Renato Aragão

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Renato Aragão
Nome completo Antônio Renato Aragão
Nascimento 13 de janeiro de 1935 (79 anos) [1]
Sobral,  Ceará
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação ator, diretor, produtor, humorista, escritor, apresentador e cantor

Antônio Renato Aragão (Sobral, 13 de janeiro de 1935)[1] é um ator, diretor, produtor, comediante, dublador, humorista, escritor, apresentador, cantor, criador, historiador e palhaço brasileiro, famoso por liderar a série televisiva Os Trapalhões, nas décadas de 1970 e 1980. É também conhecido como Didi Mocó, ou apenas Didi, seu principal personagem. Também é bacharel em direito, formado pela Faculdade de Direito do Ceará da Universidade Federal do Ceará em 1961.[2]

No dia 15 de março de 2014, durante a festa de comemoração de 15 anos de sua filha Lívian Aragão, Didi teve um infarto agudo do miocárdio.[3] O humorista passou por uma angioplastia e seguiu internado por 4 dias na Unidade Coronariana,tendo alta no dia 19 de março.[4] No dia 22 de março, ás 16h, Didi voltou a ser internado no Hospital Barra d’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi diagnosticado com infecção urinária.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no interior do Ceará aos treze dias de janeiro do ano de 1935, bacharel em Direito e filho do escritor sobralense Paulo Ximenes Aragão e Dinorá Lins. Em 1955, tornou-se oficial do Exército (segundo-tenente de infantaria), formado pelo CPOR. Ainda estudante de Direito, em 05/09/1958, enquanto voltava de Recife para Fortaleza, Renato era um dos passageiros a bordo do avião Curtiss C-46 Commando, prefixo PP-LDX, do Lóide Aéreo Nacional, que caiu na região do Serrotão, próximo ao Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande (PB). Ele e um amigo sobreviveram ajudando outros sobreviventes até a chegada dos socorristas, que abriram caminho na mata com facões para chegar ao local da queda. Renato e o amigo andaram até uma cidade próxima onde souberam que haviam sido dados como mortos, pelo rádio. A muito custo conseguiram voltar para Fortaleza. Anos depois, formou-se em Direito, na Faculdade de Direito do Ceará em 1961. Aos 24 anos, inscreveu-se num concurso da TV Ceará para trabalhar como "realizador" - uma espécie de diretor, redator e produtor de programas. Ele venceu, demonstrando seu talento e em pouco tempo já trabalhava como ator. O primeiro programa de televisão de que participou foi Vídeo Alegre. Em 1964 Renato mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de estudar direção de programas e logo foi contratado pela TV Tupi, São Paulo para trabalhar no humorístico A E I O URCA. A mudança para a TV Excelsior em 1966 lhe proporcionou a oportunidade de criar um humorístico próprio; nascia então Os Adoráveis Trapalhões, em que contracenava com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino.

Apesar de ter participado de muitos outros programas humorísticos, Aragão nunca se esqueceria da fórmula utilizada em Adoráveis Trapalhões, e finalmente conseguiria consagrá-la em 1974, ao estrear Os Trapalhões, já regresso à TV Tupi, ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias). Renato Aragão atuou em diversos filmes, tendo alguns recebido premiações estrangeiras, como Os Vagabundos Trapalhões e O Cangaceiro Trapalhão, no Festival Internacional de Cinema para a Infância e Juventude (Portugal), em 1984, e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude, no III Festival de Cine Infantil de Ciudad Guayana (Venezuela), em 1993. Entre outras grandes personalidades, Renato Aragão atuou com Pelé em 1986 no filme Os Trapalhões e o Rei do Futebol, quando gravou cenas em um Maracanã lotado antes de uma partida de seu clube de coração, o Vasco da Gama. Fundou, em 1977, a Renato Aragão Produções Artísticas Ltda., responsável pela produção de filmes, programas de televisão, vídeos e shows, dentre outros. Recebeu, em 1980, o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro e, em 1982, o título de Personalidade Ilustre do Estado do Rio de Janeiro, ambos concedidos pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em 1991, tornou-se representante especial do UNICEF e embaixador do mesmo órgão, em prol da infância brasileira. Foi condecorado chanceler da Ordem do Rio Branco, título concedido pelo MRE, em 1994. Nesse mesmo ano, foi agraciado com a admissão na Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de oficial, por indicação do Ministério da Educação e do Desporto. Ainda em 1994, Renato Aragão estreou um programa em Portugal, a convite da emissora portuguesa SIC, com a participação dos atores Dedé Santana e Roberto Guilherme, além de vários artistas portugueses. Em 1995, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal de São Paulo. O grupo "Os Trapalhões" entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, em 1997, como o humorístico brasileiro que permaneceu por mais tempo em exibição na TV.

