A Padroeira

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A Padroeira
A Padroeira (BR)
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Comédia
Romance
Duração 50 minutos
Criador(es) Walcyr Carrasco
País de origem  Brasil

Permitido para todas as idades i DEJUS (Brasil) [1]

Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Walter Avancini
Narrador(es) Danton Mello [2]
Elenco Deborah Secco
Luigi Baricelli
Maurício Mattar
Patrícia França
Luís Mello
Othon Bastos
Elizabeth Savalla
Paulo Goulart
Ver mais
Tema de abertura "A Padroeira" - Joanna
Tema de
encerramento
"A Padroeira" - Joanna
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 18 de junho de 2001 - 22 de fevereiro de 2002
N.º de episódios 215
Cronologia
Último
Último
Estrela-Guia
Coração de Estudante
Próximo
Próximo

A Padroeira é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, entre 18 de junho de 2001 e 22 de fevereiro de 2002, em 215 capítulos,[3] substituindo Estrela-Guia e sendo substituída por Coração de Estudante.

Foi escrita por Walcyr Carrasco, com colaboração de Mário Teixeira e Duca Rachid, tendo direção de Walter Avancini, Roberto Talma, Mário Márcio Bandarra, Ivan Zettel, Vicente Barcellos, Luiz Henrique Rios e Leandro Neri, direção geral de Walter Avancini, Roberto Talma e Mário Márcio Bandarra, com direção de núcleo de Roberto Talma. [4] [5]

Contou com Deborah Secco, Luigi Baricelli, Maurício Mattar, Patrícia França, Luís Melo, Othon Bastos, Elizabeth Savalla, Paulo Goulart, Tássia Camargo, Mariana Ximenes e Taumaturgo Ferreira nos papéis principais.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Trama principal[editar | editar código-fonte]

Fé, amor e aventura formam a base da trama de A Padroeira, novela de Walcyr Carrasco que conta a história do amor impossível de Valentim Coimbra (Luigi Baricelli) e Cecília de Sá (Deborah Secco) na vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, na então capitania de São Paulo e Minas do Ouro, no ano de 1717. A novela tem como pano de fundo a luta dos pescadores da região pelo reconhecimento do culto a Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada por eles no rio Paraíba do Sul. Entre as referências do autor para criar a novela está a obra As Minas de Prata, de José de Alencar.

A história começa com a chegada ao Brasil de Dom Pedro de Almeida Portugal, o Conde de Assumar (Antônio Marques), enviado para assumir a governadoria da capitania. O conde trazia instruções de D. João V, rei de Portugal, para motivar o descobrimento de novas minas de ouro e aumentar os impostos sobre o metal encontrado na colônia. A vila de Guaratinguetá, situada na passagem para Minas Gerais, funcionava como entreposto, o que gerou o estabelecimento de uma elite fidalga na região. Vivia-se no Brasil-Colônia sob a febre do ouro, o poder da Igreja com sua rígida moral cristã, a submissão da mulher – usada muitas vezes como moeda de troca para fortalecer a aliança entre famílias importantes – e a ameaça dos criminosos que usavam a região para se esconder.

No cortejo do Conde de Assumar viaja a jovem Cecília, filha do fidalgo D. Lourenço de Sá (Paulo Goulart), que retorna de um convento em Portugal para se casar com D. Fernão de Avelar (Maurício Mattar), a quem foi prometida por seu pai. O grupo é atacado por um bando de salteadores liderados pelo degredado Molina (Luís Melo), que se encanta com a beleza de Cecília e a rapta. A moça é salva por Valentim, filho de um suposto traidor da Coroa de Portugal e que, por isso, é rejeitado pela sociedade local. Os dois se apaixonam.

Valentim foi criado pelo tio, o poeta Manoel de Cintra (Otávio Augusto), após seu pai ser encarcerado em Lisboa por ter se negado a revelar à metrópole a localização das minas de ouro que encontrara. Para não cair na miséria, o rapaz treinou as artes da guerra e das armas, e sonha encontrar o mapa das minas descobertas pelo pai. Seu único amigo é o fidalgo Diogo Soares Cabral (Murilo Rosa), que também nutre um amor impossível, por Izabel de Avelar (Mariana Ximenes).

No assalto ao cortejo do conde, Molina rouba documentos que podem levar à localização dos mapas das minas deixados pelo pai de Valentim, que estariam escondidos para que, um dia, o próprio Valentim encontrasse as minas. De olho na fortuna, o bandido articula um plano com sua mulher, a espanhola de origem cigana Blanca de Sevilha (Patrícia França), que veio para o Brasil fugida da Inquisição. Ele se infiltra na vila de Guaratinguetá como um padre, e ninguém desconfia de sua verdadeira identidade. Branca, por sua vez, tem como missão conquistar Valentim.

