Funk

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Funk
James Brown, um dos grandes nomes do funk
Origens estilísticas A partir da soul music, com bastante ênfase nas batidas, influências do rhythm and blues, jazz e do rock psicodélico
Contexto cultural metade da década de 1960,  Estados Unidos(especialmente em Memphis e Detroit)
Instrumentos típicos vocal, guitarra elétrica, baixo, bateria, teclados (órgão Hammond, clavinet, sintetizador), metais
Popularidade Alta nos anos 1970; teve revival posterior nas batidas do funk metal
Formas derivadas disco music, krautrock, post-punk, house music, hip hop, electro, drum and bass, rhythm and blues contemporâneo
Subgêneros
go-go, deep funk
Gêneros de fusão
acid jazz, punk funk, afrobeat, funk metal, funk rock, funkcore, jazz funk, blues funk, electro funk, g-funk, samba funk
Outros tópicos
groove

O funk [fânc][1] é um gênero musical que se originou nos Estados Unidos na segunda metade da década de 1960, quando músicos afro-americanos, misturando soul, jazz e rhythm and blues, criaram uma nova forma de música rítmica e dançante. O funk tira o ênfase da melodia e da harmonia e traz um groove rítmico forte de baixo elétrico e bateria no fundo. Músicas de funk são comumente baseadas em um acorde apenas, distinguindo-se das músicas de rhythm and blues, que são centradas nas progressões de acordes.

O funk pode ser melhor reconhecido por seu ritmo de batidas repetitivas sincopado, pelos vocais de alguns de seus cantores e grupos (como Cameo, ou The Bar-Kays). E ainda pela forte e rítmica seção de metais, pela percussão marcante e ritmo dançante. Nos anos 1970, o funk foi influência para músicos de jazz (como exemplos, as músicas de Miles Davis, Herbie Hancock, George Duke, Eddie Harris, entre outros).

Os músicos negros norte-americanos primeiramente chamavam de funk à música com um ritmo mais suave. Esta forma inicial de música estabeleceu o padrão para músicos posteriores: uma música com um ritmo mais lento, sexy, solto, orientado para frases musicais repetidas (riffs) e, principalmente, dançante. Funk era um adjetivo típico da língua inglesa para descrever estas qualidades. Nas jam sessions, os músicos costumavam encorajar outros a "apimentar" mais as músicas, dizendo: Now, put some stank (stink/funk) on it! (algo como "coloque mais funk nisso!").

James Brown e o funk como gênero musical[editar | editar código-fonte]

Somente com as inovações de James Brown em meados dos anos 1960 é que o funk passou a ser considerado um gênero distinto. Na tradição do rhythm and blues, estas bandas bem ensaiadas criaram um estilo instantaneamente reconhecível, repleto de vocais e coros de acompanhamento cativantes. Brown mudou a ênfase rítmica 2:4 do soul tradicional para uma ênfase 1:3, anteriormente associada com a música dos brancos - porém com uma forte presença da seção de metais.[2] Com isto, a batida 1:3 virou marca registrada do funk tradicional. A gravação de Brown feita em 1965 de seu sucesso "Papa's Got a Brand New Bag" normalmente é considerada como a que lançou o gênero funk, porém a música "Outta Sight", lançada um ano antes, foi claramente um modelo rítmico para "Papa's Got a Brand New Bag."

James Brown e os outros têm creditado a criação do gênero à banda The Upsetters (com Earl Palmer na bateria), ao colocar o funk na batida do rock 'n' roll , em meados dos anos 50, durante uma turnê em que acompanhou Little Richard.[3] Após a saída temporária de Little Richard da música secular para se tornar um evangelista, alguns dos membros da banda se juntaram a Brown e à sua banda Famous Flames, começando uma sequência de sucessos, a partir de 1958.

Década de 1970 e atualidade[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1970, George Clinton, com suas bandas Parliament e, posteriormente, Funkadelic, desenvolveu um tipo de funk mais pesado, influenciado pelo jazz e pelo rock psicodélico. As duas bandas tinham músicos em comum, o que as tornou conhecidas como Parliament-Funkadelic. O surgimento do Parliament-Funkadelic deu origem ao chamado P-Funk', que se referia tanto à banda quanto ao subgênero que desenvolveu.

