Música psicadélica

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Rock psicodélico
Origens estilísticas Blues-rock, Folk-rock, Jazz, Raga
Contexto cultural Metade da década de 1960, Estados Unidos e Reino Unido
Instrumentos típicos Guitarra elétrica (usualmente com Efeitos de guitarra, como fuzz, reverb, phaser, flanger etc) - Baixo - Bateria - órgão eletrônico - Sitar - Sintetizador Moog - Teremim - efeitos de estúdio
Popularidade Alta 1965 - 1971
Formas derivadas rock progressivo - hard rock - heavy metal - space rock - stoner rock - krautrock - zeuhl - new age - punk rock - proto punk - jam bands - dub
Subgêneros
Acid rock - neo-psychedelia
Gêneros de fusão
Psychedelic pop - psychedelic soul - psychedelic folk
Outros tópicos
Art Rock

A música psicadélica (português europeu) ou música psicodélica (português brasileiro) se refere a uma variante do rock surgida em 1966 em São Francisco, Califórnia, tornando-se popular mundialmente no final dos 1960s. No início limitado a festas na Costa oeste dos Estados Unidos, o movimento iría se expandir para todo o mundo, sendo incorporado por muitas bandas da época. O movimento é associado à cultura hippie.[1]

Os temas centrais exploram "subjetividade", "loucura", "obsessão", "imagens", "alucinações". Tem como principal banda no Brasil, Os Mutantes. As principais características do estilo incluem guitarras e efeitos sonoros especiais (tais como vozes repentinas durante movimento de corte do ritmo da música, risos "imotivados" trazendo como referência quadros clínicos de alucinação ou desespero), muitas vezes com harmonias contrastantes e experimentais.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Nos anos 60[editar | editar código-fonte]

O estilo surgiu em 1965, em Cambridge, Inglaterra com a banda inglesa Pink Floyd, e mais especificamente a música do líder do Floyd Syd Barrett, o grupo passou a se apresentar em locais pequenos e era a banda preferida do underground britânico. o primeiro single do Pink Floyd, Arnold Layne era a história de um travesti que roubava roupas íntimas, um tema diferente para o mainstream, a Radio London considerou a música muito distante do "normal" para seus ouvintes. O segundo See Emily play era a história de uma jovem antiaristocrática, a música atingiu o top 10 e definiu um novo estilo psicodélico que ampliava a mente com temas geralmente retirados de contos de fadas, astronomia e fantasia, e era o rock flertando com a extravagância, excentricidade e loucura, as letras eram unidas a melodias complexas e instrumentais diferentes com vários efeitos e instrumentos incomuns. No entanto a Inglaterra demorou muito a aceitar o novo estilo.

Logo o rock psicodélico se espalhou de São Francisco para o resto dos Estados Unidos. A banda The 13th Floor Elevators, de Austin, Texas, passou a fazer uma variante mais sombria e pesada do rock psicodélico, o acid rock. Na costa leste dos Estados Unidos o Velvet Underground simbolizava uma versão mais descontraída e niilista do movimento, aderindo às técnicas sonoras mas se distanciando da cultura hippie.[1] Os The Byrds também contribuíram para o movimento com "Eight miles high" uma música com harmonias vocais ímpares e longos solos de guitarra de Roger McGuinn que diz ter sido inspirado por raga e John Coltrane. Este estilo chegou também à Soul Music, com o nome de "psychedelic soul", produzindo êxitos como, "Ball of confusion" e "Psychedelic shack" dos The Temptations e "Reflections" por The Supremes, tendo acabado por aí.

Na Inglaterra, apesar da "revolução psicodélica" ter ocorrido mais tarde, o impacto não foi menor. Músicos consagrados como Beatles, The Animals e The Who produziram um grande número de músicas psicodélicas. No caso dos Beatles, é particularmente o caso de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que incluía a faixa "Lucy in the Sky with Diamonds" que teria as iniciais "LSD", embora John Lennon, o autor sempre dissesse tratar-se de uma coincidência e que o nome da música era baseado num desenho feito pelo seu filho. Rubber Soul, Revolver, Magical Mystery Tour e Yellow Submarine foram outros álbuns da banda de Liverpool que incluíam músicas psicodélicas. Os Animals, que nesse época possuíam apenas um dos integrantes originais e não detinham mais tanto sucesso, porém, conseguiram emplacar hits como: Sky Pilot, Monterey e San Franciscan Nights.

