Música industrial

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Industrial
Origens estilísticas Música concreta
Movimento Fluxus
Música eletrônica erudita
Noise
Pós-punk
Krautrock
Música experimental
Contexto cultural Começo da década de 1970, no Reino Unido em Londres e Sheffield, na Alemanha, no Canadá em Vancouver, nos EUA em São Francisco e Chicago, e na Itália em Milão.
Instrumentos típicos Sintetizador - Caixa de ritmos - Tape Loops - Bateria - Guitarra - Objetos aleatórios - Instrumentos musicais eletrônicos (em manifestações tardias incluiu-se Sequenciadores - Teclados - Samplers)
Popularidade Pouca
Formas derivadas Techno - IDM - Trance - Synth pop - Futurepop - Glitch
Subgêneros
EBM - Noise - Neofolk - Industrial Marcial
Gêneros de fusão
Metal industrial - Rock industrial
Outros tópicos
Dada - Fluxus - COUM Transmission - Música experimental

Música industrial é um termo usado para definir o gênero de alguns estilos musicais eletrônicos e experimentais criados desde o final da década de 1970 até os dias de hoje, como o som experimental de, Einstürzende Neubauten, Cabaret Voltaire ou até o neofolk de bandas como Forseti.

Assim como muitos classificam o death metal, por exemplo, como um dos estilos mais pesados e barulhentos do rock, o industrial seria a "mesma coisa" entre os diversos estilos da música eletrônica. Tanto que não é coincidência muitos fazerem uma "junção" destes dois estilos (o chamado metal industrial, de maneira mais genérica). É o caso de bandas como Nine Inch Nails, Ministry e Marilyn Manson.

O industrial é a música eletrônica intensa e por vezes pesada, cheia de ruídos e barulhos inesperados. Trata-se de um gênero musical que prima um conceito de independência e experimentalismo, com o uso de fontes não-musicais, como sintetizadores e guitarras distorcidas, timbres metálicos, ruídos plásticos, sons de sucatas, de correntes, vidros se quebrando, entre outros sons tirados de instrumentos "não-convencionais". É normal usar também colagens e experimentações com sintetizadores primitivos, fitas magnéticas e rádio para produzir música eletrônica, que freqüentemente continua sons e estruturas abstratas. Tudo isso como modo de representação do fascínio pelas qualidades hipnóticas e "mágicas" da própria estrutura do som.

A ligação cultural com a música é essencialmente underground e vanguardista. Muitas vezes são valorizados elementos artísticos abstratos, dadaístas e surreais, além de uma mentalidade contracultural.

História[editar | editar código-fonte]

Primeira geração: A música concreta (1940-1950)[editar | editar código-fonte]

Pode se considerar que os pioneiros daquilo que mais tarde seria chamado de música industrial foram os compositores da música concreta. Um estilo músical ainda erudito, onde os compositores faziam parte do movimento avant-garde e portanto se importavam com o experimentalismo e a desconstrução sonora. Deste modo, acabaram criando a música eletrônica e a música experimental, e a junção destes dois gêneros é justamente a música industrial. Os representantes mais notáveis desta geração foram Pierre Boulez, Karlheinz Stockhausen, Edgar Varese, entre tantos outros.[1] [2]

Segunda geração: Krautrock e pós-punk (1960-1970)[editar | editar código-fonte]

Influênciados pela geração avant-garde e pelo rock progressivo da época, alguns compositores resolveram divulgar a música experimental em uma versão mais popular. Surgiu assim as bandas do krautrock, como o Neu!, Kluster e o influente Kraftwerk. Estes seriam os pioneiros do industrial no mundo das bandas e gravadoras. Um tempo depois, influênciados pela cultura punk, surgiria algumas bandas pós-punk que também se interessariam pelo experimentalismo eletrônico, como o Pere Ubu, Suicide, Killing Joke e o Clock DVA.

