Serviço Social do Comércio

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Praça dentro do SESC Caldas Novas.
Inscrição na entrada do SESC Araxá.

O Serviço Social do Comércio (SESC) é uma instituição brasileira privada, sem fins lucrativos, mantida pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo, com atuação em todo âmbito nacional, voltada prioritariamente para o bem-estar social dos seus empregados e familiares, mas aberto à comunidade em geral. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Lazer, Cultura e Assistência Médica.

Foi criado em 1946, no dia 13 de setembro, pelo Decreto-Lei n° 9.853, em que o Presidente Eurico Gaspar Dutra autoriza a Confederação Nacional do Comércio a criar o Serviço Social do Comércio - SESC.[1]

A sede do Departamento Nacional do SESC está localizada na cidade do Rio de Janeiro, em Jacarepaguá.

História[editar | editar código-fonte]

A história cronológica do Sesc:

  • 1946: Criado em , no dia 13 de setembro, pelo Decreto-Lei n° 9.853
  • 1947: Inauguração da unidade especial de odontologia, na rua Florêncio de Abreu, e início das atividades da instituição.
  • 1967: Inauguração do primeiro bloco do Sesc Consolação, que é o pioneiro dos Centros de Cultura e Lazer; o segundo e o terceiro blocos foram inaugurados em 28 de abril de 1970. A partir de 1982, a unidade passou a sediar o CPT ou (Centro de Pesquisa Teatral), ligado às propostas estéticas de Antunes Filho
  • 1975: Inauguração do Sesc Interlagos, em São Paulo-SP - (em 30 de outubro de 1975)
  • Nos vários anos seguintes (entre 1970 e 1980), foram inauguradas várias unidades pelo interior paulista, tais como; Campinas, Piracicaba e São Carlos, Ribeirão Preto entre outras.
  • 1982: Inauguração do Sesc Pompeia, São Paulo-SP - (em 20 de janeiro de 1982), com projeto de Lina Bo Bardi se tornaria um marco na arquitetura da cidade.
  • 1983 a 2003: Inauguração das várias unidades do interior paulista, já dentro dos propósitos de Centro de Cultura e Lazer
  • 1996: Inauguração do Sesc São Carlos, em São Carlos-SP - (em junho de 1996)
  • 2004: Inauguração do Sesc Pinheiros, em São Paulo-SP - (em 18 de setembro de 2004), junto com ianuguração das transformações no entorno do largo da Batata.
  • 2005: Inauguração do Sesc Santana, São Paulo-SP - (em 22 de outubro de 2005)
  • 2010: Inauguração do Sesc Belenzinho, em São Paulo-SP - (em 4 de dezembro de 2010)
  • 2011: Inauguração do Sesc Palladium, em Belo Horizonte-MG - (em 3 de agosto de 2011)
  • 2011: Inauguração do Sec Bom Retiro, em São Paulo-SP - (em 27 de agosto de 2011)
  • Até 2015, dois projetos devem sair do papel em São Paulo:
    • SESC Guarulhos - Projeto de Renato e Lilian Dal Pian foi o primeiro a ser escolhido nos moldes dos concursos públicos
    • SESC 24 de Maio - O antigo prédio da Mesbla ganhou projeto de Paulo Mendes da Rocha.
Campos de Ação

A ação programática do SESC concentra-se em cinco campos de atuação: educação, saúde, cultura, lazer e assistência, com oferta de serviços de educação, alimentação, odontologia, educação em saúde, assistência médica, biblioteca, apresentações e desenvolvimento artísticos e culturais, esportes, recreações, turismo social, trabalho com grupos, ações comunitárias e financiamento de serviços.

Unidades[editar | editar código-fonte]

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Sesc Belenzinho[editar | editar código-fonte]

Fundado inicialmente no ano de 1998, foi fechado no ano de 2006 para reformas e reaberto em dezembro de 2010.