Outros grupos de funk surgiram nos anos 1970: Mandrill, B.T. Express, Average White Band, The Main Ingredient, The Commodores, Earth, Wind & Fire, War, Lakeside, Brass Construction, KC and the Sunshine Band, Kool & The Gang, Chic, Cameo, Fatback, The Gap Band, Instant Funk, The Brothers Johnson, Ohio Players, Wild Cherry, Skyy, e músicos/cantores como Jimmy "Bo" Horne, Rick James, Chaka Khan, Tom Browne, Kurtis Blow (um dos precursores do rap) e os popstars Michael Jackson e Prince.

Nos anos 1980, o funk tradicional perdeu um pouco da popularidade nos Estados Unidos à medida que as bandas se tornavam mais comerciais e a música mais eletrônica. Seus derivados, o rap e o hip hop, porém, começaram a se espalhar, com bandas como Sugarhill Gang e Soulsonic Force (em parceria com Afrika Bambaataa). A partir do final dos anos 1980, com a disseminação dos samplers, partes de antigos sucessos de funk (principalmente dos vocais de James Brown) começaram a ser copiados para outras músicas pelo novo fenômeno das pistas de dança, a house music.

Nessa época, surgiram também algumas derivações do funk como o electro que fazia grande uso de samplers, caixas de ritmos e sintetizadores. Tais ritmos se tornaram combustível para os movimentos break e hip hop. Os anos 1980 viram também surgir o chamado funk-metal (também conhecido como funk rock), uma fusão entre guitarras distorcidas de heavy-metal ou rock e a batida do funk, em grupos como Red Hot Chili Peppers (rock) e Primus (metal).

Funk na educação[editar | editar código-fonte]

Origem e evolução do Funk[editar | editar código-fonte]

O Funk é um gênero musical que se surgiu na segunda metade da década de 1960 nos Estados Unidos, resultante da mistura dos gêneros já existente na época, músicos afro-americanos, desenvolveram o rítmico e dança. O primeiro conceito desse ritmo musical pelos norte-americanos era de música com ritmo suave com a influência do Jazz isso já na década de 70. A década de 80 serviu para desenvolver o funk tradicional e transformá-lo em vários outros subgêneros, de acordo com o gosto do ouvinte, já que a música nesse período era extremamente comercial. Seus derivados rap, hip-hop e break ganhavam uma força gigantesca nos EUA através de bandas existentes na época. No final dos anos 80, surgiu a house music, derivado do Funk, esse estilo tinha como característica a mistura do Funk o ritmo mais ouvido e o mais influenciador da juventude carioca e paulista. Do morro ao asfalto o Funk conseguiu de uma maneira não muito usual, integrar as classes sociais, atingindo os níveis sociais menos favorecidos nas áreas carentes da cidade. Ao falar sobre a realidade e atual situação das grandes cidades de maneira irreverente e muitas vezes criminosa, curiosamente o Funk caiu nas graças da massa jovem. Seu ritmo envolvente e batida forte também contribuíram para esse envolvimento e adoração. Algumas letras eróticas e de duplo sentido também revelam uma criatividade e liberdade de expressão não comuns a outros estilos musicais no Brasil, que norteiam as coreografias para esse publico em especifico. O Funk atual na maioria das vezes faz apologia as drogas e a violência, por outro lado tem músicas feitas para revelar as dificuldades encontradas pelas comunidades carentes. O Funk por muito tempo foi considerado música feita para periferia, atualmente muitos jovens de todas as classes sociais, gostam e curtem a batida do Funk. "De um lado, era a rudeza com que os produtores tratavam o material sonoro, em seus programas de computador pouco atualizados, o que resultava em faixas com edições frenéticas e criativas na medida das suas impossibilidades. De outro lado, foi a adoção, quase que por todo o funk carioca, de passagens rítmicas feitas com atabaques, muito similares aos dos pontos de macumba, que se adequaram perfeitamente às batidas do Miami." (ESSINGER, 2005, p.260)

Funk e sociedade[editar | editar código-fonte]

