Trip hop
| Trip hop | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Origens estilísticas | Hip hop R&B Downtempo Acid Jazz House Alternative Dance Rock Psicodélico Reggae pós-punk Rock gótico |
| Contexto cultural | 1990s Bristol, Reino Unido |
| Instrumentos típicos | Teclados (especialmente Rhodes), Toca-Discos, samplers, metais, Instrumento de cordas |
| Popularidade | Alta nos meios undergrounds, principalmente da Europa Ocidental e América do Norte |
| Subgêneros | |
| Illbient - Post Trip Hop | |
| Gêneros de fusão | |
| Trip rock | |
| Cenas regionais | |
| Bristol | |
| Outros tópicos | |
| Breakbeat | |
Trip Hop foi o nome usado pela revista Mixmag nos anos 90 para definir o álbum Maxinquaye, do artista Tricky. Apesar de somente neste momento o gênero ganhasse uma denominação, a história do Trip Hop já vinha sendo construída desde meados dos anos 80.[1]
Basicamente, o Trip Hop (também chamado de "música de Bristol", em referência à cidade da Inglaterra, onde o gênero surgiu) é música eletrônica em downtempo (lenta), marcada por downbeats (batidas desaceleradas, menos de 120 bpm) e pelo uso de instrumentos convencionais e acústicos, sendo essa uma característica importante, que acaba personalizando cada grupo e/ou artista. No Trip Hop, as semelhanças dentro do gênero são poucas.
É uma música lenta, influenciada pelo Hip Hop no uso do scratch e das vozes, pela house, no uso dos boucles de frases musicais.
Entre os estilos que mais influenciaram o Trip Hop, estão: ambient, jazz, electropop, acid jazz, progressive rock, soul, funk, underground, reggae, dub e o uptempo (como o trance e drum n' bass)
[editar] Origem
A história do Trip-Hop, assim como toda a música eletrônica, está ligada ao house, estilo que surgiu no começo da década de 80, quando diversos músicos dos EUA (especificamente de Chicago, Nova York e Detroit) resolveram refazer eletronicamente a música disco dos anos 70, fundindo com r&b, funk e soul, dando origem ao house.
Durante a década de 80, ocorreram várias experimentações do house, que acabou se segmentando em diversos estilos, como o trance, o techno e o drum n' bass.
O Trip-Hop surge quando alguns músicos resolvem que a música eletrônica não deve ser necessariamente upbeat (que fora usado até então), e passaram a criar em downbeat. Isso foi na Inglaterra, onde, na cidade de Bristol, um grupo chamado The Wild Bunch passou a criar sob essas diretrizes, dando origem ao Trip-Hop (ainda que o termo fosse surgir somente na década de 90). No final dos anos 80 o grupo se dissolve e alguns membros passam a formar o Massive Attack.
Em 1991, o Massive Attack (banda composta com 3D, Daddy G, Mushroon e Tricky, este último por pouco tempo) lançam o álbum Blue Lines, e, em 1994 os Portishead (Beth Gibbons e Geoff Barrow que também trabalhou no projecto do Massive Attack) lançam o Dummy, consagrando, enfim, o Trip Hop como estilo. Muitas outras bandas já existentes poderiam ser consideradas como Trip Hop pela semelhança do estilo, como Cocteau Twins ou Dido.
[editar] Artistas
- Tarsier (Rodrigo Martins)
- 4 Hero
- 8mm
- Abraham
- Air
- Airlock
- Alpha
- Alu
- Amy Lee
- Anja Garbarek
- Anjali
- Anthea
- Archive
- Baby Fox
- Beck
- Bel Canto
- Blue Foundation
- BitterSweet
- Björk
- Canidas
- Cocteau Twins
- Coldfinger
- Craig Armstrong
- Delerium
- Denali
- Dido
- Emiliana Torrini
- Elizabeth Fraser
- Esthero
- Everything But The Girl
- Frou Frou
- Flunk
- Full Blown Kirk
- Hooverphonic
- Kid Cudi
- DJ Krush
- DJ Shadow
- Gorillaz
- Gollearnratesdfrapp
- Kylie Minogue
- Lamb
- Lunascape
- Lovage
- Madita
- Massive Attack
- Mandalay
- Moby
- Moloko
- Malk Espanca
- Milla Jovovich
- Mono
- Morcheeba
- Oi Va Voi
- per somnia
- Portishead
- Rob Dougan
- Rubikon
- Royksopp
- Sarah Brightman
- Sarah McLachlan
- Schiller
- Smoke City
- Sinéad O'Connor
- Shine
- Sin
- Sneaker Pimps
- Winona
- The Silk Demise
- Thievery Corporation
- Thunderball
- Team Sleep
- Tracey Thorn
- Tricky
- UNKLE
- Zero 7
Referências
- ↑ Pemberton, Andy (June 1994). "Trip Hop". Mixmag.