Ciranda de Pedra (2008)

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Nota: Se procura novela de 1981 de Teixeira Filho, consulte Ciranda de Pedra (telenovela).

Ciranda de Pedra
Ana Paula Arósio interpretou a protagonista Laura.
Ana Paula Arósio interpretou a protagonista Laura.
Formato Telenovela
Género {{{genero}}}
Duração Aprox. 45 minutos
Criado por Alcides Nogueira baseado na obra de Lygia Fagundes Telles
País de origem Brasil Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Denise Saraceni
Produtor(es)
Apresentador(es)
Elenco Tammy Di Calafiori
Ana Paula Arósio
Marcello Antony
Daniel Dantas
Ana Beatriz Nogueira
Ariela Massotti
Anna Sophia Folch
Leandra leal
Osmar Prado
Mônica Torres
Paola Oliveira
Max Fercondini
Bruno Gagliasso
Cléo Pires
Caio Blat
Guilherme Weber
André Luiz Frambach e grande elenco.
Narrador(es)
Tema de abertura Redescobrir, Elis Regina
Tema de encerramento
Exibição
Emissora
de televisão
original
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Emissora(s)
de televisão
lusófona(s)
Bandeira do Brasil Rede Globo
Formato de exibição
Transmissão original 5 de Maio de 2008
3 de Outubro de 2008
Qt. de temporadas
N. de episódios 131 capítulos [1]

Ciranda de Pedra foi uma telenovela brasileira exibida às 18 horas pela Rede Globo, que teve sua estréia no dia 5 de maio de 2008 com data de término no dia 3 de outubro de 2008.[2] Substituiu Desejo Proibido, de Walter Negrão. Baseada na obra homônima de Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra teve texto de Alcides Nogueira com co-autoria de Mário Teixeira, colaboração de Lúcio Manfredi, Rodrigo Amaral e Cristiane Dantas; direção de núcleo de Denise Saraceni; direção geral de Carlos Araújo e direção de Maria de Médicis, Natalia Grimberg, André Luiz Câmara e Allan Fiterman. Não se trata de um remake da versão exibida pela emissora em 1981, mas, sim, de uma nova adaptação do livro homônimo. Teve um total de 131 capítulos.

A trama contou com Ana Paula Arósio e Marcello Antony como protagonistas, tendo Daniel Dantas, Caio Blat e Ana Beatriz Nogueira como antagonistas principais. Contou também como personagens centrais as três irmãs: Tammy Di Calafiori, Ariela Massotti e Anna Sophia Folch.

Índice

[editar] Sinopse

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Em 1958, Laura e Natércio Silva Prado formam um dos mais bonitos e invejados casais da sociedade de São Paulo. Ele é um advogado conceituado e ávido para seguir uma vitoriosa carreira jurídica, e Laura é uma mulher elegante e culta.

O casal tem três filhas: a ardilosa Otávia, a religiosa Bruna, e a romântica Virgínia. A família mora em um imenso casarão do Jardim Europa e Virgínia, desde o nascimento, sempre foi muito apegada à mãe, e esta à filha caçula, o que despertou o ciúme das outras duas irmãs.

Virgínia é apaixonada por Conrado, filho do empresário Cícero Cassini, um homem rico, filho de imigrantes italianos e sócio de Natércio em uma Metalúrgica. Cícero é verdadeiramente apaixonado pela esposa Julieta e adora pegar no pé da filha Letícia, jogadora de tênis.

Mas, Laura sofre de distúrbios emocionais que a fazem ter crises constantes. Ora é tranqüila, simpática; ora é intragável e nervosa. Doente, ela se trata com o atencioso médico Daniel Freitas - com quem já teve um caso no passado -, que é o oposto de Natércio, sempre ocupado demais para dar atenção à esposa. Para fugir da falta de compreensão, Laura sempre busca o apoio de seu médico que, apesar de não manifestar, ainda é apaixonado por ela e se esforça para sublimar seus sentimentos. Não suportando mais conviver com a arrogância do marido, Laura decide acabar seu casamento. Natércio manda internar a esposa como louca.

Mas Daniel resgata a amada do sanatório e leva para morar em sua casa, um sobradinho no bairro da Vila Mariana. Fazendo visitas à mãe, Vírginia faz amizade com uma doce e tímia professora, Margarida, que é apaixonada por Eduardo, um engenheiro jovem, bonito e honesto, que acaba de chegar na cidade e logo se torna um grande amigo de Daniel.