A praça central da acesso à unidade: seis piscinas, comedoria, salas de espetaculo, biblioteca, internet livre, atendimento odontológico, ginásio, quadras, e pistas de corrida e caminhada. O projeto valoriza a sustentabilidade, a acessibilidade, facilidades para família, como sanitários e vestiários familiares e sala de amamentação.

Segundo o arquiteto Ricardo Chahin, 68, responsável pelo projeto, o conjunto começou a ser pensado em 1996. Nesses 14 anos, a disposição dos equipamentos foi algumas vezes modificada antes de ganhar a configuração final: uma grande área externa ("uma clareira", nas palavras do arquiteto) e as atividades internas concentradas numa torre vertical de quatro grandes andares.

No térreo do prédio, fica a piscina coberta com um teto de vidro que permite que o visitante do primeiro andar "caminhe sobre as águas". As três salas de teatro (uma delas com poltronas fixas, as outras duas com formatações mais versáteis) estão posicionadas no alto do edifício, junto a um café-terraço com vista para o panorama da cidade.

O movimento na piscina e as filas do restaurante e do teatro chamam a atenção no novo Sesc Belenzinho, na zona leste paulistana. Desde que foi inaugurada, em 4 de dezembro, a unidade de 50 mil metros quadrados de área já ganhou mais de 410 mil frequentadores - de longe, o maior sucesso de público entre os 31 Sescs do Estado de São Paulo.

"Tínhamos um problema sério na zona leste, que era a ausência de uma unidade urbana que pudesse atender sua enorme população. E o sucesso foi absolutamente incomparável", resume o diretor do Sesc, Danilo de Miranda, na sede administrativa que fica no mesmo complexo.

Nas duas últimas unidades inauguradas na cidade, em Pinheiros, na zona oeste, e em Santana, região norte, os dois primeiros meses após a abertura tiveram cada um menos da metade de público que recebeu o Belenzinho. Apesar de a nova unidade ser maior que as outras duas, os números são considerados "extraordinários".

A área no Belenzinho onde antes funcionou a fábrica da tecelagem Moinho Santista S.A. pertence ao Sesc desde 1998. No mesmo ano, foi aberta uma unidade provisória, que funcionou até 2006, quando começou a reforma de R$ 150 milhões. Assinado pelo arquiteto Ricardo Chahin, o projeto buscou aproveitar a estrutura original da antiga tecelagem. Parte do prédio foi mantida e serviu de base para as obras do atual conjunto de cinco andares e um subsolo, campeão em área construída. Houve preocupação de aproveitar a iluminação natural e todos os espaços são acessíveis para deficientes físicos.

Não que o Sesc não tivesse nada antes na zona leste. Desde o começo da década de 1990, há uma unidade em Itaquera. Mas lá é diferente. Classificada como campestre, a exemplo da de Interlagos, na zona sul, ela tem mais de 300 mil m² de área e programação mais voltada a quem vai para passar o dia, especialmente nos fins de semana.

Eram justamente as duas unidades campestres que mais atraíam público em toda a rede - média de 100 mil pessoas cada nos meses de janeiro. Mas, com a inauguração do Belenzinho, o reinado foi quebrado. No primeiro mês deste ano, o caçula dos Sescs ganhou mais de 24 mil sócios - 10 mil a mais que em Itaquera - e atraiu mais de 200 mil visitantes, 150 mil deles passaram pela piscina.

Programa família. A auxiliar administrativa Elizabeth da Silva, de 26 anos, é uma delas. Moradora de São Mateus, perto de Itaquera, ela preferiu passar o último domingo no Sesc Belenzinho. E não se arrependeu. "Lá tem mais piscinas, mas é mais bagunça e mais povão. Aqui é melhor para vir com a família."