Renato Aragão encontra-se no seu segundo casamento, com a fotógrafa Lílian Taranto. Tem uma filha, Lívian (1999), com a atual esposa além de outros quatro filhos do primeiro casamento com Marta Rangel (1936) - com quem Renato viveu por 34 anos (1957-1991): Paulo (1960), Ricardo (1962), Renato Jr. (1968), e Juliana (1977). Dois episódios marcantes evidenciaram o lado religioso de Renato Aragão: o humorista já escalou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, para beijar a mão da estátua, um sonho que realizou no programa comemorativo de 25 anos, exibido no dia:27 de agosto de 1991, da formação dos Trapalhões, e fez uma caminhada de São Paulo a Aparecida, levando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, para pagar uma promessa feita à santa, dias antes da exibição do projeto:Criança Esperança de julho de 1999. Renato ficou afastado da TV depois da morte de seus companheiros Zacarias e Mussum (sem esquecer o querido Tião Macalé). Em 1998 estreou um programa inédito, com formato diferente, A Turma do Didi. No ano 2000 festejou seus 40 anos de carreira. Em 2002 sua empresa Renato Aragão Produções Artísticas Ltda comemora 25 anos de sucesso. Nesse mesmo ano, Renato lançou o livro Meus Caminhos. Em 2004 os personagens Didi e Dedé, interpretados por Renato Aragão e Dedé Santana, se reconciliaram no programa Criança Esperança, ao som da canção "No Mundo da Lua", de Michael Sullivan e Paulo Massadas.[carece de fontes?] Em 2011 foi homenageado pela escola de samba paulista X-9 Paulistana. O enredo foi: "De eterna criança a embaixador da esperança... Renato Aragão, Didi Trapalhão!".

Os Trapalhões[editar | editar código-fonte]

Os Trapalhões foi um programa humorístico televisivo da Rede Globo criado desde 1977, onde Renato Aragão alcançou fama nacional nos anos 80 e início dos anos 90, interpretando seu personagem Didi, ao lado de seus três companheiros Dedé, Mussum e Zacarias e um grande elenco coadjuvante. Houve também uma grande sequência de filmes do quarteto liderado por Renato Aragão.

Criança Esperança[editar | editar código-fonte]

O Criança Esperança é um programa com maratona televisivo da Rede Globo, criado desde 1986, onde Renato Aragão apresenta um show tradicional e anual ao vivo para todo o brasil e para o mundo inteiro, com todo o elenco da Rede Globo e artistas diversos. o programa tem inserção dos profissionais da Central Globo de Jornalismo. o programa é um projeto da Rede Globo em parceria com a UNESCO, antes UNICEF.

Didi Mocó[editar | editar código-fonte]

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Didi Mocó é o personagem de maior sucesso interpretado por Renato Aragão. O personagem é tão famoso que Renato Aragão é mais conhecido pelo nome Didi do que pelo seu próprio nome. O nome completo do personagem é Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo[6] [7] [8] (ou "Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbo"[9] e por vezes, Didi ao mencionar seu nome completo, alertava que o nome Mufumbbo se escrevia "com dois bês" e o nome Mocó, com dois acentos no "o"). Renato conta que o nome Didi Mocó foi criado de improviso em um programa de auditório[10] Didi foi interpretado por Renato Aragão não só apenas no programa televisivo da globo, Os Trapalhões, onde foi o líder do quarteto e um dos Trapalhões mais engraçados, mas também em vários filmes do grupo, nos programas A Turma do Didi (posteriormente nomeado Aventuras do Didi), Acampamento de Férias, Criança Esperança e nos programas Especiais da Rede Globo.

