Walter Salles

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Walter Salles
Salles no Festival Internacional de Cinema de Toronto, de 2012.
Nome completo Walter Moreira Salles Júnior
Nascimento 12 de abril de 1956 (58 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 Brasil
Ocupação Diretor, produtor
Cônjuge Maria Klabin
Prêmios Globo de Ouro
Golden Globe icon.svgMelhor filme estrangeiro
1999 - Central do Brasil
Festival de Cannes
Prêmio François Chalais
2004 - Diários de Motocicleta
Prêmio do Juri Ecumênico
2004 - Diários de Motocicleta
BAFTA
Melhor filme estrangeiro
1999 - Central do Brasil
2005 - Diários de Motocicleta
Urso de Prata
Urso de Ouro
1998 - Central do Brasil
IMDb: (inglês)

Walter Moreira Salles Júnior (Rio de Janeiro, 12 de abril de 1956) é um diretor e produtor de cinema brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do banqueiro e embaixador Walter Moreira Sales e da embaixatriz Elisa Margarida Gonçalves Moreira Sales, sua família detém o controle acionário do grupo Unibanco, que, a partir de 2008, entrou em processo de fusão com o banco Itaú, formando a holding Itaú Unibanco.

É irmão do banqueiro Pedro Moreira Salles e de João Moreira Salles, também um cineasta, e meio-irmão do editor Fernando Roberto Moreira Salles, do primeiro casamento de seu pai, com Hélène Matarazzo. Sua mãe, morta em 1988, foi uma das 800 mulheres no mundo que possuem criações de alta-costura e uma das poucas brasileiras que possuem, tais como Carmen Mayrink Veiga (412 vestidos), baronesa Sílvia Amélia de Waldner (sem registro específico da quantidade), Bethy Lagardère (264 vestidos) e Yolanda Penteado (sem registro específico da quantidade).

É casado com Maria Klabin, com quem tem um filho chamado Vicente, nascido em julho de 2006.

Depois de estudar economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, graduou-se com uma licenciatura em comunicação audiovisual pela Universidade do Sul da Califórnia.[1]

Seu primeiro filme relevante, Terra estrangeira, foi rodado em 1995 e premiado como melhor filme do ano no Brasil e selecionado para mais de 40 festivais no mundo todo. Em 1998, lançou Central do Brasil, que recebeu ampla aclamação internacional e duas indicações ao Óscar, de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro. Em 2001, Abril Despedaçado, estrelando Rodrigo Santoro, foi nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Ambos os filmes tiveram distribuição mundial. Em 2003, Salles foi eleito um dos 40 Melhores Diretores do Mundo pelo jornal britânico The Guardian. Seu maior sucesso internacional até agora tem sido Diários de Motocicleta (2004), um filme sobre a vida do jovem Ernesto Guevara, que mais tarde ficou conhecido como Che Guevara. Foi a primeira incursão de Salles como diretor de um filme em um idioma diferente do seu nativo, português (espanhol, neste caso), e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria na América Latina e Europa. Em 2005, é lançado seu primeiro filme em língua inglesa, que é também seu primeiro filme hollywoodiano, Água Negra, uma adaptação do filme japonês de 2002 de mesmo nome.

Em 2012, Salles dirigiu um roteiro de José Rivera, adaptação do livro de Jack Kerouac, On the Road, com produção de Francis Ford Coppola.[2]

Fala português, espanhol, inglês e francês fluentemente.

Automobilismo[editar | editar código-fonte]

Na GT3 Brasil, Salles pilota um Ford GT e na décima rodada figura como líder do campeonato, mostrando que não só dirige no cinema, como também nas pistas.[3]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Prêmio Rosa Camuna de Ouro, no Encontro de Filmes de Bergamo, por Terra estrangeira (1995).
  • Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil.
  • Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por Central do Brasil" (1998).
  • Prêmio do Júri Ecumênico, no Festival de Berlim, por Central do Brasil (1998).
  • BAFTA[desambiguação necessária] de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil (1998).
  • Prêmio Golden Satellite de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil (1998).
  • Prêmio da Universidade de Havana, o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio Gláuber Rocha de Menção Especial, no Festival de Havana, por Central do Brasil (1998).
  • Prêmio do Público e o Prêmio do Júri Jovem no Festival de San Sebastián, por Central do Brasil (1998).
  • Indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil (1998).
  • Indicação ao César de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil (1998).
  • Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Direção, por O Primeiro Dia" (1998).
  • Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Roteiro, por O Primeiro Dia (1998).
  • Prêmio Ariel de Prata de Melhor Filme Latino-Americano, no México Academy Awards, por O Primeiro Dia (1998).
  • Indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Lançamento de Cinema, por O Primeiro Dia (1998).
  • Indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Diretor, por Diários de Motocicleta (2004).
  • BAFTA[desambiguação necessária] de Melhor Filme Estrangeiro, por Diários de Motocicleta (2005).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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