo após o sucesso de 3001, Rita Lee grava um CD com Releituras de clássicos dos Beatles. O CD é lançado como Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar, no exterior o nome é mudado para Bossa’n Beatles. A roqueira então inicia a turnê ‘’Yê Yê Yê de Bamba, percorrendo todo o Brasil e alguns países da América Latina como a capital Argentina Buenos Aires na qual fez apresentações como na casa de shows Luna Park. O ábum teve como seus grandes sucessos as músicas Minha Vida (In My Life) e Pra Você eu Digo Sim (If I feel).

Aposentadoria e Reza (2010-presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2010, Rita iniciou sua nova turnê,que estreou em Belo Horizonte, na qual Rita canta sucessos que ficaram fora de seu repertório por bastante tempo como Atlântida, Vírus do Amor e Luz del Fuego. A cantora também apresentou no show um número em homenagem a Michael Jackson, com a ajuda de Nikki Goulart, um cover do cantor.

O show percorreu várias cidades do Brasil como São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, além de ter passado pela capital argentina, Buenos Aires, com apresentação no teatro Gran Rex.

No dia 22 de janeiro de 2012, Rita anuncia sua aposentadoria dos palcos em seu show de estreia no Circo Voador no Rio de Janeiro devido à sua fragilidade física: "Me aposento dos shows, mas da música nunca", explicou a cantora no seu Twitter.[25]

Oficialmente, sua última apresentação que foi no dia 28 de Janeiro de 2012 no Festival de Verão de Sergipe, terminou em polêmica, quando a cantora se revoltou com uma ação policial supostamente agressiva com seu público. Acusada de desacato à autoridade, Rita Lee foi encaminhada a delegacia após o show para prestar depoimento, e liberada em seguida.

No dia 19 de fevereiro de 2012, Rita Lee desfilou no Carnaval 2012 pela escola de samba paulista Águia de Ouro a qual o tema foi a Tropicália, junto com Rita desfilaram cantores do movimento tropicalista como Caetano Veloso, Gilberto Gil além de cantores como Wanderléia, Cauby Peixoto e Angela Maria. Rita Lee homenageou a atriz Leila Diniz no desfile, vestindo uma réplica do vestido de noiva que Rita pegou emprestada da atriz e nunca devolveu.

Após alguns anos sem gravar CD de músicas inéditas, o último foi o álbum Balacobaco em 2003, Rita Lee anuncia o lançamento de seu novo álbum, Reza. No dia 2 de fevereiro de 2012, Rita Lee lança Reza, o primeiro single promocional de seu novo álbum de mesmo nome. Rita descreveu a música como uma "reza de proteção de invejas, raivas e pragas". Pouco tempo após seu lançamento, "Reza" ultrapassou o sucesso "Ai, Se Eu Te Pego", de Michel Teló, no número de downloads do iTunes Brasil[26] , tornando-se uma das canções mais executadas de 2012. [27] No dia 26 de março, a música "Reza" entrou para a trilha sonora da novela Avenida Brasil da Rede Globo. Depois de vários anos sem posar para fotos em ensaios, Rita fez um ensaio para a revista QUEM e brincou que "não fazia isso há séculos". [28]

"Reza" concorreu ao Grammy Latino na categoria de "Melhor Disco Pop Contemporâneo".

No dia 4 de novembro de 2012 Rita Lee fez o show que marcou sua volta aos palcos com a apresentação no Green Move Festival, no qual também se apresentaram as bandas Titãs e Jota Quest. [29] . Na apresentação a cantora surpreendeu o público ao abaixar a calça e virar para o público que assistia ao show[30]

Aproveitando o gancho do carnaval que vai fazer em Salvador para homenagear os anos 70, a cantora Claudia Leitte apresentou um show durante o Festival de Verão de Salvador com destaque para uma homenagem à Rita Lee, um dos ícones da década.[31] [32]