Algumas expressões do Didi[editar | editar código-fonte]

O linguajar único de Didi é formado por várias palavras cômicas e também por diversas variações d'outras palavras e nomes, como: alumão (alemão), scripa (script), sumana (semana), cacetração (concentração), suveja (cerveja), campanhêro (companheiro), drupa (dupla), vareia (varia), Bita (Beatles), Ruka (Hulk), Réri Póta (Harry Potter), Interneta (Internet), Big Bróda (Big Brother), popotizado (hipnotizado) etc.

Bordões[editar | editar código-fonte]

Didi possui várias frases que são suas marcas registradas,como seus bordões:

  • Ô psit! (uma modificação da interjeição psiu)
  • Ô da poltrona! (quando se dirige ao telespectador).[11]
  • "Arô?" É ieu!(quando atende o telefone e alguém pergunta quem é)
  • Vou fingir que nem ouvi!(quando briga com alguém, alguém o irrita ou se surpreende com alguma coisa)
  • De vez em quando Didi ameaçava os outros com um pedaço de pau dizendo Se tiver homem aqui vai ter pau!,depois um homem armado ou forçudo chegava e dizia:Tá aqui o homem!,e Didi,com medo,dava o pedaço de pau pro homem dizendo E tá aqui o pau e depois vai embora ileso.
  • Eu morro de rir e não acho graça!
  • Liga pro meu telefone:dois meia meia meia meia meia dúzia seis "rama" quatorze a cobrar!
  • OS PIRATAAAA!(quando diz dar um grito de guerra.Deu origem a um quadro dos Trapalhões)
  • Humhum!Ele(tipo de ameaça)(quando alguém o ameaça e ele ri)
  • Agora é tarde!
  • Deus existe! Deus existe!(quando gritava de felicidade)
  • Nem morta!(quando negava alguma coisa)
  • Humhum!Muito macho/homem sei...(quando gozava dos outros Trapalhões ao dizerem que são muito machos)
  • Sabe-tudo!
  • Aguarde e confie!
  • Mas nem para o Capeta!(outro tipo de negação)
  • Tudo em "riba"?(cumprimentação)
  • É um!É dois!É dois e meio!É dois e quarenta e cinco!É três!(quando contava até três)
  • Pois "pó pará"!(quando pedia pra alguém parar de falar)
  • Didi costumava cantar uma versão da música "Paralelas" de Vanusa:"No "Cracovado" quem abre com os braços sou eu! Copacabana pra "sumana" o mar sou eu!E as "brabuleta"..."
  • Dá licença,caiu algo no chão...(quando queria falar em particular,aí ele derrubava algum objeto para chamar alguém)
  • Cuma? quando queria dizer "Como é que é?".
  • Mas eu não quero nem saber!(quando se irritava)
  • Tá na mão do artista!
  • Que é isso? Ó o povo/público/pessoal aí olhando...(quando alguém lhe fazia uma pergunta ou pedia um carinho,aí o Didi entendia errado)
  • Isso muito me interessa!
  • Biiiita!(quando queria dizer bonita)
  • Ah,é guerra?(quando alguém ficava o incomodando muito e também quando lhe pregavam peças)
  • Essas "carça" são as únicas que eu tenho!(ele dizia isso quando as perdia ou lhe perguntavam sobre elas)
  • Didi perguntava de vez em quando Onde você mora?,e os outros respondiam :No raio que o parta!,e então ele dizia É pertinho de casa,me leva lá!
  • Porradaaaaa. (Quando tinha briga)
  • Audácia da pilombeta!!! (Quando zoava o Dedé que estava querendo encarar o Didi)
  • Didi batia palmas três vezes e gritava: Peruas!
  • Quer saber de uma coisa? Vá tomar banho! (quando os Trapalhões falam para ele fazer algum trabalho, ele se irrita, e joga água neles)

Outros personagens[editar | editar código-fonte]

Além do famoso Didi, Renato Aragão também interpretou outros personagens no programa dos Trapalhões:

