Trance

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Trance
Origens estilísticas Techno
House
Música ambiente
Industrial
Música eletrônica
Contexto cultural Início da década de 1990, Alemanha
Instrumentos típicos Sintetizador,guitarra teclado, drum machine, sequenciador, sampler
Popularidade Mundial, especialmente na Europa, Japão
Formas derivadas Trance psicodélico
Subgêneros
Acid, Classic, Euro, Psychedelic, Goa, Hard, Dark, Progressive, Tech, Uplifting
Gêneros de fusão
Futurepop, Hardstyle, Trancestep

Trance, uma das principais vertentes da música eletrônica, emergiu no início da década de 1990. O gênero é caracterizado pelo tempo entre 130 e 160 bpm, apresentando partes melódicas de sintetizador e uma forma musical progressiva durante a composição, seja de forma crescente ou apresentando quebras. Algumas vezes vocais também são utilizados. O estilo é derivado do house e do techno[1] , tendo pegado uma melodiosidade não característica do techno, com seus sons industriais, e menos orgânicos, além de parecerem menos melódicos.

Em geral, a maioria das canções são calmas e de efeito lento e constante na energia-alma e no estado de pensamento. A tradução literal do termo trance para português é transe. O nome foi recebido devido às batidas repetitivas e pelas melodias progressivas características, que levam o ouvinte a um estado de transe, de libertação espiritual, enquanto ouve.

Sub-gêneros[editar | editar código-fonte]

As principais vertentes do trance são:

História[editar | editar código-fonte]

Origens do trance (Europa)[editar | editar código-fonte]

Pode-se encontrar elementos primitivos da música trance nas raízes religiosas do shamanismo, hinduísmo e budismo. Mas o trance da forma moderna, eletrônica e evoluída em conjunto com outras formas de música eletrônica dançante, surgiu na Alemanha no início da década de 1990[2] .

Ao longo da década de 1970, Klaus Schulze gravou vários álbuns de música eletrônica caracterizados pelo ambiente atmosférico e o uso de sequenciadores. Em alguns dos álbuns da década de 1980 a palavra trance era incluída nos títulos, como Trancefer (1981) e En=Trance (1987).

Elementos que tornaram-se característicos da música trance também foram explorados por artistas do gênero industrial da música eletrônica no final da década de 1980. O objetivo era produzir sons de efeitos hipnóticos aos ouvintes, o que também poderia levar a um alto grau de estado de transe ou euforia.

Esses artistas do gênero industrial eram dissacioados à cultura rave, embora muitos já mostravam interesse no Goa trance, no qual o som é mais pesado comparado ao som que agora é conhecido como trance. Muitos dos álbuns produzidos por artistas industriais eram em sua grande maioria experimentais, e não tinham o intuito de originar um gênero musical com uma cultura associada—eles permaneceram fiéis às suas raízes industriais. Com o trance dominando à cultura rave, a maior parte desses artistas abandonaram o estilo.

Trance como gênero musical[editar | editar código-fonte]

As primeiras gravações realizadas começaram não exatamente com a cena trance, e sim pelo acid house originário do Reino Unido, mais precisamente pela banda The KLF. Eles utilizaram o termo pure trance para designar algumas gravações que na verdade eram versões, e que fizeram um grande sucesso comercial em 1991.

Além deste nascimento no Reino Unido pode também ser mencionado o começo do gênero trance em clubes alemães durante os meados da década de 1990 como uma ramificação do techno. Frankfurt frequentemente é citada como o berço do estilo. DJ Dag (Dag Lerner), Oliver Lieb, Sven Väth e Torsten Stenzel, são considerados pioneiros e produziram várias composições utilizando diversos nomes artísticos. Em 1991, Dag Lerner e Rolf Ellmer formaram o "Dance 2 Trance" (Dance to Trance), cuja música "We Come In Peace" representou a definição inicial do trance como estilo musical[3] .

Chinese Trance[editar | editar código-fonte]

O Chinese Trance é uma vertente do gênero Trance, que surgiu em meados do ano 2000 na China. Seu principal fundador é o DJ Sunny. O tempo é mais acelerado, girando entre 160 e 190 bmp. O estilo é derivado do House, Techno, Psy e Goa Trance, criado na Índia.

