Cidade de Deus (filme)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
|
||
| (PT/BR) | ||
2002 ı cor ı 130 min |
||
| Dire[c]ção | Fernando Meirelles Kátia Lund |
|
| Elenco | Leandro Firmino da Hora Douglas Silva Alice Braga Matheus Nachtergaele |
|
| Roteiro/Guião | Bráulio Mantovani | |
|
|
||
| Género | drama | |
| Idioma | português | |
| IMDb | ||
Cidade de Deus é um filme brasileiro lançado em 2002 no seu país de origem e em 2003 no resto do mundo. O roteiro, escrito por Bráulio Mantovani, foi adaptado do romance homônimo do escritor Paulo Lins, que também ajudou na produção do filme. Foi dirigido por Fernando Meirelles e responsável por alavancar a carreira deste. A produção executiva é assinada por Elisa Tolomelli.
Índice |
[editar] Sinopse
O filme começa na década de 1960, quando os protagonistas Zé Pequeno, então apelidado "Dadinho", e Bené são pequenos deliqüentes na recém-fundada comunidade de Cidade de Deus, construída pelo governo do Estado da Guanabara, como parte da política de remoção de favelas.
Na década de 1980, os antigos amigos assumem o comando do tráfico de drogas na comunidade, que agora está ainda mais empobrecida e violenta. Os dois estabelecem prioridades bastante diferentes em suas vidas. O conflito entre o bando de Zé Pequeno contra o único foco de resistência ao seu controle total da Cidade de Deus, a área controlada pelo bando de Sandro "Cenoura", acirra-se quando morre Bené, que protegia "Cenoura" devido à antiga amizade entre os dois, e deixa o caminho livre para que Zé Pequeno desencadeie uma verdadeira guerra pela hegemonia do comando do crime no local.
Todo o drama é contado a partir do ponto de vista de Buscapé, um garoto pobre da comunidade que sonha em ser repórter fotográfico e resiste à tentação de entregar-se ao aparentemente mais fácil caminho da criminalidade.
[editar] Elenco (em ordem alfabética)
- Alexandre Rodrigues .... "Buscapé"
- Alice Braga .... Angélica
- Charles Paraventi .... "Tio Sam"
- Christian Duurvoort .... "Paulista"
- Daniel Zettel .... Thiago
- Dani Ornellas .... a vizinha do "Paraíba"
- Darlan Cunha .... "Filé com Fritas"
- Douglas Silva .... "Zé Pequeno" (Dadinho quando menino)
- Edson Montenegro .... o pai de "Busca-pé"
- Edson Oliveirra .... "Barbantinho"
- Emerson Gomes .... Barbantinho (quando criança)
- Felipe Silva .... Rafael
- Gero Camilo .... "Paraíba"
- Graziella Moretto .... Marina Cintra
- Jefechander Suplino .... "Alicate"
- Jonathan Haagensen .... "Cabeleira"
- Karina Falcão .... a mulher do "Paraíba"
- Leandra Miranda .... "Lúcia Maracanã"
- Leandro Firmino da Hora .... "Zé Pequeno"
- Luis Otávio .... "Busca-pé" (quando criança)
- Luiz Carlos Ribeiro Seixas .... "Touro"
- Marcos Junqueira .... Otávio
- Matheus Nachtergaele .... Sandro "Cenoura"
- Maurício Marques .... "Cabeção"
- Michel de Souza Gomes .... "Bené" (quando criança)
- Olívia Araújo .... a recepcionista do motel
- Paulo César "Jacaré" .... "Tuba"
- Phellipe Haagensen .... "Bené"
- Renato de Souza .... "Marreco"
- Roberta Rodrigues .... Berenice
- Robson Rocha .... Gélson
- Rubens Sabino .... "Neguinho"
- Sabrina Rosa .... a mulher do "Galinha"
- Seu Jorge .... "Mané Galinha"
- Thiago Martins .... "Lampião"
[editar] Principais prêmios e indicações
[editar] Prêmios
APCA 2003 (Brasil)
- Grande prêmio da crítica – todo elenco
BAFTA 2003 (Reino Unido)
- Melhor edição – Daniel Rezende
British Independent Film Awards 2003 (Reino Unido)
- Melhor filme estrangeiro
Festival de Cartagena 2003 (Colômbia)
- Melhor Filme – Fernando Meirelles
- Melhor Diretor – Fernando Meirelles
Festival de Havana 2002 (Cuba)
- Prêmio da Universidade de Havana – Fernando Meirelles
- Melhor ator – Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Phellipe Haagensen, Jonathan Haagensen e Douglas Silva
- Melhor fotografia – César Charlone
- Melhor Montagem – Daniel Rezende
- Prêmio da Associação Cubana de Imprensa – Fernando Meirelles
- Prêmio FIPRESCI – Fernando Meirelles
- Prêmio Glauber Rocha – Fernando Meirelles
- Prêmio Grand Coral – Fernando Meirelles
- Prêmio OCIC – Fernando Meirelles
Grande Prêmio Brasileiro de Cinema 2003 (Brasil)
- Melhor filme
- Melhor diretor – Fernando Meirelles
- Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
- Melhor fotografia – César Charlone
- Melhor montagem – Daniel Rezende
- Melhor som – Guilherme Ayrosa, Paulo Ricardo Nunes, Alessandro Laroca, Alejandro Quevedo, Carlos Honc, Roland N. Thai, Rudy Pi, Adam Sawelson
NYFCC Awards 2003 (EUA)
- Melhor filme estrangeiro
- Melhor filme em língua estrangeira
[editar] Indicações
BAFTA 2003 (Reino Unido)
- Melhor filme em língua estrangeira – Andrea Barata Ribeiro, Mauricio Andrade Ramos e Fernando Meirelles
Bodil 2004 (Dinamarca)
- Melhor filme não-estadunidense – Fernando Meirelles e Kátia Lund
Globos de Ouro 2003 (EUA)
- Melhor filme em língua estrangeira
Grande Prêmio Brasileiro de Cinema 2003 (Brasil)
- Melhor ator – Leandro Firmino
- Melhor ator coadjuvante – Jonathan Haagensen
- Melhor ator coadjuvante – Douglas Silva
- Melhor atriz – Roberta Rodrigues
- Melhor atriz coadjuvante – Alice Braga
- Melhor atriz coadjuvante – Graziela Moretto
- Melhor direção de arte – Tulé Peak
- Melhor figurino – Bia e Inês Salgado
- Melhor maquiagem – Anna Van Steen
- Melhor trilha sonora – Antonio Pinto e Ed Cortês
Independent Spirit Awards 2004 (EUA)
- Melhor filme estrangeiro – Fernando Meirelles
Oscars 2004 (EUA)
- Melhor direção – Fernando Meirelles
- Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
- Melhor fotografia – César Charlone
- Melhor edição – Daniel Rezende
[editar] Curiosidades
- Alguns atores do filme, com as exceções de Matheus Nachtergaele, Gero Camilo, Edson Montenegro, Seu Jorge e Charles Paraventi, nunca haviam atuado antes, e eram, na verdade, moradores de favelas cariocas. Estes atores foram escolhidos para trabalhar no filme após "oficina de teatro", organizada pela equipe de produção, e onde se destacaram.
- O filme contém imagens de Sérgio Chapelin apresentando o Jornal Nacional, em 1979, cedidas pela Rede Globo.
- Daniel Rezende foi o mais jovem editor a ser indicado ao Oscar.
- Na cena em que o personagem Tio Sam (Charles Paraventi) é executado, o ator que faz o policial corrupto chama-o de Charles, ao invés de Tio Sam.

