Kubanacan

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Kubanacan
Informação geral
Formato Telenovela
Classificação etária Permitido para todas as idades i DJCTQ (Brasil)
Duração 45 min. (aproximadamente)
Criador Carlos Lombardi
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Wolf Maya
Roberto Talma
Elenco Marcos Pasquim
Adriana Esteves
Carolina Ferraz
Danielle Winits
Humberto Martins
Nair Bello
Bruno Garcia
Ângela Vieira
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Tema de abertura Coubanakan, Ney Matogrosso
Exibição
Emissora(s) de
televisão lusófona(s)
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Transmissão original 5 de maio de 2003- 24 de janeiro de 2004
№ de episódios 227
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Projeto Televisão

Kubanacan é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo, entre 5 de maio de 2003 e 24 de janeiro de 2004 com 227 capítulos.

Foi escrita por Carlos Lombardi, com colaboração de Emanoel Jacobina, Margareth Boury, Tiago Santiago e Vinícius Vianna. A direção da novela ficou a cargo de Cláudio Boeckel, Marco Rodrigo e Edgard Miranda.

A direção geral foi de Wolf Maya (posteriormente por Roberto Talma) e Alexandre Avancini. A direção de núcleo foi de Wolf Maya, mais tarde seria assumida por Roberto Talma.

Contou com Marcos Pasquim, Adriana Esteves, Humberto Martins, Danielle Winits, Vladimir Brichta, Carolina Ferraz, Nair Bello e Werner Schunemann nos papeis principais.

Índice

[editar] Enredo

A história se passa nos anos 50, num país fictício com o nome da telenovela, supostamente localizado no Caribe e com economia fortemente baseada na exportação de produtos agrícolas como a banana. A língua oficial do país seria o Espanhol.

O personagem principal, Esteban Maroto, é um homem que sofre de amnésia, e que se vê transformado em um herói contra a própria vontade, sendo envolvido inclusive na política do país. Ao longo da trama descobrimos que Esteban sofre de um distúrbio (mais tarde diagnosticado como esquizofrenia) que lhe provoca dupla personalidade. No final é revelado que quem dizia ser Esteban era na verdade Leon, filho dele com Rubi, vindo do futuro para impedir que a Fênix (uma arma de destruição em massa) matasse várias pessoas como na época dele. Suas "lembranças", na verdade, eram fruto da árdua pesquisa sobre seu pai Esteban, em conjunto com a desorientação severa causada pela viagem no tempo. Leon descobre que Esteban estava vivo, mas manco de uma perna devido a um acidente que sofreu ao cair de um avião.

[editar] Elenco

Marcos Pasquim interpretou o protagonista Esteban.
Danielle Winits interpretou Marisol.
Carolina Ferraz interpretou Rubi.
Nair Bello interpretou Dolores Calderón.
Participação especial de Regina Duarte como María Félix.
Participação especial de Paulo Betti como Chacón.
em ordem da abertura da novela
Ator Personagem
Marcos Pasquim Esteban Maroto / Dark Esteban / Adriano Allende Rivera / León Allende Rivera
Humberto Martins Carlos Pantaléon Camacho
Adriana Esteves Lola Calderón Fuentes
Danielle Winits Marisol Ortiz Maroto/ Frida
Nair Bello Dolores Calderón
Vladimir Brichta Enrico Fuentes
Ângela Vieira Perla Perón
Bruno Garcia Dagoberto / Amaro Gomez Pablos
Daniel Boaventura Johnny (Juan Pablo Trujillo)
Wolf Maya Don Diego Ibarra
Christine Fernandes Blanca Paiani
Ítalo Rossi Trujillo
Françoise Forton Concheta Ibarra
Mário Gomes Ferdinando Ibarra
Lolita Rodrigues Isabelita
Luiz Guilherme Manolo
André Mattos Augustín Tallavera
Raul Gazolla Herrera
Nádia Rowinsky Madalena
Roger Gobeth Jesús
Rafaela Mandelli Soledad Ibarra
Iran Malfitano Carlito (Carlos Pantaleón Camacho Júnior)
Daniel Del Sarto Guillermo Pantaleón Camacho
Oswaldo Loureiro Coronel Pantoja
Thalma de Freitas Dalila
Érika Evantini Dulcinéa
Marcelo Saback Carlos Capacho
Fernanda de Freitas Consuelo Tallavera
Gero Pestalozzi Ramón
Andréa Leal Celeste
Paula Franco Pepita Pantoja
Tatyane Goulart Mercedita Pantaleón Camacho
Adriana Tolentino Pinta
Marcia Mancini María
Elena Toledo Niña
Bruno Gradim Calígola Tallavera
Mariana Du Bois Núbia
Gabriela Linhares Bilma
Crianças
Ator Personagem
Pedro Malta Gabriel Ortiz Maroto
Raíssa Medeiros Pilar Maroto
Debby Lagranha Bridgten Pasquin Loto
João Vítor Silva Othelinho Calderón Fuentes
Thais Müller Antonia Ortiz Maroto
Pedro Henrique Cruz Thiaguinho Calderón Fuentes
Aimée Ubacker Paloma
Thamirez Gutierrez Julieta Ofélia Calderón Fuentes
Participação especial
Ator Personagem
Paulo Betti Chacón
Stênio Garcia Rúbio Montenegro
Regina Duarte María Félix
Letícia Spiller Laura / Adelaide Labarca
Atriz convidada
Ator Personagem
Betty Lago Mercedes Montenegro
Carolina Ferraz como Rubi Calderón
Atores convidados
Ator Personagem
Marco Ricca Celso Pantaléon Camacho
Werner Schünemann Alejandro Rivera