Apaixonada por seu salvador, Cecília não aceita a imposição do pai, que quer vê-la casada com o rude e prepotente Fernão. O jovem Valentim se sente humilhado pela recusa, e promete que Cecília será sua. Cecília não encontra apoio no irmão, Braz (Fábio Villaverde), pois ele é amigo de Fernão; e sua madrasta, Gertrudes (Bianca Byington), não tem voz ativa na casa. A única que tenta ajudá-la é a irmã Marcelina (Renata Nascimento), menina que, apesar de cega, sabe de tudo o que acontece a sua volta. Após várias armações, porém, Cecília cede à pressão e torna-se esposa de Fernão. Tempos depois, no entanto, o casamento acabaria anulado.

Cecília e Valentim terminam juntos, em um final que quase repete a tragédia dos apaixonados Romeu e Julieta. A heroína da trama chega a ser dada como morta, após beber uma poção para não ter de se casar novamente com Fernão, mas Valentim descobre o ardil a tempo. Após ser ferida para salvar Valentim, Blanca encontra a paz ao dedicar sua vida a Deus, e Molina é morto. Fernão tenta atacar a igreja para onde foi levada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, mas as patas de seu cavalo ficam presas nos degraus da escadaria, reproduzindo um dos supostos milagres relatados pelas histórias que envolvem a santa.

Culto a Nossa Senhora Aparecida[editar | editar código-fonte]

A história real do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida pelos pescadores Filipe Pedroso (Isaac Bardavid), João Alves (Cláudio Gabriel) e Domingos Martins Corrêa (Carlos Gregório) no rio Paraíba, os primeiros milagres atribuídos à santa e o esforço de Atanásio Pedroso (Jackson Antunes) para a construção de sua primeira capela também são relatados na trama de A Padroeira. Os três pescadores saem para pescar no rio Paraíba sob a ameaça de serem castigados se não voltarem com peixes, já que a iguaria é aguardada para ser servida no banquete em homenagem ao Conde de Assumar. Após várias tentativas infrutíferas, a rede de João Alves traz a imagem de uma santa sem cabeça. Ele atira a rede novamente e vem a cabeça da santa que, para surpresa geral, é negra. Os amigos veem a descoberta como um sinal de Deus e continuam atirando suas redes ao rio, até que seus barcos ficam abarrotados de peixes. Na volta para casa, Domingos mostra a imagem à mulher, Silvana (Laura Cardoso) – que é irmã de Filipe e mãe de João –, e ela cola a cabeça da santa com cera, colocando a imagem em um oratório. Os pescadores da região e suas famílias passam a se reunir em torno da santa para rezar o terço, cuja primeira capela é fundada por Atanásio, filho do pescador Filipe.

Na primeira manifestação tida como milagre, as velas do pequeno altar erguido para a santa tremem de forma misteriosa, espantando os habitantes locais. O segundo suposto milagre acontece quando o escravo foragido Zacarias (Norton Nascimento), capturado pelo capitão do mato João Fogaça (Roney Vilella), faz uma oração diante da santa e os grilhões de suas correntes arrebentam.

A existência de uma santa negra amada pelo povo alarma os preconceituosos fidalgos e divide as opiniões na vila, provocando uma tensão entre os que defendem a santa e os que querem impedir seu culto. É quando se realiza o terceiro milagre, que envolve a família de Cecília (Deborah Secco). Gertrudes (Bianca Byington) leva a filha Marcelina (Renata Nascimento) para rezar junto à santa, e ela recupera a visão, fazendo com que Dom Lourenço (Paulo Goulart) permita a construção de uma capela em suas terras, à beira da estrada, que passa a ser o primeiro local de culto oficial a Nossa Senhora Aparecida.

Humor[editar | editar código-fonte]

O humor esteve presente na trama, entre outras histórias, através da dobradinha formada pela beata Imaculada (Elizabeth Savalla) e pelo poeta Manoel de Cintra (Otávio Augusto), homem sensível que defende dois moleques escravos, Cosme (Samuel Melo) e Damião (Luís Antônio Nascimento), e gosta de se rebelar contra os fidalgos. Ele se apaixona pela rígida religiosa, mas, no final, convencido de que ela é interesseira, casa-se com Dorotéia, a Dodô (Susana Vieira).