Ela faz parte de uma família muito animada: sua irmã mais velha, Elzinha, só pensa em casar com um homem rico. E ainda esconde um segredo: sua irmã, Lindalva, na verdade é a sua filha com Patrício, filho de Urânia, dona do Grêmio da cidade. O pai de Margarida e Elzinha, Memé, vive às turras com a sogra, Dona Ramira.

Mas Natércio fará de tudo para ter sua mulher de volta, contando com o apoio de Frau Herta, sua fiel governanta, uma mulher austera e temida pelos demais empregados da mansão, que, na realidade, odeia Laura com todas as forças e é completamente apaixonada pelo patrão.

[editar] Tema Recorrentes

Amor e Relacionamentos
Sexualidade
  • Traição - Conrado, Otávia e Margarida á Virginia, Laura e Daniel á Natércio e Letícia, Eduardo e Vírginia á Margarida e Conrado.
  • Homossexualidade - Letícia (no final da história).
Sentimentos e ações negativas
  • Ódio - Natércio por Daniel (vice e versa); Conrado por Eduardo, Frau Herta por Laura.
  • Obsessão compulssiva - Frau Herta por Laura, Natércio por Laura.
  • Obsessão pelo dinheiro - Natércio, Cícero, Elzinha, Frau Herta, Afonso, Urânia, Peixe e Patrício.
  • Inveja - Otávia por Virgínia, Frau Herta por Laura.
Criminalidade

[editar] Elenco

em ordem da abertura da novela
Ator Personagem
Ana Paula Arósio Laura Toledo Silva Prado
Marcello Antony Daniel Freitas
Daniel Dantas Natércio Silva Prado
Osmar Prado Cícero Cassini
Ana Beatriz Nogueira Frau Herta B. Adler
Leandra Leal Elzinha (Elza Carmelo Cassini)
Paola Oliveira Letícia Garcia Cassini
Bruno Gagliasso Eduardo Ribeiro
Caio Blat Afonso Müler
Cléo Pires Margarida Carmelo Ribeiro
Max Fercondini Conrado Garcia Cassini
Mônica Torres Julieta Garcia Cassini
José Rubens Chachá Seu Memé (Palamedes Carmelo)
José Augusto Branco Silvério
Mila Moreira Urânia Tomaz
Tuna Dwek Iracema
Clarice Niskier Alzira Carmelo
Maria Pompeu Joaquina Tomaz
Daniele Suzuki Alice
Cláudio Fontana Rogério Paes de Almeida
Hermila Guedes Divina
André Frateschi Peixe (Frederico Augusto)
Lucy Ramos Luciana
Karen Coelho Idalina
André Rebustini Pedro
Julio Andrade Patrício Tomaz
Maria Laura Nogueria Rosa
Rosa Marya Colin Dona Aurora
Glauce Graieb Madame Lenah
Olívia Araújo Jovelina
as crianças
Ator Personagem
Nêmora Carvalho Naná Tomaz
Gabrielly Nunes Gracinha
Diego Francisco Faísca
Ana Karolina Lannes Lindalva Carmelo
André Luiz Frambach Franzé (Francisco José Carmelo Cassini)
as três meninas
Ator Personagem
Tammy Di Calafiori Virgínia Toledo Silva Prado
Ariela Massotti Otávia Toledo Silva Prado
Anna Sophia Folch Bruna Toledo Silva Prado
participação especial
Ator Personagem
Walderez de Barros Dona Ramira
ator convidado
Ator Personagem
Guilherme Weber Arthur X (Arthur Casimiro de Paiva)