Um diferenciavl importante do novo Sesc é que ele une como poucas unidades ofertas culturais e esportivas. Um ginásio poliesportivo, campo de grama sintética e quadras de tênis - que ficam em torno de uma praça de convivência com mais de 5 mil m² - atraíram o comerciante Alessandro Gomes, de 36 anos. Sua paixão pelo tênis sempre esbarrou em uma limitação da região: morador do Bresser, bairro vizinho, ele nunca encontrou por perto uma quadra para a prática do esporte. "Foi a chance de começar", diz ele, que passou a frequentar o local aos domingos.

Antes do Sesc, Gomes sequer tinha uma raquete. O acessório foi presente da mulher, Dimitria Gomes, de 29. No domingo passado, ela acompanhou o marido ao Sesc pela primeira vez. Caminhou entre as quadras, conheceu a piscina coberta, as salas de ginástica e artes marciais. Os filhos Julia, de 10 anos, e Pedro, de 5, aproveitaram para curtir a piscina. "Eu não frequentava lugar nenhum, foi uma boa surpresa", conta Dimitria.

Diversidade. Nas primeiras semanas de funcionamento, a programação cultural incluiu apresentações da coreógrafa Denise Stocklos, da banda Pato Fu e dos músicos Luis. Melodia e Francis Hime. Segundo Miranda, o objetivo foi promover uma programação atraente e impactante, como forma de se firmar no bairro. Para quem quiser visitar a unidade neste domingo, uma atração é a peça Ópera dos Vivos, da Companhia do Latão, às 19 horas.

Sesc Bertioga[editar | editar código-fonte]

O único Sesc do estado de São Paulo que é uma colônia de férias, ou seja, o único que trabalha na área de hotelaria, e que tem por missão receber com hospitalidade todos seus clientes, evidenciando o caráter socioeducativo do Sesc. Também é o único do estado que não é aberto para visitaçã, então, para o acesso só há duas maneiras: se hospendando ou comprando um ingresso para passar o dia. Para fazer a solicitação de reserva basta se inscrever pelo site com quatro meses de antecedência da data que queira. se hospedar. Para passar um dia um dia no Sesc Bertioga, compre o ingresso em qualquer unidade do Sesc São Paulo. É necessário possui o cartão de matrícula do Sesc para usufruir tanto da hospedagem quanto para passar um dia. O Sesc Bertioga também disponibiliza vários cursos e programas educacionais gratuitos, além de ter vários projetos como shows e teatros para o público. Para mais informações acesso o site. www.sescsp.org.br/sescbertioga.

Sesc Pompéia[editar | editar código-fonte]

Prédios antigos do Sesc Pompeia - São Paulo.

O SESC Pompéia reúne teatros, quadras esportivas, piscina, lanchonete, restaurante, espaços de exposições, choperia, oficinas e internet livre, entre outros serviços. Seu projeto arquitetônico foi desenvolvido pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1977.

Minas Gerais[editar | editar código-fonte]

O Serviço Social do Comércio de Minas Gerais (SESC/MG), fundado em 1948, possui 44 unidades fixas e 16 unidades volantes de trabalho.

SESC Laces JK[editar | editar código-fonte]

O SESC Laces JK, localizado na rua dos Caetés, esquina com rua São Paulo, no antigo prédio do Banco Comércio e Indústria, ora tombado pelo patrimônio histórico.

SESC Palladium[editar | editar código-fonte]

O SESC Palladium, inaugurado em agosto de 2011, é um complexo de espaços culturais que inclui dois teatros, cinema, galeria de arte, três espaços multiuso e um acervo. Está situado na sede do antigo cinema Palladium, na Avenida Augusto de Lima. Em 1999, após o fechamento daquele cinema, o SESC adquiriu o imóvel com o objetivo de transformá-lo em um centro cultural. Em 2011, o SESC Palladium abriu suas portas.

