A Padroeira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A Padroeira
Informação geral
Formato Telenovela
Duração 45 minutos
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Elenco Deborah Secco
Luigi Baricelli
Maurício Mattar
(Ver mais)
Tema de abertura A Padroeira, Joanna
Transmissão original 18 de junho de 200122 de fevereiro de 2002
Nº de episódios 215
Cronologia
Último
Último
Estrela-Guia
Coração de Estudante
Próximo
Próximo

A Padroeira é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, entre 18 de junho de 2001 e 22 de fevereiro de 2002, em 215 capítulos, substituindo Estrela-Guia e sendo substituída por Coração de Estudante.

Foi escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Mário Teixeira e Duca Rachid, tendo direção de Walter Avancini, Roberto Talma, Mário Márcio Bandarra, Ivan Zettel, Vicente Barcellos, Luiz Henrique Rios e Leandro Neri, direção geral de Walter Avancini, Roberto Talma e Mário Márcio Bandarra, com direção de núcleo de Roberto Talma. [1] [2]

Deborah Secco, Luigi Baricelli, Maurício Mattar, Patrícia França, Luís Melo, Othon Bastos, Elizabeth Savalla, Paulo Goulart e Susana Vieira interpretaram os papéis principais na trama.

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Valentim e Cecília são dois jovens que se apaixonam mas que pertencem a mundos muitos diferentes e vão ter de lutar pela felicidade.

Tudo começa em 1717, com a chegada ao Brasil do Conde de Assumar e da sua pequena comitiva, à qual pertencia a jovem Cecília de Sá. O grupo é atacado por um bando de salteadores, liderados por Molina, que sequestra a jovem encantado pela sua beleza. Mas Valentim surge para a salvar, fazendo nascer um amor que muda para sempre a vida dos dois. O futuro do romance fica comprometido logo que Cecília chega em casa e descobre que seu pai, Dom Lourenço, já tem um pretendente à sua mão, o rico e poderoso fidalgo Dom Fernão de Avelar.

O passado de Valentim também é um empecilho para a união dos dois: por ter-se recusado a entregar o mapa de umas minas de ouro à Coroa, o pai de Valentim foi considerado um traidor, preso e morto numa cela em Lisboa. Valentim foi criado pelo tio advogado, o poeta Manuel Cintra. Apesar da criação nobre e de sua fidalguia, é discriminado pelos poderosos da vila.

Motivado pelo amor que sente por Cecília, Valentim não vai medir esforços para provar a inocência de seu pai. Para isso, lutará para descobrir o mapa das minas de ouro. Cecília tampouco cede facilmente à vontade de seu pai: não se encanta com Fernão, que é rude, grosseiro e prepotente. Humilhado pela recusa, Fernão jura vingança e promete que Cecília será sua a qualquer preço.

As minas de ouro também são de interesse do Conde de Assumar que carregava consigo documentos que levariam a elas, mas que foram roubados pelo bando de Molina. Este articula um plano com Blanca de Sevilha, uma espanhola de origem cigana que veio ao Brasil fugida da inquisição. Para se infiltrar na sociedade de Guaratinguetá e descobrir com quem está o mapa, Molina mata um jesuíta, rouba seu hábito e parte para a vila, onde é recebido na igreja pelo Padre José Vilela e pela beata Imaculada, que não desconfiam do impostor. Enquanto isso, Blanca se envolve com Valentim, aproveitando-se de seu conturbado romance com Cecília.

Também os pescadores da cidade de Guaratinguetá têm uma luta constante: o reconhecimento do culto à Nossa Senhora Aparecida, que realizou milagres após sua imagem ter sido encontrada por eles no rio Paraíba do Sul.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