[editar] Participações Especiais

[editar] Trilha Sonora

Capa: Marcello Antony

  1. Redescobrir - Elis Regina (tema de abertura)
  2. Três - Adriana Calcanhoto (tema de Letícia)
  3. Quando Esse Nego Chega - Zélia Duncan (tema de locação: Vila Mariana)
  4. Chega de Saudade - Tom Jobim (tema de Daniel)
  5. Amor Blue - Roberta Sá (tema de Eduardo)
  6. Com Essa Cor - Monique Kessous (tema de Bruna)
  7. E Daí? (Proibição Inútil e Ilegal) - Gal Costa (tema de Laura e Daniel)
  8. Tiro Ao Álvaro - Diogo Nogueira (tema de locação: Vila Mariana)
  9. Manhã de Carnaval - Paula Morelenbaum (tema de Margarida)
  10. Chiclete Com Banana - Gilberto Gil e Marjorie Estiano (tema de locação: Vila Mariana)
  11. Rapaz de Bem - Daniel Gonzaga (tema de Pedro)
  12. Trevo de Quatro Folhas - Fernanda Takai (tema de Elzinha)
  13. Chovendo na Roseira - BR6 (tema de Laura)
  14. Brigas Nunca Mais - Milton Nascimento e Jobim Trio (tema de Otávia)
  15. Queda - Márcia Castro e Celso Fonseca (tema de Afonso)
  16. Chegou a Bonitona - Luiz Melodia (tema de Jovelina)
  17. Por Toda Vida - Cláudio Lins (tema de Natércio)
  18. Uma História Para Ficar (Put Your Head On My Shoulder) - The Originals (tema de Virgínia e Conrado)
e ainda