Soldado 49[editar | editar código-fonte]

Na verdade este não era outro personagem, mas o mesmo Didi num quartel de exército, onde ele interpretava o papel de recruta junto com seus três companheiros - Dedé era o soldado 42 (54 em outras ocasiões), Mussum o 98 e Zacarias o 45 (23 em outras ocasiões), sob o comando do autoritário Sargento Pincel (Roberto Guilherme), em quem sempre Didi e seus amigos tentavam pregar peças. Tião Macalé também tomou parte neste quadro, como o Cabo 7 e Jorge Lafond era o soldado "24". Em A Turma do Didi, o quadro do quartel de exército havia retornado e Renato Aragão, Dedé Santana e Roberto Guilherme interpretaram novamente seus personagens.

Aparício[editar | editar código-fonte]

Um personagem mudo que era sempre acompanhado pela voz de um narrador, que se comunicava com ele. Teve uma única aparição frente a Didi no quadro Trapa Hotel (numa cena feita com montagens), sempre com a inseparável voz do narrador, interpretado por Wilton Franco quando este era também o diretor do programa na Rede Globo ao seu lado.

Ananias[editar | editar código-fonte]

Um anão que Renato Aragão interpretava com metade de suas pernas afundadas em buracos no chão, para diminuir a estatura.

O Velho[editar | editar código-fonte]

Um personagem idoso sempre com um forçado sorriso na boca para parecer que não tinha dentes. Quase sempre terminava metido em encrencas e sua eterna frase final era sempre "Ih, o véi (velho) dançou". Mas, excepcionalmente em uma vez, ao não terminar a cena com má sorte, disse: Nessa o véi num vai dançar não! O véi tá ficando sabido!

O Maluco[editar | editar código-fonte]

Um personagem completamente louco que Renato Aragão interpretava usando uma espécie de chapéu que, na parte de cima, tinha o formato de uma luva de mão.

Pilombeta[editar | editar código-fonte]

Personagem em que Renato Aragão interpreta com metade de suas pernas afundadas em buracos no chão, para diminuir a estatura.

Severina[editar | editar código-fonte]

É uma senhora que sempre usava um lenço e bóbis na cabeça.Seu principal bordão é :"Arô,comadre? É ieu! Severina, no céu tem pão?",na qual ela sempre fala no telefone com sua comadre,sempre dizendo a ela coisas absurdas sobre política.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Legenda: (A) R.A. Produções Artísticas / (B) Xuxa Produções / (C) Mauricio de Sousa Produções

Com Os Trapalhões[editar | editar código-fonte]

Os 3 Mosquiteiros

Discografia[editar | editar código-fonte]

Solo
  • 2000 - Didi & Sua Turma

Com Os Trapalhões[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b ARAGÃO, Renato. Renato Aragão – Trajetória. Publicado no site memóriaglobo.com. Página visitada em 16 de março de 2014.
  2. - Cadastro Nacional do Advogado. OAB/CE 1016
  3. G1. Renato Aragão teve infarto e segue internado. Página visitada em 26 de março de 2014.
  4. G1. Renato Aragão deixa hospital no RJ quatro dias após sofrer um infarto. Página visitada em 26 de março de 2014.
  5. G1. Renato Aragão volta a ser internado no Rio. Página visitada em 26 de março de 2014.
  6. Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo Revista Veja
  7. Nome: Didi Mocó Sonrisal Colesterol Mufum Guia dos Quadrinhos
  8. Didi Mocó Sonrisal Trapalhões Nostalgia
  9. Nostalgia - Os Trapalhões Õ, da poltrona! Revista Super Interessante
  10. Globo.com (26 de novembro de 2010). Vídeo Show presta homenagem a Renato Aragão. Página visitada em 8 de fevereiro de 2011.
  11. Quem disse. "Ô psit! Ô da poltrona!". Página visitada em 18 de outubro de 2011.
  12. Cinemateca Brasileira Bonga, o vagabundo [em linha]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • IBIAPINA FILHO, Francisco Ximenes. Os Ximenes de Aragão e suas origens. Brasília, ed do autor. 2003.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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