em ordem da abertura
Deborah Secco interpretou a protagonista Cecília.
Luigi Baricelli interpretou o protagonista Valentim.
Luís Melo interpretou o protagonista Zé Molina.
Othon Bastos interpretou o Padre José Vilela.
Elizabeth Savalla interpretou a protagonista Imaculada.
Paulo Goulart interpretou o protagonista Lourenço de Sá.
Susana Vieira interpretou a protagonista Dodô (Dorothéia).
Ator Personagem
Deborah Secco Cecília de Sá
Luigi Baricelli Valentim
Maurício Mattar Dom Fernão de Avelar
Patrícia França Blanca
Luís Melo Zé Molina
Othon Bastos Padre José Vilela
Elizabeth Savalla Imaculada
Paulo Goulart Lourenço de Sá
Suzana Vieira Dodô (Dorothéia)
Cláudio Corrêa e Castro Dom Agostinho de Miranda
Tássia Camargo Generosa
Giulia Gam Antonieta
Mariana Ximenes Izabel de Avelar
Jussara Freire Benta
Maria Zilda Bethlem Maria Montenegro
Jandir Ferrari Inocêncio
Taumaturgo Ferreira Juiz Honorato Vilela
Otávio Augusto Manuel Cintra
Carlos Vereza João Henrique
António Marques Conde de Assumar
Norton Nascimento Zacarias
Cecil Thiré Capitão Antunes
Bianca Byington Gertrudes
Rodrigo Faro Faustino
Lu Grimaldi Joaquina
Ernani Moraes Delegado Pedro Martins
Gracindo Júnior José Macedo
Murilo Rosa Diogo
Jackson Antunes Atanásio
Denise Milfont Mariquinhas
Roberto Bomtempo Aguilar
Felipe Camargo Frei Tomé
Flávio Ozório Jacinto
Isabel Fillardis Clarice
Luciano Vianna Teodoro
Natália Lage Ana
Karina Barum Tiburcina
Daniel de Oliveira Padre Gregório
Maria Ribeiro Rosa Maria
Andréa Avancini Delfina
Roney Villela João Fogaça
Raquel Nunes Celeste
Fábio Villa Verde Braz
Gustavo Haddad Luiz
Ida Gomes Zuleica
Carlos Gregório Domingos
Cláudio Gabriel João Alves
Isaac Bardavid Filipe Pedrosa
Lidiane Lisboa Brásia
Lúcia Veríssimo Arlete Sousa Cruz
Iléa Ferraz Pureza
Fernando Almeida Gil
Paulo Gorgulho Geraldo Bernardes
Stepan Nercessian João da Cruz
Floriano Peixoto Michel Damásio
Nizo Neto Marco Macedo
Yoná Magalhães Úrsula
Cyda Moreno Rosário
Cecília Dassi Zoé
Emanuelle Soncini Tonha
Mariah da Penha Eusébia
Pablo Sobral Cirilo
Renata Peret Bartira
Stênio Garcia Dom Antônio Cabral
Laura Cardoso Silvana
Luiz Antônio do Nascimento Damião
Samuel Mello Cosme
Rafael Rodrigo Miguel
Alexandre Drummond Thiago
Betty Faria Andréia Garcez
José Lewgoy Marcílio Delgado

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Deborah Secco e Luigi Baricelli

  1. "Pra Sempre (Adágio)" - Verônica Sabino
  2. "Santuário do Coração" - London Promenade Orchestra
  3. "Sevilla" - Gerardo Nunes
  4. "A Padroeira" - Joanna
  5. "Adágio da Sinfonia N° 3" - Sérgio Saraceni
  6. "Shosholoza '99" - Ladysmith Black Mambazo
  7. "Resistência" - Orlando Morais
  8. "Fado da Delfina" - Henrique Cazes
  9. "Imbube" - Ladysmith Black Mambazo
  10. "Eu Sei" - Sara Tavares
  11. "Feriado Bancário" - London Promenade Orchestra
  12. "Sinos Através do Campo" - London Promenade Orchestra
  13. "Michel" - Eversong's Project
  14. "Guardian Angel" - Due Angeli
  15. "Sol de Primavera" - Kika Tristão