[editar] Bastidores

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  • Baseada na obra de Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra não é um remake da versão exibida, em 1981, pela Rede Globo escrita por Teixeira Filho. Alcides Nogueira, autor da novela, disse que ao ser escalado para escrever um folhetim para a faixa das 18 horas, recebeu a sugestão da Globo para que escrevesse Ciranda de Pedra, conquanto que não se tratasse de um remake da versão de 81. [3]
  • Embora sejam diferentes, Alcides Nogueira disse ter bebido da mesma fonte que inspirou o outro autor. A maior mudança segundo ele, foi a questão da ambientação da trama, já que a nova versão se passa em 1958, ano considerado pelo autor como marcado por grandes transformações, ao contrário da primeira, que se passava nos anos 1940. Outra alteração foi a adição de um núcleo de humor à história: "Criei um núcleo cômico para a trama, com a Walderez de Barros e o Paulo Betti (mais tarde substituído por José Rubens Chachá). A Walderez será a sogra do Paulo. Uma sogra daquelas que saem com o pau de macarrão atrás do genro", disse Nogueira. [4] O único elemento aproveitado da primeira versão pelo autor, foi o personagem Eduardo, interpretado por Bruno Gagliasso, um recém-chegado engenheiro que se apaixona por Margarida (Cléo Pires) e mais tarde, por Virgínia (Tammy Di Calafiori). [2]
  • Alcides Nogueira disse ter recebido carta branca [5] da autora do romance que originou a novela, Lygia Fagundes Telles, para que fizesse todas as alterações necessárias. Lygia, chegou a dizer em matéria do jornal Folha de São Paulo em 9 de fevereiro de 2003, que ficou decepcionada com a primeira adaptação de sua obra em 81: "Tiraram os elementos mais fortes. Uma personagem lésbica declarada acabou até se casando", disse ela.
  • Embora tenha uma curta duração (teve apenas 131 capítulos), Ciranda de Pedra segundo o autor Alcides Nogueira, é uma novela densa.[6]
  • Temas como eutanásia, homossexualidade, suicídio e impotência, abordados no romance original, não aparecem nesta adaptação por uma opção de Nogueira, que não pretendia criar polêmicas e por causa da classificação etária dos programas, chamada pelo autor de "censura disfarçada", que não permitiria que a novela fosse exibida às 18 horas. [2][7]
  • Mônica Torres está no atual elenco da novela e esteve na versão de 81. Na primeira ocasião ela foi Letícia, personagem amiga da protagonista Virgínia; Agora ela é Julieta, a mãe de Letícia, vivida anteriormente por Ana Lúcia Torre. Assim como José Augusto Branco, que nesta versão vive Silvério, na adaptação de 1981 foi o personagem Moreno.
  • Ana Paula Arósio vem em um papel completamente diferente dos que já viveu. Ela interpreta Laura, sua primeira "mãe de mocinha", uma mulher que sofre de distúrbios psiquiátricos e que vive um casamento conturbado com o advogado Natércio Silva Prado, de Daniel Dantas. [8][9]
  • Em entrevista à colunista da Folha de S. Paulo,[10] Mônica Bergamo, Ana Paula comentou o rápido envelhecimento de seus personagens: "Digo que as coisas na Globo são muito rápidas: na primeira novela, você é a filha da mocinha; na segunda, é a mocinha; na terceira, é a mãe da mocinha", disse a atriz que, mesmo com 32 anos de idade, interpreta mãe de personagens vividos por atrizes com idade entre 19 e 23 anos.
  • A controvérsia da escolha de Ana Paula Arósio para o papel de mãe de mocinha, se intensificou na semana de estréia da novela. Em uma matéria publicada no site Folha On Line do dia 4 de maio de 2008, autores como Benedito Ruy Barbosa e Manoel Carlos, criadores de novelas em que a atriz atuou anteriormente, como Terra Nostra, Esperança (ambas de Benedito) e Páginas da Vida (de Manoel), deram a sua opinião. Manoel declarou que considera atriz "nova, sem idade para ser mãe de adolescentes". Benedito foi além e afirmou que "nas minhas novelas, ela continua como mocinha".[11]
  • Ana Paula alías, vive um romance proibido com o médico Daniel, seu neurologista, interpretado por Marcello Antony. Marcello, para compor o caráter idealista e humanista de seu personagem, disse ter buscado referências em médicos como o dr. Dráuzio Varella, ao qual definiu como "um cara que acredita na medicina, na ligação entre médico e pacientes". [12]
  • O nome da personagem protagonista de Ciranda de Pedra é Laura. Igualmente, a novela antecessora, Desejo Proibido, tem uma personagem também protagonista, que se chama Laura.
  • No penúltimo capítulo da novela, Daniele Suzuki, que vive a nissei Alice, viveu também Amélia, irmã gêmea da personagem.
  • Marco Ricca seria o intérprete do vilão Natércio mas, por conta de compromissos com o cinema, não pôde viver o personagem que acabou ficando com Daniel Dantas.[6]
  • Adiantada em cinco semanas,[14] Ciranda de Pedra estréia às 18 horas, faixa de horário que sofre com as baixas audiências registradas pelas novelas, desde o término de O Profeta no primeiro semestre de 2007. A Globo quer evitar que a novela sucessora de Ciranda estréie durante o horário de verão que, segundo a emissora, prejudica o IBOPE das tramas, como aconteceu com Desejo Proibido, que amargou baixos índices de audiência. Por conta da antecipação, a equipe de Ciranda de Pedra chegou a trabalhar com a mesma equipe da minissérie Queridos Amigos, também núcleo de Denise Saraceni.
