Globo Filmes

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Globo Filmes
Slogan O Cinema que fala a sua Língua
Tipo Cinema
Gênero Coprodutora de cinema
Fundação 1998 (16 anos)
Fundador(es) Roberto Marinho
Sede Brasil Rio de Janeiro, RJ
Proprietário(s) Organizações Globo
Página oficial Página oficial

A Globo Filmes é uma coprodutora de cinema brasileira integrante das Organizações Globo, criada em 1998 como braço cinematográfico da TV Globo. A empresa atua em parceria com outras produtoras independentes nacionais e distribuidoras nacionais e internacionais. A sua presença no mercado cinematográfico veio a reposicionar o cinema brasileiro em praticamente todos os segmentos, já que em um curto período, passou a ter grande parte do market share nacional com suas coproduções. Sempre associada à credibilidade e ao padrão de qualidade da TV Globo, a Globo Filmes está colaborando com o definitivo amadurecimento do setor e criando uma nova forma de fazer cinema no Brasil[1] .

Embora significativa parcela das realizações da produtora se encontre apoiada no sistema de produção através da captação de recursos das leis federais de incentivo à cultura, em parceria com produtoras independentes responsáveis pela captação de recursos e produção física dos longas, várias outras produções cinematográficas foram realizadas sem a necessidade de utilização de dinheiro público, através de investimento próprio e patrocínios, entre as quais O Auto da Compadecida, Caramuru, a invenção do Brasil e A Grande Família. Ao todo, a Globo Filmes participou da produção de mais de 150 filmes que alcançaram mais de 175 milhões de espectadores nas salas de cinema, formou parcerias com cerca de 60 produtores independentes e sempre esteve comprometida com a cultura brasileira através da busca de conteúdo nacional de qualidade e com potencial popular. Preocupada em desenvolver projetos que aproximem cada vez mais o público brasileiro do cinema nacional, a Globo Filmes já produziu um leque diversificado de gêneros cinematográficos: obras infantis, como as de Xuxa e Renato Aragão; adultos de várias espécies, como Tropa de Elite 2, Os Normais 2, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Meu Nome Não é Johnny, e Casa de Areia; e os voltados à família, como A Grande Família, O Auto da Compadecida e Caramuru, a invenção do Brasil.

A empresa também trouxe para a grande tela, filmes provenientes de programas como Casseta e Planeta e Os Normais, além de outros projetos derivados de um produto originalmente exibido na televisão aberta, através do formato de minissérie (como em O Auto da Compadecida) e caso especial (como em Lisbela e o prisioneiro). Além disto, algumas coproduções tiveram destaque no cenário internacional e em festivais, como Tropa de Elite 2 (Festival de Sundance e Berlim), Cidade de Deus (indicado a 4 Oscar), Olga (vendido para mais de 35 países), Carandiru (Seleção Oficial de Cannes), entre outros. Os lançamentos da empresa costumam contar com o apoio de divulgação das Organizações Globo, que envolve veículos de todos os tipos como jornais, rádios, revistas, televisão e internet, que se torna um diferenciador para a disputa de mercado por parte daqueles filmes coproduzidos ou apoiados pela Globo Filmes.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro filme coproduzido pela Globo Filmes foi Simão, o fantasma trapalhão, lançado em 1998. Já em 1999, foi a vez do filme Zoando na TV protagonizado pela apresentadora Angélica Ksyvickis e com as participações dos famosos atores globais Márcio Garcia, Danielle Winits, Miguel Falabella, Paloma Duarte e Bussunda. O roteiro e a direção foram também entregues para "profissionais da casa", no caso Carlos Lombardi e José Alvarenga Júnior, respectivamente. No mesmo ano foram lançados Orfeu, de Cacá Diegues, e O Trapalhão e a Luz Azul.

A partir do ano 2000, a produtora passou a contar com títulos de grande bilheteria. Primeiro foi lançado Bossa Nova, de Bruno Barreto. Depois, utilizando um material já exibido em rede nacional, a Globo Filmes produziu versões para O Auto da Compadecida, que atingiu um público total de 2.157.166 espectadores. O filme primeiro foi captado em película cinematográfica de 16 mm, fato novo até então em minisséries, somente depois passou por um processo conhecido como transfer que habilita o filme para o 35 mm, a bitola profissional das salas de exibição comercial cinematográfica.

Em 2001 foram lançados A Partilha, Caramuru, a invenção do Brasil e Xuxa e os Duendes. Caramuru também foi adaptado ao formato de longa a partir de uma minissérie originalmente captada no formato HDTV, que teve o tempo de duração reduzido em uma hora, contando com imagens captadas no Brasil e em Portugal.

Em 2002 a Globo Filmes coproduziu dois filmes de grande sucesso de bilheteria, ambos com mais de 2 milhões de espectadores, Cidade de Deus e Xuxa e os Duendes 2 - No Caminho das Fadas. O primeiro foi indicado a 4 prêmios do Oscar no mesmo ano e foi considerado um dos 100 melhores filmes de todos os tempos pela revista ‘Time’[3] .

A partir de 2003 a empresa passou a coproduzir um maior número de títulos por ano, alcançando neste ano um total de 21.213.993 espectadores, com 11 filmes. Foram lançados sucessos como Carandiru, Os Normais e Lisbela e o prisioneiro, adaptação da peça teatral, que já havia sido adaptada para um especial de 50 minutos pela Rede Globo. No cinema, Lisbela e o prisioneiro se tornou um dos filmes mais vistos no ano de 2003, quando alcançou um público pagante expressivo de 3.174.643 de espectadores.

Atualmente a Globo Filmes figura em todo o ranking dos dez filmes mais assistidos da Retomada, encabeçado pelo estrondoso sucesso de Tropa de Elite 2, filme brasileiro mais visto de todos os tempos com mais de 11 milhões de espectadores, seguido por, Se Eu Fosse Você 2, que levou ao cinema mais de 6 milhões de pessoas. O longa-metragem 2 Filhos de Francisco, lançado em 2005, alcançou um público de 5 milhões, pouco mais que De Pernas Pro Ar 2, Carandiru, Minha Mãe É Uma Peça e 'Nosso Lar, produções que chegaram à casa dos 4 milhões. Outros sucessos como Até Que A Sorte Nos Separe 2, Se Eu Fosse Você e De Pernas Pro Ar atingiram mais de 3 milhões de espectadores cada um. Juntos, eles levaram mais de 52 milhões de pessoas às salas de exibição[1] .

Críticas[editar | editar código-fonte]

A presença da empresa Globo Filmes no mercado de cinema brasileiro tem divido opiniões dos mais importantes representantes no campo da atividade audiovisual. Cineastas e produtores como Luiz Carlos Barreto e Cacá Diegues mostram-se favoráveis a participação da empresa no setor, enquanto que Walter Salles e Nelson Pereira dos Santos são frontalmente contra.[2] Além disso, muitos críticos apontam a falta de valor artístico e cultural que tais filmes vem sofrendo com o passar dos anos, devido à repetição de clichês e a reciclagem de idéias anteriormente usadas de forma extensiva em produções anteriores.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b http://globofilmes.globo.com/GloboFilmes/0,,5363,00.html
  2. a b GATTI, André Piero. Distribuição e Exibição na Indústria Cinematográfica Brasileira (1993-2003). 357 f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.
  3. http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1953094_1953142_1953383,00.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]