Elenco[editar | editar código-fonte]

em ordem de abertura

Ator/Atriz Personagem
Deborah Secco Cecília de Sá
Luigi Baricelli Valentim Coimbra
Maurício Mattar Dom Fernão de Avelar
Patrícia França Blanca de Sevilla
Luís Melo Zé Molina
Othon Bastos José Alves Villela
Elizabeth Savalla Imaculada
Paulo Goulart Lourenço de Sá
Suzana Vieira Dodô (Dorothéia)
Cláudio Corrêa e Castro Dom Agostinho de Miranda
Tássia Camargo Generosa
Giulia Gam Antonieta
Mariana Ximenes Izabel de Avelar
Jussara Freire Benta
Maria Zilda Bethlem Maria Montenegro
Jandir Ferrari Inocêncio
Taumaturgo Ferreira Juiz Honorato Vilela
Otávio Augusto Manoel Cintra
Carlos Vereza João Henrique
António Marques Conde de Assumar
Norton Nascimento Zacarias
Cecil Thiré Capitão Antunes
Bianca Byington Gertrudes de Sá
Rodrigo Faro Faustino
Lu Grimaldi Joaquina
Ernani Moraes Delegado Pedro Martins
Gracindo Júnior José Macedo
Murilo Rosa Diogo Soares Cabral
Jackson Antunes Atanásio Pedroso
Denise Milfont Mariquinhas
Roberto Bomtempo Aguilar
Felipe Camargo Frei Tomé
Flávio Ozório Jacinto
Isabel Fillardis Clarice
Luciano Vianna Teodoro
Natália Lage Ana
Karina Barum Tiburcina
Daniel de Oliveira Padre Gregório
Maria Ribeiro Rosa Maria
Andréa Avancini Delfina
Roney Villela João Fogaça
Raquel Nunes Celeste
Fábio Villa Verde Braz, o Alferes
Gustavo Haddad Luiz Antunes
Ida Gomes Zuleica
Carlos Gregório Domingos Martins Correa
Cláudio Gabriel João Alves
Isaac Bardavid Filipe Pedroso
Lidiane Lisboa Brásia
Lúcia Veríssimo Arlete Sousa Cruz
Iléa Ferraz Pureza
Fernando Almeida Gil
Paulo Gorgulho Geraldo Bernardes
Stepan Nercessian João da Cruz
Floriano Peixoto Michel Damásio
Nizo Neto Marco Macedo
Yoná Magalhães Úrsula
Cyda Moreno Rosário
Cecília Dassi Zoé
Emanuelle Soncini Tonha
Mariah da Penha Eusébia
Pablo Sobral Cirilo
Renata Peret Bartira
Stênio Garcia Dom Antônio Cabral
Laura Cardoso Silvana da Rocha
Luiz Antônio do Nascimento Damião
Samuel Mello Cosme
Rafael Rodrigo Miguel
Alexandre Drummond Thiago
Betty Faria Andréia Garcez
José Lewgoy Marcílio Delgado

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Deborah Secco e Luigi Baricelli

  1. "Pra Sempre (Adágio)" - Verônica Sabino
  2. "Santuário do Coração" - London Promenade Orchestra
  3. "Sevilla" - Gerardo Nunes
  4. "A Padroeira" - Joanna
  5. "Adágio da Sinfonia N° 3" - Sérgio Saraceni
  6. "Shosholoza '99" - Ladysmith Black Mambazo
  7. "Resistência" - Orlando Morais
  8. "Fado da Delfina" - Henrique Cazes
  9. "Imbube" - Ladysmith Black Mambazo
  10. "Eu Sei" - Sara Tavares
  11. "Feriado Bancário" - London Promenade Orchestra
  12. "Sinos Através do Campo" - London Promenade Orchestra
  13. "Michel" - Eversong's Project
  14. "Guardian Angel" - Due Angeli
  15. "Sol de Primavera" - Kika Tristão