[editar] Elenco de apoio

[editar] Trilha sonora

[editar] Trilha sonora nacional

Capa: Danielle Winits

  1. Carnavalera - Havana Delírio
  2. Quizás, Quizás, Quizás - Emmanuel
  3. No Me Platiques Más - Cristian Castro
  4. Contigo Aprendi - José Feliciano
  5. Somente Eu e Você (Moonglow) - Ivete Sangalo
  6. Mulher - Sidney Magal
  7. Como Um Rio (Cry Me a River) - Vanessa Jackson
  8. Capullito de Aleli - Caetano Veloso
  9. Mezcla - Rio Salsa
  10. Foo Foo - Santana e Patricia Materola
  11. Hit The Road, Jack - Happening
  12. Mambo Nº 5 - Tropical Brazilian Band
  13. Contigo En La Distancia - Nana Caymmi
  14. Eu Só Me Ligo Em Você (I Get a Kick Out Of You) - Elza Soares
  15. Coubanakan - Ney Matogrosso
  16. Voy Volver - Alpha Beat

[editar] Trilha sonora internacional

Capa: Marcos Pasquim

  1. La Puerta - Luis Miguel
  2. Fever - Michael Bublé
  3. Copacabana - Happening
  4. Mambo Italiano - Mambo Project
  5. Perfidia - Laura Fygi
  6. Tan Solo Tu y Yo (Moonglow) - Ivete Sangalo
  7. No Me Platiques Más - Gisela
  8. The Look Of Love (From Casino Royale) - Dusty Springfield
  9. El Hombre Que Yo Amé (The Man I Love) - Omara Portuondo
  10. Laura - Frank Sinatra
  11. Wipe Out - The Surfaris
  12. The Man With The Golden Arm (Delilah Jones) - Billy May
  13. Guantánamo - Pablo Gonzales
  14. Mambo Caliente - Bahamas

