Trance

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Este artigo é sobre a música trance moderna. Se procura pela teoria consulte teoria do transe; se procura pela teoria aplicada à outras culturas, procure por música de indução ao transe
Trance
[[Imagem:|250px]]
Origens estilísticas Techno
House
Disco
Industrial
Krautrock
Música ambiente
Música experimental
Contexto cultural Início da década de 1990, União Européia
Instrumentos típicos Sintetizador - Bateria eletrônica - Sequenciador - Sampler
Popularidade Alta: Reino Unido, Austrália, Israel, Suíça, Áustria, Holanda, Sérvia, Dinamarca, Alemanha, Polônia, França, Bélgica, Ucrânia, Estónia, República Checa, Eslováquia, Filipinas e Japão.

Média: Rússia, Hungria, Turquia, Quebec, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Grécia, Letónia, Lituânia, Itália, Espanha, Portugal, Suécia, Noruega, Finlândia, Roménia
Fraca: Estados Unidos, Canadá, Argentina, Alta principalmente no meio underground

Formas derivadas Nu-NRG
Subgêneros
Acid trance – Classic trance – Euro-trance – Hard trance –Trance Progressivo – Tech trance – Uplifting trance – Vocal trance
Gêneros de fusão
Cenas regionais
Outros tópicos
{{{outros tópicos}}}

Trance é uma das principais vertentes da música eletrônica que emergiu no início da década de 1990. O gênero é caracterizado pelo tempo entre 130 e 160 bpm, apresentando partes melódicas de sintetizador e uma forma musical progressiva durante a composição, seja de forma crescente ou apresentando quebras. Algumas vezes vocais também são utilizados. O estilo é derivado do house e do techno[1], tendo pegado uma melodiosidade não característica do techno, com seus sons industriais, e menos orgânicos, além de parecerem menos melódicos.

Em geral, a maioria das canções são calmas e de efeito lento e constante na energia-alma e no estado de pensamento. A tradução literal do termo trance para português é transe. O nome foi recebido devido às batidas repetitivas e pelas melodias progressivas características, que levam o ouvinte a um estado de transe, de libertação espiritual, enquanto ouve.

Índice

[editar] Sub-gêneros

As principais vertentes do trance são:

[editar] História

[editar] Origens do trance (Europa)

Pode-se encontrar elementos primitivos da música trance nas raízes religiosas do shamanismo, hinduísmo e budismo. Mas o trance da forma moderna, eletrônica e evoluída em conjunto com outras formas de música eletrônica dançante, surgiu na Alemanha no início da década de 1990[2].

Ao longo da década de 1970, Klaus Schulze gravou vários álbuns de música eletrônica caracterizados pelo ambiente atmosférico e o uso de sequenciadores. Em alguns dos álbuns da década de 1980 a palavra trance era incluída nos títulos, como Trancefer (1981) e En=Trance (1987).

Elementos que tornaram-se característicos da música trance também foram explorados por artistas do gênero industrial da música eletrônica no final da década de 1980. O objetivo era produzir sons de efeitos hipnóticos aos ouvintes, o que também poderia levar a uma alto grau de estado de transe ou euforia.

Esses artistas do gênero industrial eram dissacioados à cultura rave, embora muitos já mostravam interesse no Goa trance, no qual o som é mais pesado comparado ao som que agora é conhecido como trance. Muitos dos álbuns produzidos por artistas industriais eram em sua grande maioria experimentais, e não tinham o intuito de originar um gênero musical com uma cultura associada -- eles permaneceram fiéis às suas raízes industriais. Com o trance dominando à cultura rave, a maior parte desses artistas abandonaram o estilo.

[editar] Trance como gênero musical

As primeiras gravações realizadas começaram não exatamente com a cena trance, e sim pelo acid house originário do Reino Unido, mais precisamente pela banda The KLF. Eles utilizaram o termo pure trance para designar algumas gravações que na verdade eram versões, e que fizeram um grande sucesso comercial em 1991.

Além deste nascimento no Reino Unido pode também ser mencionado o começo do gênero trance em clubes alemães durante os meados da década de 1990 como uma ramificação do techno. Frankfurt frequentemente é citada como o berço do estilo. DJ Dag (Dag Lerner), Oliver Lieb, Sven Väth e Torsten Stenzel, são considerados pioneiros e produziram várias composições utilizando diversos nomes artísticos. Em 1991, Dag Lerner e Rolf Ellmer formaram o "Dance 2 Trance" (Dance to Trance), cuja música "We Come In Peace" representou a definição inicial do trance como estilo musical[3].

[editar] Trance atualmente

Atualmente, após ter perdido um pouco da sua força no fim da década de 1990, o trance está ganhando grande força novamente. Produtores consagrados como Paul van Dyk, Tiesto, Armin van Buuren, Above & Beyond, Gareth Emery entre outros, continuam mantendo o gênero em alta.

[editar] trance x trance psicodélico

É de facto conhecida uma certa rivalidade entre o Trance e o Psychedelic, mais conhecido como PsyTrance, no Brasil e Portugal. Na sua essência, o Psychedelic mantém a mesma proposta de transe através do som. Porém musicalmente o estilo é diferente do Trance, o que caracterizou a antiga sub-vertente do GoaTrance como um novo estilo, uma vez que os elementos que caracterizavam o GoaTrance como vertente do Trance foram substituídos e abandonados pelo novo gênero. O Psychedelic atual apresenta uma estrutura musical baseada em bpms altos, kicks sintéticos e pode apresentar, ou não, melodias (um dos elementos básicos no Trance e no GoaTrance).

Enquanto o Trance nasceu na Alemanha, o Psychedelic foi originado em Israel com base também na Índia - devido ao GoaTrance.

[editar] Estrutura musical

O trance é formado em sua grande parte por batidas retas (4x4), mas algumas vezes ocorre a mistura de batidas do hip hop ou quebra da estrutura 4x4 (quebradas). O baixo pode ter uma base de swing ou preencher totalmente a base remetendo ao full-on. Uma característica marcante do estilo é uso do sintetizador TB-303, que é utilizado para fazer levadas variando constantemente ou não a frequência de corte e com uma ressonância alta ou para produzir sons psicodélicos como "borrachas", "gotas", "bombas".

Nos estilos mais melódicos há o uso constante de pads (notas com alta sustentação, também chamado string) deixando a composição mais atmosférica.

Referências

  1. Jimi Frit. Rave Culture: an insider's overview. Local de publicação: Smallfry Publishing, 1999. 284 p. ISBN 978-0968572108
  2. Trance (em inglês). Página visitada em 2 de agosto de 2007.
  3. History of Trance (em inglês) (27 de maio de 2007). Página visitada em 2 de agosto de 2007.

[editar] Ver também

Ferramentas pessoais
Criar um livro