Jorge Ben Jor

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Jorge Ben Jor
Jorge Ben Jor, 27 de abril de 2008.
Informação geral
Nome completo Jorge Duílio Lima Meneses
Também conhecido(a) como Ben Jor, Benjor, Babulina, Zé Pretinho
Nascimento 22 de março de 1945 (69 anos)
Local de nascimento Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 Brasil
Gênero(s) MPB, samba rock, samba funk;[1]
Ocupação(ões) músico, cantor, guitarrista, compositor, percussionista
Instrumento(s) Vocal, guitarra, violão, pandeiro
Período em atividade 1963 – presente
Gravadora(s) Universal Music, Som Livre, Sony Music, Warner Music, Phonogram, Movieplay
Afiliação(ões) Tropicália, Jovem Guarda, Trio Mocotó, Os Mutantes, Tim Maia, Wilson Simonal, Sérgio Mendes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Toquinho, Racionais MC's
Influência(s) Cartola, Tom Jobim, The Beatles, Sly & the Family Stone,Elis Regina, Stevie Wonder, João Gilberto, Little Richard[2]
Ronnie Self[3]
Página oficial www.jorgebenjor.com.br

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1945[4] [5] ), conhecido como Jorge Ben e Jorge Ben Jor é um guitarrista, cantor e compositor brasileiro. Seu estilo característico possui diversos elementos, entre eles: rock and roll, samba, samba rock (termo que gosta de usar),[6] bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos. A obra de Jorge Ben tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norte-americanos. Além disso, trouxe influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia. [6]

Influenciou o sambalanço e foi regravado e homenageado por inúmeros expoentes das novas gerações da música brasileira, como Mundo Livre S/A, Os Paralamas do Sucesso, Racionais MC's e Belô Velloso. Jorge Ben Jor explodiu com a música '"Mas Que Nada" e logo em seguida ratificou seu talento com outro grande sucesso, "Chove Chuva". Duas canções que nada tinham a ver com a bossa nova, nem com o samba. Os puristas achavam que sua música era moderna demais. Era difícil para os músicos da época acompanhá-lo, tanto assim que seus primeiros discos foram gravados com um conjunto que tocava jazz no Beco das Garrafas, o Meireles e os Copa 5.

História[editar | editar código-fonte]

Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo. Mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly "Bop-A-Lena" de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo).[3] Seu ritmo híbrido lhe trouxe alguns problemas no início, quando a música brasileira estava dividida entre a Jovem Guarda e o samba tradicional, de letras engajadas. Ao passar a ter interesse pela música, o artista vivenciou uma época na qual a bossa nova predominava no mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas desde o início foi bastante inovador.

O início com o sucesso de "Mas que Nada"[editar | editar código-fonte]

No início da anos 60 apresentou-se no Beco das Garrafas, que se tornou um dos redutos da bossa nova. Em 1963, ele subiu no palco e cantou "Mas que Nada" - que já tinha gravado como vocalista do conjunto do organista Zé Maria, para uma pequena plateia, que incluía um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, era lançado o primeiro compacto de Jorge Ben, que inclui ainda "Por Causa de Você Menina". No mesmo ano lançou o primeiro LP, Samba Esquema Novo, acompanhado pelo conjunto de samba jazz Meirelles e os Copa Cinco.[7] Nessa época Jorge Ben Tornou-se unanime entre os críticos musicais da época, pois vinha com uma batida nova, o chamado Samba rock, que agradava ao mesmo tempo grupos extremos como a Bossa Nova e a Jovem Guarda. "Mas que Nada" foi seu primeiro grande sucesso no Brasil e também é uma das canções em língua portuguesa mais executadas nos Estados Unidos até hoje, na versão do pianista brasileiro Sérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas. E também foi uma das poucas a obterem êxito neste país (como "Garota de Ipanema"), tendo ainda sido regravada por artistas como Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Al Jarreau, Herb Alpert, José Feliciano, Trini Lopez e Coldplay(Este, no festival Rock in Rio 2011). Outras composições como "Zazueira" e "Nena Naná" fizeram relativo sucesso no país.

Era de Festivais e fase esotérica-experimental[editar | editar código-fonte]

Em 1968, Jorge Ben foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Tupi. Ele também participou d"O Fino da Bossa" (comandado por Elis Regina) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nesta época, Jorge Ben obteve enorme sucesso com "Cadê Tereza?", "País Tropical", "Que Pena" e "Que Maravilha", além de concorrer com "Charles, Anjo 45" no festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969. Na década de 1970, venceria este festival com "Fio Maravilha", interpretado por Maria Alcina. "País Tropical" também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 70, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como A Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976). Embora não tenham obtido sucesso comercial, estes álbuns são considerados clássicos da música brasileira.

Mudança de nome e fase pop[editar | editar código-fonte]

Na década seguinte, Jorge Ben dedicou-se a divulgar suas músicas no exterior. Em 1989, ele mudou o nome artístico de "Jorge Ben" para "Jorge Benjor", logo depois alterado para "Jorge Ben Jor". Na época, foi dito que a mudança teria sido provocada pela numerologia, mas o mais plausível é que tenha ocorrido para evitar confusões com o músico americano George Benson, pois Jorge Ben estava começando a se tornar muito conhecido nos Estados Unidos na época.[8] Nesta nova fase, sua música tornou-se mais pop, ainda que com estilo swing. Sua música "W/Brasil (Chama o Síndico)", lançada em 1990, estourou nas pistas de dança em 1991 e 1992, tornando-se uma verdadeira febre na época. A canção é também uma homenagem ao cantor Tim Maia. Além disso, foi realizada devido a um pedido pessoal de Washington Olivetto, proprietário da W/Brasil, que o pediu para criar uma música sobre a agência. Em 2004, Jorge Ben Jor lançou Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum), primeiro álbum com canções inédita desde 1995. Ainda na ativa, seus shows costumam durar cerca de três horas, para plateias formadas principalmente por jovens. Fez uma participação especial no DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas, do grupo de rap Racionais MC's, onde cantou a música "Abenção Mamãe, Abenção Papai".

Discografia[editar | editar código-fonte]

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Ao vivo[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MORAIS JUNIOR, Luís Carlos de. O Sol nasceu pra todos:a História Secreta do Samba. Rio de Janeiro: Litteris, 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Janaína Medeiros. In: Editora Terceiro Nome. Funk carioca: crime ou cultura? : o som dá medo e prazer. [S.l.: s.n.]. ISBN 8587556746, 9788587556745.
  2. A volta do alquimista (em português) Revista Bravo (Setembro de 2004). Visitado em 14/01/2010.
  3. a b Sintoniafina - Gazeta Mercantil, caderno Fim de Semana, Perfil, "Poeta da simpatia e da energia". - atualiazada em 11/02/2006, pág. 5
  4. "Idade de Jorge Ben Jor gera polêmica na web". Território Eldorado
  5. Jorge Ben Jor nega a idade que Tim Maia não alcançou
  6. a b (10/11/2009) "O Homem Patropi". Revista Trip 183: 15 a 26. Trip Editora e Propaganda SA. ISSN 1414-350X.
  7. Tárik de Souza. In: Editora 34. Tem mais samba: das raízes à eletrônica. [S.l.: s.n.]. 16247 pp. ISBN 8573262877, 9788573262872.
  8. O alquimista lança o som do verão Revista Veja (24 de novembro de 1993).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]