  • No dia 5 de abril, um mês antes da estréia da novela, a Rede Globo começou a exibir os teasers de Ciranda de Pedra, com o slogan: "O amor faz a vida girar. Vem aí, Ciranda de Pedra. A nova novela das 6". Nesses teasers, os atores aparecem brincando de roda e, no fim, formam uma ciranda deitados no chão.
  • A SIC mudou a novela de horário passando a ser exibida as 4h da madrugada, isto devido a fracasso de audiências.
  • Três personagens deveriam morrer em "Ciranda de Pedra", Julieta, papel de (Mônica Torres), uma das protagonistas da trama, Laura (Ana Paula Arósio), que ficaria até o capítulo 80, mas a Rede Globo percebeu que com a morte de Laura os índices da novela diminuíriam ainda mais, e Frau Herta (Ana Beatriz Nogueira).[16]
  • José Rubens Chachá substituiu Paulo Betti, no papel de Seu Mémé. Paulo, que havia feito até a prova do seu figurino para a novela, simplesmente declinou do papel. Por conta de seu personagem, Chachá terá que pintar semanalmente o seus cabelos, já que ele é um barbeiro que freqüentemente faz experiências com tituras de cabelo, em si próprio. Seu Memé faz parte do núcleo cômico de Ciranda, é casado com Alzira (Clarice Niskier) e é pai de Elzinha (Leandra Leal) e Margarida (Cléo Pires).[17][18]
  • Os diretores da trama deram preferência a atores jovens, estreantes e paulistas para viverem os personagens da novela, a exemplo do que foi feito em Queridos Amigos.[6]
  • A nova adaptação de Ciranda de Pedra traz uma inovação, o recurso de ambientação virtual da novela. Este recurso, usado em caráter experimental em O Profeta nas passagens de cena, desta vez foi aprimorado. Para tal, a produção utiliza um enorme painel de 12 metros de altura por 28 metros de largura para a inserção de imagens em chroma key. Nele são sobrepostas cenas gravadas e produzidas em um cruzamento em São Paulo. Os prédios da trama, construídos na Cidade cenógrafica no Rio, foram inspirados nos estlos art deco e modernista e têm o pé direito duplo. Todos estes recursos têm o objetivo de imprimir nas cenas a grandiosidade e a agitação que a cidade de São Paulo já exibia naquela época..[19]
  • Mais uma vez o tema de abertura de uma novela da Globo coincide com um tema musical já usado pelo SBT. Primeiro o tema da novela A Usurpadora, a música Sonho Lindo, apareceu na abertura de Desejo Proibido. Agora, Redescobrir de Elis Regina, tema de abertura da novela Razão de Viver, exibida pelo SBT em 1996, é a mesma da abertura de Ciranda de Pedra.
  • Além de Redescobrir, a trilha sonora dará ênfase a músicas das décadas de 50, 60 e 70. Uma versão de Chovendo na Roseira, de autoria de Tom Jobim, recebeu arranjo a capella criado especialmente para a trilha pelo Grupo Vocal BR6, sexteto convidado para cantar na festa de abertura da novela, que reuniu elenco e produção em São Paulo em 27 de abril de 2008 com a presença do autor, Alcides Nogueira, e da escritora Lygia Fagundes Telles, autora da obra na qual a produção global é baseada. A trilha incidental é praticamente a mesma de Queridos Amigos.
  • Primeiro vilão de Daniel Dantas em 30 anos de carreira. O ator se surpreendeu ao saber do papel, já que estava inicialmente escalado para viver o cabeleireiro Memé, do núcleo cômico da trama.[20][21]
  • O ator Samuel Assis, que interpretava Emiliano, o químico industrial da Cassini & Prado Metalúrgica, foi dispensado da novela depois de uma avaliação interna realizada pela emissora que constatou que seu personagem não havia funcionado.[22]
  • Pesquisas de opinião, feitas na segunda semana de junho, pela Rede Globo, mostraram que o público rejeita a saída de Ana Paula Arósio cuja personagem Laura, a exemplo da obra original, morre no decorrer da história. Os autores da novela decidiram deixá-la por mais tempo já que ela deveria morrer por volta do capítulo 80.[23]
  • Além da rejeição a morte de Laura, estes levantamentos apontaram uma mudança de perfil dos telespectadores da emissora no horário das 18 horas, agora comporto de jovens que nesse horário trocam a televisão pela internet.[24]
  • No final do capítulo do dia 19 de julho, sábado, a novela apresentou uma seqüência de imagens com as cenas dos próximos capítulos.
  • A autora Lygia Fagundes Telles, em matéria publicada na revista Veja São Paulo, disse que considera a nova adaptação de seu romance, feita por Alcides Nogueira, muito melhor que a versão anterior produzida pela Rede Globo em 1981. Lygia declarou, "O roteiro é muito delicado e cuidadoso". A autora inclusive, troca telefonemas com Alcides nos quais conta sua impressões sobre a trama.[25]
  • No último capítulo, Letícia (Paola Oliveira) tornou-se homossexual e inicia um relacionamento com sua treinadora de tênis. O público esperava que Letícia ficasse com Arthur X (Guilherme Weber), mas este casou-se e mudou-se para a Europa, ou com Dr. Rogério (Cláudio Fontana) que acabou ficando com Divina (Hermila Guedes).
  • A novela foi curta, exibida apenas em 5 meses.
  • O papel da Drª Lígia, que inicialmente iria ser interpretado por Viviane Pasmanter, parece que acabou sendo esquecido pelo autor da novela, porque esse papel nem deu as caras na novela.