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Exibida entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002 em 215 capítulos.
  • A novela foi baseada no romance As Minas de Prata, de José de Alencar, e, na trama homônima de Ivani Ribeiro, exibida pela extinta TV Excelsior, nos anos 1960. O tema central da trama, foi a devoção à imagem de Nossa Senhora da Aparecida, encontrada por pescadores.
  • Por conta do grande sucesso de seus personagens, Íris e Fred, em Laços de Família, novela de Manoel Carlos, encerrada há poucos meses, Deborah Secco e Luigi Baricelli, foram convidados para protagonizar este folhetim de época. Bem como Walter Avancini, que voltava à direção de uma novela, após um curtíssimo intervalo de três meses, com o término de O Cravo e a Rosa.
  • Devido à baixa audiência da trama, grandes alterações de elenco foram feitas. A partir do capítulo 37, em 30 de julho de 2001, uma segunda-feira, uma trupe de artistas circenses e alguns outros personagens, chegavam à trama, como a vedete Dorotéia (Suzana Vieira), o artista de rua Faustino (Rodrigo Faro) e Padre Gregório (Daniel de Oliveira), que ocupou o lugar de Padre José (Othon Bastos), assassinado pelo vilão Fernão (Maurício Mattar). Pouco tempo depois, Giulia Gam faria uma participação especial, como Antonieta, ex-mulher de Fernão. Ela voltou no final da trama, para balançar as estruturas do seu romance com Cecília (Deborah Secco). Isabel Fillardis e Felipe Camargo também entraram no final da novela. Ela, como Clarice. E ele, como Frei Tomé. Já Yoná Magalhães, que fazia a feiticeira Úrsula, fazia duas novelas simultaneamente, estava entrando de cabeça em As Filhas da Mãe, novela de Silvio de Abreu, que estrearia há poucos dias, no horário das 19h00. Além do que, muitas atores apareceram na novela, ainda no início da trama, como Denise Milfont, Maria Ribeiro, Jackson Antunes, Norton Nascimento, Raquel Nunes, Roney Vilella, entre outros.
  • O diretor de núcleo, Walter Avancini, teve que se afastar da direção da novela por um mês e meio, após sua estréia, por problemas de saúde, vindo a falecer em 26 de setembro de 2001, uma quarta-feira, enquanto ia ao ar, o capítulo 87. Foi substituído por Roberto Talma.
  • Fatos notáveis na trama foram os diversos anacronismos: o uso de gestos, como fazer ziper com os dedos para que alguém calasse a boca, o uso de relógios de pulso e o cabelo extremamente curto da atriz Giulia Gam, muito masculino para a época.
  • Apesar do relativo fracasso, a novela teve de ser esticada em três meses, devido à sinopse de A Dança da Vida, de Maria Adelaide Amaral, ter sido vetada para o horário das 18h00. Com isso, Emanuel Jacobina foi convidado às pressas para escrever Coração de Estudante, que estreou no final de fevereiro.
  • O tema de abertura foi trocado por três vezes. O tema de abertura da primeira fase foi Santuário do Coração, com London Promenade Orchestra. Depois de algumas veiculações da abertura com a canção Shosholoza, com Ladysmith Black Manzano, a abertura da segunda fase, passou a ser A Padroeira, com a cantora Joanna, que fez uma participação especial no último capítulo, cantando o tema homônimo.
  • Deborah Secco e Maurício Mattar, intérpretes de Cecília e Fernão, iniciaram um romance na vida real, após o término da novela.

Audiência[editar | editar código-fonte]

Sua média geral foi de 26,0 pontos.[6]

Estreou com uma média de 31 pontos.

Seu recorde negativo foi alcançado em 27 de outubro de 2001, quando marcou apenas 19 pontos.

No último capítulo, marcou uma média de 39 pontos, sendo esse seu recorde.

A novela é considerada o único fracasso de Walcyr Carrasco na Globo.

Ao contrário da maioria das novelas dele, nunca foi reprisada.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Qualidade Brasil RJ (2001)
  • Melhor Telenovela
  • Melhor Ator Coadjuvante - Otávio Augusto
Melhores do Ano (2001)
  • Música de Abertura - "A Padroeira", Joanna
Prêmio Contigo!(2001)
  • Música de Abertura - "A Padroeira", Joanna
Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande (2001)
  • Melhor Ator Negro de Novela - Norton Nascimento

Referências

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    |data =
    }}
    
    . Ministério da Justiça. Página visitada em 20 de fevereiro de 2014.
  2. Carol Gregnanin (09 de outubro de 2013). Oba, a Fatinha já tem data para voltar. IG Colunistas - Na TV. Página visitada em 17 de março de 2014.
  3. Memória Globo. A Padroeira - Ficha Técnica. Página visitada em 21 de dezembro de 2008.
  4. Memória Globo. A Padroeira - Trama Principal. Página visitada em 25 de janeiro de 2014.
  5. XAVIER, Nilson. A Padroeira - Teledramaturgia. Página visitada em 25 de janeiro de 2014.
  6. Ricardo Feltrin (18 de setembro de 2008). Ibope de novelas desaba na Globo; veja a queda. UOL. Página visitada em 17 de novembro de 2012.