Arnaldo Baptista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes fiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes fiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes fiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Arnaldo Baptista
Arnaldo Baptista.jpg
Arnaldo Baptista em 2007
Informação geral
Nome completo Arnaldo Dias Baptista
Nascimento 6 de julho de 1948 (66 anos)
Origem São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Rock psicodélico, Tropicalismo, Rock progressivo, MPB
Instrumento(s) Vocal, piano, baixo, órgão
Afiliação(ões) Os Mutantes
Patrulha do Espaço
Página oficial www.ArnaldoBaptista.com.br

Arnaldo Dias Baptista (São Paulo, 6 de julho de 1948) é um cantor e compositor brasileiro, mais conhecido por seu trabalho com Os Mutantes.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Anos 60 - 80[editar | editar código-fonte]

Sua carreira musical tem início em 1962, quando ele forma com seu irmão Cláudio César o grupo The Thunders. Em 1966, convida seu outro irmão, Sérgio Dias, a se juntar ao grupo Six Sided Rockers, que já contava com a presença de Rita Lee.[2] O grupo daria origem aos Mutantes. Ali ele desenvolve seus talentos de compositor e arranjador, mas depois de problemas e brigas internas, ele sai da banda em 1973.

Tenta seguir carreira de produtor musical, mas o insucesso o motiva a tentar carreira solo. Lança Lóki? em 1974, considerado seu melhor trabalho.

Em 1977 recusa o convite de seu irmão Sérgio para retornar ao Mutantes, formando o grupo Patrulha do Espaço.[1] O novo projeto não vai longe, apesar da gravação de um disco de estúdio que só seria lançado parcialmente dez anos depois com o nome de Elo Perdido, assim como uma gravação ao vivo de um show da banda (Faremos Uma Noitada Excelente).[2] Arnaldo deixa a Patrulha em 1978.

Em 1982 Arnaldo lança Singin' Alone, gravado em 1981, obra calcada em rock experimental. No mesmo ano é internado na ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público de São Paulo por razões que ele mesmo explica no documentário de 2008 :"depois que me internaram da primeira vez, qualquer motivo era razão para me internar novamente".[2] Em depressão,de acordo com sua ex-mulher Martha Mellinger no documentário, Arnaldo tenta o suicídio, sofre um traumatismo craniano. Recupera-se pouco depois.

Arnaldo lança em 1987,pelo selo independente Baratos Afins, a gravação caseira Disco Voador. A gravação é feita em dois canais. Em 1989, os produtores Alex Antunes e Carlos Eduardo Miranda produziram o álbum tributo "Sanguinho Novo - Arnaldo Baptista Revisitado" com bandas como Sepultura, Ratos de Porão, Paulo Miklos, Fellini entre outros nomes.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2004 lançou seu mais recente trabalho solo de inéditas, Let It Bed, produzido por John Ulhoa, do Pato Fu e gravado em sua residência em Juiz de Fora (MG). O álbum ganhou o prêmio Claro de Musica Independente de 2005 e foi considerado pela revista inglesa Mojo como um dos 10 melhores daquele ano.

Em 2006 ocorre o retorno do grupo Mutantes e Arnaldo volta a tocar ao lado do irmão Sérgio Dias e do baterista Dinho Leme após 33 anos de sua saída da banda e 30 do fim do grupo. Rita Lee, vocal feminino na formação original, e que fora casada com Arnaldo (especula-se que desentendimentos conjugais teriam levado a saída desta do grupo) não retorna à banda. Zélia Duncan aceita integrar o conjunto. Esta formação recente durou até Setembro de 2007, quando Zélia comunicou sua saída do grupo para retomar sua carreira solo. Poucos dias depois do anúncio, Arnaldo comunicou que também deixaria a banda para cuidar de projetos pessoais.

Em 2008, a editora Rocco lança o romance Rebelde entre os Rebeldes, que Arnaldo escreveu nos anos 80. Seu lançamento foi, também, aclamado pela crítica. No mesmo ano, o documentário Loki!-Arnaldo Baptista, primeiro longa do Canal Brasil, com direção de Paulo Henrique Fontenelle, é apresentado ao público nacional e internacional, ganha 14 prêmios no Brasil e no exterior. Em 2008 foi lançado o documentário Loki - Arnaldo Baptista.

Em 2010, o circuito oficial das artes lança Arnaldo como artista plástico, pela Galeria Emma Thomas, que planeja sua primeira mostra individual no Brasil e no exterior em 2011.


Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão. (desde janeiro de 2013)
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 70, Arnaldo teve o filho Daniel com Martha Mellinger, com quem viveu por dois anos.

Arnaldo vive há 30 anos com a companheira Lucinha Barbosa.

A obra de Os Mutantes ganhou novamente notoriedade no final dos anos 90, com o relançamento dos álbuns do grupo por selos como Omplatten e Luaka Bop.[1] Beck chamou de Mutations seu CD lançado em 1999, com influências tropicalistas.

Em sua passagem pelo Brasil em 1993, Kurt Cobain deixou um bilhete para Arnaldo: "Arnaldo, best wishes to you and beware of the system. They swallow you up and spit you out like the seed from a marachino cherry".

Arnaldo tem sido reverenciado por diversos artistas de sua geração e tornou-se um ícone para as gerações seguintes. Entre eles estão nomes como Ney Matogrosso, Pato Fu, Kid Abelha, Marisa Monte, Lobão, entre outros.

Em 1989, as mais importantes bandas de rock-pop do cenário brasileiro gravaram um vinil-homenagem a Arnaldo, Sanguinho Novo.

Em 2010 foi lançado o álbum de tributo "El Justiciero Cha Cha Cha", ilustrado por Arnaldo Baptista.

Ainda em 2011, o selo D-Edge lançaria o álbum Petrified BeTools, incluindo 13 remixes da música ‘To Burn or not To Burn’, do álbum Let it Bed, com produtores de música eletrônica brasileira.

Desde 2011, Arnaldo torna-se embaixador da ANDA.[3]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com Os Mutantes[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Ao Vivo

Com a Patrulha do Espaço[editar | editar código-fonte]

Estúdio
Ao Vivo

Solo[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Biografia dos Mutantes (em português). Tropicália. Página visitada em 11 de janeiro de 2013.
  2. a b c Biografia de Arnaldo Baptista (em português). R7. Letras. Página visitada em 11 de janeiro de 2013.
  3. Lilian Regato Garrafa (03 de maio de 2011). Arnaldo Dias Baptista torna-se embaixador da ANDA e se alia à defesa dos animais (em português). Agência de Notícias de Direitos Animais. Página visitada em 11 de janeiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]