Trance
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- Este artigo é sobre a música trance moderna. Se procura pela teoria consulte teoria do transe; se procura pela teoria aplicada à outras culturas, procure por música de indução ao transe
| Trance | |
|---|---|
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| Origens estilísticas | Techno House Disco Industrial Krautrock Música ambiente Música experimental |
| Contexto cultural | Início da década de 1990, União Européia |
| Instrumentos típicos | Sintetizador - Bateria eletrônica - Sequenciador - Sampler |
| Popularidade | Alta: Reino Unido, Austrália, Israel, Suíça, Áustria, Holanda, Sérvia, Dinamarca, Alemanha, Polônia, França, Bélgica, Ucrânia, Estónia, República Checa, Eslováquia, Filipinas e Japão. Média: Rússia, Hungria, Turquia, Quebec, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Grécia, Letónia, Lituânia, Itália, Espanha, Portugal, Suécia, Noruega, Finlândia, Roménia |
| Formas derivadas | Nu-NRG |
| Subgêneros | |
| Acid trance – Classic trance – Euro-trance – Hard trance –Trance Progressivo – Tech trance – Uplifting trance – Vocal trance | |
| Gêneros de fusão | |
| Cenas regionais | |
| Outros tópicos | |
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Trance é uma das principais vertentes da música eletrônica que emergiu no início da década de 1990. O gênero é caracterizado pelo tempo entre 130 e 160 bpm, apresentando partes melódicas de sintetizador e uma forma musical progressiva durante a composição, seja de forma crescente ou apresentando quebras. Algumas vezes vocais também são utilizados. O estilo é derivado do house e do techno[1], tendo pegado uma melodiosidade não característica do techno, com seus sons industriais, e menos orgânicos, além de parecerem menos melódicos.
Em geral, a maioria das canções são calmas e de efeito lento e constante na energia-alma e no estado de pensamento. A tradução literal do termo trance para português é transe. O nome foi recebido devido às batidas repetitivas e pelas melodias progressivas características, que levam o ouvinte a um estado de transe, de libertação espiritual, enquanto ouve.
Índice |
[editar] Sub-gêneros
As principais vertentes do trance são:
[editar] História
[editar] Origens do trance (Europa)
Pode-se encontrar elementos primitivos da música trance nas raízes religiosas do shamanismo, hinduísmo e budismo. Mas o trance da forma moderna, eletrônica e evoluída em conjunto com outras formas de música eletrônica dançante, surgiu na Alemanha no início da década de 1990[2].
Ao longo da década de 1970, Klaus Schulze gravou vários álbuns de música eletrônica caracterizados pelo ambiente atmosférico e o uso de sequenciadores. Em alguns dos álbuns da década de 1980 a palavra trance era incluída nos títulos, como Trancefer (1981) e En=Trance (1987).
Elementos que tornaram-se característicos da música trance também foram explorados por artistas do gênero industrial da música eletrônica no final da década de 1980. O objetivo era produzir sons de efeitos hipnóticos aos ouvintes, o que também poderia levar a uma alto grau de estado de transe ou euforia.
Esses artistas do gênero industrial eram dissacioados à cultura rave, embora muitos já mostravam interesse no Goa trance, no qual o som é mais pesado comparado ao som que agora é conhecido como trance. Muitos dos álbuns produzidos por artistas industriais eram em sua grande maioria experimentais, e não tinham o intuito de originar um gênero musical com uma cultura associada -- eles permaneceram fiéis às suas raízes industriais. Com o trance dominando à cultura rave, a maior parte desses artistas abandonaram o estilo.
[editar] Trance como gênero musical
As primeiras gravações realizadas começaram não exatamente com a cena trance, e sim pelo acid house originário do Reino Unido, mais precisamente pela banda The KLF. Eles utilizaram o termo pure trance para designar algumas gravações que na verdade eram versões, e que fizeram um grande sucesso comercial em 1991.
Além deste nascimento no Reino Unido pode também ser mencionado o começo do gênero trance em clubes alemães durante os meados da década de 1990 como uma ramificação do techno. Frankfurt frequentemente é citada como o berço do estilo. DJ Dag (Dag Lerner), Oliver Lieb, Sven Väth e Torsten Stenzel, são considerados pioneiros e produziram várias composições utilizando diversos nomes artísticos. Em 1991, Dag Lerner e Rolf Ellmer formaram o "Dance 2 Trance" (Dance to Trance), cuja música "We Come In Peace" representou a definição inicial do trance como estilo musical[3].
[editar] Trance atualmente
Atualmente, após ter perdido um pouco da sua força no fim da década de 1990, o trance está ganhando grande força novamente. Produtores consagrados como Paul van Dyk, Tiesto, Armin van Buuren, Above & Beyond, Gareth Emery entre outros, continuam mantendo o gênero em alta.
[editar] trance x trance psicodélico
É de facto conhecida uma certa rivalidade entre o Trance e o Psychedelic, mais conhecido como PsyTrance, no Brasil e Portugal. Na sua essência, o Psychedelic mantém a mesma proposta de transe através do som. Porém musicalmente o estilo é diferente do Trance, o que caracterizou a antiga sub-vertente do GoaTrance como um novo estilo, uma vez que os elementos que caracterizavam o GoaTrance como vertente do Trance foram substituídos e abandonados pelo novo gênero. O Psychedelic atual apresenta uma estrutura musical baseada em bpms altos, kicks sintéticos e pode apresentar, ou não, melodias (um dos elementos básicos no Trance e no GoaTrance).
Enquanto o Trance nasceu na Alemanha, o Psychedelic foi originado em Israel com base também na Índia - devido ao GoaTrance.
[editar] Estrutura musical
O trance é formado em sua grande parte por batidas retas (4x4), mas algumas vezes ocorre a mistura de batidas do hip hop ou quebra da estrutura 4x4 (quebradas). O baixo pode ter uma base de swing ou preencher totalmente a base remetendo ao full-on. Uma característica marcante do estilo é uso do sintetizador TB-303, que é utilizado para fazer levadas variando constantemente ou não a frequência de corte e com uma ressonância alta ou para produzir sons psicodélicos como "borrachas", "gotas", "bombas".
Nos estilos mais melódicos há o uso constante de pads (notas com alta sustentação, também chamado string) deixando a composição mais atmosférica.
Referências
- ↑ Jimi Frit. Rave Culture: an insider's overview. Local de publicação: Smallfry Publishing, 1999. 284 p. ISBN 978-0968572108
- ↑ Trance (em inglês). Página visitada em 2 de agosto de 2007.
- ↑ History of Trance (em inglês) (27 de maio de 2007). Página visitada em 2 de agosto de 2007.