Terceira geração: Firmamento do industrial (1970-1980)[editar | editar código-fonte]

A terceira geração surgiu quando o termo "industrial" é inventado e, é a partir daí que ele finalmente passa a ser considerado um autêntico gênero musical. O termo, cunhado por Monte Cazazza, levava a idéia de uma música criada para uma nova geração de pessoas, sendo toda a anterior, "agricultural". Depois de um tempo, porém, ele foi reinterpretado como se representasse uma "estética industrial". Surgiu assim uma série de compositores que adotaram este gênero.

Quarta geração: Crossovers (1990-2000)[editar | editar código-fonte]

Esta geração, talvez a mais famosa de todas, foi aquela que resolveu misturar o gênero eletrônico industrial com outros estilos. Alguns destes crossovers já haviam sido inventados nos anos 80, mas foi nessa época que atingiram o grande público. Uma das misturas por exemplo, é o industrial com o synthpop, que ficou conhecido como EBM. Já outras bandas como o Atari Teenage Riot resolveram misturar o industrial com o techno e o hardcore punk, surgindo assim o digital hardcore. A mistura com o folk também ficou conhecida como neofolk, e a mistura com a música ambiente ficou conhecida como isolationism ou pós-industrial. A fusão mais famosa de todas sem dúvida é a do industrial com o rock, chamado simplesmente de rock industrial, cujo maiores representantes são o Nine Inch Nails, Marilyn Manson, e o antigo Killing Joke. Mais tarde surgiria o metal industrial, de bandas como KMFDM, Ministry, e o Rammstein.[3]

Quinta geração: Do experimental ao pop (2000-atualmente)[editar | editar código-fonte]

Aqui os crossovers continuaram em alta, a diferença porém foi a perda dos valores experimentais, e o metal industrial passou então a ser considerado "rock com qualquer tipo de música eletrônica", o que irrita alguns rivetheads, que acreditam que a princípal característica do industrial é justamente o experimentalismo e a desconstrução eletrônica, afirmando que certas bandas poderiam ser mais encaixados no termo new metal do que no industrial em si. Esta questão inclusive já havia sido discutida ao observar as características sonoras do Rammstein e do Marilyn Manson. Outros fãs porém, são mais saudosistas com os novos grupos, destancando-se o Celldweller, Dope, Static-X, Deathstars, entre outros.[4] [5] [6] [7]

Sexta geração: Círculos fechados (1980-atualmente)[editar | editar código-fonte]

Com o surgimento do crossover, e a banalização do termo "industrial" por outras subculturas (como roqueiros e góticos), muitos dos ditos amantes da música industrial decidiram isolar-se completamente do que para eles seria o sequestro do industrial pela chamada indústria cultural, sendo assim, esta geração enfatiza uma séria de princípios bem como uma segregação total da cena industrial em relação á qualquer outra e a ultravalorização do espírito contracultural da música industrial, sendo expressa tanto no experimentalismo e no espírito vanguardista bem como em ações diretas.

Tal cena circunda os estilos mais extremos da música industrial, os quais evoluiram diretamente da música industrial original, sendo os principais o power electronics das bandas Genocide Organ e Suttcliffe Jugend, e o death industrial de bandas como o Grey Wolves. Tais estilos são evoluções naturais da música industrial não tendo contato com nenhuma outra cena, seja eletrônica ou rock.

A partir de 2004, no cenário do industrial dançante, as versões mais pop do EBM como o futurepop começam a despencar, essa queda é seguida do surgimento do industrial hardcore (mistura de gabber e frenchcore com o industrial), technoid (meslca de IDM com noise rítmico) e o anhalt EBM (EBM com fortes influências punk rock/oi!)