Como nasce um Sesc[editar | editar código-fonte]

A construção de uma nova unidade do Sesc requer pesquisas, estudos e levantamentos prévios. Numa cidade com terrenos cada vez mais caros e mais disputados, é difícil encontrar uma área que atenda a todos os pré-requisitos e possa ser adquirida por preços razoáveis. A instituição costuma dar preferência a áreas próximas a estações de metrô ou terminais de ônibus para facilitar o acesso dos visitantes."Alguns terrenos são frutos de acordo com prefeituras ou outros órgãos", diz Miranda.

Foi o caso do terreno de Guarulhos. A área, colada ao parque Vicente Leporace, abrigava um campo de futebol de várzea. Em 2007, a prefeitura doou o terreno para o Sesc, com a contrapartida de que o campo fosse realocado, o que aconteceu no início deste ano.

Uma vez feita a escolha da região do terreno, a operação continua com instalação de um espaço provisório—por cinco ou seis anos--, enquanto se elabora o projeto definitivo para a unidade. Até dois anos atrás, os arquitetos eram "convidados" pelo Sesc a desenvolver pré-propostas. Por conta de uma exigência do Tribunal de Contas da União, o sistema de escolha foi modificado e os projetos agora são submetidos a uma licitação aberta, nos moldes dos concursos públicos.

O projeto para o Sesc Guarulhos foi o primeiro a ser escolhido dessa forma. Dos 26 escritórios de arquitetura que inscreveram propostas, o vencedor, anunciado em junho de 2009, foi o do casal Lilian e Renato Dal Pian. "Nós já éramos frequentadores do Sesc. Enquanto fazíamos o projeto, revisitamos alguns prédios recentes da rede para ver o que estava sendo feito", diz Lilian.

Para a nova unidade, os arquitetos imaginaram um espaço centralizado numa praça interna com cobertura envidraçada. Rampas verdes e mezaninos fazem a ligação entre os espaços, de modo que se possa ter uma vista geral do que acontece em cada andar. Com inauguração prevista para 2014, a unidade deve custar R$ 30 milhões.[2]

Instituição privada e recursos públicos[editar | editar código-fonte]

O Sesc (Serviço Social do Comércio) faz parte do chamado Sistema S, conjunto de instituições criadas pelo empresariado brasileiro nos anos 1940 (Sesi, Senai, Senac...11 no total). Elas são mantidas com recursos compulsórios na folha de pagamento dos setores correspondentes (comércio e serviços no caso do Sesc) a fim de que estes sejam revertidos para o bem-estar e a formação do trabalhador.

Nos últimos anos, o aumento do emprego formal se refletiu num aumento de arrecadação dessas instituições—daí os fundos para novas unidades. Em 2010, o orçamento do Sesc-SP foi de R$ 1 bilhão (R$ 750 milhões para operação e R$ 250 milhões para expansão e reformas).

Em 2008, o ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou um projeto que revia o Sistema S e propunha transferir parte da arrecadação para um fundo público. A proposta, porém, não saiu do papel. Segundo os entusiastas do modelo S, a qualidade dos serviços prestados se deve justamente à autonomia na administração e gestão dessas instituições.

Saiba mais
  • Cada uma das unidades tem um cardápio variado de cursos e atividades culturais, sociais e esportivas
  • Para se associar: A matrícula na rede Sesc é gratuita para trabalhadores do ramo do comércio de bens e serviços(mediante apresentação da carteira profissional). Quem não é comerciário pode se inscrever mediante uma anuidade de R$ 57
  • Para os espetáculos e eventos promovidos pelo Sesc: Quem não é associado também pode se inscrever para os cursos ou assistir aos espetáculos promovidos pela rede. Via de regra, as atividades têm três preços: integral, preço para usuário (50% do valor) e preço para comerciário (25% do valor), isso quando não são gratuitas
  • Informações sobre a programação: pelo telefone 0800-11-8220 ou pelo site www.sescsp.org.br

Referências

  1. SESC. História do SESC (em português). Página visitada em 14 de outubro de 2008.
  2. materia folha de São Paulo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]