[editar] Curiosidades

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  • A música de abertura, chamada Coubanakan, é interpretada por Ney Matogrosso, em uma versão de 1977. A música é de composição de Moisés Simons e data da década de 1940.
  • Kubanacan repetiu a parceria de Carlos Lombardi e Wolf Maya, que já haviam trabalhado juntos em "Uga uga" e na minissérie "O quinto dos infernos" (2002). Wolf Maya também trabalhou como diretor e ator em outras produções, como Barriga de Aluguel (1991), Mulheres de Areia (1993), O Amor Está no Ar (1997), Cara e Coroa (1995), Uga Uga e O Quinto dos Infernos. Quatro meses após a estréia da novela, no entanto, um desentendimento entre Carlos Lombardi e Wolf Maya levou Roberto Talma a assumir a direção geral e de núcleo da novela. Wolf Maya ganhou a direção de núcleo de "Senhora do destino", de Aguinaldo Silva, que estrearia no ano seguinte. Com as mudanças, Vinícius Vianna passou a integrar a equipe de colaboradores.
  • Kubanacan repetiu pares românticos de outras novelas. Os personagens de Danielle Winits e Marcos Pasquim viveram um romance em Uga uga; e Adriana Esteves e Vladimir Brichta interpretaram o casal Amelinha e Nélio em Coração de estudante (2002).
  • Marcos Breda interpretou dois personagens distintos, em dois momentos diferentes da trama, o que só havia acontecido em "Vira lata", com o ator Matheus Carrieri.
  • Ângela Vieira pediu para deixar a trama por não concordar com os novos rumos de sua personagem, a vedete Perla Perón.
  • O autor fez uma homenagem à novela Que Rei Sou Eu?, de Cassiano Gabus Mendes, ao usar a sátira política como crítica aos problemas encontrados nos países do terceiro mundo.
  • Além do humor e das cenas de ação incomuns ao gênero, Kubanacan também apresentou centenas de referências à cultura pop, como livros, músicas, cinema e histórias em quadrinhos do gênero super-heróis. Alguns setores da sociedade brasileira atribuiram as audiências de Kubanacan ao excesso de cenas de nudez e violência.
  • A novela foi alvo do Ministério da Justiça por conta das cenas de violência, nudez e sexo impróprias para o horário das 19h. O estopim foi uma cena levada ao ar no dia 8 de agosto de 2003, numa sexta-feira, quando Carlito (Iran Malfitano) foi espancado covardemente por Esteban(Marcos Pasquim). A Rede Globo atenuou as cenas de violência, mas isso não impediu que a trama fosse reclassificada para maiores de 12 anos imediatamente após o seu término.
  • Humberto Martins também pediu para se afastar no meio da trama, por motivos que não são claros. Este fato complicou os planos de Carlos Lombardi, que ficou assim, sem um dos grandes protagonistas da sua novela. Especula-se que o destino de muitos outros personagens teriam sido bastante influenciados, por esta saída do "general Camacho", alterando profundamente a história original. A sensual Marisol (Danielle Winits) foi provavelmente um dos personagens mais afetados por essa saída, uma vez que perdeu dinâmica desde esse momento e ficou um pouco perdida na trama.
  • Com a saída de Humberto Martins, Marco Ricca entrava na trama, na pele do seu irmão, Celso Camacho, a partir do capítulo 55, no ar em 7 de julho de 2003, uma segunda-feira. Mas, descontente com os rumos de seu personagem, Marco Ricca deixou a trama e Humberto, voltou a integrar o elenco, numa fase final da novela. Para os fãs, permaneceu sempre a dúvida de como a história teria sido diferente, se o personagem não tivesse abandonado temporariamente a novela.
  • Por conta do romance de seus personagens na trama, Adriana Esteves e Vladimir Brichta, iniciaram um romance na vida real, logo após o término da novela. Eles já haviam contracenado juntos, em Coração de Estudante, novela exibida no ano anterior.
  • Além de Regina Duarte e Letícia Spiller, inúmeras foram as participações especiais na trama, de modo que a maioria delas, eram mulheres, que se envolviam com Esteban (Marcos Pasquim).
  • Segundo par romântico entre Danielle Winits e Marcos Pasquim. Eles já haviam contracenado juntos, na novela Uga Uga, em 2000. E fariam novamente, um par romântico no seriado Guerra e Paz, em 2008, de modo que ambas as tramas, eram de Lombardi.
  • Por conta do grande apelo sensual de sua personagem Marisol, Danielle Winits estampou a capa da revista Playboy, de outubro de 2003.
  • A cena final de Kubanacan foi umas das cenas mais polêmicas de sempre na história da teledramaturiga brasileira. Aquela que era provavelmente a faceta "Dark" do esquizofrênico Esteban, onde ele entra no camarim da cantora Marisol, a chama de vagabunda e a esbofeteia, sem que o telespectador entenda qual o motivo. Existe ainda hoje uma discussão em torno de quem seria o personagem que entra no camarim, já que várias opções seriam viáveis, e, Carlos Lombardi, apesar de afirmar que era o Dark Esteban, disse que deixava essa escolha ao critério de cada um, criando assim um final aberto.

[editar] Audiência

Teve média geral de 36 pontos.[1]

[editar] Prêmios

Melhores do Ano - Domingão do Faustão (2003):

  • Atriz - Adriana Esteves
  • Ator - Marcos Pasquim
  • Ator Coadjuvante - Vladimir Britcha

Prêmio Conta Mais (2003):

  • Ator destaque - Marcos Pasquim
  • Atriz destaque - Danielle Winits
  • Ator mirim - Pedro Malta

Referências

  1. Ooops - UOL, 18 de setembro de 2008 (em português).
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