Assim, o que se vê no Funk é um reflexo da própria cultura que está em desenvolvimento, o culto ao corpo, aos bens materiais, a indignação diante do poder estabelecido e a relação com o subversivo, são temáticas que atingem toda a nossa sociedade. Desta forma é importante estar-se atento, pois o Funk como as outras expressões juvenis podem ser como diz Juarez Dayrel “a ponta de um iceberg, que torna visíveis as tensões e contradições da sociedade em que vivem.” (p.118) O Fenômeno Funk pode significar muito além de um modismo, mas uma um novo modo de ser jovem, apontando para uma nova forma de socialização.( Dayrel, p. 118) Segundo Dayrel, A formação cultural do individuo não está somente sujeita as estruturas tradicionais, como escola e família. Na realidade existe três sistemas que formam o conjunto de social, que são regidos por lógicas diferentes. Uma é estrutura para a lógica da integração (as estruturas tradicionais), uma voltada para a lógica da estratégia (mercado competitivo) e a outra para a lógica subjetivação (cultura). A identidade do individuo se constrói a partir de um dialogo com estas lógicas, onde ele se constrói e são construídos socialmente. (Dayrel, P. 121)

Funk como ferramenta de aprendizado[editar | editar código-fonte]

Dentro desta dinâmica social é importante se pensar o papel da escola e dos professores. Pois, a medida que se tira o tema Funk da marginalidade e o vê como uma das manifestações culturais que reflete as lógicas através das quais a nossa sociedade é construída. É importante os professores como construtores e articuladores do saber se posicionar de uma forma onde as oportunidades apresentadas pelos alunos em seu contexto cultural, venham a se tornar temas para novos aprendizados. Este novo papel dos professores exigirá que eles adotem uma posição diferente em relação ao aluno, a si mesmo e a forma de ensino. O aluno deixará de ser um mero assistente do processo de aprendizagem, se tornando um elemento ativo, portador de muitos conhecimentos e saberes. É a partir deste conhecimento que o professor terá que desenvolver o seu trabalho, numa visão diferente do aprendizado, que não é construído a partir do nada, mas que é realizado a partir do conhecimento prévio de seus alunos. O Construtivismo, teoria do ensino, já muito divulgada no meio acadêmico serve como um orientador para que esta construção do saber se dê. Exemplos de tais atitudes não faltam, como o professor de Filosofia, Antônio Kubitscheck, que fez uma pergunta numa prova usando o nome da Valesca Popozuda, que provocou como efeito colateral uma grande polêmica na imprensa, tinha como objetivo em sua prova avaliar as aulas de formação de valores, como ele mesmo fala em entrevista ao canal do sala.org.br. Outros casos também podem ser observados como os professores que utilizam o Funk para que os alunos memorizem conceitos complexos da sua disciplina, como o professor Jair Apogeu que dá aula de Geografia Funk da Hidrografia, o professor de Química Silvio Predis, em entrevista no Programa do Jô em 23 de maio de 2013 fala sobre as motivações que o fizeram levar utilizar a música como ferramenta de ensino, também temos o professor Rodrigo Sacramento que leciona Matemática e utiliza o funk para internalizar regras matemáticas. Através da postagem das aulas na Web pelos alunos esses professores tem se destacado com milhões de acessos e ficando evidente que os alunos se identificam com essa forma de ensino. Não é só o funk que se destaca, outros professores utilizam outros ritmos populares como o samba, sertanejo a fim cativar os aluno e frisar conteúdos importantes da matéria, como o professor de Química Xandão que utiliza o sertanejo e o professor Andre Diniz que utiliza o samba.

Referências

  1. Dicionário escolar da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 2ª edição. São Paulo. Companhia Editora Nacional. 2008. p. 614.
  2. Medeiros, Janaína. Funk carioca: crime ou cultura?: o som dá medo e prazer. Coleção Repórter especial. Editora Terceiro Nome, 2006. ISBN 8587556746, 9788587556745
  3. Little Richard Biography
  1. Academia Brasileira de Letras. Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. 2ª Edição. São Paulo: Editora Nacional, 2008. Página 614
  2. ESSINGER, Silvio; Batidão: Uma História do Funk. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Record, 2005.
  3. FACINA, Adriana O funk no contexto da criminalização da pobreza. Brasil de Fato online. Disponível em: <http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/oMfunkMnoMcontextoMdaMcriminalizacaoMdaM>. Acesso em:12 de setembro de 2014
  4. SILVA, Edna Lúcia; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação: Edição 4. rev. e atual. Florianópolis: UFSC, 2005.
  5. DAYRELL, J. O rap e o funk na socialização da juventude: Disponível em <www.scielo.br/pdf/ep/v28n1/11660>. Acessado em: 9 de outubro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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