Trance atualmente[editar | editar código-fonte]

Atualmente, após ter perdido um pouco da sua força no fim da década de 1990, o trance voltou a ganhar força novamente a partir do ano de 2000 e permanece forte até hoje. Produtores consagrados na cena eletronica como Armin van Buuren, Tiesto, Paul van Dyk, Ferry Corsten, Paul Oakenfold, Dash Berlin, Emma Hewitt, Amdukias, Above & Beyond, Leon Bolier, ATB, George Acosta, Gareth Emery, Aly & Fila, Markus Schulz, Sean Tyas, The Thrillseekers, Ronski Speed, Alex M.O.R.P.H., Sander Van Doorn, Giuseppe Ottaviani, Andy Moor, Matt Chowski,Orjan Nilsen, MarLo, Ashley Wallbridge, Protoculture, Cosmic Gate, Vincent de Moor, 4 Strings, DT8, Blank & Jones, Darude, Yanou, John O'Callaghan, john 00 fleming, Mixshell, Yahel Sherman, Alemão Viana, Gary D, entre muitos outros, continuam a manter o gênero em alta.

trance x trance psicodélico[editar | editar código-fonte]

É de facto conhecida uma certa rivalidade entre o Trance e o Psychedelic, mais conhecido como PsyTrance, no Brasil e Portugal. Na sua essência, o Psychedelic mantém a mesma proposta de transe através do som. Porém musicalmente o estilo é diferente do Trance, o que caracterizou a antiga sub-vertente do GoaTrance como um novo estilo de Trance, para evitar subdivisões desnecessárias. O Psychedelic atual apresenta uma estrutura musical baseada em bpms altos, kicks sintéticos e pode apresentar, ou não, melodias (um dos elementos básicos no Trance e no GoaTrance).

Enquanto o Trance nasceu na Alemanha, o Psychedelic Trance foi originado em Israel com base também na Índia - devido ao GoaTrance, que surgiu em Goa na India derivado do Trance, caracterizando assim o Psy como um tipo de Trance.

Estrutura musical[editar | editar código-fonte]

O trance é formado em sua grande parte por batidas retas (4x4),que algumas vezes difere da batida do techno por ter um alcance de freqüência um pouco mais alto além dos sons graves. mas algumas vezes ocorre a mistura de batidas do hip hop ou quebra da estrutura 4x4 (quebradas). O baixo pode ter uma base de swing ou preencher totalmente a base remetendo ao full-on. Uma característica marcante do estilo é uso do sintetizador TB-303, que é utilizado para fazer levadas variando constantemente ou não a frequência de corte e com uma ressonância alta ou para produzir sons psicodélicos como "borrachas", "gotas", "bombas".usa-se também o Roland JP-8000.

Nos estilos mais melódicos há o uso constante de pads (notas com alta sustentação, também chamado string) deixando a composição mais atmosférica.

O termo[editar | editar código-fonte]

O termo tem sido usado para descrever o que a maioria das pessoas chamam de "transe épico" na cena trance do Reino Unido, para descrever alguns não sediadas no Reino Unido atos transe comerciais, como Brooklyn Bounce ou Darude, que criou alguma confusão na terminologia e classificação. 'Muitos fãs britânicos chamam esses actos "uplifting house" (quando na verdade esses artistas estão mais perto de progressive house / trance de trance uplifting)'. O termo também é usado no psytrance / Goa trance, embora estes estilos não são realmente significava a soar uplifting (existe a possibilidade de algumas pessoas podem estar pensando do termo "uplifting" neste caso significa "euforia").

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jimi Frit. Rave Culture: an insider's overview. Local de publicação: Smallfry Publishing, 1999. 284 p. ISBN 978-0-9685721-0-8
  2. Trance (em inglês). Página visitada em 2 de agosto de 2007.
  3. History of Trance (em inglês) (27 de maio de 2007). Página visitada em 2 de agosto de 2007.