Temática[editar | editar código-fonte]

Os envolvidos na cultura industrial sempre professaram interesse nos aspectos "reprimidos" da cultura, muitas vezes fazendo críticas ou apelações indiretas. Portanto, geralmente a cena da música industrial é relacionada com movimentos de "contra-cultura". O interesse por temas lúgubres como magia negra, serial killers e sexualidade "desviante" é bem explicado por Stephen "Mal" Mallinder, do Cabaret Voltaire: "O que a sociedade rejeita é o que ela mais ama".[8]

Porém muitas vezes temas recorrentes nas músicas como a tecnologia voltada para a guerra, miséria, atrocidades, e mensagens nazistas, que muitas vezes (porém nem sempre) são uma espécie de sátira, já que os envolvidos na cena industrial costumam ser contra estes tipos de repressões, além de ser um modo de demonstrar o modo negativo que a tecnologia está sendo utilizada. Resumindo, a música pesada, agressiva, extremamente artificial e mecânica é apenas um reflexo, uma crítica contra aquilo que a sociedade está se transformando, além de ser também uma representação artistica de toda a depressão, medo e angústia que isso está causando nas pessoas.

Alguns cultos e seitas também formam parte da temática de alguns grupos de música industrial. O álbum Children of God (1987), do The Swans é dedicado a um culto hippie do mesmo nome, que misturava religiosidade à sexualidade. Já o The Process (1996), do Skinny Puppy, é um álbum conceitual sobre o Process Church of the Final Judgement, um culto baseado na cientologia e na psicologia individual de Alfred Adler. O Process Church pregava a união dos opostos: Jesus Cristo e Lúcifer, bem e mal. O culto foi de mal à pior quando conectado com a "Família Manson" (liderada pelo infame Charles Manson) e ao psicopata David Berkowitz, conhecido na imprensa americana como "Son of Sam" [12].

Tambem são aboradads questões relacionadas à desconfiança geral no tocante das religiões organizadas. Como disse Al Jourgensen, líder do Ministry: "Religion is all about control - it's one giant, false life insurance policy. Pay us money now, we'll promise you'll have a good afterlife".[9]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Apologia ao totalitarismo[editar | editar código-fonte]

A banda alemã Rammstein foi o centro de uma controvérsia desse tipo em 1998. A banda usou no clipe de "Stripped" imagens de Olympia, um documentário das Olimpíadas de 1936 feito por Leni Riefenstahl (1902-2003). Conterrâneos do Rammstein criticaram a banda pelo uso dessas imagens. "Ainda estou esperando uma justificativa", disse Alec Empire, fundador do Atari Teenage Riot. "Meu avô morreu num campo de concentração e não acho isso nada engraçado".[10]

O Massacre de Columbine[editar | editar código-fonte]

Depois do massacre de Columbine, grupos como Marilyn Manson,[11] Rammstein, Nine Inch Nails e KMFDM[12] foram culpados pela tragédia. A extensão do dano feito devido ao massacre de Columbine na cena industrial norte-americana é difícil de ser medido: os góticos foram (e ainda são) perseguidos pelo país inteiro.[13] Esse tipo de perseguição tem uma implicação direta para os fãs da música industrial, já que muitas pessoas assumem (erroneamente) que os rivetheads são uma sub-tribo gótica[14] [15] ou simplesmente os confundem com Cibergóticos[16] .[17] [18] [19] [20]

Subgêneros[editar | editar código-fonte]

Desde que começou, a música industrial vêm se fragmentando, produzindo uma dezena de subgêneros. Por serem extremamente extensos, alguns consideram não ser necessário a criação de tantos grupos, já que todos podem ser considerados "industriais" de qualquer maneira.

Noise[editar | editar código-fonte]

O noise (em inglês: ruído ou barulho) têm um nome auto-explicativo. Surge oficialmente com o NON (projeto de Boyd Rice). Seu trabalho é seguido de perto pelo italiano Maurizio Bianchi e os ingleses do Whitehouse. O Meca do estilo é o Japão; de lá saem o Merzbow e o Masonna, seguidos de bandas que aproximaram o estilo do rock (Melt Banana, Boredoms, entre outros).