[editar] Audiência

Mês Audiência Participação[26]
Maio 25 pontos 45%
Junho 24 pontos 44%
Julho 23 pontos 47%
Agosto 19 pontos 46%
Setembro 21 pontos 47%
  • Primeiros capítulos: Sua estréia marcou média de 25 pontos, abaixo do mínimo exigido, que é 30 pontos..[27] A média dos três primeiros capítulos de Ciranda foi de 23 pontos, menos do que sua antecessora, Desejo Proibido, que marcou 27 no mesmo período. [28]
  • Últimos capítulos: No início de sua última semana a novela se recuperou. Na segunda 29/09 a trama cravou 25 pontos de média com 31 de pico..[29] Ciranda de Pedra marcou, em seu antepenúltimo capítulo, média de 27 pontos e picos de 33, seu recorde até então. [30] Mas, segundo dados prévios, o recorde se deu em seu último capítulo, que marcou 28 pontos, com pico de 32, baixo para o horário, que pede 30 pontos..[31] Vale lembrar que sua antecessora, Desejo Proibido, marcou, em seu último capítulo 33 pontos,[32] 5 pontos a mais que Ciranda. Vale lembrar também, que Ciranda de Pedra é, ao lado de Beleza Pura as únicas novelas globais que não conseguiram atingir a méta estabelecida em nenhum capítulo.
  • Diferenças nas regiões do Brasil: Ciranda de Pedra foi um estouro de audiência em quatro praças brasileiras. Em Recife conseguiu incríveis 35 pontos, média satisfatória até para novela das sete, em Porto Alegre a novela fez muito sucesso, sua última semana conseguiu média de 29,61 arredondando para 30 que é a média do horário., no Distrito Federal marcou 33 e em Florianópolis, 32 pontos. A novela teve uma média razoável de audiência em outras praças: em Belo Horizonte fechou quase na meta, com 29 pontos, em Curitiba, fechou com média razoável, 28 pontos, e no Rio de Janeiro também fez relativo sucesso com 27 pontos. Foi fracasso em Salvador com apenas 24 pontos, São Paulo com 22 pontos e Fortaleza com 21 pontos. [5]
  • Média Geral: A média de Ciranda de Pedra é de 22 pontos e 46% de participação no horário, considerada baixa para o horário [26]

[editar] Prêmios

Prêmio Extra de Televisão

Melhor Fugurino [33]

Prêmio Qualidade Brasil

Melhor Ator Coadjuvante - Osmar Prado [34]

Referências

  1. [1]
  2. 2,0 2,1 2,2 O Globo Online - Alcides Nogueira fala sobre 'Ciranda de pedra', a nova novela da TV Globo
  3. NaTelinha entrevista com exclusividade o autor Alcides Nogueira
  4. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_26694.htm
  5. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_26694.htm
  6. 6,0 6,1 6,2 http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u396441.shtml
  7. NaTelinha entrevista com exclusividade o autor Alcides Nogueira
  8. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_26686.htm
  9. O Globo On Line - Ana Paula Arósio, Marcello Anthony e Cléo Pires gravam 'Ciranda de Pedra' no Ibirapuera
  10. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2602200817.htm
  11. Folha On Line - Ana Paula Arósio tem filhas jovens em novela global
  12. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_26741.htm
  13. http://www.oplanetatv.com.br/noticia/3218.html
  14. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_26747.htm
  15. DN Online - 'Ciranda de Pedra' na SIC a 2 de Junho
  16. http://www.oplanetatv.com.br/noticia/3421.html
  17. http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u391357.shtml
  18. http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_27343.htm
  19. Terra Ciranda de Pedra - 'Ciranda de Pedra' tenta reerguer horário das 18h
  20. http://www.oplanetatv.com.br/noticia/3256.html
  21. http://cultura.dgabc.com.br/materia.asp?materia=642376
  22. Terra Gente & TV - Ator deixa 'Ciranda de Pedra' após avaliação interna da Globo
  23. Estrelando - Ciranda de Pedra: Arósio ficará por mais tempo na trama
  24. Folha de São Paulo versão On Line - Novelistas lavam roupa suja na imprensa
  25. Veja São Paulo - A ciranda de Lygia
  26. 26,0 26,1 http://comercial.redeglobo.com.br/programacao_novela/ciranda_results.php
  27. http://ofuxico.terra.com.br/materia/noticia/2008/05/05/estreia-de-ciranda-de-pedra-mantem-a-audiencia-do-horario-81127.htm
  28. Folha Online - Péssimo desempenho de "Ciranda de Pedra" preocupa Globo
  29. [2]
  30. http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/default.asp?palavra=as+audi%EAncias
  31. http://www.oplanetatv.com.br/noticia/5773.html
  32. http://www.oplanetatv.com.br/noticia/3439.html
  33. [3]
  34. [4]

[editar] Ligações externas


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