Rita Lee fez um show no dia 25 de Janeiro de 2013, no vale do Anhangabaú, show que faz parte da comemoração dos 459 anos da cidade de São Paulo. "Daqui eu não saio", disse Rita, sobre a cidade onde nasceu. [33] Sobre o show, a cantora comentou: "Com esse show abre-se a celebração de meus 50 anos trabalhando com música; participei de algumas bandas; tenho trezentas composições; já fiz 1 bilhão setecentos e dezenove milhões e setenta mil shows; entre outros figurinos já me vesti de noiva, boba da corte, presidiária e Nossa Senhora Aparecida; há 36 anos sou casada com Roberto de Carvalho meu maior parceiro musical e pai dos meus 3 filhos".[34] Em abril de 2013, Rita concede uma rara e franca entrevista a revista Marie Claire, em que diz que o grande tabu da mulher atual é o envelhecimento. "Para envelhecer com dignidade, a mulher tem de ter desapego. É muito complexo!" [35]

Em março de 2014, Rita decide deixar de pintar os icônicos cabelos vermelhos e assumir os fios grisalhos. "Quero ficar anônima", diz ela.[36]

Em 2014, Rita Lee foi homenageada com um musical de teatro "Rita Lee Mora ao Lado", baseado no livro homônimo de Henrique Bartsch e estrelando Mel Lisboa como Rita.[37] [38] Rita Lee, que quase nunca sai de casa, foi assistir ao musical e elogiou a performance de Mel, que caiu no choro ao ver a cantora na plateia.[39] Mel Lisboa ainda ganhou o prêmio QUEM de melhor atriz de teatro de 2014 por interpretar a rainha do rock. Emocionada, ela fez o discurso chorando ao assistir a um vídeo de Rita, durante a premiação, a parabenizando pela conquista.[40]

Outros trabalhos[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

Depois do rompimento de seu contrato com a Som Livre, em 1986, Rita dedica-se, com a parceria do amigo escritor Antonio Bivar, a um programa de rádio, Rádio Amador, que escreve e apresenta, adotando o nome Lita Ree, e interpreta vários personagens. (35 Programas Radiofônicos semanais apresentados em São Paulo e Rio de Janeiro).

Literatura[editar | editar código-fonte]

Entre 1986 e 1992, escreveu quatro livros infantis, tendo como protagonista o rato cientista Dr. Alex:

  • Dr. Alex (1986),
  • Dr. Alex e os Reis de Angra (1988),
  • Dr. Alex na Amazônia (1990),
  • Dr. Alex e o Oráculo de Quartz (1992).

Em 2013 Rita Lee lança o livro `Storynhas`, ilustradas por Laerte.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Rita participou das novelas globais como Top Model, Vamp, Celebridade e Ti Ti Ti e do sitcom Sai de Baixo. Além de ter sido uma das apresentadoras do programa Saia Justa e ter apresentado os programa TVLeeZão e Madame Lee.

Em Os Trapalhões (1977) interpretou uma fotógrafa em um concurso de miss.

Em Top Model (1989), escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon, Rita era Maria Regina, a esotérica Belatrix, uma das ex-mulheres do surfista Gaspar, interpretado por Nuno Leal Maia.

Em Vamp (1991) (também escrita por Calmon), Rita era a roqueira-vampira Lita Ree, amiga da protagonista Natasha, interpretada por Cláudia Ohana, em um show fictício, dentro da novela, Cláudia e Rita, Natasha e Lita respectivamente, cantaram juntas o grande sucesso Doce Vampiro.

Ainda no anos de 1991, Rita teve um programa na MTV Brasil intitulado TVLeeZão.

Em 1997, participou do sitcom Sai de Baixo no episódio "Presepada de Natal", Rita era Scarlet Antibes, uma prima de Caco Antibes, interpretado por Miguel Falabella.

Em abril de 2002, passa a coapresentar o programa de televisão Saia Justa, no canal pago GNT (Globosat), ao lado de Mônica Waldvogel, Marisa Orth e Fernanda Young, Rita se despediu do programa em maio de 2004.

Em Celebridade (2003) Rita fez uma participação especial como ela mesma e contracenou com Maria Clara, interpretada por Malu Mader.

De setembro a dezembro de 2005, comandou, ao lado do marido Roberto de Carvalho, o talk-show Madame Lee também no no canal pago GNT.

Em maio de 2010, Rita Lee é convidada pelo diretor global Jorge Fernando para regravar seu sucesso de 1985, TiTiTi. A música foi usada na abertura do remake da novela Ti Ti Ti no horário das 19 horas. Rita Lee fez uma participação no último capitulo da novela, fazendo um show, cantando a música de abertura da novela.

Discografia[editar | editar código-fonte]