R&B contemporâneo

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R&B contemporâneo
Origens estilísticas Funk
Soul
Pop
R&B
Hip Hop
Contexto cultural Início da década de 1980, Nova York, Los Angeles, Montreal, Atlanta, Chicago, Toronto
Instrumentos típicos Sintetizadores, teclado, caixa de ritmos, vocais
Popularidade Moderada desde dos anos 80, especialmente nos anos recentes nos Estados Unidos e Reino Unido.
Subgêneros
Quiet storm
Gêneros de fusão
New jack swing - hip hop soul - neo soul - 2-step - R&B punk - Rhythm & GrimeCrunk&B - Snap & B

O R&B contemporâneo é um gênero musical, derivado do rhythm and blues tradicional, tem um estilo de produção eletrônico, a base é feita numa caixa de ritmos, o uso de riffs de guitarra dão a canção de um toque de rock and roll, o uso do solo de saxofone acrescentam um toque de jazz (muito comum em canções de R&B anteriores ao ano 1993), e um suave e exuberante estilo de arranjo vocal. Também é comum o uso de batidas de inspiradas em hip-hop, embora no hip hop o discurso seja ácido e gangsta. Vocalistas de R&B são muitas vezes conhecidos pelo seu uso da melisma, que foi popularizada por Stevie Wonder,[1] Michael Jackson, Whitney Houston[1] [2] [3] e Mariah Carey. O subgênero possui uma premiação específica no Grammy.

História[editar | editar código-fonte]

O R&B contemporâneo surgiu no início dos anos 80 quando os músicos começaram a misturar batidas de disco com hip-hop, soul e funk.[4] Apesar da década de 80 ser conhecida como uma década em que o rock prevaleceu, artistas como Michael Jackson, Prince, Lionel Richie, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Whitney Houston e Janet Jackson levaram o estilo ao mainstream, transformando "R&B" sinônimo para "música pop" nos anos seguintes.[5]

O álbum Thriller (1982) de Michael Jackson, voltado para o R&B, detém o título de "álbum mais vendido de todos os tempos". Na época ganhou vários prêmios, como o Grammy de "Melhor álbum de R&B".[6] Depois desse álbum considerdo um "divisor de águas" no mundo da música, Jackson quebrou barreiras raciais dando oportunidade a artistas negros dominarem o cenário musical oitentista, como Prince e Lionel Richie.[7] [8]

Tina Turner a "Rainha do Rock" fez um retorno nos anos oitenta em carreira solo com um som mais voltado para o R&B, artistas como Whitney Houston e Janet Jackson foram as grandes revelações. O álbum Control (1986) de Janet Jackson foi importante para o desenvolvimento do chamado R&B conteporâneo, tanto que o termo "conteporâneo" só é adotado em músicas de R&B vindas depois da metade dos anos 80, mesmo os primórdios do estilo ter começado no início da década. Janet juntamente com os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis criaram um som que fundia funk com doses pesadas de sintetizadores, percussão de rua e efeitos sonoros com uma sensibilidade de rap."[5] Ela ainda juntou-se a outro importante produtor chamado Teddy Riley, que misturava R&B com hip-hop, dando origem ao New Jack Swing, que foi aplicado a artistas como Bobby Brown, Keith Sweat, Guy, Jodeci e Bell Biv DeVoe.

No fim dos anos 80, George Michael, agora em carreira solo, lançou o álbum Faith (1987), que tinha uma sonoridade soul. O álbum alcançou o primeiro lugar nas paradas de R&B, feito inédito para um artista branco. Faith ainda ganhou o Grammy de "Melhor álbum de R&B". Michael Jackson permaneceu como uma figura de destaque no gênero com o lançamento de Bad (1987), que na época chegou a torna-se o segundo álbum mais vendido de todos os tempos, atrás somente de Thriller.[9] Sua irmã Janet Jackson lançou o elogiado álbum Janet Jackson's Rhythm Nation 1814 (1987) com um som mais voltado para o new jack swing, e letras com temas sociais."[5]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Na década de 1990, o new jack swing fortaleceu-se com o álbum Dangerous (1991) de Michael Jackson, agora já conhecido como "Rei do Pop", que chegou a vender mais que Bad. Em 1994 Madonna lançou o álbum Bedtime Stories. O álbum foi inspirado pelo R&B contemporâneo e new jack swing, o desenvolvimento de um modo geral, foi direcionado mais ao mainstream. Como seu antecessor Erotica (1992), Bedtime Stories explora temas líricos de amor, tristeza e romance, mas com uma abordagem menos sexual, e conta com canções como Take a Bow e Human Nature que tornaram-se verdadeiros hinos R&B da década de 90. o grupo Boyz II Men influênciado pelo som da Motown e o cantor Babyface também foram um dos grandes nomes do new jack swing.[10] [11] Mariah Carey e Whitney Houston, influênciadas vocalmente por Stevie Wonder e Luther Vandross, popularizaram o melisma, técnica vocal usada no Gospel, originando um estilo chamado "quiet storm".[5] Entre as grandes canções da técnica destacam-se "Vision of Love" (1990), e "Love Takes Time" (1990) de Mariah e "All the Man That I Need" (1990) e "I Will Always Love You" (1992) de Houston."[5]

Durante esse período, os grandes nomes do R&B conteporâneo da década anterior continuaram a fazer sucesso como, Michael Jackson, Janet Jackson, Whitney Houston. As revelações de sucesso Mariah Carey, Boyz II Men, Babyface, e ainda jovens grupos femininos como TLC e SWV. TLC inclusive chegou a se tornar o grupo feminino de R&B que mais vendeu no mundo todo.

No final da década o Neo soul, mistura do soul dos anos 70 com o hip-hop, conseguiu uma certa popularidade com artistas como D'Angelo, Erykah Badu, Lauryn Hill,Maxwell e Janelle Monáe.

Referências

  1. a b R&B Beats. Página visitada em 02 de abril de 2012.
  2. Frere-Jones, Sasha (3 de abril de 2006). On Top: Mariah Carey's record-breaking career The New Yorker. CondéNet. Página visitada em 2008-08-30.
  3. Whitney Houston Syndrome. [S.l.: s.n.].
  4. Gazzah, Miriam (2008), Rhythms and Rhymes of Life: music and Identification Processes of Dutch-Moroccan Youth, Amsterdam University Press, pp. 98, ISBN 9789089640628 
  5. a b c d e Ripani, Richard J. (2006), The New Blue Music: Changes in Rhythm & Blues, 1950-1999, Univ. Press of Mississippi, pp. 130–155, 186–188, ISBN 1578068622 
  6. Flashback: Michael Jackson's historic Grammy triumph for 'Thriller'. Página visitada em 02 de abril de 2012.
  7. Thriller e o arco da canção pop. Página visitada em 02 de abril de 2012.
  8. "Michael Jackson e a Geração Thriller" - 21/7/2009 - Digestivo Cultural - Diogo Salles - Colunas. Página visitada em 02 de abril de 2012.
  9. Savage, Mark (2008-08-29). Pop Superstars turn 50 BBC News.. Página visitada em 2008-11-25.
  10. "Michael Jackson sulla sedia a rotelle", AffarItaliani.it, 2008-07-11. Página visitada em 2009-05-10.
  11. Carter, Kelley L.. "New jack swing", Chicago Tribune, 2008-08-11. Página visitada em 2008-08-21.
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