Mad Maria

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Mad Maria foi uma minissérie exibida pela Rede Globo entre 25 de janeiro e 25 de março de 2005, com características de época. De Benedito Ruy Barbosa com direção de Ricardo Waddington, foi gravada na Região Norte do País e as cenas finais rodadas na cidade de Passa Quatro em Minas Gerais. Baseada na obra homônima de Márcio de Souza, retrata a feitura da estrada de ferro Madeira-Mamoré, em 1912.

Índice

[editar] Enredo

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No coração da selva amazônica é construída a estrada de ferro Madeira Mamoré, concluída pelo empreendedor americano Percival Farquhar. A ferrovia atende a interesses políticos e comerciais de autoridades nacionais e estrangeiras, porém a custa de milhares de trabalhadores.

O governo brasileiro investiu na ferrovia para compensar a Bolívia pela perda do território do Acre. A ferrovia deveria superar dezenove cachoeiras do Rio Madeira, que dificultavam o transporte de borracha da Bolívia para o Atlântico, via Amazonas. Mas, ao ser concluída, a borracha entrava em decadência.

Indo contra os interesses de Farquhar, está o ministro Juvenal de Castro, amigo pessoal do então presidente da República, o marechal Hermes da Fonseca. Planejando derrubar o ministro e tirá-lo do seu caminho, Farquhar descobre o romance extra-conjugal de Castro com a jovem Luísa, e não hesita em tirar proveito desse segredo.

Enquanto isso, na Amazônia, o engenheiro inglês Stephan Collier comanda com mãos de ferro a construção da ferrovia, liderando um grupo de homens tratados como animais no meio de uma floresta selvagem, ameaçados por toda a sorte de infortúnios, principalmente doenças.

A mudar este panorama, está a chegada de novos personagens: o Dr. Finnegan, um jovem médico idealista que bate de frente com a autoridade de Collier; e a bela Consuelo, encontrada na floresta entre a vida e a morte após o naufrágio do barco onde viajava com seu noivo.

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[editar] Histórico da filmagem

A minissérie Mad Maria esteve engavetada por 24 anos, quando o diretor artístico da emissora José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, mostrou o livro homônimo a Benedito Ruy Barbosa e pediu que ele o transformasse em uma minissérie. Escrita entre 1980 e 1981, a minissérie deixou de ser produzida, uma vez que na época não existia os recursos necessários para o empreendimento.

Para as primeiras gravações, foram usadas locações em Rondônia: Abunã e Porto Velho. Para gravações feitas em Abunã, foi necessário reconstruir seis quilômetros de trilhos que estavam soterrados por barro e mato, e reformar a Mad Maria, nome da máquina há um século abria a estrada de ferro.

Ao todo, a minissérie mobilizou cerca de 400 funcionários em Rondônia. Elenco e Técnicos geraram só nos trinta dias que ficaram em Guajará-Mirim, uma das bases de gravações, o impacto de um milhão de Reais da economia local. A minissérie como um todo, foi orçada em cerca de doze milhões de Reais.

A Globo Marcas lançou o livro Uma Saga Amazônica Através da Minissérie Mad Maria, que retrata as gravações da minissérie.

[editar] Elenco

[editar] Curiosidades

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  • A minissérie Mad Maria esteve engavetada por 24 anos, quando o diretor artístico da emissora José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, mostrou o livro homônimo a Benedito Ruy Barbosa e pediu que ele o transformasse em uma minissérie. Escrita entre 1980 e 1981, a minissérie deixou de ser produzida, uma vez que na época não existia os recursos necessários para o empreendimento.
  • A estréia da minissérie foi ocasionada, como parte da comemoração dos 40 anos da TV Globo, em 2005, mas não obteve o sucesso esperado. Mesmo com grandes nomes no elenco, como Tony Ramos, Antônio Fagundes, Cláudia Raia, Juca de Oliveira, a audiência da minissérie dificilmente, ultrapassava a marca dos 25 pontos. O fato se explica pela história confusa, de difícil entendimento pelo público.
  • Para as primeiras gravações, foram usadas locações em Rondônia, Abunã e Porto Velho. Para gravações feitas em Abunã, foi necessário reconstruir seis quilômetros de trilhos que estavam soterrados por barro e mato, e reformar a Mad Maria, nome da máquina.
  • Ao todo, a minissérie mobilizou cerca de 400 funcionários em Rondônia. Elenco e Técnicos geraram só nos trinta dias que ficaram em Guajará Mirim, uma das bases de gravações, o impacto de um milhão de reais da economia local.
  • A Globo Marcas lançou o livro Uma Saga Amazônica através da minissérie Mad Maria, que retrata as gravações da minissérie.
  • Primeiro Juvenal da carreira de Antônio Fagundes. Ele viveria ainda outro personagem com esse nome. O Juvenal Antena, de Duas Caras.
  • Antes da estréia a emissora foi processada pelo historiador Manoel Rodrigues Ferreira, que acusou-a de criar fatos inverídicos e, ainda, de usar recursos públicos de forma ilícita, pois o governo de Rondônia, então no mandato de Ivo Cassol, havia investido um milhão e meio.
  • O ator Fidélis Baniwa, que deu vida ao índio Caripuna na história, é da tribo Baniwa e estreou como ator, nesta minissérie.
  • Durante a exibição da minissérie, o capítulo de número 8, que iria ao ar em 4 de fevereiro de 2005, uma sexta-feira de Carnaval, não foi ao ar, devido a transmissão do Primeiro Dia do Desfile das Escolas de Samba de São Paulo. Com isso, a minissérie que teria 36 capítulos, fechou com 35.


[editar] Trilha Sonora

  1. Os Homens e a Floresta
  2. Valsa de Luiza
  3. Consuelo e Joe
  4. O Trem de Rondônia
  5. Amália
  6. Despedida de Luiza
  7. Conspirações
  8. Consuelo
  9. Fugas e Regressos
  10. Segredos de Tereza
  11. Noite em Santo Antônio

[editar] Ligações externas


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Minisséries e microsséries da Rede Globo

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