EBM[editar | editar código-fonte]

O EBM (electronic body music) é uma junção da música industrial com o synthpop, auxiliada por uma leva de novas tecnologias musicais/digitais mais acessíveis, surgidas nos anos 1980: os samplers, os sintetizadores baratos da Yamaha e o protocolo MIDI. Os representantes mais conhecidos desse gênero são o Nitzer Ebb, Front 242 e até mesmo o Kraftwerk.

Futurepop[editar | editar código-fonte]

Surgido em meados dos anos 1990, é uma mistura de synthpop oitentista, trance europeu dos anos 1990 e EBM "old school". Alguns destaques do gênero: The Covenant, VNV Nation e Apoptygma Berzerk.

Harsh EBM[editar | editar código-fonte]

Conhecido por harsh EBM, terror EBM ou hellektro, é mais um subgênero de EBM contemporâneo que atualiza o som frio e mecânico do Front 242 enxertando-o com os vocais guturais e a bateria eletrônica distorcida do Skinny Puppy. Nas letras, a volta da temática paranóica e pessimista da EBM dos anos 1980. O Hocico, Suicide Commando e Combichrist são as bandas mais populares do gênero.

Rock industrial[editar | editar código-fonte]

Paralelo ao surgimento da música industrial, o pós-punk produziu muitas bandas que viriam a ser extremamente influentes as futuras gerações da música industrial. Um exemplo é o death disco do grupo PIL, uma mistura tensa de dub, krautrock e música disco. Podemos também citar, da mesma geração, o punk ácido do Chrome, o rock esquizóide do Pere Ubu ou a depressão em forma de música que é o Joy Division.

A segunda geração do pós-punk, no entanto, foi a que realmente mereceu o título de rock industrial. Dela saíram o Cabaret Voltaire, Killing Joke, Skinny Puppy e, mais tarde, o Young Gods e o Nine Inch Nails.

Isolationism[editar | editar código-fonte]

Também conhecido como dark ambient e pós-industrial, é a junção da música ambiente, criada por Brian Eno, e a música industrial original. Os primeiros discos do gênero datam do início da década de 1980. Alguns destaques do estilo: Lull, Final, :ziovet*france, Nocturnal Emissions, Lustmord' e Scorn.

Neofolk[editar | editar código-fonte]

A partir da segunda geração da música industrial, surgem artistas que transmutam a "filosofia" desse estilo para um contexto folk.

Metal industrial[editar | editar código-fonte]

Se diz com frequência que o metal industrial é somente a junção do heavy metal com a música industrial. Porém é mais complexo que isso: no metal industrial cabem também o pós-punk, o hardcore punk, o rock alternativo, o death metal e, mais recentemente, o hip-hop e o drum and bass.

Alguns grupos proeminentes do estilo são:

Coldwave[editar | editar código-fonte]

Neue deutsche härte[editar | editar código-fonte]

Surgido na Alemanha, é uma mistura de metal com hardcore punk e, em alguns casos especiais, batidas techno. A maioria das letras são escritas em alemão"[21] .

A neue deutsche härte (em alemão: nova dureza alemã) foi lançada pelo Oomph!, com seu primeiro disco em 1992.

O termo crossover e sua validade para a música industrial[editar | editar código-fonte]

O metal industrial é às vezes chamado de crossover. A origem dessa tendência talvez venha de uma declaração do Sasha Konietzko do KMFDM, ele disse que o grupo alemão fazia uma espécie de "industrial-electronic-crossover-rock".[22] Numa matéria para a Revista Bizz, Enéas Neto chama o Revolting Cocks e o Ministry de "crossover techno-metal".[23] Outros grupos mais recentes de metal industrial da Alemanha - conhecidos coletivamente como o neue deutsche härte - se chamam (ou são chamados) de "crossover". Alguns exemplos: Megaherz,[24] Eisbrecher,[25] Oomph! [13] e Tanzwut [14].

