Akira S e As Garotas Que Erraram

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Akira S & Garotas que erraram
Informação geral
Origem São Paulo
Gênero(s) post-punk, pós-rock, electrofunk
Período em atividade década de 80 - presente

O Akira S & as Garotas Que Erraram foi formado em 1984, na terceira geração do fértil cenário pós-punk paulistano, pelo baixista e compositor eletrônico Akira S e o letrista, vocalista e agitador Pedreira Antunes (AKA Lex Lilith, Alex Antunes)[1] .

Após um breve período de sectarismo anti-guitarrístico (quando chegou a ter dois baixos, além de teclados e percussões acústicas e eletrônicas), a banda partiu para um flerte decidido com as cordas dos Voluntários da Pátria, nas guitarras de Miguel Barella e Giuseppe "Frippi" Lenti.

Lenti foi membro oficial da banda, durante o período que marcou a gravação do (único) álbum homônimo do grupo (em 1987), que permanece inédito em CD. E ambos estiveram presentes em várias apresentações e gravações, inclusive no primeiro registro fonográfico da banda no LP Não São Paulo I de 1985. O underhit Sobre as Pernas, conta com participações especiais de André Jung (Ira!) na percussão e do alemão Holger Czukay (membro do Can, em visita a São Paulo e recrutado por Barella para a gravação).

Na verdade, o trabalho de entrosamento e pesquisa de timbres e de texturas desenvolvido por “Frippi” e Barella foi freqüentemente um trunfo nos arranjos marcadamente experimentais do Akira S, e nos climas estranhos pretendidos pelo grupo. Nessas gravações, vários efeitos e equipamentos foram usados de maneira sugestiva e intensiva, como o e-bow e o guitar-synth. Correspondentemente, o baixo de Akira e a bateria de Edson X, ambos da formação clássica do Akira S & as Garotas Que Erraram, formaram uma eficiente cozinha para os Voluntários nos anos de 1985 e 1986.

Na última e breve formação do Akira S nessa fase inicial, o guitarrista Nelson Coelho (ex Zero, Dialect) e o baterista Victor Leite (ex Muzak e outros) substituiram respectivamente Giuseppe e Edson X. Inúmeros outros projetos e sessões ao longo da segunda metade da década de 80 reuniram, alternadamente, Akira, Pedreira, Barella e Giuseppe.

Nos anos 00, a banda passou por um ressurgimento, com faixas incluidas nas coletâneas européias The Sexual Life of the Savages (Soul Jazz, Inglaterra, 2005) e Não Wave (Man Recordings, Alemanha, 2005), que receberam críticas bastante favoráveis em revistas e sites como Mojo, Uncut, Wire, Pitchfork, Village Voice, Der Spiegel e TimeOut. Nesse mesmo ano e em 2006, o Akira S se reuniu para algumas apresentações em São Paulo, com os quatro citados acima e convidados como Fê Pinatti (Bojo), João Parahyba (Trio Mocotó) e Fábio Golfetti (Violeta de Outono).

Referências

  1. Dicionário Cravo Albin. Visitado em 22/10/2012.