A música dos Beach Boys tornou-se mais psicodélica devido ao aumento do uso de drogas por parte de Brian Wilson, compositor, produtor e orquestrador do grupo. Álbuns como Pet Sounds, Smile de Wilson, nunca editado, o Smiley Smile e Wild Honey mostram essa crescente experiência.

A música do Cream é também representativa do movimento psicodélico na Inglaterra. A Joe Meek, produtor independente, é atribuída a invenção do phasing sound, notavelmente mostrado pela primeira vez no êxito da banda Status Quo intitulado "Pictures of matchstick men" mas também ouvido em "See Emily play", "The lemon pipers" e "Green tambourines" dos Pink Floyd, em "Silver machine" dos Hawkwind, "I can see for miles" e "pictures of Lily" dos Who, em "Strawberry fields forever" dos Beatles.

Um bom número de bandas que foram pioneiras nesse gênero, abandonaram o estilo no fim da década de 60. Um ambiente político hostil e a entrega do underground às anfetaminas, à heroína e à cocaína, levaram a que a música se tornasse cada vez mais pesada. Ao mesmo tempo, Bob Dylan editava "John Wesley Harding" e The Band, "Music from the big pink", álbuns que se voltaram para as raízes, o que foi seguido por muitas bandas dos dois lados do Atlântico, tendo inclusivamente Eric Clapton citado "Music from the big pink" como sendo a primeira razão para ter abandonado os Cream.

Os músicos e bandas que continuaram com a psicodelia tornaram-se os criadores do rock progressivo nos anos 70, que mantendo o gosto pelos sons estranhos e longíssimos solos, adicionaram influências do jazz e da música clássica à nova mistura. O Yes é um exemplo dessas bandas, que se formou a partir de três grupos de rock psicodélico, os "Syn" donde saiu Chris Squire, "Tomorrow", de onde saiu Steve Howe e "Mabel Greer's Toy Shop" de onde veio Jon Anderson. O King Crimson também apresenta elementos psicodélicos, mas o Gong é o maior representante da psicodelia no rock progressivo, principalmente em seus discos iniciais - a trilogia "radio gnome invisible" é o maior exemplo.

O Pink Floyd e o Velvet underground são considerados os precursores da música psicodélica, pois usavam letras excêntricas e arranjos experimentais muito antes do outros; no entanto, a música é apresentada mundialmente pelos Beatles com seu Sgt peppers, por isso sempre ocorre o engano de apresentar os Beatles como os iniciantes desse estilo de música.

Fusão com a música eletrônica[editar | editar código-fonte]

Bandas mais recentes[editar | editar código-fonte]

Os Phish, formados no início da década de 80, tocavam música psicadélica com forte influência de jazz com grande destreza técnica utilizavam melodias elaboradas e complexos arranjos rítmicos. A meio dos anos 80 os Paisley Underground fizeram um tribute ao Byrds incorporando o psicadélico em ritmos folk. Os The Bangles foram o grupo de maior sucesso a emergir deste movimento, juntamente com os Green on Red e os Dream Syndicate.

Mais recentemente o grupo Kula Shaker mesclaram música índia/indiana e britpop a influências psicadélicas no seu álbum "Peasants, Pigs and Astronauts". Banda como os Ozric Tentacles e os Gorky’s Zygotic Mynci continuam a tocar música psicadélica numa tradição que remonta aos anos 60 via Steve Hillage, Gong e seus projectos paralelos.

Bandas como os Anomie e My Bloody Valentine são exemplos da psicadelia de garagem, citando os Pink Floyd e os Hawkwind como as suas influências musicais. Algumas bandas de música electrónica ou influenciada por esta e agora chamada de "música ambiente" ou trance, seriam bandas psicadélicas entre 1966 e 1990, tais como, Aphex Twin ou Orbital. Kyuss e seus sucessores também carregaram , embora enfatizando mais as batidas eletrônicas do que o "clima do rock psicadélico em si", a bandeira do psicadélico até aos nossos dias. Os Smashing Pumpkins fundiram o rock psicadélico com o heavy metal tornando-se numa banda de sucesso the rock alternativo nos anos 90. Formando-se a partir do noise underground japonês os Acid Mother Temple misturaram de Blue Cheer e o psicadelismo de Grateful Dead.

Wellwater Conspiracy, banda do baterista Matt Cameron (Temple of the Dog, Soundgarden e Pearl Jam), é uma das bandas que têm bastante influência do rock psicodélico, usado junto com garage rock e rock alternativo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b Psychedelic Rock na Enciclopédia Britânica (em Inglês). Encyclopædia Britannica. Página visitada em 24 Julho 2011.


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