Num sentido mais amplo, um crossover é "a apropriação de um estilo (especialmente na música popular), combinando-o com elementos de diferentes gêneros para fazê-lo mais palatável ao grande público" [15]. No contexto do rock underground, a sua assepção original, o crossover thrash, era a mistura de hardcore punk com thrash metal que grupos como Dirty Rotten Imbeciles, S.O.D. e Agnostic Front promoviam em meados dos anos 1980. A intenção deles também era atingir um público maior: o público do metal [16]. Baseados na sua definição original, há quem conteste o uso do termo crossover para rotular bandas de rock / metal industrial.[26]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Movimentos artísticos[editar | editar código-fonte]

Tribos urbanas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

A lista abaixo tem alguns lançamentos de importância histórica no gênero:

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. [3]
  4. [4]
  5. [5]
  6. [6]
  7. [7]
  8. FISH, Mick; HALLBERY, D. Cabaret Voltaire:' the Art of the Sixth Sense. Harrow, Middlesex: Serious Art Forms, 1989, p. 87.
  9. SCANLON, Ann. Fastforward to Hell: A frontline report from the Ministry of truth. Melody Maker, p. 24-5, 25 de Julho de 1992
  10. Atari Teenage Riot's Alec Empire Questions Rammstein's Sincerity MTV (9 de Novembro de 1998). Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  11. Manson, Marilyn (28 de Maio de 1999). Columbine: Whose Fault It Is? Rolling Stone. Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  12. KMFDM And Rammstein Speak Out About Columbine MTV (23 de Abril de 1999). Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  13. Sweeney, Emily (15 de Novembro de 2004). Dark days for Goths Arizona Local News. Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  14. rivethead Urban Dictionary: Define Your World (20 de Dezembro de 2006). Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  15. The Rivethead Goth (stereo) Types. Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  16. Death To All Rivetheads Groups - Last.fm (11 de Janeiro de 2007). Página visitada em 25 de Setembro de 2007.
  17. [8]
  18. [9]
  19. [10]
  20. [11]
  21. Neue Deustche Härte German Rock e.V.. Página visitada em 25 de Agosto de 2007.
  22. THOMPSON, Dave. Alternative Rock. San Francisco, CA: Miller Freeman Books, 2000, p. 71.
  23. NETO, Enéas. Rendição Incondicional: a electronic body music toma a América de assalto. Bizz, ed. 150, p. 1, jan 1992.
  24. MP3 Downloads mit dem Tag 'crossover metal' akuma.de - Der Online-Musikdienst. Página visitada em 2 de Setembro de 2007.
  25. Idem.
  26. GRIND, CRUST & CROSSOVER Fóruns Cifra Club (8 de Março de 2003). Página visitada em 10 de Setembro de 2007.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DI PERNA, Alan. Jackhammer of the Gods. Guitar World, vol. 15, no. 6, p. 54-60; 62; 67; 69; 71, jun 1995.
  • DWYER, Simon. Rapid Eye Movement. New York: Creation Books, 2000.
  • JÁNOS, Pánczél. Battlenoise! The Blows of Martial Industrial. Hungary: MozgaloM Records, 2007.
  • KEENAN, David. England's Hidden Reverse: A Secret History of the Esoteric Underground. Harrow, Middlesex: Serious Art Forms, 2007.
  • MANSON, Marilyn. The Long Hard Road Out of Hell. New York: ReganBooks, 1998.
  • MONROE, Alexei. Interrogation Machine: Laibach and NSK. Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2005.
  • NEAL, Charles. Tape Delay: Confessions from the Eighties Underground. Harrow, Middlesex: Serious Art Forms, 1987.
  • REYNOLDS, Simon. Rip It Up and Start Again: Postpunk 1978-1984. London: Faber & Faber Limited, 2005.
  • THOMPSON, Dave. Industrial Revolution. Los Angeles, CA: Cleopatra, 1994.
  • UDO, Tommy. Nine Inch Nails. London: Sanctuary Publishing, 2002.
  • VALE, Vivian; JUNO, Andrea (Org). RE/Search #6 & #7: Industrial Culture Handbook. San Francisco, CA: RE/SEARCH PUBLICATIONS, 1983.