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
  • Exibida entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002 em 215 capítulos.
  • A novela foi baseada no romance As Minas de Prata, de José de Alencar, e, na trama homônima de Ivani Ribeiro, exibida pela extinta TV Excelsior, nos anos 1960. O tema central da trama, foi a devoção à imagem de Nossa Senhora da Aparecida, encontrada por pescadores.
  • Por conta do grande sucesso de seus personagens, Íris e Fred, em Laços de Família, novela de Manoel Carlos, encerrada há poucos meses, Deborah Secco e Luigi Baricelli, foram convidados para protagonizar este folhetim de época. Bem como Walter Avancini, que voltava à direção de uma novela, após um curtíssimo intervalo de três meses, com o término de O Cravo e a Rosa.
  • Devido à baixa audiência da trama, grandes alterações de elenco foram feitas. A partir do capítulo 37, em 30 de julho de 2001, uma segunda-feira, uma trupe de artistas circenses e alguns outros personagens, chegavam à trama, como a vedete Dorotéia (Suzana Vieira), o artista de rua Faustino (Rodrigo Faro) e Padre Gregório (Daniel de Oliveira), que ocupou o lugar de Padre José (Othon Bastos), assassinado pelo vilão Fernão (Maurício Mattar). Pouco tempo depois, Giulia Gam faria uma participação especial, como Antonieta, ex-mulher de Fernão. Ela voltou no final da trama, para balançar as estruturas do seu romance com Cecília (Deborah Secco). Isabel Fillardis e Felipe Camargo também entraram no final da novela. Ela, como Clarice. E ele, como Frei Tomé. Já Yoná Magalhães, que fazia a feiticeira Úrsula, fazia duas novelas simultaneamente, estava entrando de cabeça em As Filhas da Mãe, novela de Silvio de Abreu, que estrearia há poucos dias, no horário das 19h00. Além do que, muitas atores apareceram na novela, ainda no início da trama, como Denise Milfont, Maria Ribeiro, Jackson Antunes, Norton Nascimento, Raquel Nunes, Roney Vilella, entre outros.
  • O diretor de núcleo, Walter Avancini, teve que se afastar da direção da novela por um mês e meio, após sua estréia, por problemas de saúde, vindo a falecer em 26 de setembro de 2001, uma quarta-feira, enquanto ia ao ar, o capítulo 87. Foi substituído por Roberto Talma.
  • Fatos notáveis na trama foram os diversos anacronismos: o uso de gestos, como fazer ziper com os dedos para que alguém calasse a boca, o uso de relógios de pulso e o cabelo extremamente curto da atriz Giulia Gam, muito masculino para a época.
  • Apesar do relativo fracasso, a novela teve de ser esticada em três meses, devido à sinopse de A Dança da Vida, de Maria Adelaide Amaral, ter sido vetada para o horário das 18h00. Com isso, Emanuel Jacobina foi convidado às pressas para escrever Coração de Estudante, que estreou no final de fevereiro.
  • O tema de abertura foi trocado por três vezes. O tema de abertura da primeira fase foi Santuário do Coração, com London Promenade Orchestra. Depois de algumas veiculações da abertura com a canção Shosholoza, com Ladysmith Black Manzano, a abertura da segunda fase, passou a ser A Padroeira, com a cantora Joanna, que fez uma participação especial no último capítulo, cantando o tema homônimo.
  • Deborah Secco e Maurício Mattar, intérpretes de Cecília e Fernão, iniciaram um romance na vida real, após o término da novela.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Sua média geral foi de 26,0 pontos.[3]

Estreou com uma média de 31 pontos.

Seu recorde negativo foi alcançado em 27 de outubro de 2001, quando marcou apenas 19 pontos.

No último capítulo, marcou uma média de 39 pontos, sendo esse seu recorde.

A novela é considerada o único fracasso de Walcyr Carrasco na Globo.

Ao contrário da maioria das novelas dele, nunca foi reprisada.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Qualidade Brasil RJ (2001)
  • Melhor Telenovela
  • Melhor Ator Coadjuvante - Otávio Augusto
Melhores do Ano (2001)
  • Música de Abertura - "A Padroeira", Joanna
Prêmio Contigo!(2001)
  • Música de Abertura - "A Padroeira", Joanna
Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande (2001)
  • Melhor Ator Negro de Novela - Norton Nascimento

Referências

  1. Memória Globo. A Padroeira - Trama Principal. Página visitada em 25 de janeiro de 2014.
  2. XAVIER, Nilson. A Padroeira - Teledramaturgia. Página visitada em 25 de janeiro de 2014.
  3. Ricardo Feltrin (18 de setembro de 2008). Ibope de novelas desaba na Globo; veja a queda. UOL. Página visitada em 17 de novembro de 2012.